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Entre Chamas e Geadas
Fandom: Não tem
Criado: 06/06/2026
Tags
RomanceFantasiaDramaEstudo de PersonagemCenário CanônicoLinguagem Explícita
Brasas sob o Gelo
O som da porta de carvalho pesado batendo ecoou pelo corredor vazio, selando o destino de Kael Ignis e Lyra Frostveil. Do lado de fora, a voz do Grande Mediador ainda podia ser ouvida, abafada, declarando que nenhum dos dois sairia daquela sala até que aprendessem a se comportar como soberanos, e não como crianças mimadas em um pátio de treinamento.
— Isso é um absurdo! — Lyra exclamou, sua voz fria como uma nevasca de inverno. — Eu sou a Rainha de Glaciarum! Eu não recebo ordens de um conselho de anciões decrépitos!
Ela começou a andar de um lado para o outro, o vestido azul escuro de seda pesada arrastando-se pelo chão de pedra. Seus cabelos prateados, geralmente impecavelmente presos, tinham algumas mechas soltas que emolduravam seu rosto pálido e irritado. Seus olhos azuis, gélidos e afiados, dispararam um olhar mortal na direção do homem que permanecia encostado na mesa central.
Kael Ignis, o Rei de Pyros, não parecia nem um pouco incomodado. Ele cruzou os braços sobre o peito musculoso, fazendo com que as vestes elegantes de veludo negro e detalhes em ouro se ajustassem ainda mais ao seu físico imponente. Seus olhos vermelhos, que lembravam brasas vivas no fundo de uma lareira, brilhavam com um divertimento perigoso.
— Acalme-se, Lyra. Você vai acabar congelando as paredes se continuar bufando desse jeito — disse Kael, com um sorriso de canto que ele sabia que a irritava profundamente. — E, para ser honesto, a culpa foi sua. Quem mandou dizer que meus generais tinham a inteligência de um carvão queimado?
Lyra parou bruscamente e virou-se para ele, os punhos cerrados ao lado do corpo.
— E eles têm! — rebateu ela. — Mas o problema não foi esse. O problema foi você ter sugerido que a única razão para o meu reino ser tão frio é porque eu sou a rainha, e que meu coração é um bloco de gelo intransponível.
Kael soltou uma risada baixa, um som rouco que pareceu vibrar no ar fechado da sala. Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles.
— E eu menti? — provocou ele, a voz caindo para um tom mais grave. — Você é a criatura mais teimosa, irritante e fria que já tive o desprazer de conhecer em todas as reuniões das civilizações.
— Então por que não para de me olhar? — Lyra rebateu, dando um passo em direção a ele, desafiadora. — Por que, em todas as reuniões, eu sinto seus olhos queimando em mim como se quisesse me incendiar? Você me odeia tanto assim, Ignis?
Kael parou a poucos centímetros dela. Ele era consideravelmente mais alto, forçando-a a inclinar a cabeça para trás para manter o contato visual. O calor que emanava dele era quase palpável, uma oposição direta à aura refrescante que Lyra sempre carregava consigo.
— Ódio é uma palavra muito forte, Rainha Frostveil — murmurou Kael, estendendo a mão para tocar uma das mechas prateadas do cabelo dela.
Lyra deu um tapa na mão dele instantaneamente.
— Não me toque! Seu... seu bárbaro foguento! — O rosto dela corou, uma mancha rosada subindo por suas bochechas pálidas, o que só a deixava mais atraente aos olhos dele. — Você se acha tão superior com suas chamas e sua arrogância, mas não passa de um impulsivo.
— E você se acha tão composta e perfeita — Kael rebateu, ignorando o insulto e aproximando-se ainda mais, invadindo o espaço pessoal dela. — Mas por trás desse vestido elegante e desse olhar de desprezo, eu vejo algo diferente. Eu vejo uma mulher que está morrendo de vontade de perder o controle.
— Você não sabe nada sobre mim — sibilou ela, embora sua respiração tivesse acelerado.
Kael sorriu, mas desta vez não foi um sorriso de escárnio. Foi algo mais predatório, mais intenso.
— Eu sei que você gosta de discutir comigo. Eu sei que você provoca essas brigas porque é o único momento em que sente algo que não seja a monotonia do seu reino de neve. — Ele inclinou-se, o hálito quente roçando a orelha dela. — E eu sei que, toda vez que nossas mãos se tocam acidentalmente na mesa de reuniões, você não se afasta por nojo. Você se afasta porque tem medo do que o meu calor faz com você.
— Mentira! — Lyra exclamou, empurrando o peito dele com as mãos. — Eu sinto nojo! Eu sinto repulsa! Você é o oposto de tudo o que eu represento!
— Os opostos se atraem, Lyra. É uma lei da natureza — disse ele, mantendo-se firme como uma rocha, apesar do empurrão dela.
Ele agarrou os pulsos dela com delicadeza, mas com uma firmeza que deixava claro que ele não a soltaria a menos que ela realmente quisesse. A pele dele ardia contra a dela, e Lyra sentiu um arrepio que não tinha nada a ver com o frio de suas terras.
— Solte-me agora mesmo — ordenou ela, embora sua voz tivesse perdido parte da força.
— E se eu não soltar? — Kael desafiou. — O que você vai fazer? Vai me transformar em uma estátua de gelo? Vá em frente. Eu adoraria ver você tentar apagar o meu fogo.
Lyra olhou para as mãos dele prendendo as suas, depois voltou a olhar para aqueles olhos vermelhos que pareciam ler sua alma. Ela queria gritar, queria insultá-lo, queria conjurar uma nevasca dentro daquela sala... mas seu corpo não obedecia. Havia uma tensão elétrica crescendo entre eles, uma corda esticada ao máximo que estava prestes a arrebentar.
— Você é insuportável — sussurrou ela, os olhos azuis faiscando.
— E você é linda quando está com raiva — respondeu ele, a voz agora suave como seda. — Especialmente quando tenta esconder que está tão afetada quanto eu.
Kael soltou os pulsos dela, mas não se afastou. Em vez disso, suas mãos subiram para a cintura de Lyra, puxando-a para mais perto, até que seus corpos se tocassem. O contraste era avassalador: o azul escuro do vestido dela contra o negro das vestes dele, o gelo encontrando o fogo.
Lyra soltou um suspiro trêmulo, suas mãos subindo para o peito musculoso de Kael, inicialmente para afastá-lo, mas seus dedos acabaram se fechando no tecido da camisa dele.
— Eu te odeio, Kael Ignis — disse ela, embora seu rosto estivesse a milímetros do dele.
— Eu sei — murmurou ele, fixando o olhar nos lábios dela. — Eu também te odeio.
O beijo não foi gentil. Foi uma colisão de anos de rivalidade, discussões acaloradas e um desejo reprimido que nenhum dos dois queria admitir. Kael a beijou com a intensidade de um incêndio florestal, possessivo e faminto, enquanto Lyra correspondia com uma urgência que a surpreendeu. Ela era gelo, sim, mas o gelo, quando submetido a um calor extremo, não apenas derrete — ele ferve.
As mãos de Kael desceram pelas curvas do corpo dela, apertando sua cintura e trazendo-a para cima, enquanto Lyra passava os braços pelo pescoço dele, enterrando os dedos nos cabelos negros e curtos do rei. O som de um gemido baixo escapou da garganta dela, um som que fez o sangue de Kael ferver nas veias.
Ele a empurrou levemente até que as costas dela batessem contra a porta trancada. O impacto fez Lyra soltar um arquejo, mas ela não parou o beijo. Pelo contrário, ela o puxou para mais perto, querendo consumir cada grama daquele calor que a estava transformando por dentro.
Kael interrompeu o beijo por um segundo, apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. Eles estavam nublados de desejo, o azul gelado agora profundo e escuro.
— Ainda quer que eu pare? — perguntou ele, a respiração curta.
Lyra o olhou com uma mistura de desafio e entrega. Ela ainda era a Rainha de Glaciarum, e sua dignidade ainda lutava contra seus instintos.
— Se você parar agora... — começou ela, recuperando um pouco de sua arrogância tsundere —, eu garanto que farei Pyros enfrentar o inverno mais rigoroso da história.
Kael soltou uma risada triunfante e voltou a atacar os lábios dela.
— Então é melhor eu garantir que você fique bem aquecida, majestade.
Naquela sala trancada, longe dos olhos dos conselheiros e das disputas políticas, o gelo não foi derrotado pelo fogo, nem o fogo foi apagado pelo gelo. Eles se fundiram em algo novo, uma tempestade de vapor e paixão que nenhum tratado de paz jamais seria capaz de replicar. A punição que deveria tê-los ensinado a civilidade acabou por revelar a verdade que ambos tentavam esconder sob coroas e deveres: que a maior batalha entre eles nunca foi por território, mas pela rendição mútua.
— Isso é um absurdo! — Lyra exclamou, sua voz fria como uma nevasca de inverno. — Eu sou a Rainha de Glaciarum! Eu não recebo ordens de um conselho de anciões decrépitos!
Ela começou a andar de um lado para o outro, o vestido azul escuro de seda pesada arrastando-se pelo chão de pedra. Seus cabelos prateados, geralmente impecavelmente presos, tinham algumas mechas soltas que emolduravam seu rosto pálido e irritado. Seus olhos azuis, gélidos e afiados, dispararam um olhar mortal na direção do homem que permanecia encostado na mesa central.
Kael Ignis, o Rei de Pyros, não parecia nem um pouco incomodado. Ele cruzou os braços sobre o peito musculoso, fazendo com que as vestes elegantes de veludo negro e detalhes em ouro se ajustassem ainda mais ao seu físico imponente. Seus olhos vermelhos, que lembravam brasas vivas no fundo de uma lareira, brilhavam com um divertimento perigoso.
— Acalme-se, Lyra. Você vai acabar congelando as paredes se continuar bufando desse jeito — disse Kael, com um sorriso de canto que ele sabia que a irritava profundamente. — E, para ser honesto, a culpa foi sua. Quem mandou dizer que meus generais tinham a inteligência de um carvão queimado?
Lyra parou bruscamente e virou-se para ele, os punhos cerrados ao lado do corpo.
— E eles têm! — rebateu ela. — Mas o problema não foi esse. O problema foi você ter sugerido que a única razão para o meu reino ser tão frio é porque eu sou a rainha, e que meu coração é um bloco de gelo intransponível.
Kael soltou uma risada baixa, um som rouco que pareceu vibrar no ar fechado da sala. Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles.
— E eu menti? — provocou ele, a voz caindo para um tom mais grave. — Você é a criatura mais teimosa, irritante e fria que já tive o desprazer de conhecer em todas as reuniões das civilizações.
— Então por que não para de me olhar? — Lyra rebateu, dando um passo em direção a ele, desafiadora. — Por que, em todas as reuniões, eu sinto seus olhos queimando em mim como se quisesse me incendiar? Você me odeia tanto assim, Ignis?
Kael parou a poucos centímetros dela. Ele era consideravelmente mais alto, forçando-a a inclinar a cabeça para trás para manter o contato visual. O calor que emanava dele era quase palpável, uma oposição direta à aura refrescante que Lyra sempre carregava consigo.
— Ódio é uma palavra muito forte, Rainha Frostveil — murmurou Kael, estendendo a mão para tocar uma das mechas prateadas do cabelo dela.
Lyra deu um tapa na mão dele instantaneamente.
— Não me toque! Seu... seu bárbaro foguento! — O rosto dela corou, uma mancha rosada subindo por suas bochechas pálidas, o que só a deixava mais atraente aos olhos dele. — Você se acha tão superior com suas chamas e sua arrogância, mas não passa de um impulsivo.
— E você se acha tão composta e perfeita — Kael rebateu, ignorando o insulto e aproximando-se ainda mais, invadindo o espaço pessoal dela. — Mas por trás desse vestido elegante e desse olhar de desprezo, eu vejo algo diferente. Eu vejo uma mulher que está morrendo de vontade de perder o controle.
— Você não sabe nada sobre mim — sibilou ela, embora sua respiração tivesse acelerado.
Kael sorriu, mas desta vez não foi um sorriso de escárnio. Foi algo mais predatório, mais intenso.
— Eu sei que você gosta de discutir comigo. Eu sei que você provoca essas brigas porque é o único momento em que sente algo que não seja a monotonia do seu reino de neve. — Ele inclinou-se, o hálito quente roçando a orelha dela. — E eu sei que, toda vez que nossas mãos se tocam acidentalmente na mesa de reuniões, você não se afasta por nojo. Você se afasta porque tem medo do que o meu calor faz com você.
— Mentira! — Lyra exclamou, empurrando o peito dele com as mãos. — Eu sinto nojo! Eu sinto repulsa! Você é o oposto de tudo o que eu represento!
— Os opostos se atraem, Lyra. É uma lei da natureza — disse ele, mantendo-se firme como uma rocha, apesar do empurrão dela.
Ele agarrou os pulsos dela com delicadeza, mas com uma firmeza que deixava claro que ele não a soltaria a menos que ela realmente quisesse. A pele dele ardia contra a dela, e Lyra sentiu um arrepio que não tinha nada a ver com o frio de suas terras.
— Solte-me agora mesmo — ordenou ela, embora sua voz tivesse perdido parte da força.
— E se eu não soltar? — Kael desafiou. — O que você vai fazer? Vai me transformar em uma estátua de gelo? Vá em frente. Eu adoraria ver você tentar apagar o meu fogo.
Lyra olhou para as mãos dele prendendo as suas, depois voltou a olhar para aqueles olhos vermelhos que pareciam ler sua alma. Ela queria gritar, queria insultá-lo, queria conjurar uma nevasca dentro daquela sala... mas seu corpo não obedecia. Havia uma tensão elétrica crescendo entre eles, uma corda esticada ao máximo que estava prestes a arrebentar.
— Você é insuportável — sussurrou ela, os olhos azuis faiscando.
— E você é linda quando está com raiva — respondeu ele, a voz agora suave como seda. — Especialmente quando tenta esconder que está tão afetada quanto eu.
Kael soltou os pulsos dela, mas não se afastou. Em vez disso, suas mãos subiram para a cintura de Lyra, puxando-a para mais perto, até que seus corpos se tocassem. O contraste era avassalador: o azul escuro do vestido dela contra o negro das vestes dele, o gelo encontrando o fogo.
Lyra soltou um suspiro trêmulo, suas mãos subindo para o peito musculoso de Kael, inicialmente para afastá-lo, mas seus dedos acabaram se fechando no tecido da camisa dele.
— Eu te odeio, Kael Ignis — disse ela, embora seu rosto estivesse a milímetros do dele.
— Eu sei — murmurou ele, fixando o olhar nos lábios dela. — Eu também te odeio.
O beijo não foi gentil. Foi uma colisão de anos de rivalidade, discussões acaloradas e um desejo reprimido que nenhum dos dois queria admitir. Kael a beijou com a intensidade de um incêndio florestal, possessivo e faminto, enquanto Lyra correspondia com uma urgência que a surpreendeu. Ela era gelo, sim, mas o gelo, quando submetido a um calor extremo, não apenas derrete — ele ferve.
As mãos de Kael desceram pelas curvas do corpo dela, apertando sua cintura e trazendo-a para cima, enquanto Lyra passava os braços pelo pescoço dele, enterrando os dedos nos cabelos negros e curtos do rei. O som de um gemido baixo escapou da garganta dela, um som que fez o sangue de Kael ferver nas veias.
Ele a empurrou levemente até que as costas dela batessem contra a porta trancada. O impacto fez Lyra soltar um arquejo, mas ela não parou o beijo. Pelo contrário, ela o puxou para mais perto, querendo consumir cada grama daquele calor que a estava transformando por dentro.
Kael interrompeu o beijo por um segundo, apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. Eles estavam nublados de desejo, o azul gelado agora profundo e escuro.
— Ainda quer que eu pare? — perguntou ele, a respiração curta.
Lyra o olhou com uma mistura de desafio e entrega. Ela ainda era a Rainha de Glaciarum, e sua dignidade ainda lutava contra seus instintos.
— Se você parar agora... — começou ela, recuperando um pouco de sua arrogância tsundere —, eu garanto que farei Pyros enfrentar o inverno mais rigoroso da história.
Kael soltou uma risada triunfante e voltou a atacar os lábios dela.
— Então é melhor eu garantir que você fique bem aquecida, majestade.
Naquela sala trancada, longe dos olhos dos conselheiros e das disputas políticas, o gelo não foi derrotado pelo fogo, nem o fogo foi apagado pelo gelo. Eles se fundiram em algo novo, uma tempestade de vapor e paixão que nenhum tratado de paz jamais seria capaz de replicar. A punição que deveria tê-los ensinado a civilidade acabou por revelar a verdade que ambos tentavam esconder sob coroas e deveres: que a maior batalha entre eles nunca foi por território, mas pela rendição mútua.
