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Claire x Engel
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 08/06/2026
Tags
SombrioPsicológicoAngústiaDramaSuspenseEstudo de PersonagemCiúmesUA (Universo Alternativo)
O Refúgio de Papel e Silêncio
O corredor da escola estava mergulhado em um silêncio sepulcral, quebrado apenas pelo som abafado dos passos de Engel contra o chão de linóleo. Em seus braços, Claire parecia menor do que nunca. A garota, geralmente tão cheia de vida e curiosidade, agora era um feixe de nervos e tremores. O tecido branco de sua pele de papel parecia amassar ligeiramente sob a pressão dos dedos de Engel, enquanto a mordaça de pano em sua boca abafava os soluços desesperados que ela tentava emitir.
Engel não olhava para os lados. Seus olhos estavam fixos na porta de seu dormitório, um brilho estranho e protetor emanando de suas pupilas. Ele a amava. Ele a amava tanto que o mundo exterior parecia uma ameaça constante à pureza de Claire. Entre os professores sádicos e os perigos que rondavam cada sala de aula daquela instituição de papel, ele decidiu que apenas ele poderia mantê-la verdadeiramente segura.
Ao entrar no quarto, ele chutou a porta para fechá-la, o som do trinco se encaixando ecoando como um veredito final. O ambiente era mal iluminado, apenas com uma pequena luminária de mesa projetando sombras longas pelas paredes decoradas com desenhos e anotações.
Ele a colocou com delicadeza sobre a cama, mas o gesto não acalmou Claire. Ela se encolheu, as cordas prendendo seus pulsos e tornozelos limitando seus movimentos. Seus olhos grandes e úmidos buscavam os dele, transbordando confusão e medo.
— Shhh... Calma, Claire. — Engel sentou-se na beirada da cama, estendendo a mão para acariciar o cabelo dela. — Por que você está chorando? Você sabe que eu nunca machucaria você.
Claire soltou um gemido abafado por trás do pano, balançando a cabeça freneticamente. Pequenas lágrimas de papel pareciam brilhar em seus olhos. Ela tentou se afastar, mas Engel segurou seus ombros com firmeza, embora sem brutalidade.
— Você não entende, não é? — Ele suspirou, um sorriso triste curvando seus lábios. — Lá fora é perigoso. A Miss Circle, o Abbie... todo aquele caos. Eu não posso permitir que nada aconteça com você. Aqui, neste quarto, as regras não importam. Só nós dois importamos.
Ele se inclinou, aproximando o rosto do dela. Claire fechou os olhos com força, o corpo tremendo tanto que a estrutura da cama rangia levemente.
— Eu preparei tudo para você — continuou ele, ignorando o pavor dela. — Nós vamos ser felizes aqui. Eu vou cuidar de você, vou te dar tudo o que precisar. Você não precisa mais ter medo de errar uma questão ou de ser perseguida.
Engel levou a mão até o nó da mordaça, desatando-o com cuidado. Assim que o pano caiu, a respiração de Claire saiu em arquejos rápidos e curtos.
— Engel... por favor... — A voz dela saiu falha, rouca pelo choro contido. — O que você está fazendo? Me solta, isso dói...
— Dói? — Ele franziu a testa, genuinamente preocupado, e afrouxou um pouco as cordas nos pulsos dela. — Sinto muito, querida. Eu não queria apertar tanto. É que eu tive medo de você tentar fugir antes de me ouvir.
— Você me sequestrou! — Claire soluçou, as lágrimas escorrendo livremente agora. — Engel, nós somos amigos... você disse que me amava! Amigos não fazem isso uns com os outros!
— Exatamente por eu te amar é que eu fiz isso! — A voz de Engel subiu de tom por um momento, fazendo Claire se encolher. Ele respirou fundo, tentando recuperar a calma. — Claire, veja bem... as pessoas lá fora não se importam com você como eu me importo. Elas te veem como um alvo, como apenas mais uma folha de papel a ser cortada. Eu sou o único que vê a sua alma.
— Isso não é amor, Engel! — Ela gritou, a voz embargada. — Por favor, me deixa ir embora. Eu prometo que não conto para ninguém, eu juro!
Engel sentiu uma pontada de tristeza no peito. Ele esperava que ela entendesse, que ela visse a lógica por trás de seu plano. Ele se ajoelhou no chão, ficando na altura do rosto dela, e segurou suas mãos amarradas entre as dele.
— Você está assustada agora, eu sei. É o choque. — Ele beijou suavemente os nós dos dedos dela. — Mas com o tempo, você vai ver que eu estou certo. Eu vou te proteger de tudo. Ninguém vai encostar um dedo em você.
— Você é quem está me machucando agora! — Claire soluçou, virando o rosto para evitar o toque dele. — Por favor, Engel... se você gosta de mim, me desamarra.
— Eu não posso fazer isso ainda. — Engel levantou-se e caminhou até uma pequena prateleira, pegando um copo de água e um pedaço de doce. — Você precisa se acalmar primeiro. Se eu te soltar, você vai correr para os braços daqueles monstros que chamamos de professores. E eu não vou deixar que eles te destruam.
Ele voltou para o lado dela, sentando-se novamente. Com uma paciência infinita, ele começou a limpar o rosto dela com um lenço, removendo o rastro das lágrimas.
— Coma um pouco — disse ele, oferecendo o doce. — Você precisa de energia.
Claire manteve os lábios cerrados, o olhar fixo no chão. O medo estava sendo lentamente substituído por uma exaustão profunda.
— Claire, olhe para mim — pediu ele, a voz suave como uma brisa.
Ela não se moveu.
— Claire... — O tom dele ficou ligeiramente mais frio, uma advertência implícita.
Lentamente, ela levantou os olhos, encontrando o olhar intenso e obsessivo do garoto que ela pensava conhecer.
— Eu vou te dar tudo o que você sempre quis — prometeu Engel. — Nós vamos estudar juntos, desenhar juntos... vai ser como se a escola nem existisse. Só o nosso pequeno mundo.
— O nosso mundo é uma prisão? — perguntou ela em voz baixa, as palavras carregadas de amargura.
Engel parou por um momento, refletindo. Ele acariciou a bochecha dela, sentindo a textura delicada do papel.
— Se o mundo lá fora é o inferno, então sim, esta é a nossa pequena prisão paradisíaca. — Ele sorriu, um sorriso que não chegava aos olhos, que permaneciam fixos nela com uma possessividade assustadora. — E eu serei o seu guardião para sempre.
Claire fechou os olhos, sentindo o peso da realidade desabar sobre ela. Ela estava presa, não nas mãos de um monstro desconhecido, mas nas mãos da pessoa em quem ela mais confiava. O silêncio do quarto de Engel parecia agora mais alto do que qualquer grito, abafando suas esperanças enquanto ele continuava a murmurar promessas de um amor que ela não conseguia reconhecer.
— Descanse agora, Claire — sussurrou ele, puxando um cobertor sobre o corpo trêmulo da garota. — Eu não vou a lugar nenhum. Eu estarei bem aqui, cuidando de você.
Ele apagou a luminária principal, deixando o quarto em uma penumbra suave. Engel sentou-se em uma cadeira ao lado da cama, observando cada respiração de Claire, vigiando seu tesouro de papel com a dedicação de quem nunca pretendia deixá-lo ver a luz do sol novamente.
Engel não olhava para os lados. Seus olhos estavam fixos na porta de seu dormitório, um brilho estranho e protetor emanando de suas pupilas. Ele a amava. Ele a amava tanto que o mundo exterior parecia uma ameaça constante à pureza de Claire. Entre os professores sádicos e os perigos que rondavam cada sala de aula daquela instituição de papel, ele decidiu que apenas ele poderia mantê-la verdadeiramente segura.
Ao entrar no quarto, ele chutou a porta para fechá-la, o som do trinco se encaixando ecoando como um veredito final. O ambiente era mal iluminado, apenas com uma pequena luminária de mesa projetando sombras longas pelas paredes decoradas com desenhos e anotações.
Ele a colocou com delicadeza sobre a cama, mas o gesto não acalmou Claire. Ela se encolheu, as cordas prendendo seus pulsos e tornozelos limitando seus movimentos. Seus olhos grandes e úmidos buscavam os dele, transbordando confusão e medo.
— Shhh... Calma, Claire. — Engel sentou-se na beirada da cama, estendendo a mão para acariciar o cabelo dela. — Por que você está chorando? Você sabe que eu nunca machucaria você.
Claire soltou um gemido abafado por trás do pano, balançando a cabeça freneticamente. Pequenas lágrimas de papel pareciam brilhar em seus olhos. Ela tentou se afastar, mas Engel segurou seus ombros com firmeza, embora sem brutalidade.
— Você não entende, não é? — Ele suspirou, um sorriso triste curvando seus lábios. — Lá fora é perigoso. A Miss Circle, o Abbie... todo aquele caos. Eu não posso permitir que nada aconteça com você. Aqui, neste quarto, as regras não importam. Só nós dois importamos.
Ele se inclinou, aproximando o rosto do dela. Claire fechou os olhos com força, o corpo tremendo tanto que a estrutura da cama rangia levemente.
— Eu preparei tudo para você — continuou ele, ignorando o pavor dela. — Nós vamos ser felizes aqui. Eu vou cuidar de você, vou te dar tudo o que precisar. Você não precisa mais ter medo de errar uma questão ou de ser perseguida.
Engel levou a mão até o nó da mordaça, desatando-o com cuidado. Assim que o pano caiu, a respiração de Claire saiu em arquejos rápidos e curtos.
— Engel... por favor... — A voz dela saiu falha, rouca pelo choro contido. — O que você está fazendo? Me solta, isso dói...
— Dói? — Ele franziu a testa, genuinamente preocupado, e afrouxou um pouco as cordas nos pulsos dela. — Sinto muito, querida. Eu não queria apertar tanto. É que eu tive medo de você tentar fugir antes de me ouvir.
— Você me sequestrou! — Claire soluçou, as lágrimas escorrendo livremente agora. — Engel, nós somos amigos... você disse que me amava! Amigos não fazem isso uns com os outros!
— Exatamente por eu te amar é que eu fiz isso! — A voz de Engel subiu de tom por um momento, fazendo Claire se encolher. Ele respirou fundo, tentando recuperar a calma. — Claire, veja bem... as pessoas lá fora não se importam com você como eu me importo. Elas te veem como um alvo, como apenas mais uma folha de papel a ser cortada. Eu sou o único que vê a sua alma.
— Isso não é amor, Engel! — Ela gritou, a voz embargada. — Por favor, me deixa ir embora. Eu prometo que não conto para ninguém, eu juro!
Engel sentiu uma pontada de tristeza no peito. Ele esperava que ela entendesse, que ela visse a lógica por trás de seu plano. Ele se ajoelhou no chão, ficando na altura do rosto dela, e segurou suas mãos amarradas entre as dele.
— Você está assustada agora, eu sei. É o choque. — Ele beijou suavemente os nós dos dedos dela. — Mas com o tempo, você vai ver que eu estou certo. Eu vou te proteger de tudo. Ninguém vai encostar um dedo em você.
— Você é quem está me machucando agora! — Claire soluçou, virando o rosto para evitar o toque dele. — Por favor, Engel... se você gosta de mim, me desamarra.
— Eu não posso fazer isso ainda. — Engel levantou-se e caminhou até uma pequena prateleira, pegando um copo de água e um pedaço de doce. — Você precisa se acalmar primeiro. Se eu te soltar, você vai correr para os braços daqueles monstros que chamamos de professores. E eu não vou deixar que eles te destruam.
Ele voltou para o lado dela, sentando-se novamente. Com uma paciência infinita, ele começou a limpar o rosto dela com um lenço, removendo o rastro das lágrimas.
— Coma um pouco — disse ele, oferecendo o doce. — Você precisa de energia.
Claire manteve os lábios cerrados, o olhar fixo no chão. O medo estava sendo lentamente substituído por uma exaustão profunda.
— Claire, olhe para mim — pediu ele, a voz suave como uma brisa.
Ela não se moveu.
— Claire... — O tom dele ficou ligeiramente mais frio, uma advertência implícita.
Lentamente, ela levantou os olhos, encontrando o olhar intenso e obsessivo do garoto que ela pensava conhecer.
— Eu vou te dar tudo o que você sempre quis — prometeu Engel. — Nós vamos estudar juntos, desenhar juntos... vai ser como se a escola nem existisse. Só o nosso pequeno mundo.
— O nosso mundo é uma prisão? — perguntou ela em voz baixa, as palavras carregadas de amargura.
Engel parou por um momento, refletindo. Ele acariciou a bochecha dela, sentindo a textura delicada do papel.
— Se o mundo lá fora é o inferno, então sim, esta é a nossa pequena prisão paradisíaca. — Ele sorriu, um sorriso que não chegava aos olhos, que permaneciam fixos nela com uma possessividade assustadora. — E eu serei o seu guardião para sempre.
Claire fechou os olhos, sentindo o peso da realidade desabar sobre ela. Ela estava presa, não nas mãos de um monstro desconhecido, mas nas mãos da pessoa em quem ela mais confiava. O silêncio do quarto de Engel parecia agora mais alto do que qualquer grito, abafando suas esperanças enquanto ele continuava a murmurar promessas de um amor que ela não conseguia reconhecer.
— Descanse agora, Claire — sussurrou ele, puxando um cobertor sobre o corpo trêmulo da garota. — Eu não vou a lugar nenhum. Eu estarei bem aqui, cuidando de você.
Ele apagou a luminária principal, deixando o quarto em uma penumbra suave. Engel sentou-se em uma cadeira ao lado da cama, observando cada respiração de Claire, vigiando seu tesouro de papel com a dedicação de quem nunca pretendia deixá-lo ver a luz do sol novamente.
