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Fandom: Record of ragnarok

Criado: 09/06/2026

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O Soberano de Helheim e o Trono de Sangue

O silêncio nos corredores particulares do Submundo não era o vazio da morte, mas sim a densidade da autoridade. Hades caminhava com passos medidos, sua capa arrastando suavemente pelo mármore negro, enquanto o brilho de seu bidente parecia pulsar com uma luz fria. Ele era o pilar de Helheim, o irmão mais velho que carregava o peso da dignidade divina em seus ombros. No entanto, naquele momento, seus pensamentos não estavam voltados para a política dos deuses ou para a próxima rodada do Ragnarok. Seus olhos estavam fixos na figura que ocupava o divã em seus aposentos pessoais.

Qin Shi Huang não era um convidado comum. O Primeiro Imperador da China estava ali, despojado de sua armadura cerimonial, mas nunca de sua arrogância. Ele estava sentado de forma desleixada, uma perna cruzada sobre a outra, observando o teto decorado com a mesma indiferença com que olharia para um servo.

— Este lugar é aceitável — declarou Qin, sua voz carregada de um carisma que desafiava a própria morte. — Embora falte um pouco da cor que um verdadeiro rei apreciaria.

Hades parou diante dele, a imponência de sua estatura projetando uma sombra longa sobre o imperador humano.

— Você está em meus domínios, Qin Shi Huang — disse Hades, sua voz uma melodia de calma e perigo. — Aqui, a única vontade que importa é a minha. Até mesmo os reis devem aprender a se ajoelhar diante do senhor deste reino.

Qin soltou uma risada curta e anasalada, ajustando a venda que cobria seus olhos, embora ele pudesse "sentir" Hades tão claramente quanto se o estivesse vendo.

— Um rei não se ajoelha — retrucou Qin, levantando-se com uma elegância felina. — Ele conquista. E eu devo dizer... seu reino é uma conquista tentadora.

O ar entre eles estalou. Hades, movido por uma mistura de dever e uma curiosidade sombria que apenas aquele humano conseguia despertar, deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal de Qin. Ele não usou força bruta, mas sim a pressão esmagadora de sua presença.

— Você fala de conquista, mas seu corpo treme — observou Hades, sua mão enluvada subindo para traçar o contorno da mandíbula de Qin. — Eu conheço sua dor, Imperador. Eu vejo as marcas que o mundo deixou em você.

Qin sentiu o toque. Por causa de sua sinestesia, a sensação do couro da luva de Hades contra sua pele era amplificada dez vezes. Ele sentiu a firmeza, a determinação e, acima de tudo, a sofisticação fria do deus.

— Minha dor é o meu trono — respondeu Qin, embora sua respiração tivesse acelerado.

Hades não respondeu com palavras. Em um movimento rápido e fluido, ele empurrou Qin de volta contra o divã, sobrepondo-se a ele. O Imperador tentou revidar, mas Hades era um estrategista nato; ele imobilizou os pulsos de Qin acima de sua cabeça com apenas uma mão.

— Vamos ver quanto dessa arrogância permanece quando eu despir sua dignidade — sussurrou Hades perto do ouvido de Qin.

O que se seguiu foi uma lição de domínio. Hades agia com a precisão de um governante e a impiedade de um carrasco. Ele explorou cada centímetro do corpo de Qin, ignorando os protestos iniciais que logo se transformaram em gemidos abafados. O deus do Submundo sabia exatamente onde tocar para provocar a maior reação, usando a sensibilidade extrema de Qin contra ele mesmo.

Quando Hades moveu o corpo de Qin, virando-o e expondo sua vulnerabilidade, o Imperador sentiu um calafrio que não vinha do frio de Helheim. Hades ajoelhou-se entre as pernas de Qin, seus olhos brilhando com uma intensidade predatória.

— Você deseja ser o centro de tudo, não é? — perguntou Hades, sua voz rouca. — Pois eu farei de você o centro do meu mundo de agonia e prazer.

Hades baixou a cabeça, e a sensação dos lábios e da língua do deus em áreas tão íntimas e proibidas fez Qin arquear as costas, os dedos enterrando-se no estofado do divã. A técnica de Hades era impecável, uma mistura de crueldade e uma adoração perversa. Ele chupou e explorou o corpo de Qin com uma fome que parecia querer consumir a própria alma do humano.

Qin Shi Huang, o homem que unificou a China, o rei que não se curvava a ninguém, sentiu suas defesas desmoronarem. A dor de sua sinestesia misturava-se ao prazer avassalador que Hades provia. Ele sentia cada pulsação, cada movimento da língua de Hades como se fosse um incêndio em seus nervos.

— Hades... — arquejou Qin, sua voz perdendo a autoridade, restando apenas o desespero. — Pare... não... eu...

— O que foi, Imperador? — Hades ergueu o olhar, um sorriso mínimo e cruel brincando em seus lábios. — Pensei que este fosse o seu caminho.

— Eu não... eu não aguento... — Qin soluçou, as lágrimas começando a molhar a venda. A sobrecarga sensorial era demais. Ele estava sendo reduzido a nada além de um feixe de nervos expostos sob o comando do Rei do Submundo.

Hades continuou, intensificando o contato, levando Qin ao limite absoluto da sanidade. O Imperador estava trêmulo, seu corpo sacudido por espasmos de uma luxúria que ele não conseguia controlar. A humilhação de ser tratado daquela forma, de ser "devorado" pelo deus, lutava contra a necessidade visceral de ser preenchido por ele.

— Por favor... — a voz de Qin quebrou, um som que ele nunca permitira que ninguém ouvisse. — Hades... me fode... por favor, me fode agora!

Hades parou por um segundo, saboreando a súplica. Ele queria ouvir aquilo. Ele queria que o rei humano reconhecesse quem detinha o verdadeiro poder.

— Como um rei pede ao seu senhor? — instigou Hades, aproximando-se do rosto de Qin, sentindo o calor que emanava da pele do humano.

— O seu rei... implora... — Qin disse entre dentes, o orgulho finalmente sendo sacrificado no altar do desejo. — Tome-me... faça o que quiser... apenas... eu preciso de você!

Satisfeito, Hades não hesitou mais. Ele tomou Qin com uma força que condizia com sua posição como o deus mais respeitado de todos. Cada investida era um lembrete da soberania de Hades, e cada grito de Qin era um hino à sua rendição. O Imperador, que antes se sentava onde queria e chamava de trono, agora era o próprio trono sobre o qual Hades exercia seu direito divino.

Horas depois, o silêncio retornou aos aposentos. Hades estava de pé, recompondo suas vestes com a mesma elegância de sempre, nem um fio de cabelo fora do lugar. Ele olhou para o divã, onde Qin Shi Huang jazia desfalecido, a respiração pesada e o corpo coberto de marcas que contavam a história daquela noite.

Qin tentou se levantar, mas suas pernas falharam imediatamente. Ele estava manco, seus músculos recusando-se a obedecer após o castigo e o prazer extremos que Hades lhe impusera.

— Parece que o grande Imperador perdeu o passo — comentou Hades, aproximando-se e oferecendo a mão, não por piedade, mas com o respeito que se tem por um oponente que lutou bem, mesmo na derrota.

Qin olhou para a mão estendida e depois para o rosto sereno de Hades. Ele soltou um riso fraco, a arrogância retornando em um brilho pálido nos olhos por trás da venda.

— Você... — Qin aceitou a mão, permitindo que Hades o ajudasse a se sentar, embora ainda tremesse. — Você é realmente um deus terrível, Hades.

— E você é um humano fascinante, Qin — respondeu Hades, inclinando-se para beijar a testa do imperador com uma delicadeza surpreendente. — Mas lembre-se: em Helheim, há apenas um governante. E hoje, você aprendeu o seu lugar nele.

Qin Shi Huang sorriu, um sorriso quebrado, mas ainda real.

— Onde eu me deito... — ele começou, a voz falhando por um momento enquanto sentia a dor em seus quadris — ... ali é o meu palácio. Mesmo que o palácio pertença a um deus.

Hades soltou uma risada rara, uma que raramente era ouvida fora daquelas paredes. Ele admirava a resiliência daquele homem. O Ragnarok continuaria, e eles poderiam muito bem se encontrar no campo de batalha em breve, mas, naquela noite, o Submundo testemunhou a união de dois soberanos, onde o sangue, a dor e o prazer selaram um pacto que as palavras jamais seriam capazes de descrever.

— Descanse, Imperador — disse Hades, caminhando em direção à porta. — Amanhã, o mundo ainda exigirá que sejamos reis. Mas esta noite... você foi apenas meu.

Qin observou Hades sair, sentindo o peso da soberania do deus ainda impregnado em seu corpo. Ele estava manco, exausto e completamente dominado, mas, pela primeira vez em muito tempo, a dor que sentia não era um fardo, mas uma lembrança vívida de que, mesmo para um rei, render-se a alguém à altura era a maior das vitórias.
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