Fanfy
.studio
Imagem de fundo

Somente minha

Fandom: Thundermans

Criado: 08/06/2026

Tags

RomanceUA (Universo Alternativo)Fatias de VidaCenário CanônicoCiúmesPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem Explícita
Índice

Segredos no Esconderijo do Vilão

O sinal da escola Hiddenville High ecoou pelos corredores, anunciando o fim de mais um dia exaustivo de aulas. Eu estava parada em frente ao meu armário, organizando meus livros e cadernos com calma. Enquanto eu jogava minha mochila por cima do ombro, senti duas figuras se aproximarem animadas. Eram Phoebe e Cherry, as duas rindo de algo que provavelmente aconteceu na aula de artes.

— Hanna! — Phoebe exclamou, com aquele brilho nos olhos que ela sempre tinha quando estava tramando algo divertido. — Você não vai acreditar. Meus pais viajaram com o Billy e a Nora para visitar uns parentes, e a casa está livre!

— O que significa... — Cherry completou, fazendo uma dancinha desajeitada — que vai ter festa na casa dos Thundermans hoje à noite! Você tem que ir, Hanna. Não aceitamos não como resposta.

Eu sorri, ajeitando uma mecha do meu longo cabelo preto que insistia em cair sobre meus olhos castanhos. Eu sabia que, sendo a Phoebe, a festa seria organizada, mas sendo na casa deles, sempre havia o risco de algo sair do controle.

— Tudo bem, eu topo — respondi, rindo da empolgação delas. — Meus pais também não estão em casa hoje, então não tenho desculpa para ficar mofando no sofá.

— Perfeito! Te vemos às oito — Phoebe disse, antes de sair puxando Cherry pelo corredor.

Eu fechei a porta do meu armário e comecei a caminhar em direção à saída, mas parei abruptamente ao ver uma cena bizarra perto do bebedouro. O Diretor Bradford corria desesperadamente, com o rosto vermelho como um pimentão, em direção à água. Quando ele apertou o botão do bebedouro, em vez de um jato cristalino, o que saiu foi um líquido viscoso misturado com pedaços de pimenta malagueta. Ele soltou um grito abafado, pois sua boca já estava grudada com o que parecia ser cola instantânea.

— Ai, isso deve ter doído — murmurei para mim mesma, prendendo o riso.

— Eu diria que foi uma obra de arte — uma voz sarcástica soou bem ao meu lado.

Virei-me e dei de cara com Max Thunderman. Ele segurava um pequeno frasco de extrato de pimenta concentrada e tinha aquele sorriso de lado que sempre indicava problemas. Eu sabia o segredo dele — sabia sobre os poderes, sobre o Dr. Colosso e sobre as aspirações dele de ser um supervilão. Às vezes, eu achava que era a única pessoa que realmente o entendia além da provocação constante com a Phoebe.

— Deixa eu adivinhar: cola no bocal e pimenta no encanamento? — perguntei, cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha.

— Você me conhece tão bem, Hanna — ele deu um passo para mais perto, o olhar descendo rapidamente pelo meu corpo antes de voltar para os meus olhos. — Phoebe me disse que você vai à festa. É verdade?

— Vou sim. Por quê? Algum plano maligno para estragar a diversão da sua irmã?

— Talvez — ele deu de ombros, guardando o frasco no bolso da jaqueta. — Mas se você for, talvez eu reserve um tempo na minha agenda de vilão para falar com você.

Antes que eu pudesse responder, a porta do banheiro masculino se abriu com um estrondo e um grupo de mariachis mexicanos saiu de lá tocando trompetes a todo vapor, confundindo ainda mais o pobre Diretor Bradford. Max apenas piscou para mim e se misturou à multidão, desaparecendo antes que alguém pudesse culpá-lo pelo caos.

Algumas horas depois, eu estava em casa me preparando. Escolhi um cropped preto que realçava minha cintura e uma saia curta que deixava minhas pernas bem à mostra. Eu sabia que tinha um corpo que chamava atenção — os meninos na escola não eram nem um pouco sutis nos elogios —, mas naquela noite, eu só queria me sentir bonita. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e passei um perfume doce.

Quando cheguei à casa dos Thundermans, a música já estava alta. Phoebe e Cherry estavam no centro da sala, servindo ponche e tentando manter as coisas sob controle, embora a casa já estivesse cheia de adolescentes. Eu peguei um copo de uma bebida que cheirava a frutas e álcool e comecei a circular. No entanto, meus olhos não buscavam a Phoebe.

Depois de alguns minutos conversando com o pessoal, decidi descer para o covil. Eu sabia que Max estaria lá. Ele odiava essas festas sociais "certinhas" da irmã.

Desci as escadas escondidas e o encontrei sentado em frente ao seu arsenal de computadores. Dr. Colosso estava dormindo em sua gaiola, ou talvez apenas fingindo para não ter que ouvir a música lá de cima.

— A festa está lá em cima, Max — eu disse, encostando-me na mesa lateral e tomando um gole do meu copo.

Ele nem se virou de imediato, continuando a digitar algo furiosamente.

— Muita gente, muita alegria, muita Phoebe — ele resmungou, finalmente girando a cadeira. — Não estou a fim de fingir que gosto de ver o pessoal da escola dançando mal.

Sentei-me na beirada da mesa, bem ao lado dele. O espaço era pequeno, e o calor do corpo dele era perceptível.

— Você é um estraga-prazeres — brinquei, mas parei quando ele estendeu a mão e tirou o copo da minha mão de forma brusca.

— Ei! Eu estava bebendo isso.

— Você não deveria beber isso, Hanna — Max disse, o tom de voz ficando subitamente mais baixo e rouco.

— E por que não? Eu tenho dezesseis anos, Max. É só uma festa.

— Porque você perde a noção — ele colocou o copo longe, em cima de uma prateleira alta. — E com essa roupa... — Ele me olhou de cima a baixo, os olhos escurecendo. — Eu vi o jeito que os caras estavam te olhando lá em cima. Um idiota passou a mão na sua barriga quando você estava passando pela cozinha. Acha que eu não vi?

Senti meu rosto esquentar. Eu não tinha percebido que ele estava vigiando pelas câmeras de segurança, mas era típico do Max.

— Foi só um esbarrão, Max. Não precisa agir como se fosse meu dono.

— Eu não sou seu dono — ele se levantou, ficando a poucos centímetros de mim. — Mas eu não gosto que toquem no que eu quero.

O silêncio caiu sobre o covil, quebrado apenas pelo som abafado dos graves da música no andar de cima. Max aproximou o rosto do meu, e eu pude sentir sua respiração. Sem aviso, ele selou nossos lábios. Foi um beijo urgente, possessivo, que me pegou de surpresa, mas ao qual eu respondi imediatamente, passando minhas mãos pelos ombros dele.

Ele me conduziu até a cama dele, deitando-me com cuidado enquanto o beijo se aprofundava. Suas mãos, antes inquietas nos teclados do computador, agora exploravam minha perna, subindo lentamente pela lateral da minha coxa, fazendo minha pele arrepiar.

Quando ele começou a beijar meu pescoço, soltei um suspiro baixo.

— Max... — murmurei o nome dele, sentindo meu coração martelar contra o peito.

Ele apertou minha coxa com firmeza, arrancando-me um gemido baixo que me fez morder o lábio inferior para não fazer barulho. A mão dele subiu para minha barriga nua, a pele quente dele contrastando com o frescor do ar do covil. Tudo parecia estar em câmera lenta, uma bolha onde só existíamos nós dois.

— Max! Você está aí embaixo? — A voz de Phoebe ecoou do topo da escada, fazendo-nos congelar. — A Hanna sumiu, ela está com você?

Max se afastou rapidamente, a respiração ofegante. Ele limpou o canto da boca e voltou para a cadeira do computador em um movimento ágil, enquanto eu me sentava na cama, tentando desesperadamente ajeitar meu cropped e recompor minha expressão.

— Estou aqui, Phoebe! — Max gritou de volta, fingindo irritação. — E sim, a Hanna está aqui. Ela cansou da sua festa chata e veio ver algo interessante de verdade.

Phoebe apareceu no pé da escada, olhando de um para o outro com desconfiança. Eu estava deitada de lado de forma casual, tentando parecer que estávamos apenas conversando há horas.

— Hanna, você vai ficar aqui? — Phoebe perguntou, cruzando os braços. — A gente ia tentar fazer aquela dança que a Cherry inventou.

— Ah, Phoebe... eu estou com um pouco de dor de cabeça — menti, dando um sorriso fraco. — Acho que vou ficar por aqui um pouco. Posso dormir aqui no quarto do Max se ficar muito tarde?

Phoebe revirou os olhos, mas deu de ombros.

— Claro, tanto faz. Só não deixe ele te convencer a participar de nenhum experimento maligno. Juízo, vocês dois!

Assim que Phoebe subiu as escadas e a porta se fechou, soltei o ar que nem sabia que estava segurando. Max soltou uma risada curta e sarcástica, voltando a olhar para a tela do computador, embora eu soubesse que ele não estava prestando atenção em nenhum código.

Levantei-me da cama e caminhei até ele, sentando-me em seu colo. Max passou os braços pela minha cintura naturalmente, puxando-me para mais perto.

— Onde estávamos? — perguntei, passando os dedos pelos cabelos dele.

— Acho que eu ia te mostrar um filme — ele disse, com um brilho travesso nos olhos, embora não fizesse nenhum movimento para ligar o player de vídeo.

Ele começou a depositar selinhos lentos e úmidos no meu pescoço, subindo até a curva da minha orelha. Eu encostei minha cabeça no ombro dele, sentindo-me protegida e, ao mesmo tempo, em perigo constante por estar tão perto de alguém como ele.

— Você é um problema, Max Thunderman — sussurrei, sentindo as mãos dele apertarem minha cintura novamente.

— O melhor problema que você já teve, Hanna — ele respondeu, antes de voltar a me beijar, ignorando completamente o caos que acontecia no andar de cima.

Ali, no escuro do covil, cercada por invenções perigosas e segredos de super-heróis, eu sabia que aquele era exatamente o lugar onde eu queria estar.
Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic