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A Historia

Fandom: Historia Sobre a sua turma e seu passado

Criado: 08/06/2026

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Sombras de Aço e o Coração da A.S.A.

A silhueta dos prédios da cidade parecia se curvar sob o peso da poluição e do segredo. No centro de tudo, erguia-se o monolito de vidro fumê e aço escovado: a sede da A.S.A. Para quem passava na rua, era apenas uma corporação de tecnologia avançada, mas para o trio que observava do alto de um guindaste de construção, aquele lugar era o epicentro de uma tragédia silenciosa.

Super Gato ajustou o cinto de utilidades, seus pelos amarelos brilhando sob a luz fraca dos postes de iluminação. Ele lambeu a pata rapidamente, um gesto nervoso que tentava disfarçar com elegância. Seus olhos verdes, aguçados pela mutação que lhe dera poderes, escaneavam as câmeras de segurança térmicas que giravam no topo do muro perimetral.

— O sistema de grade elétrica está operando em frequência baixa — sussurrou Super Gato, a voz suave mas firme. — Se saltarmos agora, o sensor de pressão não vai nos detectar antes que a Lua neutralize o painel.

Ao lado dele, Lua balançou suas três caudas amarelas. Elas se moviam de forma independente, quase como se tivessem vida própria, criando um rastro de luz pálida no ar. A raposa era o cérebro da operação, capaz de manipular frequências energéticas que nenhum humano ou animal comum conseguiria perceber.

— Eu já mapeei o fluxo de dados — disse Lua, os olhos fixos em um tablet holográfico projetado por um bracelete em sua pata dianteira. — A A.S.A. não está apenas fabricando chips, Gato. Eles estão drenando a energia vital de cobaias humanas para alimentar os servidores. Se não pararmos isso hoje, o "Projeto Ressurreição" deles vai se tornar irreversível.

Cachorro Escuro, o enorme cão de pelagem roxa e olhos que pareciam conter galáxias distantes, soltou um rosnado baixo. Ele era a força bruta do grupo, mas também o que mais carregava as cicatrizes emocionais do passado. Ele sabia o que era ser um experimento daquela empresa.

— Chega de conversa — disse Cachorro Escuro, os músculos sob o pelo roxo se retesando. — O cheiro de medo vindo lá de dentro está me deixando enjoado. Pessoas estão morrendo enquanto discutimos o ângulo do salto.

— Ele tem razão — concordou Super Gato. — Vamos descer.

Com uma agilidade sobrenatural, o gato amarelo saltou do guindaste, seguido de perto pela raposa e pelo cão. Eles caíram silenciosamente no pátio interno, escondidos pelas sombras de um gerador de energia massivo.

— Lua, agora! — comandou Super Gato.

A raposa posicionou-se diante do terminal de acesso da porta lateral. Suas três caudas se ergueram e começaram a girar, criando um campo eletromagnético que fez as luzes do corredor piscarem.

— Só um segundo... — murmurou Lua, concentrada. — O firewall deles é agressivo, parece que tem uma consciência própria tentando me expulsar.

— Rápido, Lua — disse Cachorro Escuro, olhando para os lados. — Estou ouvindo passos. Botas pesadas. Guardas de elite.

— Consegui! — exclamou a raposa em um sussurro vitorioso enquanto a porta de aço deslizava para o lado com um chiado hidráulico.

O trio entrou no complexo, mergulhando nos corredores brancos e esterilizados da A.S.A. O contraste entre o exterior escuro e o interior brilhante era cegante. O cheiro de ozônio e produtos químicos era forte.

— Para onde agora? — perguntou Cachorro Escuro, as orelhas em pé.

— O laboratório principal fica no subsolo quatro — respondeu Super Gato, liderando o caminho. — É lá que eles mantêm os tanques de contenção.

Eles avançavam com cautela, mas não demorou para que o alarme ecoasse pelas paredes metálicas. Uma sirene vermelha começou a girar, banhando o corredor em uma luz sangrenta.

— Intrusos no Setor B! — uma voz sintetizada anunciou pelos alto-falantes. — Protocolo de contenção ativado.

— Parece que a festa começou cedo — comentou Super Gato, desembainhando as garras retráteis que brilhavam com uma energia dourada.

De repente, uma porta pesada à frente se abriu e seis guardas armados com rifles de pulso emergiram. Eles não hesitaram em abrir fogo. Projéteis de energia azul cortaram o ar, estilhaçando as placas de gesso das paredes.

— Deixem comigo! — rugiu Cachorro Escuro.

O cão roxo saltou à frente de seus amigos. No ar, seu corpo pareceu se expandir, e uma aura de sombras densas emanou de seus pelos. Os tiros de energia foram absorvidos pela escuridão que o rodeava antes mesmo de atingirem sua pele. Com um impacto estrondoso, ele caiu sobre os guardas, derrubando-os como pinos de boliche.

— Vão! — gritou Cachorro Escuro enquanto imobilizava dois guardas com suas patas maciças. — Eu cuido desses aqui. Encontrem o núcleo e desliguem essa máquina de morte!

— Não demore para nos alcançar! — gritou Lua, correndo ao lado de Super Gato em direção ao elevador de serviço.

Dentro do elevador, o silêncio era tenso. Super Gato olhava para o painel de andares, vendo os números decrescerem: 1... 2... 3... 4.

— Lua — disse Super Gato, sem olhar para ela —, se não conseguirmos sair daqui... obrigado por tudo. Por ter nos reunido depois daquilo que aconteceu no laboratório antigo.

— Não fale como se fosse o fim — respondeu Lua, ajustando a frequência de suas caudas. — Nós somos a Turma, lembra? O passado nos uniu, mas o futuro é o que vamos construir hoje.

As portas se abriram no subsolo 4. O cenário era de pesadelo. Dezenas de cápsulas de vidro estavam alinhadas, cada uma contendo uma pessoa conectada a fios e tubos. Um fluido verde circulava pelos tubos, drenando o brilho dos olhos das vítimas e enviando-o para uma máquina central enorme que pulsava como um coração mecânico.

No centro da sala, diante de um console de comando, estava a figura que eles tanto temiam. Ela se virou lentamente, um sorriso frio nos lábios. Era a Dra. Aris, a mente por trás da A.S.A., vestindo um jaleco cinza impecável e usando um visor tecnológico sobre os olhos.

— Ora, ora — disse a Dra. Aris, sua voz amplificada pelo sistema de som. — Se não são minhas criações favoritas. O gato que se acha herói e a raposa que pensa que pode hackear o destino.

— Acabou, Aris! — gritou Super Gato, saltando sobre uma mesa de cirurgia. — Desligue essa máquina e liberte essas pessoas.

— Acabou? — Ela soltou uma risada seca. — Super Gato, você sempre foi limitado. O que você chama de morte, eu chamo de otimização. Essas pessoas estão contribuindo para a próxima etapa da evolução humana. O software que estamos criando vai acabar com a doença e o envelhecimento. O sacrifício de alguns é o preço do progresso de bilhões.

— Você não tem o direito de decidir quem vive e quem morre! — exclamou Lua, lançando uma esfera de energia estática em direção ao console principal.

A Dra. Aris apertou um botão e um escudo de força invisível desviou o ataque de Lua.

— Tão previsível — comentou a vilã. — Onde está o cachorro? Ah, claro, servindo de distração. Uma pena que ele não estará aqui para ver o fim de vocês.

Nesse momento, o teto do laboratório estremeceu. Um pedaço de concreto caiu, seguido por um vulto roxo que aterrissou pesadamente entre Super Gato e a Dra. Aris. Cachorro Escuro estava ofegante, com alguns arranhões no ombro, mas seus olhos brilhavam com uma fúria cósmica.

— Você fala demais — rosnou Cachorro Escuro.

— Três contra um? — A Dra. Aris não parecia intimidada. — Eu gosto dessas chances.

Ela acionou um comando em seu braço e quatro robôs de combate, equipados com lâminas de plasma, emergiram do chão.

— Lua, o console! — ordenou Super Gato. — Eu e o Escuro cuidamos dos latas-velhas!

A batalha explodiu no laboratório. Super Gato era um borrão amarelo, movendo-se com uma velocidade que desafiava a visão humana. Ele saltava de robô em robô, usando suas garras energizadas para cortar as juntas hidráulicas e os sensores ópticos.

Cachorro Escuro, por outro lado, lutava com uma força bruta devastadora. Ele mordeu o braço de um dos robôs e o arremessou contra a parede com tanta força que o metal se retorceu como papel.

Enquanto isso, Lua corria entre os tiros de plasma, tentando chegar ao núcleo da máquina. Ela sabia que apenas destruir os robôs não salvaria as pessoas nas cápsulas; se a energia fosse interrompida bruscamente, o choque poderia matá-las.

— Preciso inverter a polaridade do fluxo! — gritou Lua para os amigos. — Gato, me dê cobertura!

Super Gato deu um salto mortal sobre um dos guardas robóticos restantes e pousou ao lado de Lua.

— O que você precisa? — perguntou ele, ofegante.

— Preciso que você sobrecarregue o gerador auxiliar enquanto eu entro no sistema — explicou Lua, suas caudas brilhando intensamente. — Mas tem que ser manual. Você vai ter que tocar nos cabos de alta tensão.

— Isso vai doer — murmurou Super Gato, olhando para os cabos que soltavam faíscas no canto da sala.

— Vai — confirmou Lua, olhando-o nos olhos. — Mas é a única chance deles.

Super Gato assentiu. Ele correu em direção aos cabos, ignorando os avisos de perigo de morte pintados na parede. Com um suspiro profundo, ele agarrou os fios de cobre descascados.

Uma descarga elétrica massiva percorreu seu corpo. Super Gato soltou um grito de agonia, seus pelos amarelos se arrepiando enquanto a energia dourada de seus poderes lutava contra a eletricidade bruta da empresa.

— Agora, Lua! — gritou ele entre dentes.

Lua mergulhou suas patas no console, fundindo sua consciência com o código da A.S.A. Ela viu as vidas das pessoas presas nas cápsulas como pequenas chamas prestes a se apagar. Com um esforço mental hercúleo, ela começou a redirecionar a energia, empurrando a força vital de volta para os corpos originais.

— Não! — gritou a Dra. Aris, tentando alcançar o console, mas sendo bloqueada por um rosnado de Cachorro Escuro. — Vocês não sabem o que estão fazendo! Estão destruindo décadas de pesquisa!

— Estamos salvando vidas — disse Cachorro Escuro, sua voz ecoando com uma autoridade que fez a vilã recuar. — Algo que você esqueceu como se faz há muito tempo.

Com um último clarão de luz, a máquina central emitiu um som agudo e começou a desacelerar. O fluido verde nos tubos ficou transparente e as cápsulas de vidro se abriram simultaneamente. As pessoas lá dentro começaram a tossir e a despertar, confusas mas vivas.

Super Gato soltou os cabos e caiu de joelhos, a fumaça saindo levemente de suas patas. Lua correu para o seu lado, amparando-o.

— Você conseguiu, Gato — sussurrou ela. — Eles estão salvos.

A Dra. Aris, vendo seu império desmoronar, tentou fugir por uma passagem secreta atrás do console, mas Cachorro Escuro foi mais rápido. Ele bloqueou a saída com seu corpo imenso.

— Para onde você pensa que vai? — perguntou o cão roxo. — Você tem muitas perguntas para responder às autoridades... e para nós.

— Isso não acaba aqui — sibilou Aris, o ódio transbordando de seus olhos. — A A.S.A. é maior do que este prédio. Vocês são apenas anomalias em um sistema que busca a perfeição.

— Pode ser — disse Super Gato, levantando-se com dificuldade, mas mantendo o olhar firme. — Mas enquanto houver "anomalias" como nós, pessoas como você nunca vão vencer.

Lá fora, as primeiras luzes do amanhecer começavam a surgir no horizonte, cortando a névoa da cidade. A Turma, exausta e ferida, mas vitoriosa, observava enquanto as equipes de resgate — alertadas por um sinal anônimo enviado por Lua — chegavam ao local.

— O que faremos agora? — perguntou Cachorro Escuro, olhando para o sol que nascia.

— O que sempre fazemos — respondeu Super Gato, limpando a poeira de seu pelo amarelo. — Vamos para casa. Mas ficaremos de olho. O passado da A.S.A. ainda tem muitas sombras, e nós somos os únicos que podem iluminá-las.

Lua sorriu, suas três caudas balançando suavemente ao ritmo da brisa matinal. Eles eram mais do que experimentos, mais do que animais com poderes. Eles eram uma família, forjada na dor e temperada pela esperança. E enquanto estivessem juntos, nenhuma empresa ou vilão poderia apagar a luz que eles carregavam.

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