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Max steel 2000
Fandom: Max steel
Criado: 09/06/2026
Tags
Ficção CientíficaAçãoAventuraMistérioBiopunkDramaCenário CanônicoFilme de Amigos
Herança de Sombras e Circuitos
O sol de Del Oro começava a se pôr, pintando o céu com tons de laranja e violeta que pareciam refletir as cores das pistas de skate onde Josh McGrath costumava passar suas tardes. No entanto, naquele dia, a adrenalina não vinha de um salto mortal ou de uma manobra arriscada. Josh estava sentado no parapeito de um terraço industrial, com as pernas balançando sobre o abismo, enquanto observava o horizonte.
Atrás dele, o som rítmico de teclas sendo pressionadas era a única coisa que quebrava o silêncio. Berto, com seus óculos levemente escorregando pelo nariz, estava mergulhado em um terminal holográfico portátil, suas mãos movendo-se com uma velocidade que Josh sempre achou fascinante e, às vezes, exaustiva.
— Você sabe que ficar sentado na beirada de um prédio de trinta andares não ajuda na minha concentração, não é? — comentou Berto, sem desviar os olhos da tela verde fluorescente.
Josh deu um leve sorriso, ajustando a posição da sua jaqueta. O vento bagunçava seus cabelos loiros, mas ele parecia perfeitamente à vontade.
— É aqui que eu penso melhor, Berto. O ar é mais limpo longe dos laboratórios da N-Tek. — Josh suspirou, virando-se levemente para o amigo. — Falando nisso, você conseguiu acessar aqueles arquivos que eu te pedi?
Berto hesitou. Seus dedos pairaram sobre o teclado por um segundo antes de ele finalmente soltar um suspiro pesado e fechar a interface.
— Josh, os protocolos de segurança do seu pai não são brincadeira. O Jefferson colocou camadas de criptografia que fariam o Pentágono parecer um diário com cadeado de plástico.
— Mas você é o Berto — insistiu o jovem loiro, levantando-se e caminhando em direção ao amigo. — Você hackeou o sistema de tráfego de Nova York aos doze anos por diversão.
— Isso foi diferente. Eu não estava tentando invadir os segredos de estado de uma organização antiterrorista global que, por acaso, paga as minhas contas — respondeu Berto, limpando as lentes dos óculos na camiseta. — Mas sim, eu consegui abrir uma brecha. Só não acho que você vai gostar do que encontrei.
Josh aproximou-se, a expressão antes relaxada agora substituída por uma seriedade que envelhecia seu rosto de dezenove anos.
— O que diz sobre o meu pai? E sobre a morte dele?
Berto reabriu o holograma, mas desta vez os dados eram fragmentados. Fotos antigas da fundação da N-Tek surgiram no ar, mostrando Jim McGrath ao lado de um jovem Jefferson Smith e outros cientistas cujos nomes haviam sido apagados dos registros oficiais.
— Seu pai não era apenas um agente de campo, Josh. Ele era o coração do projeto "Adrenalina" original — explicou Berto, apontando para uma série de fórmulas químicas e esquemas biométricos. — A N-Tek não foi criada apenas para combater o crime organizado ou ameaças biológicas. Ela foi criada porque seu pai e o Jefferson acreditavam que a humanidade precisava evoluir para sobreviver ao que estava por vir.
— Evoluir? — Josh franziu o cenho, cruzando os braços. — Meu pai acreditava em proteger as pessoas, Berto. Ele era um herói, não um cientista maluco tentando brincar de Deus.
— As duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo — ponderou Berto, olhando seriamente para o amigo. — Esses arquivos sugerem que o acidente que o matou não foi uma falha técnica comum. Houve uma sabotagem interna. Alguém queria os resultados das pesquisas dele, mas não queria o Jim McGrath no caminho para ditar como eles seriam usados.
Josh sentiu um nó se formar em sua garganta. Ele sempre soube que a morte de seu pai era cercada de mistérios, mas ouvir Berto confirmar que havia algo mais sombrio por trás de tudo tornava a dor mais aguda, mais real.
— O Jefferson sabe disso? — perguntou Josh, sua voz agora um sussurro tenso.
— O Jefferson é o diretor da N-Tek, Josh. Ele sabe de tudo o que acontece dentro daqueles muros, mesmo as coisas que ele prefere manter enterradas para o seu próprio bem — Berto levantou-se, colocando a mão no ombro do amigo. — Você tem que entender, seu pai era o melhor amigo dele. Se o Jefferson escondeu a verdade, foi para proteger você.
— Me proteger? — Josh soltou uma risada amarga, afastando-se. — Eu passei anos achando que ele tinha morrido por causa de um erro de cálculo. Eu cresci querendo ser como ele, vivendo no limite, talvez esperando que, se eu corresse rápido o suficiente ou saltasse alto o suficiente, eu encontraria alguma resposta.
— E você encontrou a N-Tek — disse Berto suavemente. — E agora você faz parte disso. Josh, você é mais parecido com ele do que imagina. Não apenas no físico ou no gosto por esportes radicais. Você tem o mesmo ímpeto de fazer o que é certo, custe o que custar.
Josh caminhou até a borda novamente, mas desta vez não se sentou. Ele olhou para as luzes da cidade lá embaixo, sentindo o peso do legado que carregava.
— Às vezes eu sinto que a N-Tek é uma gaiola dourada, Berto. Eles me dão os gadgets, o treinamento, a chance de lutar... mas eles nunca me dão a verdade completa.
— A verdade é perigosa, Josh. Especialmente quando envolve biotecnologia e armas que podem mudar o curso da história — Berto ajustou os óculos, voltando ao tom técnico para esconder sua própria preocupação. — O que eu vi naqueles arquivos... há referências a algo chamado "Elementor". Coisas que seu pai estava estudando antes de partir. Não são apenas máquinas. É algo orgânico, algo que reage ao DNA humano.
Josh virou-se bruscamente, seus olhos brilhando com uma nova intensidade.
— Se o meu pai morreu por causa disso, então eu preciso saber o que é. Eu não vou ficar sentado esperando que o Jefferson decida que eu sou "maduro o suficiente" para saber a história da minha própria família.
— Eu sabia que você diria isso — suspirou Berto, embora um pequeno sorriso de cumplicidade surgisse em seu rosto. — Por isso eu já comecei a rastrear as coordenadas mencionadas nos últimos relatórios do seu pai. Estão apontando para uma base abandonada no deserto de Nevada.
Josh sorriu, a adrenalina começando a correr em suas veias de uma forma que nenhum salto de paraquedas jamais conseguiu replicar.
— Você é o melhor, Berto. Quando partimos?
— "Nós"? — Berto arregalou os olhos. — Eu sou o suporte técnico, Josh! Eu fico aqui, no ar-condicionado, garantindo que ninguém detecte sua ausência.
— Nem pensar. Você é o único que consegue ler aqueles mapas e hackear as portas — Josh deu um tapa amigável nas costas de Berto. — Além disso, se a gente for pego, eu preciso de alguém mais inteligente do que eu para explicar pro Jefferson que foi tudo ideia sua.
— Ei! — protestou Berto, mas já estava guardando seu equipamento na mochila. — Se formos expulsos da N-Tek, eu vou cobrar uma fortuna em consultoria privada, está ouvindo?
— Fechado — disse Josh, já se preparando para descer as escadas de incêndio com a agilidade de um felino.
Antes de seguir o amigo, Berto olhou uma última vez para a tela do seu dispositivo. Havia um arquivo que ele não tivera coragem de mostrar a Josh ainda. Um arquivo rotulado com o código genético de Josh e a palavra "Sucessor".
— O que você deixou para ele, Jim? — sussurrou Berto para o vento, antes de desligar o aparelho e seguir Josh para a escuridão da noite.
A cidade de Del Oro continuava vibrando lá embaixo, indiferente aos segredos que dois jovens carregavam. Para Josh, o mundo parecia subitamente maior e mais perigoso. Ele não era mais apenas o garoto loiro que amava o perigo; ele era o filho de um homem que tentou mudar o mundo e pagou o preço final por isso.
Enquanto desciam, Josh sentiu uma vibração estranha em seu pulso, onde o comunicador da N-Tek estava preso. Por um breve momento, sua visão pareceu ficar mais nítida, as cores mais vibrantes, e o som do coração de Berto batendo alguns metros atrás dele soou como um tambor. Ele balançou a cabeça, tentando afastar a sensação.
— Você está bem, Josh? — perguntou Berto, notando a hesitação do amigo.
— Sim... só uma tontura. Deve ser a fome — mentiu Josh, embora soubesse que não era isso.
Ele olhou para as próprias mãos. Elas estavam firmes, mas ele sentia uma energia latente, uma força que parecia implorar para ser libertada. Se a N-Tek e seu pai estavam escondendo algo sobre o seu passado, ele estava prestes a descobrir que o seu futuro seria muito mais radical do que qualquer esporte que ele já tivesse praticado.
— Vamos logo, Berto. O deserto é longe e eu não quero chegar lá depois que o Jefferson perceber que a gente sumiu com um dos jatos experimentais.
— Espera, você disse "um dos jatos"? Josh! Isso é roubo de propriedade governamental!
— É apenas um empréstimo de longo prazo, Berto! Relaxa!
As risadas dos dois amigos ecoaram pelo beco enquanto eles desapareciam nas sombras, prontos para desafiar as ordens da organização que os criou em busca de uma verdade que poderia mudar tudo o que sabiam sobre si mesmos. O legado de Max Steel estava apenas começando a despertar, e o mundo não estava preparado para o que viria a seguir.
Atrás dele, o som rítmico de teclas sendo pressionadas era a única coisa que quebrava o silêncio. Berto, com seus óculos levemente escorregando pelo nariz, estava mergulhado em um terminal holográfico portátil, suas mãos movendo-se com uma velocidade que Josh sempre achou fascinante e, às vezes, exaustiva.
— Você sabe que ficar sentado na beirada de um prédio de trinta andares não ajuda na minha concentração, não é? — comentou Berto, sem desviar os olhos da tela verde fluorescente.
Josh deu um leve sorriso, ajustando a posição da sua jaqueta. O vento bagunçava seus cabelos loiros, mas ele parecia perfeitamente à vontade.
— É aqui que eu penso melhor, Berto. O ar é mais limpo longe dos laboratórios da N-Tek. — Josh suspirou, virando-se levemente para o amigo. — Falando nisso, você conseguiu acessar aqueles arquivos que eu te pedi?
Berto hesitou. Seus dedos pairaram sobre o teclado por um segundo antes de ele finalmente soltar um suspiro pesado e fechar a interface.
— Josh, os protocolos de segurança do seu pai não são brincadeira. O Jefferson colocou camadas de criptografia que fariam o Pentágono parecer um diário com cadeado de plástico.
— Mas você é o Berto — insistiu o jovem loiro, levantando-se e caminhando em direção ao amigo. — Você hackeou o sistema de tráfego de Nova York aos doze anos por diversão.
— Isso foi diferente. Eu não estava tentando invadir os segredos de estado de uma organização antiterrorista global que, por acaso, paga as minhas contas — respondeu Berto, limpando as lentes dos óculos na camiseta. — Mas sim, eu consegui abrir uma brecha. Só não acho que você vai gostar do que encontrei.
Josh aproximou-se, a expressão antes relaxada agora substituída por uma seriedade que envelhecia seu rosto de dezenove anos.
— O que diz sobre o meu pai? E sobre a morte dele?
Berto reabriu o holograma, mas desta vez os dados eram fragmentados. Fotos antigas da fundação da N-Tek surgiram no ar, mostrando Jim McGrath ao lado de um jovem Jefferson Smith e outros cientistas cujos nomes haviam sido apagados dos registros oficiais.
— Seu pai não era apenas um agente de campo, Josh. Ele era o coração do projeto "Adrenalina" original — explicou Berto, apontando para uma série de fórmulas químicas e esquemas biométricos. — A N-Tek não foi criada apenas para combater o crime organizado ou ameaças biológicas. Ela foi criada porque seu pai e o Jefferson acreditavam que a humanidade precisava evoluir para sobreviver ao que estava por vir.
— Evoluir? — Josh franziu o cenho, cruzando os braços. — Meu pai acreditava em proteger as pessoas, Berto. Ele era um herói, não um cientista maluco tentando brincar de Deus.
— As duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo — ponderou Berto, olhando seriamente para o amigo. — Esses arquivos sugerem que o acidente que o matou não foi uma falha técnica comum. Houve uma sabotagem interna. Alguém queria os resultados das pesquisas dele, mas não queria o Jim McGrath no caminho para ditar como eles seriam usados.
Josh sentiu um nó se formar em sua garganta. Ele sempre soube que a morte de seu pai era cercada de mistérios, mas ouvir Berto confirmar que havia algo mais sombrio por trás de tudo tornava a dor mais aguda, mais real.
— O Jefferson sabe disso? — perguntou Josh, sua voz agora um sussurro tenso.
— O Jefferson é o diretor da N-Tek, Josh. Ele sabe de tudo o que acontece dentro daqueles muros, mesmo as coisas que ele prefere manter enterradas para o seu próprio bem — Berto levantou-se, colocando a mão no ombro do amigo. — Você tem que entender, seu pai era o melhor amigo dele. Se o Jefferson escondeu a verdade, foi para proteger você.
— Me proteger? — Josh soltou uma risada amarga, afastando-se. — Eu passei anos achando que ele tinha morrido por causa de um erro de cálculo. Eu cresci querendo ser como ele, vivendo no limite, talvez esperando que, se eu corresse rápido o suficiente ou saltasse alto o suficiente, eu encontraria alguma resposta.
— E você encontrou a N-Tek — disse Berto suavemente. — E agora você faz parte disso. Josh, você é mais parecido com ele do que imagina. Não apenas no físico ou no gosto por esportes radicais. Você tem o mesmo ímpeto de fazer o que é certo, custe o que custar.
Josh caminhou até a borda novamente, mas desta vez não se sentou. Ele olhou para as luzes da cidade lá embaixo, sentindo o peso do legado que carregava.
— Às vezes eu sinto que a N-Tek é uma gaiola dourada, Berto. Eles me dão os gadgets, o treinamento, a chance de lutar... mas eles nunca me dão a verdade completa.
— A verdade é perigosa, Josh. Especialmente quando envolve biotecnologia e armas que podem mudar o curso da história — Berto ajustou os óculos, voltando ao tom técnico para esconder sua própria preocupação. — O que eu vi naqueles arquivos... há referências a algo chamado "Elementor". Coisas que seu pai estava estudando antes de partir. Não são apenas máquinas. É algo orgânico, algo que reage ao DNA humano.
Josh virou-se bruscamente, seus olhos brilhando com uma nova intensidade.
— Se o meu pai morreu por causa disso, então eu preciso saber o que é. Eu não vou ficar sentado esperando que o Jefferson decida que eu sou "maduro o suficiente" para saber a história da minha própria família.
— Eu sabia que você diria isso — suspirou Berto, embora um pequeno sorriso de cumplicidade surgisse em seu rosto. — Por isso eu já comecei a rastrear as coordenadas mencionadas nos últimos relatórios do seu pai. Estão apontando para uma base abandonada no deserto de Nevada.
Josh sorriu, a adrenalina começando a correr em suas veias de uma forma que nenhum salto de paraquedas jamais conseguiu replicar.
— Você é o melhor, Berto. Quando partimos?
— "Nós"? — Berto arregalou os olhos. — Eu sou o suporte técnico, Josh! Eu fico aqui, no ar-condicionado, garantindo que ninguém detecte sua ausência.
— Nem pensar. Você é o único que consegue ler aqueles mapas e hackear as portas — Josh deu um tapa amigável nas costas de Berto. — Além disso, se a gente for pego, eu preciso de alguém mais inteligente do que eu para explicar pro Jefferson que foi tudo ideia sua.
— Ei! — protestou Berto, mas já estava guardando seu equipamento na mochila. — Se formos expulsos da N-Tek, eu vou cobrar uma fortuna em consultoria privada, está ouvindo?
— Fechado — disse Josh, já se preparando para descer as escadas de incêndio com a agilidade de um felino.
Antes de seguir o amigo, Berto olhou uma última vez para a tela do seu dispositivo. Havia um arquivo que ele não tivera coragem de mostrar a Josh ainda. Um arquivo rotulado com o código genético de Josh e a palavra "Sucessor".
— O que você deixou para ele, Jim? — sussurrou Berto para o vento, antes de desligar o aparelho e seguir Josh para a escuridão da noite.
A cidade de Del Oro continuava vibrando lá embaixo, indiferente aos segredos que dois jovens carregavam. Para Josh, o mundo parecia subitamente maior e mais perigoso. Ele não era mais apenas o garoto loiro que amava o perigo; ele era o filho de um homem que tentou mudar o mundo e pagou o preço final por isso.
Enquanto desciam, Josh sentiu uma vibração estranha em seu pulso, onde o comunicador da N-Tek estava preso. Por um breve momento, sua visão pareceu ficar mais nítida, as cores mais vibrantes, e o som do coração de Berto batendo alguns metros atrás dele soou como um tambor. Ele balançou a cabeça, tentando afastar a sensação.
— Você está bem, Josh? — perguntou Berto, notando a hesitação do amigo.
— Sim... só uma tontura. Deve ser a fome — mentiu Josh, embora soubesse que não era isso.
Ele olhou para as próprias mãos. Elas estavam firmes, mas ele sentia uma energia latente, uma força que parecia implorar para ser libertada. Se a N-Tek e seu pai estavam escondendo algo sobre o seu passado, ele estava prestes a descobrir que o seu futuro seria muito mais radical do que qualquer esporte que ele já tivesse praticado.
— Vamos logo, Berto. O deserto é longe e eu não quero chegar lá depois que o Jefferson perceber que a gente sumiu com um dos jatos experimentais.
— Espera, você disse "um dos jatos"? Josh! Isso é roubo de propriedade governamental!
— É apenas um empréstimo de longo prazo, Berto! Relaxa!
As risadas dos dois amigos ecoaram pelo beco enquanto eles desapareciam nas sombras, prontos para desafiar as ordens da organização que os criou em busca de uma verdade que poderia mudar tudo o que sabiam sobre si mesmos. O legado de Max Steel estava apenas começando a despertar, e o mundo não estava preparado para o que viria a seguir.
