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A garota do bowers

Fandom: It:a coisa

Criado: 08/06/2026

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O Perigo no Olhar e o Calor de Derry

O sol de Derry parecia mais pesado naquela tarde na pedreira. A água brilhava lá embaixo, mas o meu foco estava em qualquer lugar, menos no mergulho. Eu sentia a brisa balançar meus cabelos castanhos, que batiam na altura da cintura, e ajustava minhas roupas enquanto sentia o peso do olhar de Henry Bowers sobre mim.

Henry não era exatamente o que as pessoas chamavam de "bom moço". Ele tinha aquela aura de perigo, uma agressividade que afastava todo mundo, mas comigo era diferente. Entre nós, havia uma eletricidade que ninguém mais entendia. Não éramos namorados oficiais — Derry não era o tipo de lugar onde se assumia algo assim tão facilmente —, mas o que tínhamos era intenso.

— Hanna — a voz dele soou rouca, me tirando dos meus pensamentos. Ele se aproximou, parando na minha frente. — Meu velho vai ficar fora o resto do ano. A casa tá vazia.

Eu o encarei com meus olhos cor de mel, sentindo um sorriso travesso surgir nos lábios. Eu estava sozinha em casa também, e a ideia de passar o tempo naquele casarão isolado com ele era muito mais tentadora do que ficar ouvindo o silêncio das minhas próprias paredes.

— E o que você sugere que a gente faça com tanto espaço, Bowers? — perguntei, brincando com uma mecha de cabelo, deixando transparecer o meu lado mais brincalhão.

— Você sabe exatamente o que — ele respondeu, com aquele sorriso de lado que sempre me desarmava.

Fomos para a casa dele em silêncio, a tensão crescendo a cada metro percorrido. Quando entramos, o ambiente era familiar. Eu já me sentia em casa ali. Subimos direto para o quarto dele, um refúgio que guardava mais segredos do que qualquer outro cômodo. No canto, havia uma pilha de roupas minhas que eu tinha deixado ao longo das semanas: shorts, saias, blusas e até sutiãs que eu esquecia propositalmente para ter um motivo para voltar.

Sem qualquer cerimônia, tirei minha blusa, ficando apenas de sutiã. O calor de Derry era sufocante, e eu não tinha paciência para etiquetas. Troquei minha calça por um short de vôlei azul bem curto, daqueles que marcavam cada curva do meu corpo magro e deixavam a polpa da minha bunda levemente à mostra. Eu sabia o efeito que causava, e gostava disso.

Caminhei até a janela, peguei um cigarro e o acendi, sentindo a fumaça preencher meus pulmões antes de soltá-la lentamente contra o vidro. Do outro lado da rua, na única outra casa daquela vizinhança deserta, vi o vizinho de Henry. Um velho com um olhar asqueroso, parado atrás da cortina, observando meu corpo com uma fixação doentia.

Senti um nojo profundo subir pela garganta. Apaguei o cigarro diretamente na parede, deixando uma marca preta no papel de parede descascado. Olhei fixamente para o velho e levei o dedo indicador aos lábios, fazendo um sinal de silêncio. Ele assentiu, parecendo hipnotizado, e eu fechei a cortina bruscamente, bloqueando a visão dele.

— Esse seu vizinho é um nojento, Henry — comentei, me virando para ele.

— Eu sei — Henry concordou, sentado na beirada da cama, me observando com uma intensidade que fazia meu estômago dar voltas. — Ele não tem nada melhor pra fazer da vida.

Caminhei em direção a ele e me sentei em seu colo, sentindo suas mãos grandes e calejadas envolverem minha cintura instantaneamente. Ele enterrou o rosto no meu pescoço, deixando beijos quentes que me faziam arrepiar.

— Senti sua falta hoje — ele murmurou contra minha pele.

— Eu estava logo ali, Henry — respondi, rindo baixo enquanto minhas mãos subiam pela sua camisa, puxando o tecido para cima até que ele a tirasse.

Comecei a me movimentar no colo dele, um ritmo lento e torturante que eu sabia que o levava à loucura. Henry soltou um rosnado baixo e apertou minha cintura com mais força, antes de descer as mãos para a minha bunda, apertando a carne exposta pelo short curto.

— Hanna... — o nome dele saiu como um suspiro dos meus lábios quando ele intensificou o aperto.

— Fala meu nome de novo — pedi, puxando levemente o cabelo dele na nuca.

— Hanna — ele repetiu, antes de me puxar para um beijo intenso, faminto.

Nossas línguas se encontraram em uma dança desesperada. Ele me apertava como se tivesse medo de que eu desaparecesse, e eu devolvia a intensidade, sentindo o calor do corpo dele contra o meu. Em um movimento rápido e fluido, Henry trocou nossas posições, me deitando na cama e ficando por cima de mim.

Ele começou a descer os beijos pelo meu pescoço, passando pela clavícula até chegar na minha barriga. Cada toque era como fogo. Eu revirei os olhos, mordendo o lábio inferior para conter os sons que queriam escapar. Minhas mãos se perderam nos cabelos dele, puxando-os enquanto ele beijava a linha do meu short.

— Henry, por favor... — sussurrei, arqueando o corpo quando senti a boca dele pressionar o tecido fino do short.

Ele deu um sorriso vitorioso contra minha pele e puxou o short levemente para baixo, depositando um beijo demorado ali. Um gemido alto e sôfrego escapou da minha garganta, ecoando pelo quarto silencioso. Ele voltou a subir, suas mãos agora apertando meus seios por baixo do sutiã, encontrando o ritmo perfeito que me fazia perder o fôlego.

— Ah, meu Deus... — exclamei, inclinando a cabeça para trás enquanto ele voltava a morder meu pescoço. — Henry...

O tempo pareceu parar ali dentro. Naquele quarto, não havia Derry, não havia Pennywise, não havia o medo que rondava a cidade. Havia apenas nós dois, uma bolha de desejo e uma conexão que ia muito além do que qualquer um de nós admitiria em voz alta.

Depois de um tempo, o ritmo diminuiu. Ficamos ali, ofegantes, sentindo o suor esfriar na pele. Eu me levantei e caminhei novamente até a janela, sentindo a necessidade de outro cigarro para acalmar os nervos.

Acendi o cigarro e abri uma fresta da cortina. Lá estava ele de novo. O velho nojento continuava na janela dele, observando. Uma ideia perversa passou pela minha mente. Eu comecei a me exibir propositalmente, inclinando o corpo, fingindo uma sensualidade que o deixava vidrado. Eu queria ver até onde a audácia dele ia.

Mas então, peguei meu celular que estava na mesinha de cabeceira. Abri a galeria e procurei uma foto que tínhamos tirado na semana anterior: eu e Henry, abraçados, com ele exibindo aquela expressão de "não mexa com o que é meu". Virei a tela do celular em direção à janela, mostrando a foto para o vizinho.

O rosto do homem empalideceu instantaneamente. Ele sabia quem era Henry Bowers e sabia do que ele era capaz. Com um sorriso de escárnio, apaguei o cigarro na parede mais uma vez, rindo baixo da covardia dele, e fechei a cortina de vez.

— O que você está aprontando aí? — perguntou Henry, que agora estava sentado em frente ao computador, assistindo a algum vídeo qualquer.

— Só lembrando ao seu vizinho quem manda aqui — respondi, caminhando até ele.

Eu me sentei no colo dele novamente, envolvendo seu pescoço com meus braços. Henry tirou os olhos da tela e me encarou, passando a mão pelo meu rosto, limpando uma pequena mancha de cinza que havia ficado na minha bochecha.

— Você é terrível, Hanna — ele disse, mas havia admiração em seus olhos.

— E você adora isso — retruquei, selando nossos lábios em um selinho demorado.

Ali, no colo de Henry, eu me sentia segura. Derry podia ser uma cidade amaldiçoada, cheia de monstros reais e imaginários, mas enquanto eu estivesse com ele, eu era a dona do meu próprio destino. O mundo lá fora podia estar desmoronando, mas dentro daquele quarto, o calor era a única coisa que importava.
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