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Alma gêmea
Fandom: Peter pan
Criado: 07/06/2026
Tags
RomanceFantasiaIsekai / Fantasia PortalAlmas GêmeasRecontarFofuraHumorAventuraUA (Universo Alternativo)
O Destino Entre as Estrelas
A última coisa de que Hanna se lembrava era do conforto de seus lençóis de algodão e do som suave da chuva batendo contra a janela de seu quarto. Ela tinha dezessete anos, uma vida organizada e o hábito de prender seus longos cabelos pretos antes de dormir. Mas, quando seus olhos se abriram naquela madrugada, o teto de gesso branco havia sido substituído por vigas de madeira rústica e o cheiro de maresia misturado com terra molhada.
Ela sentiu um toque leve, quase imperceptível. Alguém estava mexendo em seu cabelo, passando os dedos pelos fios escuros com uma curiosidade quase infantil. Hanna sentou-se num solavanco, seus olhos castanhos e levemente puxados faiscando com uma mistura de susto e sua costumeira braveza.
— Onde é que eu estou? — perguntou ela, a voz firme apesar do coração acelerado.
À sua frente, sentado na beira de uma cama improvisada, estava um garoto que parecia ter a idade dela, mas com um brilho no olhar que sugeria séculos de travessura. Ele vestia roupas em tons de verde e tinha um sorriso confiante que faria qualquer um hesitar.
— Você está na Terra do Nunca, Hanna — respondeu ele, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Hanna franziu o cenho, a inteligência processando a informação enquanto tentava entender como ele sabia seu nome. Ela olhou ao redor da cabana, notando as paredes decoradas com mapas antigos e penas de pássaros exóticos.
— E quem exatamente é você? — ela questionou, cruzando os braços sobre o corpo magro, que muitos costumavam elogiar, mas que agora ela sentia apenas vulnerável naquela situação bizarra.
— Eu sou Peter Pan — disse ele, estufando o peito com orgulho.
Hanna o encarou por alguns segundos. Qualquer outra pessoa teria entrado em pânico, mas ela apenas soltou um suspiro longo.
— Peter Pan. Certo. E eu sou a Rainha de Copas, suponho?
Peter riu, um som claro que parecia ecoar pelas paredes da cabana.
— Você é muito mais brava do que eu imaginei que seria. Mas é gentil lá no fundo, eu consigo ver. Venha, quero que conheça os outros.
Ele a conduziu para fora da cabana, e Hanna se viu em um paraíso que desafiava a lógica. Árvores gigantescas, flores que brilhavam no escuro e um céu tão estrelado que parecia uma pintura. Peter a apresentou aos Meninos Perdidos, um grupo barulhento e caótico que imediatamente a cercou com perguntas.
Hanna, sendo naturalmente brincalhona, logo estava rindo com eles, contando histórias de "onde ela vinha" e corrigindo as travessuras mais perigosas com um olhar severo que os fazia obedecer na hora. Ela era inteligente demais para se deixar levar apenas pela magia; queria entender como aquele mundo funcionava, mas, ao mesmo tempo, a doçura de Peter a cativava de uma forma que ela não conseguia explicar.
Algumas horas depois, o sol começava a surgir no horizonte da ilha. Hanna voltou para a cabana onde acordara. Ela encontrara um caderno velho e uma pena, e começou a escrever em seu diário improvisado, tentando organizar os pensamentos sobre aquele lugar impossível.
A porta de madeira rangeu. Peter entrou, mas não tinha o mesmo sorriso travesso de antes. Ele parecia sério, quase nervoso.
— Hanna? — chamou ele, parando no meio do quarto. — Eu precisava conversar com você.
Hanna largou a pena e se virou na cadeira, observando a expressão dele.
— Sobre o que, Peter? Você parece que viu um pirata fantasma.
Ele caminhou até ela, parando a poucos centímetros. O olhar dele caiu sobre o rosto dela, admirando os traços delicados e a força que ela emanava.
— Eu trouxe você aqui por um motivo — começou ele, a voz mais baixa. — Não foi um acidente. Você é minha alma gêmea, Hanna. O destino escolheu isso, não eu. A ilha me disse que você viria.
Hanna ficou em silêncio por um momento, processando a gravidade das palavras dele. A ideia de destino e almas gêmeas parecia algo saído dos livros que ela lia, mas ali, na Terra do Nunca, tudo parecia real demais. Ela olhou para Peter, viu a sinceridade em seus olhos e, fiel ao seu espírito brincalhão, olhou para o teto da cabana e juntou as mãos.
— Obrigado, Senhor, pelo amor da minha vida que o Senhor me deu! — exclamou ela, em um tom dramático de gratidão.
Peter congelou por um segundo, surpreso, e então explodiu em uma gargalhada genuína. Hanna o acompanhou, a tensão se dissipando no ar enquanto os dois riam juntos daquela situação absurda e maravilhosa.
— Você é impossível — disse Peter, recuperando o fôlego, mas sem desviar o olhar do dela.
— E você é um convencido — retrucou ela com um sorriso doce. — Mas acho que o destino tem bom gosto.
O silêncio que se seguiu não era desconfortável. Peter se aproximou mais, reduzindo a distância entre eles até que Hanna pudesse sentir o calor da respiração dele. Ele levou a mão ao rosto dela, acariciando a bochecha com o polegar.
— Eu esperei muito tempo por alguém como você — sussurrou ele.
Sem esperar por mais palavras, Peter a beijou. Foi um beijo que carregava a magia da ilha e a promessa de aventuras eternas. Hanna sentiu um frio na barriga que nenhuma lógica conseguia explicar. Ela correspondeu, sentindo a urgência e o carinho no toque dele.
Eles se afastaram apenas o suficiente para respirar, e Peter a guiou suavemente em direção à cama. Eles se deitaram lado a lado, o mundo lá fora desaparecendo.
— Eu estava louco para fazer isso — confessou Peter, os olhos brilhando de desejo e admiração.
Hanna deu um sorriso radiante no meio de um novo beijo, sentindo-se mais viva do que nunca. Ela deslizou a mão pelo pescoço dele, puxando-o para mais perto, sentindo a pele quente e a batida acelerada do coração dele contra o seu.
— Então não perca mais tempo, Pan — murmurou ela entre os lábios dele. — O destino já fez a parte dele. O resto é com a gente.
Naquela noite, sob o céu da Terra do Nunca, Hanna descobriu que, às vezes, ser inteligente e brava era apenas a armadura necessária para proteger o coração gentil que finalmente encontrara seu lugar entre as estrelas. E Peter, o menino que nunca queria crescer, percebeu que crescer ao lado de Hanna era a única aventura que ele realmente não queria perder.
— Você vai ficar? — perguntou Peter, algum tempo depois, enquanto ela descansava a cabeça em seu ombro.
— Tente me mandar embora e veja o que acontece — respondeu Hanna, fechando os olhos com um sorriso. — Eu sou meio brava, lembra?
Peter riu baixo, beijando o topo da cabeça dela.
— Eu lembro. E é exatamente por isso que eu nunca vou deixar você ir.
A cabana estava silenciosa, exceto pelo som da brisa nas árvores e a respiração ritmada dos dois. Hanna sabia que sua vida tinha mudado para sempre, e, pela primeira vez, ela não precisava de todas as respostas. Ela tinha Peter, tinha a magia e, acima de tudo, tinha a certeza de que o destino, por mais estranho que fosse, tinha acertado em cheio.
Ela sentiu um toque leve, quase imperceptível. Alguém estava mexendo em seu cabelo, passando os dedos pelos fios escuros com uma curiosidade quase infantil. Hanna sentou-se num solavanco, seus olhos castanhos e levemente puxados faiscando com uma mistura de susto e sua costumeira braveza.
— Onde é que eu estou? — perguntou ela, a voz firme apesar do coração acelerado.
À sua frente, sentado na beira de uma cama improvisada, estava um garoto que parecia ter a idade dela, mas com um brilho no olhar que sugeria séculos de travessura. Ele vestia roupas em tons de verde e tinha um sorriso confiante que faria qualquer um hesitar.
— Você está na Terra do Nunca, Hanna — respondeu ele, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Hanna franziu o cenho, a inteligência processando a informação enquanto tentava entender como ele sabia seu nome. Ela olhou ao redor da cabana, notando as paredes decoradas com mapas antigos e penas de pássaros exóticos.
— E quem exatamente é você? — ela questionou, cruzando os braços sobre o corpo magro, que muitos costumavam elogiar, mas que agora ela sentia apenas vulnerável naquela situação bizarra.
— Eu sou Peter Pan — disse ele, estufando o peito com orgulho.
Hanna o encarou por alguns segundos. Qualquer outra pessoa teria entrado em pânico, mas ela apenas soltou um suspiro longo.
— Peter Pan. Certo. E eu sou a Rainha de Copas, suponho?
Peter riu, um som claro que parecia ecoar pelas paredes da cabana.
— Você é muito mais brava do que eu imaginei que seria. Mas é gentil lá no fundo, eu consigo ver. Venha, quero que conheça os outros.
Ele a conduziu para fora da cabana, e Hanna se viu em um paraíso que desafiava a lógica. Árvores gigantescas, flores que brilhavam no escuro e um céu tão estrelado que parecia uma pintura. Peter a apresentou aos Meninos Perdidos, um grupo barulhento e caótico que imediatamente a cercou com perguntas.
Hanna, sendo naturalmente brincalhona, logo estava rindo com eles, contando histórias de "onde ela vinha" e corrigindo as travessuras mais perigosas com um olhar severo que os fazia obedecer na hora. Ela era inteligente demais para se deixar levar apenas pela magia; queria entender como aquele mundo funcionava, mas, ao mesmo tempo, a doçura de Peter a cativava de uma forma que ela não conseguia explicar.
Algumas horas depois, o sol começava a surgir no horizonte da ilha. Hanna voltou para a cabana onde acordara. Ela encontrara um caderno velho e uma pena, e começou a escrever em seu diário improvisado, tentando organizar os pensamentos sobre aquele lugar impossível.
A porta de madeira rangeu. Peter entrou, mas não tinha o mesmo sorriso travesso de antes. Ele parecia sério, quase nervoso.
— Hanna? — chamou ele, parando no meio do quarto. — Eu precisava conversar com você.
Hanna largou a pena e se virou na cadeira, observando a expressão dele.
— Sobre o que, Peter? Você parece que viu um pirata fantasma.
Ele caminhou até ela, parando a poucos centímetros. O olhar dele caiu sobre o rosto dela, admirando os traços delicados e a força que ela emanava.
— Eu trouxe você aqui por um motivo — começou ele, a voz mais baixa. — Não foi um acidente. Você é minha alma gêmea, Hanna. O destino escolheu isso, não eu. A ilha me disse que você viria.
Hanna ficou em silêncio por um momento, processando a gravidade das palavras dele. A ideia de destino e almas gêmeas parecia algo saído dos livros que ela lia, mas ali, na Terra do Nunca, tudo parecia real demais. Ela olhou para Peter, viu a sinceridade em seus olhos e, fiel ao seu espírito brincalhão, olhou para o teto da cabana e juntou as mãos.
— Obrigado, Senhor, pelo amor da minha vida que o Senhor me deu! — exclamou ela, em um tom dramático de gratidão.
Peter congelou por um segundo, surpreso, e então explodiu em uma gargalhada genuína. Hanna o acompanhou, a tensão se dissipando no ar enquanto os dois riam juntos daquela situação absurda e maravilhosa.
— Você é impossível — disse Peter, recuperando o fôlego, mas sem desviar o olhar do dela.
— E você é um convencido — retrucou ela com um sorriso doce. — Mas acho que o destino tem bom gosto.
O silêncio que se seguiu não era desconfortável. Peter se aproximou mais, reduzindo a distância entre eles até que Hanna pudesse sentir o calor da respiração dele. Ele levou a mão ao rosto dela, acariciando a bochecha com o polegar.
— Eu esperei muito tempo por alguém como você — sussurrou ele.
Sem esperar por mais palavras, Peter a beijou. Foi um beijo que carregava a magia da ilha e a promessa de aventuras eternas. Hanna sentiu um frio na barriga que nenhuma lógica conseguia explicar. Ela correspondeu, sentindo a urgência e o carinho no toque dele.
Eles se afastaram apenas o suficiente para respirar, e Peter a guiou suavemente em direção à cama. Eles se deitaram lado a lado, o mundo lá fora desaparecendo.
— Eu estava louco para fazer isso — confessou Peter, os olhos brilhando de desejo e admiração.
Hanna deu um sorriso radiante no meio de um novo beijo, sentindo-se mais viva do que nunca. Ela deslizou a mão pelo pescoço dele, puxando-o para mais perto, sentindo a pele quente e a batida acelerada do coração dele contra o seu.
— Então não perca mais tempo, Pan — murmurou ela entre os lábios dele. — O destino já fez a parte dele. O resto é com a gente.
Naquela noite, sob o céu da Terra do Nunca, Hanna descobriu que, às vezes, ser inteligente e brava era apenas a armadura necessária para proteger o coração gentil que finalmente encontrara seu lugar entre as estrelas. E Peter, o menino que nunca queria crescer, percebeu que crescer ao lado de Hanna era a única aventura que ele realmente não queria perder.
— Você vai ficar? — perguntou Peter, algum tempo depois, enquanto ela descansava a cabeça em seu ombro.
— Tente me mandar embora e veja o que acontece — respondeu Hanna, fechando os olhos com um sorriso. — Eu sou meio brava, lembra?
Peter riu baixo, beijando o topo da cabeça dela.
— Eu lembro. E é exatamente por isso que eu nunca vou deixar você ir.
A cabana estava silenciosa, exceto pelo som da brisa nas árvores e a respiração ritmada dos dois. Hanna sabia que sua vida tinha mudado para sempre, e, pela primeira vez, ela não precisava de todas as respostas. Ela tinha Peter, tinha a magia e, acima de tudo, tinha a certeza de que o destino, por mais estranho que fosse, tinha acertado em cheio.
