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O trio do amor
Fandom: Triângulo amoroso
Criado: 06/06/2026
Tags
RomancePWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaFatias de VidaEstudo de PersonagemRomance
Entre Lentes e Desejos
O corredor do bloco de Engenharia da faculdade estava abafado, mas o calor que Adriana sentia não vinha apenas do clima de final de semestre. Ela ajeitou os óculos de armação grossa que insistiam em escorregar pelo nariz e apertou os livros contra o peito, tentando ignorar a sensação de que suas coxas roçavam uma na outra por baixo da saia justa de malha. Adriana sempre se via no espelho e focava no que achava ser excesso, sem perceber que, para quem a via passar, cada curva era um convite ao pecado. Seus cabelos castanhos e cacheados emolduravam um rosto de traços suaves, e o contraste da pele morena com o brilho inteligente no olhar a tornava irresistível, embora ela duvidasse disso toda manhã.
— Ei, Dri! Espera aí! — A voz de Daniel ecoou, suave e reconfortante.
Ela parou e sorriu instantaneamente. Daniel era a personificação da gentileza. Moreno, com o cabelo preto cortado baixo e um porte físico que denunciava horas de natação, ele se aproximou com um sorriso que sempre fazia o coração dela errar a batida.
— Oi, Dani. Achei que você já estivesse na biblioteca — disse ela, sentindo a mão dele pousar levemente em seu ombro.
— Eu estava, mas não consigo me concentrar sem a minha dupla favorita — ele respondeu, baixando o tom de voz de um jeito que a fez arrepiar. — Você está linda hoje. Esse azul destaca seus olhos.
— São só óculos novos, Dani... e eu estou descabelada — ela murmurou, desviando o olhar, as bochechas ganhando um tom avermelhado.
— Você nunca acredita, não é? — Daniel deu um passo para mais perto, o perfume amadeirado dele invadindo o espaço dela. — Um dia eu vou te fazer enxergar o que eu vejo.
Antes que ela pudesse responder, uma risada vibrante interrompeu o momento. Lailson vinha em direção a eles, esbanjando a simpatia que o tornava o centro das atenções em qualquer festa. Ele era moreno como Daniel, mas seus cabelos pretos eram cacheados e volumosos no topo, dando-lhe um ar jovial e extremamente atraente. A camiseta apertada deixava claro que o corpo era esculpido por treinos intensos.
— Deixa de ser meloso, Daniel! — Lailson brincou, passando o braço pelo pescoço de Adriana e depositando um beijo estalado em sua bochecha. — Nossa deusa precisa de animação, não de sermão romântico. E aí, Dri? Pronta para a festa de encerramento amanhã?
— Não sei se eu vou, Lailson. Tenho muita coisa para estudar — Adriana respondeu, sentindo o calor do corpo dele contra o seu.
— Ah, você vai sim. Eu faço questão de te buscar — Lailson piscou, os olhos brilhando com uma malícia saudável. — E se você não for, eu vou ter que ficar lá sozinho, triste, pensando em como você ficaria maravilhosa naquele vestido preto que eu sei que você comprou.
Adriana riu, sentindo-se lisonjeada e, ao mesmo tempo, dividida. Daniel era o porto seguro, o carinho que ela sempre quis; Lailson era o fogo, a diversão que a fazia se sentir viva. O que ela não esperava era a terceira ponta daquela tensão que se aproximava silenciosamente.
— Falando em vestidos pretos e corpos maravilhosos... — A voz de Pablo surgiu como um sussurro perigoso atrás dela.
Adriana deu um pequeno pulo. Pablo era o oposto dos outros dois. Loiro, de pele clara e olhos que pareciam ler os pensamentos mais impuros de qualquer um, ele exalava uma aura de "safado" que era impossível ignorar. O cabelo loiro estava impecavelmente cortado, e ele vestia uma jaqueta de couro que o deixava com cara de problema.
— Pablo, não assusta a garota — Daniel repreendeu, embora houvesse uma nota de desafio no olhar.
— Eu não assusto, Daniel. Eu provoco — Pablo disse, contornando Adriana e parando bem na frente dela, forçando-a a olhar para cima. Ele levou a mão ao queixo dela, levantando-o levemente. — Você se esconde atrás desses livros e desses óculos, Adriana, mas eu vejo o fogo que você tenta apagar.
— Eu não... eu não tento apagar nada — ela gaguejou, a respiração ficando curta.
— Tenta sim — Pablo sorriu, um sorriso de lado que prometia coisas pecaminosas. — Amanhã, na festa, eu vou te mostrar que você não precisa de desculpas para ser a mulher mais gostosa daquela faculdade.
O silêncio que se seguiu foi carregado. Daniel deu um passo à frente, protetor; Lailson manteve o braço ao redor dela, possessivo; e Pablo apenas manteve o olhar fixo, predatório. Adriana se sentiu o centro de um furacão de testosterona e desejo.
— Bom, eu tenho aula agora — ela disse, a voz trêmula, tentando escapar da pressão deliciosa daqueles três pares de olhos.
— Te vejo depois, Dri — Daniel disse, tocando a mão dela por um segundo a mais do que o necessário.
— Não esquece do nosso combinado! — Lailson exclamou, dando um tapinha leve na cintura dela.
— Prepare-se, Adriana — Pablo apenas sussurrou, alto o suficiente para que só ela ouvisse. — Amanhã você é minha.
A noite da festa chegou mais rápido do que Adriana esperava. No espelho do quarto, ela se encarava com uma mistura de pavor e fascinação. O vestido preto era de cetim, com alças finas e um decote que valorizava seus seios fartos. Ele abraçava suas curvas, marcando a cintura e realçando o quadril largo. Ela optou por deixar os cachos soltos e volumosos, e a maquiagem leve destacava seus lábios, que ela pintou com um gloss provocante. Os óculos continuavam lá, sua marca registrada, mas agora pareciam um acessório de sedução.
Quando chegou ao local da festa, uma casa de eventos perto do campus, a música alta e as luzes coloridas a envolveram. Não demorou dois minutos para que ela fosse cercada.
— Puta merda, Adriana... — A voz de Lailson foi a primeira. Ele estava encostado no bar, com uma cerveja na mão, e quase a derrubou quando a viu. — Eu sabia que você era gostosa, mas hoje você passou dos limites.
Ele se aproximou, a mão descendo naturalmente para a curva do quadril dela, puxando-a para perto.
— Você gostou? — ela perguntou, sentindo a autoconfiança subir como uma onda.
— Gostei é pouco. Eu quero te carregar daqui agora mesmo — ele confessou no ouvido dela, a respiração quente causando arrepios.
— Calma, Lailson. Deixa ela respirar — Daniel apareceu, vestindo uma camisa social branca com os primeiros botões abertos, revelando a pele morena. Ele parecia um príncipe, mas o olhar que lançou para o decote de Adriana era puramente carnal. — Você está deslumbrante, Dri. De verdade.
— Obrigada, Dani — ela sorriu, sentindo-se a mulher mais sortuda do mundo entre os dois.
— Onde está o loiro? — Lailson perguntou, olhando ao redor.
— Procurando por mim? — Pablo surgiu das sombras de um corredor lateral que levava aos quartos da casa. Ele estava com um copo de uísque e um olhar que fez as pernas de Adriana fraquejarem. — Eu disse que ela ia ser a visão mais linda da noite. Mas ver de longe não é o suficiente para mim.
Pablo caminhou até o grupo e, sem pedir licença, pegou a mão de Adriana, beijando a palma com lentidão.
— O que vocês acham de pararmos de fingir que não estamos todos querendo a mesma coisa? — Pablo jogou a bomba, olhando diretamente para Daniel e Lailson.
— Pablo, aqui não é o lugar — Daniel murmurou, embora não parecesse totalmente contra a ideia.
— Por que não? — Lailson interveio, a voz rouca. — A Dri sabe que a gente é louco por ela. E eu sei que vocês dois também estão babando.
Adriana sentiu o coração disparar. O desejo que ela reprimia por cada um deles — o carinho de Daniel, a energia de Lailson e a safadeza de Pablo — parecia convergir para um único ponto de tensão.
— Eu... eu não sei o que dizer — ela confessou, a voz sumindo.
— Não diga nada — Pablo disse, puxando-a delicadamente pelo braço em direção ao corredor mais escuro. — Só vem com a gente.
Eles entraram em um dos quartos reservados. A porta foi trancada por Daniel. O silêncio lá dentro era preenchido apenas pelo som da respiração pesada de quatro pessoas. A luz que vinha da rua, filtrada pelas cortinas, banhava o quarto em tons de azul e sombra.
— Você tem ideia do que faz com a gente, Adriana? — Daniel se aproximou por trás, as mãos grandes espalmando em sua cintura, puxando as costas dela contra o peito dele. — Eu passo as aulas imaginando como seria tirar esses óculos e te beijar até você esquecer o próprio nome.
— E eu? — Lailson parou na frente dela, as mãos indo para as coxas de Adriana, subindo lentamente o tecido do vestido. — Eu sonho com essas curvas toda noite. Com o jeito que você morde o lábio quando está concentrada.
Pablo, o mais ousado, ajoelhou-se na frente dela. Seus olhos loiros brilhavam com uma intensidade predatória.
— Eles são gentis demais — Pablo disse, a voz vibrando baixo. — Eu quero ver você perder o controle. Quero ver essa morena comportada implorar por mais.
As mãos de Pablo subiram por baixo do vestido, encontrando a calcinha de renda. Adriana soltou um suspiro profundo, a cabeça caindo para trás, encontrando o ombro de Daniel.
— Por favor... — ela implorou, sem saber exatamente o que estava pedindo, mas querendo tudo.
— Por favor o quê, meu anjo? — Daniel sussurrou em seu ouvido, enquanto seus lábios trilhavam um caminho de beijos pelo seu pescoço, evitando por pouco o contato com a orelha.
— Eu quero vocês. Todos vocês — ela confessou, a voz carregada de luxúria reprimida.
Lailson não esperou. Ele a puxou para um beijo faminto, uma exploração de línguas que falava de anos de desejo contido. Ao mesmo tempo, as mãos de Daniel exploravam seus seios por cima do cetim, apertando com a firmeza certa, fazendo-a gemer contra a boca de Lailson.
Pablo, ainda entre as pernas dela, afastou a calcinha para o lado. O contato dos dedos dele com sua intimidade úmida fez Adriana dar um solavanco.
— Olha como ela está pronta — Pablo murmurou, a voz vitoriosa. — Tão molhada e quente.
Daniel ajudou a descer o zíper do vestido, e o tecido escorregou pelo corpo de Adriana, revelando a pele morena e as curvas generosas que os três tanto cobiçavam. Ela se sentia exposta, mas, pela primeira vez na vida, sentia-se poderosa. Ver o desejo nos olhos daqueles três homens — cada um de um jeito diferente, mas todos igualmente intensos — fez com que ela se sentisse a mulher mais linda do mundo.
— Você é perfeita, Adriana — Lailson disse, a voz embargada, enquanto descia para beijar a curva do seu abdômen. — Cada centímetro seu.
Daniel a virou de frente para ele, tirando os óculos dela com delicadeza e colocando-os sobre a mesa de cabeceira.
— Agora, olhe para mim — ele pediu. — Sem barreiras.
O que se seguiu foi uma sinfonia de toques e sensações. Daniel era o toque firme e seguro, garantindo que ela se sentisse amada em cada carícia. Lailson era a paixão desenfreada, explorando cada curva com a boca e as mãos, fazendo-a rir de prazer e arquejar de surpresa. E Pablo... Pablo era o mestre da provocação, levando-a ao limite, sussurrando palavras sujas que a faziam queimar de dentro para fora.
Naquela cama larga, Adriana descobriu que não precisava escolher. O triângulo — ou melhor, aquele quarteto inesperado — se encaixava com uma perfeição anatômica e emocional que ela jamais imaginara. Ela era o centro, a força gravitacional que mantinha aqueles três homens em sua órbita.
— Mais... — ela pedia, as unhas cravadas nas costas de Lailson enquanto Daniel a possuía com uma doçura que contrastava com a força de Pablo, que a estimulava com os dedos e a boca.
O ápice veio para todos quase ao mesmo tempo, uma explosão de prazer que deixou o quarto em um silêncio reverente, quebrado apenas pelas respirações ofegantes. Adriana estava deitada entre eles, a pele brilhando de suor, o cabelo espalhado pelos travesseiros.
Daniel beijou sua testa. Lailson segurou sua mão. Pablo, recostado na cabeceira, acendeu um cigarro (mesmo sendo proibido) e sorriu para ela.
— Eu disse que você era fogo, morena — Pablo comentou, soltando a fumaça.
— E eu disse que você era linda — Daniel completou, abraçando-a de lado.
— E eu digo... — Lailson começou, bocejando de satisfação — que a gente vai ter que repetir isso amanhã. E depois. E depois.
Adriana sorriu, esticando o braço para pegar seus óculos na mesinha. Ela os colocou e olhou para os três. O mundo parecia mais nítido agora, não só pela lente, mas pela certeza de que ela era exatamente quem deveria ser.
— Amanhã temos prova de Cálculo — ela disse, tentando recuperar a postura de estudante, mas o brilho em seus olhos a traía.
— A gente estuda junto — os três responderam em coro, e o quarto foi preenchido por uma risada compartilhada que selava um pacto que ia muito além das paredes da faculdade.
— Ei, Dri! Espera aí! — A voz de Daniel ecoou, suave e reconfortante.
Ela parou e sorriu instantaneamente. Daniel era a personificação da gentileza. Moreno, com o cabelo preto cortado baixo e um porte físico que denunciava horas de natação, ele se aproximou com um sorriso que sempre fazia o coração dela errar a batida.
— Oi, Dani. Achei que você já estivesse na biblioteca — disse ela, sentindo a mão dele pousar levemente em seu ombro.
— Eu estava, mas não consigo me concentrar sem a minha dupla favorita — ele respondeu, baixando o tom de voz de um jeito que a fez arrepiar. — Você está linda hoje. Esse azul destaca seus olhos.
— São só óculos novos, Dani... e eu estou descabelada — ela murmurou, desviando o olhar, as bochechas ganhando um tom avermelhado.
— Você nunca acredita, não é? — Daniel deu um passo para mais perto, o perfume amadeirado dele invadindo o espaço dela. — Um dia eu vou te fazer enxergar o que eu vejo.
Antes que ela pudesse responder, uma risada vibrante interrompeu o momento. Lailson vinha em direção a eles, esbanjando a simpatia que o tornava o centro das atenções em qualquer festa. Ele era moreno como Daniel, mas seus cabelos pretos eram cacheados e volumosos no topo, dando-lhe um ar jovial e extremamente atraente. A camiseta apertada deixava claro que o corpo era esculpido por treinos intensos.
— Deixa de ser meloso, Daniel! — Lailson brincou, passando o braço pelo pescoço de Adriana e depositando um beijo estalado em sua bochecha. — Nossa deusa precisa de animação, não de sermão romântico. E aí, Dri? Pronta para a festa de encerramento amanhã?
— Não sei se eu vou, Lailson. Tenho muita coisa para estudar — Adriana respondeu, sentindo o calor do corpo dele contra o seu.
— Ah, você vai sim. Eu faço questão de te buscar — Lailson piscou, os olhos brilhando com uma malícia saudável. — E se você não for, eu vou ter que ficar lá sozinho, triste, pensando em como você ficaria maravilhosa naquele vestido preto que eu sei que você comprou.
Adriana riu, sentindo-se lisonjeada e, ao mesmo tempo, dividida. Daniel era o porto seguro, o carinho que ela sempre quis; Lailson era o fogo, a diversão que a fazia se sentir viva. O que ela não esperava era a terceira ponta daquela tensão que se aproximava silenciosamente.
— Falando em vestidos pretos e corpos maravilhosos... — A voz de Pablo surgiu como um sussurro perigoso atrás dela.
Adriana deu um pequeno pulo. Pablo era o oposto dos outros dois. Loiro, de pele clara e olhos que pareciam ler os pensamentos mais impuros de qualquer um, ele exalava uma aura de "safado" que era impossível ignorar. O cabelo loiro estava impecavelmente cortado, e ele vestia uma jaqueta de couro que o deixava com cara de problema.
— Pablo, não assusta a garota — Daniel repreendeu, embora houvesse uma nota de desafio no olhar.
— Eu não assusto, Daniel. Eu provoco — Pablo disse, contornando Adriana e parando bem na frente dela, forçando-a a olhar para cima. Ele levou a mão ao queixo dela, levantando-o levemente. — Você se esconde atrás desses livros e desses óculos, Adriana, mas eu vejo o fogo que você tenta apagar.
— Eu não... eu não tento apagar nada — ela gaguejou, a respiração ficando curta.
— Tenta sim — Pablo sorriu, um sorriso de lado que prometia coisas pecaminosas. — Amanhã, na festa, eu vou te mostrar que você não precisa de desculpas para ser a mulher mais gostosa daquela faculdade.
O silêncio que se seguiu foi carregado. Daniel deu um passo à frente, protetor; Lailson manteve o braço ao redor dela, possessivo; e Pablo apenas manteve o olhar fixo, predatório. Adriana se sentiu o centro de um furacão de testosterona e desejo.
— Bom, eu tenho aula agora — ela disse, a voz trêmula, tentando escapar da pressão deliciosa daqueles três pares de olhos.
— Te vejo depois, Dri — Daniel disse, tocando a mão dela por um segundo a mais do que o necessário.
— Não esquece do nosso combinado! — Lailson exclamou, dando um tapinha leve na cintura dela.
— Prepare-se, Adriana — Pablo apenas sussurrou, alto o suficiente para que só ela ouvisse. — Amanhã você é minha.
A noite da festa chegou mais rápido do que Adriana esperava. No espelho do quarto, ela se encarava com uma mistura de pavor e fascinação. O vestido preto era de cetim, com alças finas e um decote que valorizava seus seios fartos. Ele abraçava suas curvas, marcando a cintura e realçando o quadril largo. Ela optou por deixar os cachos soltos e volumosos, e a maquiagem leve destacava seus lábios, que ela pintou com um gloss provocante. Os óculos continuavam lá, sua marca registrada, mas agora pareciam um acessório de sedução.
Quando chegou ao local da festa, uma casa de eventos perto do campus, a música alta e as luzes coloridas a envolveram. Não demorou dois minutos para que ela fosse cercada.
— Puta merda, Adriana... — A voz de Lailson foi a primeira. Ele estava encostado no bar, com uma cerveja na mão, e quase a derrubou quando a viu. — Eu sabia que você era gostosa, mas hoje você passou dos limites.
Ele se aproximou, a mão descendo naturalmente para a curva do quadril dela, puxando-a para perto.
— Você gostou? — ela perguntou, sentindo a autoconfiança subir como uma onda.
— Gostei é pouco. Eu quero te carregar daqui agora mesmo — ele confessou no ouvido dela, a respiração quente causando arrepios.
— Calma, Lailson. Deixa ela respirar — Daniel apareceu, vestindo uma camisa social branca com os primeiros botões abertos, revelando a pele morena. Ele parecia um príncipe, mas o olhar que lançou para o decote de Adriana era puramente carnal. — Você está deslumbrante, Dri. De verdade.
— Obrigada, Dani — ela sorriu, sentindo-se a mulher mais sortuda do mundo entre os dois.
— Onde está o loiro? — Lailson perguntou, olhando ao redor.
— Procurando por mim? — Pablo surgiu das sombras de um corredor lateral que levava aos quartos da casa. Ele estava com um copo de uísque e um olhar que fez as pernas de Adriana fraquejarem. — Eu disse que ela ia ser a visão mais linda da noite. Mas ver de longe não é o suficiente para mim.
Pablo caminhou até o grupo e, sem pedir licença, pegou a mão de Adriana, beijando a palma com lentidão.
— O que vocês acham de pararmos de fingir que não estamos todos querendo a mesma coisa? — Pablo jogou a bomba, olhando diretamente para Daniel e Lailson.
— Pablo, aqui não é o lugar — Daniel murmurou, embora não parecesse totalmente contra a ideia.
— Por que não? — Lailson interveio, a voz rouca. — A Dri sabe que a gente é louco por ela. E eu sei que vocês dois também estão babando.
Adriana sentiu o coração disparar. O desejo que ela reprimia por cada um deles — o carinho de Daniel, a energia de Lailson e a safadeza de Pablo — parecia convergir para um único ponto de tensão.
— Eu... eu não sei o que dizer — ela confessou, a voz sumindo.
— Não diga nada — Pablo disse, puxando-a delicadamente pelo braço em direção ao corredor mais escuro. — Só vem com a gente.
Eles entraram em um dos quartos reservados. A porta foi trancada por Daniel. O silêncio lá dentro era preenchido apenas pelo som da respiração pesada de quatro pessoas. A luz que vinha da rua, filtrada pelas cortinas, banhava o quarto em tons de azul e sombra.
— Você tem ideia do que faz com a gente, Adriana? — Daniel se aproximou por trás, as mãos grandes espalmando em sua cintura, puxando as costas dela contra o peito dele. — Eu passo as aulas imaginando como seria tirar esses óculos e te beijar até você esquecer o próprio nome.
— E eu? — Lailson parou na frente dela, as mãos indo para as coxas de Adriana, subindo lentamente o tecido do vestido. — Eu sonho com essas curvas toda noite. Com o jeito que você morde o lábio quando está concentrada.
Pablo, o mais ousado, ajoelhou-se na frente dela. Seus olhos loiros brilhavam com uma intensidade predatória.
— Eles são gentis demais — Pablo disse, a voz vibrando baixo. — Eu quero ver você perder o controle. Quero ver essa morena comportada implorar por mais.
As mãos de Pablo subiram por baixo do vestido, encontrando a calcinha de renda. Adriana soltou um suspiro profundo, a cabeça caindo para trás, encontrando o ombro de Daniel.
— Por favor... — ela implorou, sem saber exatamente o que estava pedindo, mas querendo tudo.
— Por favor o quê, meu anjo? — Daniel sussurrou em seu ouvido, enquanto seus lábios trilhavam um caminho de beijos pelo seu pescoço, evitando por pouco o contato com a orelha.
— Eu quero vocês. Todos vocês — ela confessou, a voz carregada de luxúria reprimida.
Lailson não esperou. Ele a puxou para um beijo faminto, uma exploração de línguas que falava de anos de desejo contido. Ao mesmo tempo, as mãos de Daniel exploravam seus seios por cima do cetim, apertando com a firmeza certa, fazendo-a gemer contra a boca de Lailson.
Pablo, ainda entre as pernas dela, afastou a calcinha para o lado. O contato dos dedos dele com sua intimidade úmida fez Adriana dar um solavanco.
— Olha como ela está pronta — Pablo murmurou, a voz vitoriosa. — Tão molhada e quente.
Daniel ajudou a descer o zíper do vestido, e o tecido escorregou pelo corpo de Adriana, revelando a pele morena e as curvas generosas que os três tanto cobiçavam. Ela se sentia exposta, mas, pela primeira vez na vida, sentia-se poderosa. Ver o desejo nos olhos daqueles três homens — cada um de um jeito diferente, mas todos igualmente intensos — fez com que ela se sentisse a mulher mais linda do mundo.
— Você é perfeita, Adriana — Lailson disse, a voz embargada, enquanto descia para beijar a curva do seu abdômen. — Cada centímetro seu.
Daniel a virou de frente para ele, tirando os óculos dela com delicadeza e colocando-os sobre a mesa de cabeceira.
— Agora, olhe para mim — ele pediu. — Sem barreiras.
O que se seguiu foi uma sinfonia de toques e sensações. Daniel era o toque firme e seguro, garantindo que ela se sentisse amada em cada carícia. Lailson era a paixão desenfreada, explorando cada curva com a boca e as mãos, fazendo-a rir de prazer e arquejar de surpresa. E Pablo... Pablo era o mestre da provocação, levando-a ao limite, sussurrando palavras sujas que a faziam queimar de dentro para fora.
Naquela cama larga, Adriana descobriu que não precisava escolher. O triângulo — ou melhor, aquele quarteto inesperado — se encaixava com uma perfeição anatômica e emocional que ela jamais imaginara. Ela era o centro, a força gravitacional que mantinha aqueles três homens em sua órbita.
— Mais... — ela pedia, as unhas cravadas nas costas de Lailson enquanto Daniel a possuía com uma doçura que contrastava com a força de Pablo, que a estimulava com os dedos e a boca.
O ápice veio para todos quase ao mesmo tempo, uma explosão de prazer que deixou o quarto em um silêncio reverente, quebrado apenas pelas respirações ofegantes. Adriana estava deitada entre eles, a pele brilhando de suor, o cabelo espalhado pelos travesseiros.
Daniel beijou sua testa. Lailson segurou sua mão. Pablo, recostado na cabeceira, acendeu um cigarro (mesmo sendo proibido) e sorriu para ela.
— Eu disse que você era fogo, morena — Pablo comentou, soltando a fumaça.
— E eu disse que você era linda — Daniel completou, abraçando-a de lado.
— E eu digo... — Lailson começou, bocejando de satisfação — que a gente vai ter que repetir isso amanhã. E depois. E depois.
Adriana sorriu, esticando o braço para pegar seus óculos na mesinha. Ela os colocou e olhou para os três. O mundo parecia mais nítido agora, não só pela lente, mas pela certeza de que ela era exatamente quem deveria ser.
— Amanhã temos prova de Cálculo — ela disse, tentando recuperar a postura de estudante, mas o brilho em seus olhos a traía.
— A gente estuda junto — os três responderam em coro, e o quarto foi preenchido por uma risada compartilhada que selava um pacto que ia muito além das paredes da faculdade.
