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Aconteceu
Fandom: Maze runner
Criado: 07/06/2026
Tags
RomanceDistopiaPós-ApocalípticoDor/ConfortoCenário CanônicoDramaSobrevivência
O Labirinto de Mel
O som metálico e ensurdecedor da Caixa subindo era algo que os Clareanos conheciam bem, mas que ninguém esperava ouvir tão cedo. Apenas alguns dias haviam se passado desde a chegada de Teresa, a garota que todos acreditavam ser a última. O pânico e a curiosidade se misturaram quando o alarme ecoou pelas paredes de pedra, atraindo todos para o centro da Clareira.
Quando as portas de metal se abriram com um estrondo, Newt, Thomas e Alby se inclinaram sobre o abismo. Lá embaixo, em meio a suprimentos e caixas, não estava um "fedelho" comum.
— É outra garota — murmurou Newt, os olhos arregalados de surpresa.
Haezel estava caída de lado, o corpo magro e delicado contrastando com a brutalidade do ambiente. Seus cabelos castanhos escuros cobriam parte do rosto, e as roupas — um short jeans preto curto, uma regata branca e botas — pareciam modernas demais para aquele lugar. O impacto da subida acelerada a havia deixado inconsciente.
Thomas pulou para dentro da Caixa e encontrou um pedaço de papel amassado preso à lateral.
— Tem um bilhete — disse Thomas, com a voz falha. Ele leu em voz alta enquanto Winston ajudava Newt a descer para retirá-la. — "Ela é a peça que faltava. O brilho no escuro." Assinado: CRUEL.
Newt a pegou nos braços com um cuidado que raramente demonstrava. Ao olhar para o rosto dela, notou a pele macia e os traços harmoniosos. Mesmo desacordada e suja de poeira, havia algo magnético nela.
— Levem-na para a enfermaria — ordenou Alby, embora seus olhos mostrassem preocupação com as mudanças repentinas no Labirinto.
Durante todo o dia, Haezel permaneceu em um sono profundo. Newt, no entanto, não conseguiu se afastar por muito tempo. Ele terminava suas tarefas como segundo em comando e voltava para a enfermaria, observando-a. Ele se sentia estranhamente protetor, como se ela fosse uma preciosidade que precisasse ser guardada.
Quando a noite caiu e a Clareira mergulhou no silêncio, apenas quebrado pelos sons distantes dos Verdugos atrás dos muros, Haezel finalmente abriu os olhos. A luz fraca das lamparinas revelou o brilho cor de mel de suas íris.
— Onde... onde eu estou? — a voz dela era rouca, mas doce.
Newt, que estava sentado em um banco próximo, levantou-se imediatamente e caminhou até ela.
— Calma, pequena. Você está na Clareira. Está segura agora.
Haezel tentou se sentar, sentindo uma leve tontura. Ela olhou para o loiro à sua frente. Ele tinha um olhar gentil, algo que a acalmou instantaneamente.
— Eu sou o Newt — disse ele, estendendo a mão. — Qual o seu nome? Você se lembra?
— Haezel — ela respondeu, testando o som do próprio nome. — Eu me chamo Haezel.
Newt sorriu, um sorriso genuíno que raramente aparecia.
— É um nome bonito. Olhe, a enfermaria é barulhenta e os socorristas logo vão começar a roncar. Se você se sentir bem para andar, pode ficar na minha cabana no bosque hoje. É mais tranquilo.
Haezel aceitou a ajuda dele para se levantar. Ela era inteligente o suficiente para perceber que aquele garoto era diferente dos outros que via espiando pela porta. Ele a tratava com uma delicadeza quase reverente.
Ao chegarem à cabana de madeira escondida entre as árvores, Newt acendeu uma pequena vela.
— Pode ficar com a cama — disse ele, já se acomodando em um canto com alguns cobertores. — Se precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, é só me chamar. Eu vou te ajudar a se adaptar, eu prometo.
— Obrigada, Newt — ela sussurrou, deitando-se e sentindo o cheiro de grama e madeira que emanava dele.
No dia seguinte, a Clareira estava em polvorosa. A chegada de Haezel não passou despercebida pelos meninos. Enquanto ela caminhava com Newt, que fazia questão de ser seu guia pessoal, muitos paravam para elogiar sua aparência. Ela tinha um corpo bonito, e o short curto atraía olhares que Newt fazia questão de afastar com um olhar cortante.
— Não ligue para eles — murmurou Newt, passando o braço protetoramente pelos ombros dela. — São apenas um bando de mértilas que não veem uma garota há muito tempo.
— Eu sei me cuidar, Newt — disse ela, com um sorriso brincalhão e um brilho de teimosia nos olhos cor de mel. — Sou meio brava quando quero.
Newt riu, encantado com a personalidade dela. Ela era gentil, mas tinha uma faísca de fogo que o fascinava.
Como era tradição, naquela noite aconteceu a festa de boas-vindas. Uma fogueira gigante foi acesa e o som de risadas e conversas preenchia o ar. Gally, orgulhoso de sua mistura caseira de procedência duvidosa, ofereceu um pote de barro para Haezel.
— Bebe aí, novata. Para batizar a chegada — disse Gally, com um sorriso desafiador.
Haezel olhou para Newt, que deu de ombros, e tomou um gole generoso. No segundo seguinte, seus olhos se arregalaram e ela cuspiu o líquido na grama, sentindo a garganta queimar como se tivesse engolido fogo.
— Que horror! Isso é veneno? — ela exclamou, fazendo alguns meninos rirem.
Sentindo o gosto horrível impregnado na boca, ela se levantou rapidamente.
— Vou lavar isso na cabana, já volto.
Ninguém pareceu notar sua saída, exceto Newt. Ele a seguiu à distância, observando como ela caminhava decidida em direção ao bosque. Quando entrou na cabana, encontrou-a debruçada sobre uma bacia de água, enxaguando a boca freneticamente.
— Gally realmente não sabe fazer nada que preste, não é? — perguntou Newt, encostado no batente da porta.
Haezel se virou, secando a boca com as costas da mão.
— Aquilo é terrível. Acho que perdi minhas papilas gustativas.
Newt se aproximou lentamente. O clima entre eles mudou instantaneamente. O barulho da festa parecia estar a quilômetros de distância. A luz da lua filtrava-se pelas frestas da madeira, iluminando o rosto de Haezel. Newt parou a poucos centímetros dela, olhando-a como se ela fosse a única coisa real naquele mundo de pesadelos.
— O que foi? — perguntou ela, sentindo o coração acelerar. — Por que está me olhando assim?
Newt não respondeu com palavras. Ele reduziu o espaço restante e a beijou. Foi um beijo urgente, carregado de todo o encantamento que ele sentira desde o momento em que a viu na Caixa. Haezel correspondeu imediatamente, passando as mãos pelo pescoço dele, puxando-o para mais perto.
O beijo desceu para o pescoço dela, onde Newt depositou beijos lentos e quentes, fazendo Haezel soltar um suspiro pesado.
— Newt... — ela murmurou, a voz ofegante, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.
Ele parou por um segundo, olhando nos olhos dela, antes de retomar o contato com a pele macia de seu pescoço.
— Diga meu nome de novo — ele pediu baixinho, a voz rouca de desejo.
— Newt... — ela repetiu, fechando os olhos enquanto sentia as mãos dele descerem para sua cintura e, em seguida, apertarem suas coxas e o contorno de seu corpo por cima do jeans curto.
Haezel mordeu o lábio inferior com força, lutando para não soltar um gemido que pudesse ser ouvido do lado de fora. A intensidade dele a pegou de surpresa, mas ela não queria que ele parasse.
Com um movimento ágil, Newt a pegou no colo e a levou até a cama, deitando-a e ficando por cima dela, sustentando o peso nos cotovelos. Ele a olhava com uma adoração quase dolorosa.
— Você é perfeita, Haezel — sussurrou ele.
Ele deslizou a mão por debaixo da regata branca dela, subindo lentamente pela pele quente de sua barriga até alcançar a curva de seu seio. Haezel arqueou o corpo, sentindo o aperto firme e possessivo dele. O mundo lá fora não importava mais; não havia Labirinto, não havia CRUEL, apenas o calor daquele momento.
Depois de alguns minutos que pareceram horas de pura descoberta, Newt parou. Ele encostou a testa na dela, tentando controlar a própria respiração.
— Eu... eu preciso ir — disse ele, com relutância. — Alby vai notar se eu sumir por muito tempo, e não quero que ninguém desconfie ou comece a falar de você.
Haezel assentiu, ainda tentando recuperar o fôlego, o rosto corado e os lábios inchados.
— Tudo bem. Eu entendo.
Newt deu um selinho demorado nela, um gesto de carinho que contrastava com a intensidade de instantes atrás.
— Vejo você amanhã, pequena.
Ele se levantou, ajeitou a camisa e saiu da cabana, desaparecendo na escuridão do bosque. Haezel ficou ali por alguns momentos, sentindo o coração martelar no peito. Ela se levantou, arrumou o cabelo castanho e alisou a roupa.
Ao sair da cabana para voltar à festa, ela olhou para as estrelas acima das paredes de pedra. Pela primeira vez desde que acordara naquela caixa metálica, ela sentiu que, talvez, pudesse encontrar algo pelo qual valesse a pena lutar naquele lugar. E esse algo tinha olhos claros e um sotaque que agora estava gravado em sua alma.
Quando as portas de metal se abriram com um estrondo, Newt, Thomas e Alby se inclinaram sobre o abismo. Lá embaixo, em meio a suprimentos e caixas, não estava um "fedelho" comum.
— É outra garota — murmurou Newt, os olhos arregalados de surpresa.
Haezel estava caída de lado, o corpo magro e delicado contrastando com a brutalidade do ambiente. Seus cabelos castanhos escuros cobriam parte do rosto, e as roupas — um short jeans preto curto, uma regata branca e botas — pareciam modernas demais para aquele lugar. O impacto da subida acelerada a havia deixado inconsciente.
Thomas pulou para dentro da Caixa e encontrou um pedaço de papel amassado preso à lateral.
— Tem um bilhete — disse Thomas, com a voz falha. Ele leu em voz alta enquanto Winston ajudava Newt a descer para retirá-la. — "Ela é a peça que faltava. O brilho no escuro." Assinado: CRUEL.
Newt a pegou nos braços com um cuidado que raramente demonstrava. Ao olhar para o rosto dela, notou a pele macia e os traços harmoniosos. Mesmo desacordada e suja de poeira, havia algo magnético nela.
— Levem-na para a enfermaria — ordenou Alby, embora seus olhos mostrassem preocupação com as mudanças repentinas no Labirinto.
Durante todo o dia, Haezel permaneceu em um sono profundo. Newt, no entanto, não conseguiu se afastar por muito tempo. Ele terminava suas tarefas como segundo em comando e voltava para a enfermaria, observando-a. Ele se sentia estranhamente protetor, como se ela fosse uma preciosidade que precisasse ser guardada.
Quando a noite caiu e a Clareira mergulhou no silêncio, apenas quebrado pelos sons distantes dos Verdugos atrás dos muros, Haezel finalmente abriu os olhos. A luz fraca das lamparinas revelou o brilho cor de mel de suas íris.
— Onde... onde eu estou? — a voz dela era rouca, mas doce.
Newt, que estava sentado em um banco próximo, levantou-se imediatamente e caminhou até ela.
— Calma, pequena. Você está na Clareira. Está segura agora.
Haezel tentou se sentar, sentindo uma leve tontura. Ela olhou para o loiro à sua frente. Ele tinha um olhar gentil, algo que a acalmou instantaneamente.
— Eu sou o Newt — disse ele, estendendo a mão. — Qual o seu nome? Você se lembra?
— Haezel — ela respondeu, testando o som do próprio nome. — Eu me chamo Haezel.
Newt sorriu, um sorriso genuíno que raramente aparecia.
— É um nome bonito. Olhe, a enfermaria é barulhenta e os socorristas logo vão começar a roncar. Se você se sentir bem para andar, pode ficar na minha cabana no bosque hoje. É mais tranquilo.
Haezel aceitou a ajuda dele para se levantar. Ela era inteligente o suficiente para perceber que aquele garoto era diferente dos outros que via espiando pela porta. Ele a tratava com uma delicadeza quase reverente.
Ao chegarem à cabana de madeira escondida entre as árvores, Newt acendeu uma pequena vela.
— Pode ficar com a cama — disse ele, já se acomodando em um canto com alguns cobertores. — Se precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, é só me chamar. Eu vou te ajudar a se adaptar, eu prometo.
— Obrigada, Newt — ela sussurrou, deitando-se e sentindo o cheiro de grama e madeira que emanava dele.
No dia seguinte, a Clareira estava em polvorosa. A chegada de Haezel não passou despercebida pelos meninos. Enquanto ela caminhava com Newt, que fazia questão de ser seu guia pessoal, muitos paravam para elogiar sua aparência. Ela tinha um corpo bonito, e o short curto atraía olhares que Newt fazia questão de afastar com um olhar cortante.
— Não ligue para eles — murmurou Newt, passando o braço protetoramente pelos ombros dela. — São apenas um bando de mértilas que não veem uma garota há muito tempo.
— Eu sei me cuidar, Newt — disse ela, com um sorriso brincalhão e um brilho de teimosia nos olhos cor de mel. — Sou meio brava quando quero.
Newt riu, encantado com a personalidade dela. Ela era gentil, mas tinha uma faísca de fogo que o fascinava.
Como era tradição, naquela noite aconteceu a festa de boas-vindas. Uma fogueira gigante foi acesa e o som de risadas e conversas preenchia o ar. Gally, orgulhoso de sua mistura caseira de procedência duvidosa, ofereceu um pote de barro para Haezel.
— Bebe aí, novata. Para batizar a chegada — disse Gally, com um sorriso desafiador.
Haezel olhou para Newt, que deu de ombros, e tomou um gole generoso. No segundo seguinte, seus olhos se arregalaram e ela cuspiu o líquido na grama, sentindo a garganta queimar como se tivesse engolido fogo.
— Que horror! Isso é veneno? — ela exclamou, fazendo alguns meninos rirem.
Sentindo o gosto horrível impregnado na boca, ela se levantou rapidamente.
— Vou lavar isso na cabana, já volto.
Ninguém pareceu notar sua saída, exceto Newt. Ele a seguiu à distância, observando como ela caminhava decidida em direção ao bosque. Quando entrou na cabana, encontrou-a debruçada sobre uma bacia de água, enxaguando a boca freneticamente.
— Gally realmente não sabe fazer nada que preste, não é? — perguntou Newt, encostado no batente da porta.
Haezel se virou, secando a boca com as costas da mão.
— Aquilo é terrível. Acho que perdi minhas papilas gustativas.
Newt se aproximou lentamente. O clima entre eles mudou instantaneamente. O barulho da festa parecia estar a quilômetros de distância. A luz da lua filtrava-se pelas frestas da madeira, iluminando o rosto de Haezel. Newt parou a poucos centímetros dela, olhando-a como se ela fosse a única coisa real naquele mundo de pesadelos.
— O que foi? — perguntou ela, sentindo o coração acelerar. — Por que está me olhando assim?
Newt não respondeu com palavras. Ele reduziu o espaço restante e a beijou. Foi um beijo urgente, carregado de todo o encantamento que ele sentira desde o momento em que a viu na Caixa. Haezel correspondeu imediatamente, passando as mãos pelo pescoço dele, puxando-o para mais perto.
O beijo desceu para o pescoço dela, onde Newt depositou beijos lentos e quentes, fazendo Haezel soltar um suspiro pesado.
— Newt... — ela murmurou, a voz ofegante, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.
Ele parou por um segundo, olhando nos olhos dela, antes de retomar o contato com a pele macia de seu pescoço.
— Diga meu nome de novo — ele pediu baixinho, a voz rouca de desejo.
— Newt... — ela repetiu, fechando os olhos enquanto sentia as mãos dele descerem para sua cintura e, em seguida, apertarem suas coxas e o contorno de seu corpo por cima do jeans curto.
Haezel mordeu o lábio inferior com força, lutando para não soltar um gemido que pudesse ser ouvido do lado de fora. A intensidade dele a pegou de surpresa, mas ela não queria que ele parasse.
Com um movimento ágil, Newt a pegou no colo e a levou até a cama, deitando-a e ficando por cima dela, sustentando o peso nos cotovelos. Ele a olhava com uma adoração quase dolorosa.
— Você é perfeita, Haezel — sussurrou ele.
Ele deslizou a mão por debaixo da regata branca dela, subindo lentamente pela pele quente de sua barriga até alcançar a curva de seu seio. Haezel arqueou o corpo, sentindo o aperto firme e possessivo dele. O mundo lá fora não importava mais; não havia Labirinto, não havia CRUEL, apenas o calor daquele momento.
Depois de alguns minutos que pareceram horas de pura descoberta, Newt parou. Ele encostou a testa na dela, tentando controlar a própria respiração.
— Eu... eu preciso ir — disse ele, com relutância. — Alby vai notar se eu sumir por muito tempo, e não quero que ninguém desconfie ou comece a falar de você.
Haezel assentiu, ainda tentando recuperar o fôlego, o rosto corado e os lábios inchados.
— Tudo bem. Eu entendo.
Newt deu um selinho demorado nela, um gesto de carinho que contrastava com a intensidade de instantes atrás.
— Vejo você amanhã, pequena.
Ele se levantou, ajeitou a camisa e saiu da cabana, desaparecendo na escuridão do bosque. Haezel ficou ali por alguns momentos, sentindo o coração martelar no peito. Ela se levantou, arrumou o cabelo castanho e alisou a roupa.
Ao sair da cabana para voltar à festa, ela olhou para as estrelas acima das paredes de pedra. Pela primeira vez desde que acordara naquela caixa metálica, ela sentiu que, talvez, pudesse encontrar algo pelo qual valesse a pena lutar naquele lugar. E esse algo tinha olhos claros e um sotaque que agora estava gravado em sua alma.
