
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
Aaaa
Fandom: Naruto
Criado: 10/06/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoHistória DomésticaMenção de IncestoCenário CanônicoEstudo de Personagem
Entre Laços de Sangue e Sombras
A chuva batia contra as janelas de vidro da pequena residência nos limites da Vila da Folha, um som constante e rítmico que parecia isolar o mundo exterior. Dentro daquelas paredes, o silêncio era denso, carregado de uma tensão que vinha se acumulando há anos. Menma, aos vinte anos, era a personificação da frieza. Seus olhos azuis, outrora brilhantes como os do pai, agora carregavam uma névoa de indiferença e uma dureza que afastava qualquer um que tentasse se aproximar.
Exceto ela.
Kimberly, aos dezenove, era o oposto absoluto. Onde havia gelo em Menma, havia sol em Kimberly. Ela era a doçura que ele tentava esmagar com suas palavras grossas e seu jeito ríspido, mas que sobrevivia, persistente, como uma flor que cresce entre as fendas do concreto.
Naquela noite, algo mudara. O ar entre eles não era mais apenas o de irmãos que compartilhavam um teto e um passado doloroso. Havia uma eletricidade nova, um limite que ambos sabiam que estavam prestes a cruzar.
Menma estava parado junto à mesa da cozinha, os braços cruzados sobre o peito largo, a expressão fechada enquanto observava Kimberly preparar um chá. Ele a observava com uma intensidade que beirava a possessividade.
— Por que você insiste em ser tão gentil comigo? — a voz de Menma saiu rouca, cortando o silêncio como uma lâmina. — Eu te trato mal, eu ignoro suas preocupações. Por que ainda está aqui?
Kimberly parou o que estava fazendo e se virou para ele. O olhar dela era calmo, transbordando uma compreensão que Menma odiava e, ao mesmo tempo, desejava desesperadamente.
— Porque eu te conheço, Menma — respondeu ela suavemente, dando um passo em direção a ele. — Eu sei que essa frieza é apenas uma armadura. E eu não vou a lugar nenhum.
Menma soltou um suspiro impaciente, descruzando os braços e encurtando a distância entre eles. Ele era muito mais alto, sua presença física era intimidadora, mas Kimberly não recuou.
— Você é uma idiota — ele murmurou, mas sua mão, contra sua própria vontade, subiu para tocar o rosto dela. Seus dedos eram ásperos, mas o toque foi surpreendentemente leve.
— Talvez eu seja — Kimberly sussurrou, fechando os olhos e inclinando o rosto contra a palma da mão dele. — Mas eu sou a sua idiota.
O contato físico quebrou a última barreira de resistência de Menma. Ele a puxou para perto, seus lábios encontrando os dela em um beijo que não tinha nada de fraternal. Era um beijo carregado de desejo reprimido, de uma fome que ambos tentavam ignorar, mas que finalmente os consumira.
Eles se moveram para o quarto de Menma em um transe de urgência e descoberta. Ali, entre os lençóis escuros e a penumbra do quarto, o tabu que os cercava foi queimado pelo calor de seus corpos. Kimberly entregou-se a ele com uma confiança absoluta, e Menma, pela primeira vez na vida, deixou a máscara de gelo cair. Ele foi intenso, quase bruto em sua possessividade, mas cada toque dele, cada sussurro rouco, confessava o que ele nunca admitiria em voz alta: ele a amava mais do que a própria vida.
Quando o silêncio retornou, apenas com o som de suas respirações pesadas, Menma não se afastou. Ele a manteve presa contra seu peito, os dedos traçando padrões aleatórios na pele dela.
— Kimberly — ele chamou, a voz ainda marcada pela emoção do momento.
— Sim? — ela respondeu, aninhando-se mais perto.
— Eu não sou um homem bom. Eu sou difícil, eu sou grosso e eu não sei como tratar as pessoas — ele fez uma pausa, os olhos fixos no teto. — Mas eu não consigo imaginar minha vida sem você. Não quero que você seja apenas minha irmã. Quero que seja minha mulher.
Kimberly levantou o rosto, os olhos brilhando.
— O que você está dizendo, Menma?
— Quero que namoremos. Quero que moremos juntos, de verdade, sem segredos entre nós quatro paredes — ele se virou para encará-la, a expressão séria e quase desafiadora. — Você aceita ficar com alguém tão quebrado quanto eu?
Um sorriso radiante iluminou o rosto de Kimberly, o tipo de sorriso que Menma secretamente vivia para ver.
— Eu aceito, Menma. Eu sempre aceitei você.
A partir daquela noite, a dinâmica entre eles mudou drasticamente. Eles decidiram se mudar para um apartamento menor, mais afastado do centro da vila, onde poderiam viver sua nova realidade longe dos olhares julgadores de Konoha. Para o mundo exterior, eles ainda eram os irmãos órfãos que mantinham a distância, mas dentro de casa, a história era outra.
Menma continuava sendo o homem sério e ríspido com os outros. No mercado, ele respondia com monossílabos e olhares gélidos. Nas missões, ele era o shinobi eficiente e implacável que ninguém ousava questionar. Mas, no momento em que cruzava a porta de casa e via Kimberly, algo nele relaxava.
— Você está atrasado — disse ela certa noite, quando ele entrou em casa exausto de uma missão longa. Ela estava na sala, lendo um livro.
— O Hokage gosta de ouvir a própria voz — resmungou Menma, jogando a mochila em um canto e caminhando direto para ela. — Estou com fome.
— O jantar está no forno — Kimberly sorriu, levantando-se para ir até a cozinha.
Menma a segurou pelo pulso, puxando-a para um abraço apertado.
— Não é desse tipo de fome que estou falando — ele sussurrou contra o pesvoco dela, sua voz vibrando de desejo.
Kimberly riu baixo, sentindo o calor dele envolvê-la.
— Você disse isso ontem à noite também. E na noite anterior.
— E vou dizer todas as noites — ele afirmou, beijando-a com uma intensidade que a deixou sem fôlego. — Você é minha, Kimberly. Nunca se esqueça disso.
A rotina deles tornou-se um ciclo de paixão e proteção. Menma, apesar de seu jeito bruto, cuidava dela de uma forma quase obsessiva. Ele não permitia que ninguém a tratasse com desrespeito e, embora Kimberly fosse perfeitamente capaz de se defender, ela apreciava o fogo protetor que queimava nos olhos dele.
Todas as noites, sem falta, eles se encontravam na intimidade do quarto. Para Menma, o ato sexual não era apenas prazer; era a forma como ele se comunicava, como ele pedia perdão por suas grosserias diárias e como ele reafirmava o vínculo proibido, mas inquebrável, que os unia.
— Você às vezes é tão difícil, Menma — comentou Kimberly uma vez, enquanto eles estavam deitados após uma noite particularmente intensa. — Por que é tão difícil dizer "por favor" ou "obrigado" para as pessoas?
— Porque eu não me importo com elas — ele respondeu secamente, fechando os olhos. — Eu só me importo com o que acontece dentro desta casa. O resto do mundo pode queimar, contanto que você esteja aqui quando eu voltar.
Kimberly suspirou, passando a mão pelos cabelos negros dele. Ela sabia que nunca mudaria a natureza de Menma, mas ela não precisava que ele fosse perfeito para o mundo. Ela só precisava que ele fosse dele para ela.
— Eu estarei aqui — prometeu ela. — Sempre.
Menma abriu um dos olhos, observando-a sob a luz do luar que filtrava pela cortina. Ele não era bom com palavras, e sua gentileza era um recurso escasso, mas ele a puxou para mais perto, cobrindo-a com seu corpo e iniciando um novo beijo, mais lento e profundo.
— Ótimo — ele murmurou entre os lábios dela. — Porque eu não pretendo te deixar dormir tão cedo.
E assim, entre o gelo de sua personalidade e o calor do amor dela, eles construíram seu próprio mundo, uma noite de cada vez, provando que mesmo as almas mais sombrias podem encontrar um porto seguro na doçura de quem decide ficar.
Exceto ela.
Kimberly, aos dezenove, era o oposto absoluto. Onde havia gelo em Menma, havia sol em Kimberly. Ela era a doçura que ele tentava esmagar com suas palavras grossas e seu jeito ríspido, mas que sobrevivia, persistente, como uma flor que cresce entre as fendas do concreto.
Naquela noite, algo mudara. O ar entre eles não era mais apenas o de irmãos que compartilhavam um teto e um passado doloroso. Havia uma eletricidade nova, um limite que ambos sabiam que estavam prestes a cruzar.
Menma estava parado junto à mesa da cozinha, os braços cruzados sobre o peito largo, a expressão fechada enquanto observava Kimberly preparar um chá. Ele a observava com uma intensidade que beirava a possessividade.
— Por que você insiste em ser tão gentil comigo? — a voz de Menma saiu rouca, cortando o silêncio como uma lâmina. — Eu te trato mal, eu ignoro suas preocupações. Por que ainda está aqui?
Kimberly parou o que estava fazendo e se virou para ele. O olhar dela era calmo, transbordando uma compreensão que Menma odiava e, ao mesmo tempo, desejava desesperadamente.
— Porque eu te conheço, Menma — respondeu ela suavemente, dando um passo em direção a ele. — Eu sei que essa frieza é apenas uma armadura. E eu não vou a lugar nenhum.
Menma soltou um suspiro impaciente, descruzando os braços e encurtando a distância entre eles. Ele era muito mais alto, sua presença física era intimidadora, mas Kimberly não recuou.
— Você é uma idiota — ele murmurou, mas sua mão, contra sua própria vontade, subiu para tocar o rosto dela. Seus dedos eram ásperos, mas o toque foi surpreendentemente leve.
— Talvez eu seja — Kimberly sussurrou, fechando os olhos e inclinando o rosto contra a palma da mão dele. — Mas eu sou a sua idiota.
O contato físico quebrou a última barreira de resistência de Menma. Ele a puxou para perto, seus lábios encontrando os dela em um beijo que não tinha nada de fraternal. Era um beijo carregado de desejo reprimido, de uma fome que ambos tentavam ignorar, mas que finalmente os consumira.
Eles se moveram para o quarto de Menma em um transe de urgência e descoberta. Ali, entre os lençóis escuros e a penumbra do quarto, o tabu que os cercava foi queimado pelo calor de seus corpos. Kimberly entregou-se a ele com uma confiança absoluta, e Menma, pela primeira vez na vida, deixou a máscara de gelo cair. Ele foi intenso, quase bruto em sua possessividade, mas cada toque dele, cada sussurro rouco, confessava o que ele nunca admitiria em voz alta: ele a amava mais do que a própria vida.
Quando o silêncio retornou, apenas com o som de suas respirações pesadas, Menma não se afastou. Ele a manteve presa contra seu peito, os dedos traçando padrões aleatórios na pele dela.
— Kimberly — ele chamou, a voz ainda marcada pela emoção do momento.
— Sim? — ela respondeu, aninhando-se mais perto.
— Eu não sou um homem bom. Eu sou difícil, eu sou grosso e eu não sei como tratar as pessoas — ele fez uma pausa, os olhos fixos no teto. — Mas eu não consigo imaginar minha vida sem você. Não quero que você seja apenas minha irmã. Quero que seja minha mulher.
Kimberly levantou o rosto, os olhos brilhando.
— O que você está dizendo, Menma?
— Quero que namoremos. Quero que moremos juntos, de verdade, sem segredos entre nós quatro paredes — ele se virou para encará-la, a expressão séria e quase desafiadora. — Você aceita ficar com alguém tão quebrado quanto eu?
Um sorriso radiante iluminou o rosto de Kimberly, o tipo de sorriso que Menma secretamente vivia para ver.
— Eu aceito, Menma. Eu sempre aceitei você.
A partir daquela noite, a dinâmica entre eles mudou drasticamente. Eles decidiram se mudar para um apartamento menor, mais afastado do centro da vila, onde poderiam viver sua nova realidade longe dos olhares julgadores de Konoha. Para o mundo exterior, eles ainda eram os irmãos órfãos que mantinham a distância, mas dentro de casa, a história era outra.
Menma continuava sendo o homem sério e ríspido com os outros. No mercado, ele respondia com monossílabos e olhares gélidos. Nas missões, ele era o shinobi eficiente e implacável que ninguém ousava questionar. Mas, no momento em que cruzava a porta de casa e via Kimberly, algo nele relaxava.
— Você está atrasado — disse ela certa noite, quando ele entrou em casa exausto de uma missão longa. Ela estava na sala, lendo um livro.
— O Hokage gosta de ouvir a própria voz — resmungou Menma, jogando a mochila em um canto e caminhando direto para ela. — Estou com fome.
— O jantar está no forno — Kimberly sorriu, levantando-se para ir até a cozinha.
Menma a segurou pelo pulso, puxando-a para um abraço apertado.
— Não é desse tipo de fome que estou falando — ele sussurrou contra o pesvoco dela, sua voz vibrando de desejo.
Kimberly riu baixo, sentindo o calor dele envolvê-la.
— Você disse isso ontem à noite também. E na noite anterior.
— E vou dizer todas as noites — ele afirmou, beijando-a com uma intensidade que a deixou sem fôlego. — Você é minha, Kimberly. Nunca se esqueça disso.
A rotina deles tornou-se um ciclo de paixão e proteção. Menma, apesar de seu jeito bruto, cuidava dela de uma forma quase obsessiva. Ele não permitia que ninguém a tratasse com desrespeito e, embora Kimberly fosse perfeitamente capaz de se defender, ela apreciava o fogo protetor que queimava nos olhos dele.
Todas as noites, sem falta, eles se encontravam na intimidade do quarto. Para Menma, o ato sexual não era apenas prazer; era a forma como ele se comunicava, como ele pedia perdão por suas grosserias diárias e como ele reafirmava o vínculo proibido, mas inquebrável, que os unia.
— Você às vezes é tão difícil, Menma — comentou Kimberly uma vez, enquanto eles estavam deitados após uma noite particularmente intensa. — Por que é tão difícil dizer "por favor" ou "obrigado" para as pessoas?
— Porque eu não me importo com elas — ele respondeu secamente, fechando os olhos. — Eu só me importo com o que acontece dentro desta casa. O resto do mundo pode queimar, contanto que você esteja aqui quando eu voltar.
Kimberly suspirou, passando a mão pelos cabelos negros dele. Ela sabia que nunca mudaria a natureza de Menma, mas ela não precisava que ele fosse perfeito para o mundo. Ela só precisava que ele fosse dele para ela.
— Eu estarei aqui — prometeu ela. — Sempre.
Menma abriu um dos olhos, observando-a sob a luz do luar que filtrava pela cortina. Ele não era bom com palavras, e sua gentileza era um recurso escasso, mas ele a puxou para mais perto, cobrindo-a com seu corpo e iniciando um novo beijo, mais lento e profundo.
— Ótimo — ele murmurou entre os lábios dela. — Porque eu não pretendo te deixar dormir tão cedo.
E assim, entre o gelo de sua personalidade e o calor do amor dela, eles construíram seu próprio mundo, uma noite de cada vez, provando que mesmo as almas mais sombrias podem encontrar um porto seguro na doçura de quem decide ficar.
