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A garota do bowers
Fandom: It:a coisa
Criado: 09/06/2026
Tags
RomanceDramaPWP (Enredo? Que enredo?)Cenário CanônicoGótico SulistaAbuso de ÁlcoolUso de DrogasLinguagem Explícita
Fumaça, Desejo e a Loucura de Derry
O calor dentro do quarto de Henry Bowers era sufocante, uma mistura de cheiro de mofo, suor e o perfume doce que Hanna exalava. O pai de Henry, Butch, tinha viajado para uma conferência da polícia estadual, deixando a casa vazia e silenciosa — um luxo raro naquela residência marcada por tensões e gritos.
Hanna deu um gole longo na garrafa de uísque barato que Henry mantinha escondida sob a cama. O líquido queimou sua garganta, mas o calor que subiu pelo seu peito era reconfortante. Ela se sentia leve, as inibições derretendo como gelo sob o sol de Derry. Com um movimento fluido, ela puxou a blusa sobre a cabeça, jogando-a em algum canto escuro do quarto. Logo depois, a saia caiu no chão, deixando-a apenas de sutiã e um short jeans tão curto que mal cobria o necessário.
Seus olhos castanho-claros brilharam com uma centelha de travessura. Ela sabia o efeito que seu corpo tinha nos rapazes da cidade; ouvia os sussurros, via os olhares cobiçosos. Mas ali, na penumbra do quarto de Henry, ela se sentia a dona do jogo.
Caminhando com passos lentos e quadril balançando, ela foi até a mesa do computador onde Henry estava distraído, assistindo a um vídeo qualquer. Sem dizer uma palavra, ela estendeu a mão, pegou um dos cigarros dele e o acendeu, tragando profundamente antes de soltar a fumaça cinzenta no ar.
— Vai acabar com o meu estoque, Hanna? — perguntou Henry, a voz rouca, sem tirar os olhos da tela, embora um sorriso de canto de boca denunciasse que ele estava ciente de cada movimento dela.
— Você tem coisas melhores para se preocupar do que com um cigarro, Henry — respondeu ela, a voz carregada de uma inteligência afiada e um tom brincalhão.
Hanna caminhou até a janela. A rua estava deserta, exceto pela casa em frente, onde um vizinho idoso, conhecido por ser um xereta desagradável, estava parado no alpendre. Quando os olhos do velho encontraram a silhueta de Hanna na janela, ele parou o que estava fazendo.
Hanna sorriu, uma expressão de pura malícia. Ela sabia que a cortina estava aberta o suficiente apenas para que ela fosse o centro do palco. Com o cigarro entre os dedos, ela levou a mão livre ao próprio corpo, segurando o seio por cima do sutiã e mordendo o lábio inferior enquanto soltava a fumaça lentamente. O velho do outro lado da rua arregalou os olhos, a boca entreaberta em um misto de choque e desejo sórdido.
Ela apagou o cigarro na parede ao lado da janela, as cinzas caindo no carpete velho. De repente, sentiu mãos grandes e calejadas envolverem sua cintura por trás. O calor do corpo de Henry pressionou-se contra as suas costas.
O vizinho, ao ver a figura masculina surgir nas sombras atrás da garota, mudou a expressão para uma de total confusão e medo. Hanna levou o dedo indicador aos lábios, fazendo um sinal de silêncio para o homem, antes que Henry puxasse a cortina com força, fechando o mundo lá fora.
— O que diabos você estava fazendo? — perguntou Henry, girando-a para encará-lo.
— O seu vizinho é um tarado — respondeu ela, rindo baixo, os olhos brilhando de diversão. — Estava apenas dando a ele algo para pensar antes de dormir.
Henry soltou um suspiro pesado, mas seus olhos queimavam com uma intensidade que Hanna conhecia bem.
— Aquele velho é um nojento — concordou ele, a voz baixa. — Mas você gosta de brincar com o perigo, não gosta?
— Gosto de brincar com você, Henry. O resto é só plateia.
Henry se jogou na cama, os braços abertos, observando-a com aquela mistura de adoração e possessividade que ele reservava apenas para ela. Hanna não perdeu tempo. Ela subiu na cama e sentou-se sobre o colo dele, sentindo a tensão nos músculos das coxas dele.
Ela começou a se movimentar devagar, um ritmo hipnótico que fez Henry fechar os olhos e soltar um gemido baixo.
— Hanna... — murmurou ele, o nome dela soando como uma prece profana.
— Gosta disso, Henry? — perguntou ela, inclinando-se para frente, deixando o cabelo castanho longo cair sobre o rosto dele.
— Você sabe que sim — ele respondeu, as mãos subindo para a cintura dela, apertando com força, assumindo o controle do ritmo. — Mais rápido.
Hanna obedeceu, mas não sem antes dar um sorriso desafiador. Ela se movimentava com uma agilidade que o deixava sem fôlego, provocando-o, parando por um segundo apenas para recomeçar com mais intensidade. Henry agarrou as curvas dela, as unhas cravando levemente na pele, o que só a fazia rir e acelerar ainda mais. O quarto estava preenchido apenas pelo som da respiração ofegante e pelos nomes sussurrados entre beijos desesperados.
Depois de um tempo que pareceu suspender a própria realidade de Derry, o silêncio retornou, quebrado apenas pelo som distante de um carro passando na rua. Henry se levantou, ainda recuperando o fôlego.
— Vou tomar um banho — disse ele, passando a mão pelo cabelo bagunçado.
— Eu também preciso — Hanna respondeu, levantando-se e espreguiçando-se como um gato. — E não pretendo esperar você terminar.
Ela entrou no banheiro logo atrás dele. O vapor começou a preencher o pequeno espaço assim que a água quente atingiu o chão do chuveiro. Hanna despiu o resto das roupas e entrou sob o jato d'água, sentindo o calor relaxar seus músculos.
Henry estava lá, a expressão mais suave do que o normal. Ele pegou o frasco de xampu e, com uma delicadeza que poucos acreditariam que o líder da Gangue de Bowers possuía, começou a lavar o cabelo longo de Hanna. Seus dedos massageavam o couro cabeludo dela com cuidado.
— Você é muito folgada, sabia? — disse ele, enquanto enxaguava a espuma.
— E você adora isso — rebateu ela, virando-se para ele.
Henry envolveu o corpo dela com o seu, a pele molhada criando uma aderência que parecia fundi-los em um só. Ele encostou a testa na dela, os olhos fixos nos castanhos claros que ele tanto amava.
— Ei, Hanna... — começou ele, com um tom curioso. — Quem você acha que é o mais "comido" da gangue? Tipo, quem é o mais idiota que todo mundo pisa?
Hanna soltou uma risada cristalina que ecoou nos azulejos do banheiro.
— Ah, com certeza é o Patrick — respondeu ela sem hesitar. — Ele é estranho demais para o próprio bem, e os outros acabam sempre tirando vantagem daquela loucura dele.
Henry soltou uma gargalhada alta, a primeira do dia que parecia genuína e sem malícia.
— Faz todo o sentido — disse ele, apertando-a mais contra o peito. — Mas eu não dou mole para nenhum deles. Especialmente quando você está por perto.
— Eu sei que não — disse ela, passando os braços pelo pescoço dele. — Você é o rei de Derry, Henry. Pelo menos, nesta casa, hoje à noite.
— E você é a única que tem a coroa — respondeu ele, antes de selar seus lábios em um beijo que prometia que a noite estava longe de acabar.
Eles ficaram ali por um longo tempo, deixando a água lavar as preocupações e a escuridão da cidade que insistia em tentar consumi-los, protegidos pelo pequeno universo que criaram entre quatro paredes. Em Derry, o mal espreitava em cada esquina, mas ali, entre risos e fumaça de cigarro, eles eram apenas dois jovens tentando sentir algo real.
Hanna deu um gole longo na garrafa de uísque barato que Henry mantinha escondida sob a cama. O líquido queimou sua garganta, mas o calor que subiu pelo seu peito era reconfortante. Ela se sentia leve, as inibições derretendo como gelo sob o sol de Derry. Com um movimento fluido, ela puxou a blusa sobre a cabeça, jogando-a em algum canto escuro do quarto. Logo depois, a saia caiu no chão, deixando-a apenas de sutiã e um short jeans tão curto que mal cobria o necessário.
Seus olhos castanho-claros brilharam com uma centelha de travessura. Ela sabia o efeito que seu corpo tinha nos rapazes da cidade; ouvia os sussurros, via os olhares cobiçosos. Mas ali, na penumbra do quarto de Henry, ela se sentia a dona do jogo.
Caminhando com passos lentos e quadril balançando, ela foi até a mesa do computador onde Henry estava distraído, assistindo a um vídeo qualquer. Sem dizer uma palavra, ela estendeu a mão, pegou um dos cigarros dele e o acendeu, tragando profundamente antes de soltar a fumaça cinzenta no ar.
— Vai acabar com o meu estoque, Hanna? — perguntou Henry, a voz rouca, sem tirar os olhos da tela, embora um sorriso de canto de boca denunciasse que ele estava ciente de cada movimento dela.
— Você tem coisas melhores para se preocupar do que com um cigarro, Henry — respondeu ela, a voz carregada de uma inteligência afiada e um tom brincalhão.
Hanna caminhou até a janela. A rua estava deserta, exceto pela casa em frente, onde um vizinho idoso, conhecido por ser um xereta desagradável, estava parado no alpendre. Quando os olhos do velho encontraram a silhueta de Hanna na janela, ele parou o que estava fazendo.
Hanna sorriu, uma expressão de pura malícia. Ela sabia que a cortina estava aberta o suficiente apenas para que ela fosse o centro do palco. Com o cigarro entre os dedos, ela levou a mão livre ao próprio corpo, segurando o seio por cima do sutiã e mordendo o lábio inferior enquanto soltava a fumaça lentamente. O velho do outro lado da rua arregalou os olhos, a boca entreaberta em um misto de choque e desejo sórdido.
Ela apagou o cigarro na parede ao lado da janela, as cinzas caindo no carpete velho. De repente, sentiu mãos grandes e calejadas envolverem sua cintura por trás. O calor do corpo de Henry pressionou-se contra as suas costas.
O vizinho, ao ver a figura masculina surgir nas sombras atrás da garota, mudou a expressão para uma de total confusão e medo. Hanna levou o dedo indicador aos lábios, fazendo um sinal de silêncio para o homem, antes que Henry puxasse a cortina com força, fechando o mundo lá fora.
— O que diabos você estava fazendo? — perguntou Henry, girando-a para encará-lo.
— O seu vizinho é um tarado — respondeu ela, rindo baixo, os olhos brilhando de diversão. — Estava apenas dando a ele algo para pensar antes de dormir.
Henry soltou um suspiro pesado, mas seus olhos queimavam com uma intensidade que Hanna conhecia bem.
— Aquele velho é um nojento — concordou ele, a voz baixa. — Mas você gosta de brincar com o perigo, não gosta?
— Gosto de brincar com você, Henry. O resto é só plateia.
Henry se jogou na cama, os braços abertos, observando-a com aquela mistura de adoração e possessividade que ele reservava apenas para ela. Hanna não perdeu tempo. Ela subiu na cama e sentou-se sobre o colo dele, sentindo a tensão nos músculos das coxas dele.
Ela começou a se movimentar devagar, um ritmo hipnótico que fez Henry fechar os olhos e soltar um gemido baixo.
— Hanna... — murmurou ele, o nome dela soando como uma prece profana.
— Gosta disso, Henry? — perguntou ela, inclinando-se para frente, deixando o cabelo castanho longo cair sobre o rosto dele.
— Você sabe que sim — ele respondeu, as mãos subindo para a cintura dela, apertando com força, assumindo o controle do ritmo. — Mais rápido.
Hanna obedeceu, mas não sem antes dar um sorriso desafiador. Ela se movimentava com uma agilidade que o deixava sem fôlego, provocando-o, parando por um segundo apenas para recomeçar com mais intensidade. Henry agarrou as curvas dela, as unhas cravando levemente na pele, o que só a fazia rir e acelerar ainda mais. O quarto estava preenchido apenas pelo som da respiração ofegante e pelos nomes sussurrados entre beijos desesperados.
Depois de um tempo que pareceu suspender a própria realidade de Derry, o silêncio retornou, quebrado apenas pelo som distante de um carro passando na rua. Henry se levantou, ainda recuperando o fôlego.
— Vou tomar um banho — disse ele, passando a mão pelo cabelo bagunçado.
— Eu também preciso — Hanna respondeu, levantando-se e espreguiçando-se como um gato. — E não pretendo esperar você terminar.
Ela entrou no banheiro logo atrás dele. O vapor começou a preencher o pequeno espaço assim que a água quente atingiu o chão do chuveiro. Hanna despiu o resto das roupas e entrou sob o jato d'água, sentindo o calor relaxar seus músculos.
Henry estava lá, a expressão mais suave do que o normal. Ele pegou o frasco de xampu e, com uma delicadeza que poucos acreditariam que o líder da Gangue de Bowers possuía, começou a lavar o cabelo longo de Hanna. Seus dedos massageavam o couro cabeludo dela com cuidado.
— Você é muito folgada, sabia? — disse ele, enquanto enxaguava a espuma.
— E você adora isso — rebateu ela, virando-se para ele.
Henry envolveu o corpo dela com o seu, a pele molhada criando uma aderência que parecia fundi-los em um só. Ele encostou a testa na dela, os olhos fixos nos castanhos claros que ele tanto amava.
— Ei, Hanna... — começou ele, com um tom curioso. — Quem você acha que é o mais "comido" da gangue? Tipo, quem é o mais idiota que todo mundo pisa?
Hanna soltou uma risada cristalina que ecoou nos azulejos do banheiro.
— Ah, com certeza é o Patrick — respondeu ela sem hesitar. — Ele é estranho demais para o próprio bem, e os outros acabam sempre tirando vantagem daquela loucura dele.
Henry soltou uma gargalhada alta, a primeira do dia que parecia genuína e sem malícia.
— Faz todo o sentido — disse ele, apertando-a mais contra o peito. — Mas eu não dou mole para nenhum deles. Especialmente quando você está por perto.
— Eu sei que não — disse ela, passando os braços pelo pescoço dele. — Você é o rei de Derry, Henry. Pelo menos, nesta casa, hoje à noite.
— E você é a única que tem a coroa — respondeu ele, antes de selar seus lábios em um beijo que prometia que a noite estava longe de acabar.
Eles ficaram ali por um longo tempo, deixando a água lavar as preocupações e a escuridão da cidade que insistia em tentar consumi-los, protegidos pelo pequeno universo que criaram entre quatro paredes. Em Derry, o mal espreitava em cada esquina, mas ali, entre risos e fumaça de cigarro, eles eram apenas dois jovens tentando sentir algo real.
