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Encontro?!!
Fandom: Tensei shitara slime datta Ken
Criado: 09/06/2026
Tags
RomanceFantasiaFofuraCenário CanônicoEstudo de PersonagemDivergênciaHistória DomésticaHumorFatias de VidaMistérioCiúmes
O Gelo, o Caos e o Toque do Lorde Demônio
A neve eterna do continente ártico chicoteava as torres de gelo do castelo de Guy Crimson, mas dentro das muralhas de cristal, o clima era de um choque térmico absoluto. O silêncio que costumava ser reverente e pesado agora era preenchido por algo que os demônios de alta classe nunca imaginaram ouvir: risadas casuais e o som de passos leves que não pertenciam a um executor.
Rimuru Tempest caminhava pelos corredores de mármore gélido com uma expressão de puro divertimento. Sua aparência era, como sempre, deslumbrante em sua simplicidade. Naquele dia, ele optara por uma forma levemente mais feminina, com curvas suaves que o vestido de seda azul-marinho — um presente de Shuna — acentuava perfeitamente. Sua pele leitosa brilhava sob a luz mágica do castelo, e seus olhos amarelos, inocentes e brilhantes, capturavam cada detalhe do pânico contido nos rostos dos servos de Guy.
Ao seu lado, Guy Crimson, o Lorde Demônio Primordial, caminhava com sua arrogância habitual, mas havia algo diferente. Ele não estava a um passo de distância, mantendo a aura de divindade intocável. Ele estava colado a Rimuru.
— Então, Rimuru, o que achou da ala leste? — perguntou Guy, sua voz profunda ecoando pelo corredor onde uma fileira de demônios de elite se curvava. — Meus servos dizem que a arquitetura ali é... inspiradora.
Rimuru soltou uma risadinha, parando bem na frente de um demônio de alto nível que tremia visivelmente sob sua máscara de indiferença.
— É um pouco fria demais, Guy — disse Rimuru, virando-se para o ruivo e, com uma naturalidade que fez o demônio ao lado quase ter um colapso mental, ajeitou a gola da túnica de Guy. — Você deveria colocar mais tapetes. Ou talvez algumas lareiras mágicas. Sabe como é, para o conforto dos convidados.
Os demônios ao redor prenderam a respiração. Ninguém "ajustava" as roupas de Guy Crimson. Ninguém tocava no Lorde Vermelho sem uma permissão formal que envolvia séculos de serviço.
Guy sorriu, um brilho perigoso e divertido nos olhos.
— Se o meu convidado especial quer calor, eu posso providenciar de outras formas — disse Guy, envolvendo a cintura de Rimuru com um braço possessivo.
O Primordial não parou por aí. Com um movimento fluido, ele desceu a mão, apertando com firmeza a curva da nádega de Rimuru diante de todos os presentes.
Rimuru deu um pulinho, mas em vez de se afastar ou corar de vergonha, ele apenas olhou para Guy com um sorriso sarcástico.
— Oh? Ficando ousado na frente dos subordinados, Guy? — Rimuru inclinou a cabeça, apoiando-a no ombro do ruivo. — Eles parecem que vão desmaiar. Olhe para aquele ali, o de chifres pretos. Ele está azul.
— Eles vão sobreviver — respondeu Guy, soltando uma gargalhada baixa enquanto puxava Rimuru ainda mais para perto, sua mão agora subindo para repousar na curva lateral do peito de Rimuru, sentindo a maciez da forma que o Slime assumira. — Eles precisam entender que as regras mudaram.
A cena era surreal para os habitantes da masmorra. Guy Crimson, o ser que governava através do medo e do poder absoluto, estava agindo como um adolescente apaixonado e provocador. E o "alvo" de seu afeto não era uma rainha demônio submissa, mas um pequeno ser que o tratava como se ele fosse apenas um vizinho barulhento.
— Sabe, Guy — começou Rimuru, enquanto caminhavam em direção ao mercado interno do castelo, onde demônios mercadores negociavam almas e artefatos — eu estava pensando... Você é muito solitário aqui em cima, não é?
Guy parou por um momento, a provocação em seu rosto vacilando por um milésimo de segundo.
— Solitário? Eu tenho milhares de servos, Rimuru.
— Servos não são companhia — rebateu Rimuru, soltando-se do abraço para caminhar de costas, olhando para Guy com aqueles olhos amarelos que pareciam ler sua alma. — Eles não conversam com você. Eles apenas obedecem. Você se distanciou tanto que esqueceu como é ter alguém que simplesmente te diga "não".
Guy observou a figura delicada à sua frente. Rimuru era uma contradição ambulante. Tão poderoso quanto um verdadeiro dragão, mas tão acessível quanto um humano comum.
— E você acha que pode ser esse alguém? — perguntou Guy, aproximando-se e prendendo Rimuru contra uma coluna de gelo esculpida, ignorando os sussurros horrorizados dos mercadores próximos.
— Eu já sou esse alguém — Rimuru sorriu, levando a mão ao rosto de Guy e acariciando a bochecha do Primordial. — Caso contrário, você já teria me matado ou eu já teria ido embora.
Guy sentiu um calor estranho no peito. Não era o calor da batalha, mas algo mais suave. Ele inclinou a cabeça, fechando os olhos por um momento sob o toque de Rimuru.
— Você é uma criatura irritante, Rimuru Tempest.
— E você adora isso — provocou o Slime.
Eles continuaram o passeio, e a cada passo, Rimuru aumentava o nível da provocação. Ele parava nas barracas, pedia a opinião de Guy sobre itens triviais e, ocasionalmente, puxava o Lorde Demônio pela mão como se fossem um casal de turistas em Tempest.
Em um momento particularmente caótico, Rimuru decidiu testar os limites da sanidade dos servos de Guy. Enquanto passavam por uma guarda de honra, Rimuru parou, virou-se para Guy e começou a desabotoar os primeiros botões da camisa do ruivo.
— Está torto — mentiu Rimuru, com uma expressão séria.
Guy, percebendo a brincadeira, colaborou imediatamente. Ele inclinou o corpo para frente, permitindo que Rimuru "trabalhasse" em suas roupas, e aproveitou para enterrar o rosto no pescoço de Rimuru, inspirando o aroma doce que emanava de sua pele leitosa.
— Você está sendo muito cuidadoso hoje, Rimuru — sussurrou Guy, sua voz audível para todos os guardas que estavam em posição de sentido, estáticos como estátuas de gelo prestes a rachar.
— Alguém tem que cuidar de você — respondeu Rimuru, dando um tapinha leve no peito de Guy antes de deslizar as mãos para baixo, apertando os músculos abdominais do ruivo por cima do tecido. — Você é todo músculos e nenhuma etiqueta social.
Um dos guardas, um demônio de classe superior que servia Guy há milênios, soltou um som abafado, como se estivesse engasgando com o próprio oxigênio. Ver alguém dar um "tapinha" no Lorde Vermelho era o equivalente a ver um sacrilégio em tempo real.
Enquanto se divertiam às custas da saúde mental dos demônios, uma notificação fria ecoou na mente de Rimuru.
<< Aviso. Detectada flutuação de mana de observação. Fonte: Desconhecida. Localização: Indeterminada. >>
Rimuru não mudou sua expressão. Ele continuou sorrindo para Guy, mas seus pensamentos aceleraram.
"De novo, Raphael? Ainda não consegue rastrear?"
<< Resposta. O observador utiliza uma técnica de ocultação de alta dimensão. É provável que seja uma habilidade de nível Ultimate integrada ao ambiente. >>
"Entendi. Mantenha a vigilância. Não vamos deixar que isso estrague o encontro."
Rimuru voltou sua atenção para Guy, que parecia ter notado o breve silêncio do parceiro.
— Algo errado? — perguntou o ruivo, seus olhos vermelhos estreitando-se.
— Nada — mentiu Rimuru, recuperando o espírito brincalhão. — Só estava pensando que, para um castelo de gelo, aqui está começando a ficar bem quente.
Guy sorriu, um sorriso que prometia muito mais do que apenas provocações públicas.
— O norte pode ser implacável, Rimuru. Mas eu posso ser muito acolhedor quando quero.
Eles entraram em um salão privativo, longe dos olhos da maioria dos servos, embora alguns ainda estivessem presentes para servir o jantar. Rimuru sentou-se à mesa, mas em vez de ocupar a cadeira ao lado, ele simplesmente se acomodou no colo de Guy.
Os servos que traziam as bandejas quase as derrubaram. Guy, sem hesitar, passou os braços ao redor da cintura de Rimuru, apoiando o queixo no topo da cabeça azulada.
— Sabe, Rimuru — disse Guy, sua voz agora mais suave, desprovida da teatralidade de antes — você é o primeiro ser em eras que não me olha com medo ou com o desejo de me usar.
Rimuru relaxou contra o peito largo de Guy. Ele podia sentir o poder imenso que emanava do corpo do ruivo, mas também sentia a solidão que Guy tentava esconder sob camadas de arrogância e sangue.
— Eu não tenho motivo para ter medo de você, Guy. E eu já tenho tudo o que quero. Não preciso te usar para nada.
— Exceto para me irritar, aparentemente — brincou Guy.
— Ah, sim. Isso é um bônus essencial do nosso relacionamento — Rimuru virou-se no colo dele, ficando de frente para o Lorde Demônio. — Mas, falando sério... Eu gosto de estar aqui. Com você. Mesmo que seus servos pensem que eu sou algum tipo de súcubo que enfeitiçou o mestre deles.
Guy soltou uma risada genuína, um som que raramente era ouvido naquelas paredes frias.
— Deixe que pensem. Se eles soubessem que eu sou quem está tentando te convencer a ficar, eles entrariam em colapso total.
Rimuru sorriu e, em um gesto de carinho real, beijou a ponta do nariz de Guy.
— Vamos com calma, Lorde Vermelho. Eu ainda tenho uma nação para governar. Mas... talvez eu possa passar mais alguns dias aqui.
Guy apertou o abraço, sentindo a suavidade do corpo de Rimuru contra o seu.
— Ótimo. Porque eu ainda não terminei de mostrar a você a "hospitalidade" dos demônios.
Enquanto o jantar era servido em um silêncio tenso pelos servos que tentavam fingir que seu mestre não estava trocando carícias com um Slime, Rimuru sentiu novamente aquela sensação de estar sendo observado. Mas, com o braço de Guy ao seu redor e o calor daquela conexão inusitada, ele decidiu que o mistério poderia esperar.
Afinal, ver o rosto de pânico de Misery e Rain ao entrarem no salão e verem Rimuru alimentando Guy na boca com uma fruta local era um entretenimento que ele não trocaria por nada no mundo.
— Mais uma, Guy? — perguntou Rimuru, com um brilho travesso nos olhos.
— Se for você quem estiver dando, eu aceito o que for — respondeu o Primordial, abraçando a provocação com a mesma intensidade com que abraçava seu novo e peculiar parceiro.
O caos social no território de Guy estava apenas começando, e Rimuru pretendia aproveitar cada segundo daquela anarquia romântica.
Rimuru Tempest caminhava pelos corredores de mármore gélido com uma expressão de puro divertimento. Sua aparência era, como sempre, deslumbrante em sua simplicidade. Naquele dia, ele optara por uma forma levemente mais feminina, com curvas suaves que o vestido de seda azul-marinho — um presente de Shuna — acentuava perfeitamente. Sua pele leitosa brilhava sob a luz mágica do castelo, e seus olhos amarelos, inocentes e brilhantes, capturavam cada detalhe do pânico contido nos rostos dos servos de Guy.
Ao seu lado, Guy Crimson, o Lorde Demônio Primordial, caminhava com sua arrogância habitual, mas havia algo diferente. Ele não estava a um passo de distância, mantendo a aura de divindade intocável. Ele estava colado a Rimuru.
— Então, Rimuru, o que achou da ala leste? — perguntou Guy, sua voz profunda ecoando pelo corredor onde uma fileira de demônios de elite se curvava. — Meus servos dizem que a arquitetura ali é... inspiradora.
Rimuru soltou uma risadinha, parando bem na frente de um demônio de alto nível que tremia visivelmente sob sua máscara de indiferença.
— É um pouco fria demais, Guy — disse Rimuru, virando-se para o ruivo e, com uma naturalidade que fez o demônio ao lado quase ter um colapso mental, ajeitou a gola da túnica de Guy. — Você deveria colocar mais tapetes. Ou talvez algumas lareiras mágicas. Sabe como é, para o conforto dos convidados.
Os demônios ao redor prenderam a respiração. Ninguém "ajustava" as roupas de Guy Crimson. Ninguém tocava no Lorde Vermelho sem uma permissão formal que envolvia séculos de serviço.
Guy sorriu, um brilho perigoso e divertido nos olhos.
— Se o meu convidado especial quer calor, eu posso providenciar de outras formas — disse Guy, envolvendo a cintura de Rimuru com um braço possessivo.
O Primordial não parou por aí. Com um movimento fluido, ele desceu a mão, apertando com firmeza a curva da nádega de Rimuru diante de todos os presentes.
Rimuru deu um pulinho, mas em vez de se afastar ou corar de vergonha, ele apenas olhou para Guy com um sorriso sarcástico.
— Oh? Ficando ousado na frente dos subordinados, Guy? — Rimuru inclinou a cabeça, apoiando-a no ombro do ruivo. — Eles parecem que vão desmaiar. Olhe para aquele ali, o de chifres pretos. Ele está azul.
— Eles vão sobreviver — respondeu Guy, soltando uma gargalhada baixa enquanto puxava Rimuru ainda mais para perto, sua mão agora subindo para repousar na curva lateral do peito de Rimuru, sentindo a maciez da forma que o Slime assumira. — Eles precisam entender que as regras mudaram.
A cena era surreal para os habitantes da masmorra. Guy Crimson, o ser que governava através do medo e do poder absoluto, estava agindo como um adolescente apaixonado e provocador. E o "alvo" de seu afeto não era uma rainha demônio submissa, mas um pequeno ser que o tratava como se ele fosse apenas um vizinho barulhento.
— Sabe, Guy — começou Rimuru, enquanto caminhavam em direção ao mercado interno do castelo, onde demônios mercadores negociavam almas e artefatos — eu estava pensando... Você é muito solitário aqui em cima, não é?
Guy parou por um momento, a provocação em seu rosto vacilando por um milésimo de segundo.
— Solitário? Eu tenho milhares de servos, Rimuru.
— Servos não são companhia — rebateu Rimuru, soltando-se do abraço para caminhar de costas, olhando para Guy com aqueles olhos amarelos que pareciam ler sua alma. — Eles não conversam com você. Eles apenas obedecem. Você se distanciou tanto que esqueceu como é ter alguém que simplesmente te diga "não".
Guy observou a figura delicada à sua frente. Rimuru era uma contradição ambulante. Tão poderoso quanto um verdadeiro dragão, mas tão acessível quanto um humano comum.
— E você acha que pode ser esse alguém? — perguntou Guy, aproximando-se e prendendo Rimuru contra uma coluna de gelo esculpida, ignorando os sussurros horrorizados dos mercadores próximos.
— Eu já sou esse alguém — Rimuru sorriu, levando a mão ao rosto de Guy e acariciando a bochecha do Primordial. — Caso contrário, você já teria me matado ou eu já teria ido embora.
Guy sentiu um calor estranho no peito. Não era o calor da batalha, mas algo mais suave. Ele inclinou a cabeça, fechando os olhos por um momento sob o toque de Rimuru.
— Você é uma criatura irritante, Rimuru Tempest.
— E você adora isso — provocou o Slime.
Eles continuaram o passeio, e a cada passo, Rimuru aumentava o nível da provocação. Ele parava nas barracas, pedia a opinião de Guy sobre itens triviais e, ocasionalmente, puxava o Lorde Demônio pela mão como se fossem um casal de turistas em Tempest.
Em um momento particularmente caótico, Rimuru decidiu testar os limites da sanidade dos servos de Guy. Enquanto passavam por uma guarda de honra, Rimuru parou, virou-se para Guy e começou a desabotoar os primeiros botões da camisa do ruivo.
— Está torto — mentiu Rimuru, com uma expressão séria.
Guy, percebendo a brincadeira, colaborou imediatamente. Ele inclinou o corpo para frente, permitindo que Rimuru "trabalhasse" em suas roupas, e aproveitou para enterrar o rosto no pescoço de Rimuru, inspirando o aroma doce que emanava de sua pele leitosa.
— Você está sendo muito cuidadoso hoje, Rimuru — sussurrou Guy, sua voz audível para todos os guardas que estavam em posição de sentido, estáticos como estátuas de gelo prestes a rachar.
— Alguém tem que cuidar de você — respondeu Rimuru, dando um tapinha leve no peito de Guy antes de deslizar as mãos para baixo, apertando os músculos abdominais do ruivo por cima do tecido. — Você é todo músculos e nenhuma etiqueta social.
Um dos guardas, um demônio de classe superior que servia Guy há milênios, soltou um som abafado, como se estivesse engasgando com o próprio oxigênio. Ver alguém dar um "tapinha" no Lorde Vermelho era o equivalente a ver um sacrilégio em tempo real.
Enquanto se divertiam às custas da saúde mental dos demônios, uma notificação fria ecoou na mente de Rimuru.
<< Aviso. Detectada flutuação de mana de observação. Fonte: Desconhecida. Localização: Indeterminada. >>
Rimuru não mudou sua expressão. Ele continuou sorrindo para Guy, mas seus pensamentos aceleraram.
"De novo, Raphael? Ainda não consegue rastrear?"
<< Resposta. O observador utiliza uma técnica de ocultação de alta dimensão. É provável que seja uma habilidade de nível Ultimate integrada ao ambiente. >>
"Entendi. Mantenha a vigilância. Não vamos deixar que isso estrague o encontro."
Rimuru voltou sua atenção para Guy, que parecia ter notado o breve silêncio do parceiro.
— Algo errado? — perguntou o ruivo, seus olhos vermelhos estreitando-se.
— Nada — mentiu Rimuru, recuperando o espírito brincalhão. — Só estava pensando que, para um castelo de gelo, aqui está começando a ficar bem quente.
Guy sorriu, um sorriso que prometia muito mais do que apenas provocações públicas.
— O norte pode ser implacável, Rimuru. Mas eu posso ser muito acolhedor quando quero.
Eles entraram em um salão privativo, longe dos olhos da maioria dos servos, embora alguns ainda estivessem presentes para servir o jantar. Rimuru sentou-se à mesa, mas em vez de ocupar a cadeira ao lado, ele simplesmente se acomodou no colo de Guy.
Os servos que traziam as bandejas quase as derrubaram. Guy, sem hesitar, passou os braços ao redor da cintura de Rimuru, apoiando o queixo no topo da cabeça azulada.
— Sabe, Rimuru — disse Guy, sua voz agora mais suave, desprovida da teatralidade de antes — você é o primeiro ser em eras que não me olha com medo ou com o desejo de me usar.
Rimuru relaxou contra o peito largo de Guy. Ele podia sentir o poder imenso que emanava do corpo do ruivo, mas também sentia a solidão que Guy tentava esconder sob camadas de arrogância e sangue.
— Eu não tenho motivo para ter medo de você, Guy. E eu já tenho tudo o que quero. Não preciso te usar para nada.
— Exceto para me irritar, aparentemente — brincou Guy.
— Ah, sim. Isso é um bônus essencial do nosso relacionamento — Rimuru virou-se no colo dele, ficando de frente para o Lorde Demônio. — Mas, falando sério... Eu gosto de estar aqui. Com você. Mesmo que seus servos pensem que eu sou algum tipo de súcubo que enfeitiçou o mestre deles.
Guy soltou uma risada genuína, um som que raramente era ouvido naquelas paredes frias.
— Deixe que pensem. Se eles soubessem que eu sou quem está tentando te convencer a ficar, eles entrariam em colapso total.
Rimuru sorriu e, em um gesto de carinho real, beijou a ponta do nariz de Guy.
— Vamos com calma, Lorde Vermelho. Eu ainda tenho uma nação para governar. Mas... talvez eu possa passar mais alguns dias aqui.
Guy apertou o abraço, sentindo a suavidade do corpo de Rimuru contra o seu.
— Ótimo. Porque eu ainda não terminei de mostrar a você a "hospitalidade" dos demônios.
Enquanto o jantar era servido em um silêncio tenso pelos servos que tentavam fingir que seu mestre não estava trocando carícias com um Slime, Rimuru sentiu novamente aquela sensação de estar sendo observado. Mas, com o braço de Guy ao seu redor e o calor daquela conexão inusitada, ele decidiu que o mistério poderia esperar.
Afinal, ver o rosto de pânico de Misery e Rain ao entrarem no salão e verem Rimuru alimentando Guy na boca com uma fruta local era um entretenimento que ele não trocaria por nada no mundo.
— Mais uma, Guy? — perguntou Rimuru, com um brilho travesso nos olhos.
— Se for você quem estiver dando, eu aceito o que for — respondeu o Primordial, abraçando a provocação com a mesma intensidade com que abraçava seu novo e peculiar parceiro.
O caos social no território de Guy estava apenas começando, e Rimuru pretendia aproveitar cada segundo daquela anarquia romântica.
