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O neguinho do Rio de janeiro

Fandom: Rio de Janeiro, Dono do Morro

Criado: 07/06/2026

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Entre o Leite e o Desejo

A noite no Rio de Janeiro sempre teve um cheiro particular, uma mistura de maresia com o asfalto quente que demorava a esfriar, mas ali, naquele quarto novo, longe da confusão do morro e dos olhos julgadores do meu pai, o cheiro era apenas nosso. O silêncio era profundo, interrompido apenas pelo som do ar-condicionado e pela respiração pesada de Lucas. Ele estava apagado, um contraste gigante entre aquele homem que impunha respeito nas ruelas da favela e o rapaz que agora repousava ao meu lado, totalmente entregue.

Eu o observei por alguns instantes. Lucas era uma força da natureza: alto, a pele negra retinta brilhando sob a luz fraca do abajur, os cachinhos bagunçados sobre a testa e aquele peitoral largo que parecia uma muralha. Mas, naquele momento, ele parecia uma criança. Estava tão relaxado que chegava a babar um pouco, com a ponta da língua para fora, em um estado de torpor que só o nosso cansaço — e o meu corpo — conseguiam causar.

Senti o peso e o calor no meu peito. Desde que nos mudamos e nossa vida íntima se tornou o centro do nosso universo, meu corpo parecia responder de formas que eu nunca imaginei. Meus seios, naturalmente grandes e fartos, estavam pesados, latejando com o leite que parecia transbordar de tanto amor e conexão. Eu sabia que ele amava aquilo. Lucas tinha uma fixação, uma obsessão que misturava o desejo de homem com uma carência que vinha lá da infância pobre, da falta de tudo que ele teve que enfrentar antes de se tornar o "dono" de si mesmo.

Com cuidado, eu me aproximei. Ele estava molenga, os músculos do tanquinho relaxados de um jeito que raramente se via.

— Lucas... acorda, meu preto — sussurrei, mas ele nem se mexeu.

Sorri, sentindo um poder feminino que me aquecia por dentro. Eu era a "riquinha" dele, a "branquinha" que ele jurou proteger, mas ali, naquele ninho, era eu quem o alimentava. Aproximei meu seio da boca dele. Foi quase instintivo. Mesmo mergulhado em um sono que parecia um desmaio, no momento em que o mamilo tocou seus lábios, ele reagiu.

A boca dele se abriu e ele abocanhou com vontade, sugando forte. O som da sucção preenchia o quarto. Lucas mamava com uma sede ancestral, e o leite logo começou a escorrer pelos cantos de sua boca, sujando suas bochechas marcadas e descendo pelo queixo até o peito dele. Ele não acordou, mas soltou um gemido baixo, de satisfação pura. Era como se o meu leite o tivesse embriagado, deixando-o naquele estado de transe.

Depois de alguns minutos, ele começou a despertar lentamente, os olhos abrindo bem devagar, ainda nublados pelo sono. Ele sentiu o gosto, lambeu os lábios sujos de leite e me olhou com uma intensidade que sempre me fazia estremecer.

— Puta que pariu, gatinha... — a voz dele saiu rouca, carregada com aquele sotaque carioca que eu tanto amava. — Tu quer me matar de prazer até dormindo, é?

Ele não parou. Enquanto continuava a mamar, agora mais consciente, uma de suas mãos grandes e calejadas subiu para o meu seio, apertando a carne macia com uma possessividade que não me assustava, apenas me excitava. Ele intercalava a sucção com mordidinhas leves, brincando com a textura da minha pele clara contra a palma de sua mão escura.

— Esse teu leite é mel, branquinha — ele murmurou contra minha pele, a voz vibrando no meu peito. — Me deixa doidão, papo reto.

Eu passei a mão pelos cachos dele, sentindo a maciez dos fios.

— Você estava desmaiado, Lucas. Parecia que tinha corrido uma maratona.

— E corri — ele riu baixo, se afastando um pouco para me olhar nos olhos. — Corri atrás desse teu corpo a vida toda, desde que tu era aquela menininha proibida que o pai não deixava nem olhar pra mim. Agora tu é minha. Toda minha.

Ele se levantou, a altura dele sempre me impressionando quando ficava de pé. Sem dizer nada, ele me pegou no colo como se eu não pesasse nada. Eu era alta e magra, mas perto do porte físico dele, eu me sentia pequena e delicada. Lucas me levou para o banheiro.

O banho foi um ritual de adoração. Ele não tirava os olhos dos meus seios enquanto a água morna caía sobre nós. Ele passava o sabonete com uma lentidão torturante, contornando minhas curvas, massageando meus ombros e descendo pelas minhas costas. Mas suas mãos sempre voltavam para a minha bunda. Ele a apertava com força, os dedos afundando na carne farta, enquanto eu encostava a cabeça no ombro dele, sentindo o cansaço finalmente me vencer.

— Dorme, minha boneca — ele sussurrou no meu ouvido, enquanto passava a esponja com delicadeza. — O pai cuida de tu.

Eu adormeci ali mesmo, entre o vapor do chuveiro e o toque firme dele. Não senti quando ele me tirou do box, nem quando me secou com a toalha felpuda. O cuidado dele era absoluto. Para o mundo, ele era o Lucas Ferreira, o homem que não baixava a cabeça para ninguém. Para mim, ele era o homem que me secava com a ternura de quem manuseia um diamante.

Lucas me levou de volta para a cama. Ele não me vestiu. Gostava de me ver nua, dizia que eu parecia uma "modelo daquelas de revista, da Victoria Secrets", mas com as curvas que só uma mulher brasileira de verdade tinha. Ele me deitou de bruços, a posição que ele mais gostava de me observar.

Eu estava em um sono profundo, mas meu corpo sentia cada movimento dele. Senti o peso do corpo dele se acomodando atrás de mim. Ele não queria sexo agora; ele queria contemplação. Senti suas mãos grandes afastarem minhas nádegas com lentidão, abrindo caminho para que ele pudesse admirar cada detalhe da minha intimidade.

Ele encostou o rosto ali, no meio das minhas nádegas, e respirou fundo. Ele cheirava minha pele como se estivesse tentando gravar o meu aroma na alma. Era um cheiro de banho, de pele limpa e daquele perfume doce que eu sempre usava.

— Cheirosa demais, minha riquinha... — ele sussurrou, a voz abafada contra meu corpo. — Ninguém nunca vai encostar no que é meu.

Ele continuou ali por muito tempo, alternando entre apertar minha bunda com as duas mãos, sentindo a maciez e a firmeza, e esconder o rosto entre elas. Eu não acordei. No meu subconsciente, eu me sentia segura. Sabia que, enquanto Lucas estivesse ali, vigiando meu sono e se perdendo nas minhas curvas, o resto do mundo não importava. A pobreza do passado, o preconceito da minha ex-chefe e a fúria do meu pai eram apenas sombras que não podiam nos alcançar naquele quarto.

Ali, entre lençóis de fios egípcios e o desejo bruto de um homem que veio do nada, eu era a rainha dele. E ele, o meu eterno dono.
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