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d19
Fandom: record of ragnarok
Criado: 10/06/2026
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RomanceUA (Universo Alternativo)Fatias de VidaFofuraHumorHistória DomésticaFantasiaDivergência
Entre Coroas e Estrelas: O Despertar de um Rei
A sala de projeção no Valhalla estava mergulhada em um silêncio atípico. Deuses e humanos, que outrora tentaram se aniquilar na arena do Ragnarok, agora estavam sentados lado a lado, forçados por uma entidade desconhecida a assistir momentos que o tempo deveria ter mantido em segredo. No centro da primeira fila, Hades mantinha sua postura impecável, embora um leve erguer de sobrancelha denunciasse sua surpresa. Ao seu lado, Qin Shi Huang, o Imperador da China, exibia seu sorriso confiante de sempre, embora estivesse ajustando sua venda com uma frequência incomum.
As luzes se apagaram e a tela gigante começou a brilhar, revelando imagens de alguns anos após o fim do conflito divino.
A gravação começou nos corredores suntuosos do palácio de Helheim. Hades, o Rei do Submundo, foi visto caminhando com sua elegância habitual, mas seus olhos não estavam focados em documentos ou estratégias. Ele seguia, a uma distância segura, uma figura saltitante que tentava — sem sucesso — ser discreta.
— Olhem só para o "Irmão Mais Velho" — comentou Zeus, soltando uma risadinha e cutucando o ombro de Poseidon, que apenas bufou em desdém. — Ele está perseguindo o humano como um adolescente.
— Cale-se, Zeus — respondeu Hades, sua voz calma, mas carregada de uma autoridade que fez o irmão menor se encolher. — Eu estava apenas garantindo que o convidado de Helheim não se perdesse.
Na tela, Qin Shi Huang parou diante de um grande portal que levava às dimensões humanas. Ele não usava suas vestes imperiais pesadas ou sua armadura. Em vez disso, ele vestia algo que fez Nikola Tesla ajustar os óculos com interesse: uma calça boca de sino azul-escura adornada com estrelas prateadas que brilhavam a cada movimento, e uma blusa de seda branca, leve e decotada, complementada por acessórios dourados que tilintavam.
— Que roupas são essas? — perguntou Leônidas, cruzando os braços. — Isso é moda de onde?
— É estilo, meu caro espartano — respondeu Qin, rindo alto na sala. — Um rei deve brilhar em qualquer era!
Na projeção, Qin parou de repente e olhou por cima do ombro, um sorriso travesso brincando em seus lábios.
— Sabe, Hades... — a voz de Qin na gravação era melodiosa — se você queria um encontro, bastava pedir. Não precisa agir como um espião.
Hades saiu das sombras, sua expressão séria sendo quebrada por um sorriso de canto.
— Pensei que estivesse fugindo — disse o deus na tela.
— Fugindo? Eu? — Qin caminhou até ele, apontando para as vestes formais e sombrias de Hades. — Eu vou ao mundo humano ver como as coisas mudaram. E você vem comigo. Mas não com essa cara de quem vai anunciar o fim do mundo. E certamente não com essas roupas.
A cena cortou para o que parecia ser uma boutique moderna e luxuosa em uma metrópole humana. Os deuses e humanos assistiam, boquiabertos, enquanto Qin Shi Huang jogava roupas sobre os ombros de Hades como se ele fosse um manequim comum.
— Experimente esta! — exclamou o Qin da tela, empurrando Hades para um provador.
Momentos depois, Hades saiu. Ele usava uma calça preta de corte impecável e uma camisa de gola alta em um tom de vinho profundo, que realçava a palidez nobre de sua pele e a intensidade de seu olhar. Por cima, um sobretudo moderno que mantinha sua aura de autoridade, mas o tornava estranhamente acessível.
— Impressionante — murmurou Afrodite, abanando-se com a mão. — Ele conseguiu deixar o Rei do Submundo ainda mais atraente.
Na tela, os dois saíram da loja. O que se seguiu foi uma montagem de momentos que ninguém esperava ver. O Imperador e o Rei caminhavam pelas ruas movimentadas, rindo. Eles não agiam como soberanos exigindo reverência; agiam como dois homens descobrindo a liberdade. Qin parava para observar as pessoas, sentindo a energia da multidão, enquanto Hades permanecia ao lado dele, uma mão protetora sempre por perto, garantindo que ninguém esbarrasse no homem que, apesar de sua força, ainda carregava as cicatrizes de sua sinestesia.
A noite caiu na gravação, e os dois entraram em um bar de jazz mal iluminado. Eles se sentaram em um canto reservado, com copos de uma bebida âmbar entre eles.
— Você parece em paz — disse Hades na tela, observando Qin observar o saxofonista.
— O mundo humano é barulhento — respondeu Qin, tirando a venda por um momento para olhar diretamente nos olhos de Hades. — Mas aqui, com você... o barulho some. Só sinto o que é bom.
A sala de projeção estava em completo silêncio. Até mesmo Jack, o Estripador, parecia tocado pela sinceridade da cena.
A gravação então mostrou os dois saindo do bar, visivelmente um pouco afetados pelo álcool. Eles caminhavam por uma rua deserta em direção ao portal de retorno. Qin cantarolava uma melodia suave, uma canção antiga de seu povo, e Hades o acompanhava em um tom mais baixo, uma harmonia perfeita entre o submundo e a terra.
Foi então que o detalhe que o título da gravação sugeria apareceu. Hades, em um gesto de possessividade e carinho, deslizou a mão para baixo, repousando-a com firmeza na parte posterior de Qin.
Na sala de projeção, o Qin real cobriu o rosto com as mãos, as pontas de suas orelhas ficando vermelhas.
— Oh! — exclamou Shiva, rindo alto. — O grande Hades não perde tempo!
— Vejam só o Imperador! — gritou Okita Soji, apontando para a tela. — Ele está corando! O homem que desafiou os deuses está com vergonha!
De fato, na tela, Qin Shi Huang havia perdido toda a sua postura arrogante. Ele desviou o olhar, escondendo o rosto no ombro de Hades, mas não afastou a mão do deus. Pelo contrário, ele se inclinou mais para perto.
Eles atravessaram o portal e a cena mudou para o quarto real de Hades em Helheim. Não houve luxúria desenfreada ou batalhas; apenas dois seres cansados de suas responsabilidades se deitando na imensa cama de dossel. Hades puxou Qin para seu peito, e o Imperador se aninhou ali como se aquele fosse o único lugar no universo onde ele poderia baixar a guarda.
A manhã seguinte na tela trouxe uma luz suave através das janelas de obsidiana. Qin acordou primeiro, observando o rosto sereno de Hades. Quando o deus abriu os olhos, não havia a frieza do governante, apenas uma ternura profunda.
Hades sentou-se na cama, segurando a mão de Qin.
— Qin — disse ele, sua voz rouca pelo sono. — Eu passei milênios cuidando dos mortos e mantendo o equilíbrio. Eu nunca pensei que encontraria algo que me fizesse querer olhar para o futuro em vez de apenas para o dever.
Qin sorriu, embora seus olhos estivessem úmidos.
— Onde o Rei se senta, ali é o trono — murmurou o humano. — Mas acho que encontrei um lugar melhor para me sentar do que em uma cadeira de ouro.
— Então — continuou Hades, sério como um estrategista planejando sua jogada final —, aceite ser meu companheiro. Não apenas como um hóspede ou um aliado. Seja o meu par, diante de todos os mundos.
O Qin da tela riu, uma risada clara e vibrante, e puxou Hades para um beijo que selou o destino de ambos.
— Eu aceito, meu rei. Mas lembre-se: eu ainda sou o Imperador. Você terá que dividir o comando.
— Eu não esperaria nada menos de você — respondeu Hades.
A tela se apagou, deixando a sala em um silêncio reverente.
Hades levantou-se lentamente, ajustando sua capa. Ele olhou para os outros deuses e humanos, sua expressão voltando à nobreza habitual, mas com um brilho novo nos olhos.
— A sessão acabou, acredito — disse ele com autoridade.
Qin Shi Huang levantou-se logo em seguida, recuperando sua aura de superioridade, embora ainda houvesse um sorriso genuíno em seu rosto. Ele caminhou até Hades e, para a surpresa de todos (ou talvez de ninguém mais), entrelaçou seus dedos aos do deus.
— O que foi? — perguntou Qin para a plateia estupefata. — Nunca viram um Imperador e um Rei?
— Foi... inesperado — admitiu Hermes, fechando seu caderno de anotações com um sorriso enigmático.
— Foi digno — corrigiu Brunhilde, cruzando os braços e olhando para os dois com um raro sinal de respeito.
Enquanto os deuses e humanos começavam a sair da sala, comentando em sussurros sobre o que tinham visto, Hades e Qin permaneceram para trás por um momento.
— Você realmente estava com vergonha naquela noite — provocou Hades, inclinando-se para o ouvido de Qin.
— Eu não estava com vergonha — mentiu Qin, empinando o nariz. — Eu estava apenas... processando a audácia de um deus.
— Sei — disse Hades, sorrindo. — Vamos? Temos um império e um submundo para governar.
— E um guarda-roupa para atualizar — acrescentou Qin, puxando o namorado em direção à saída. — Aquela calça de estrelas ainda fica melhor em mim do que em você.
— Discutível — respondeu Hades, e os dois desapareceram pelos corredores, deixando para trás a imagem de uma união que nem o Ragnarok, nem a morte, e nem o tempo poderiam apagar.
As luzes se apagaram e a tela gigante começou a brilhar, revelando imagens de alguns anos após o fim do conflito divino.
A gravação começou nos corredores suntuosos do palácio de Helheim. Hades, o Rei do Submundo, foi visto caminhando com sua elegância habitual, mas seus olhos não estavam focados em documentos ou estratégias. Ele seguia, a uma distância segura, uma figura saltitante que tentava — sem sucesso — ser discreta.
— Olhem só para o "Irmão Mais Velho" — comentou Zeus, soltando uma risadinha e cutucando o ombro de Poseidon, que apenas bufou em desdém. — Ele está perseguindo o humano como um adolescente.
— Cale-se, Zeus — respondeu Hades, sua voz calma, mas carregada de uma autoridade que fez o irmão menor se encolher. — Eu estava apenas garantindo que o convidado de Helheim não se perdesse.
Na tela, Qin Shi Huang parou diante de um grande portal que levava às dimensões humanas. Ele não usava suas vestes imperiais pesadas ou sua armadura. Em vez disso, ele vestia algo que fez Nikola Tesla ajustar os óculos com interesse: uma calça boca de sino azul-escura adornada com estrelas prateadas que brilhavam a cada movimento, e uma blusa de seda branca, leve e decotada, complementada por acessórios dourados que tilintavam.
— Que roupas são essas? — perguntou Leônidas, cruzando os braços. — Isso é moda de onde?
— É estilo, meu caro espartano — respondeu Qin, rindo alto na sala. — Um rei deve brilhar em qualquer era!
Na projeção, Qin parou de repente e olhou por cima do ombro, um sorriso travesso brincando em seus lábios.
— Sabe, Hades... — a voz de Qin na gravação era melodiosa — se você queria um encontro, bastava pedir. Não precisa agir como um espião.
Hades saiu das sombras, sua expressão séria sendo quebrada por um sorriso de canto.
— Pensei que estivesse fugindo — disse o deus na tela.
— Fugindo? Eu? — Qin caminhou até ele, apontando para as vestes formais e sombrias de Hades. — Eu vou ao mundo humano ver como as coisas mudaram. E você vem comigo. Mas não com essa cara de quem vai anunciar o fim do mundo. E certamente não com essas roupas.
A cena cortou para o que parecia ser uma boutique moderna e luxuosa em uma metrópole humana. Os deuses e humanos assistiam, boquiabertos, enquanto Qin Shi Huang jogava roupas sobre os ombros de Hades como se ele fosse um manequim comum.
— Experimente esta! — exclamou o Qin da tela, empurrando Hades para um provador.
Momentos depois, Hades saiu. Ele usava uma calça preta de corte impecável e uma camisa de gola alta em um tom de vinho profundo, que realçava a palidez nobre de sua pele e a intensidade de seu olhar. Por cima, um sobretudo moderno que mantinha sua aura de autoridade, mas o tornava estranhamente acessível.
— Impressionante — murmurou Afrodite, abanando-se com a mão. — Ele conseguiu deixar o Rei do Submundo ainda mais atraente.
Na tela, os dois saíram da loja. O que se seguiu foi uma montagem de momentos que ninguém esperava ver. O Imperador e o Rei caminhavam pelas ruas movimentadas, rindo. Eles não agiam como soberanos exigindo reverência; agiam como dois homens descobrindo a liberdade. Qin parava para observar as pessoas, sentindo a energia da multidão, enquanto Hades permanecia ao lado dele, uma mão protetora sempre por perto, garantindo que ninguém esbarrasse no homem que, apesar de sua força, ainda carregava as cicatrizes de sua sinestesia.
A noite caiu na gravação, e os dois entraram em um bar de jazz mal iluminado. Eles se sentaram em um canto reservado, com copos de uma bebida âmbar entre eles.
— Você parece em paz — disse Hades na tela, observando Qin observar o saxofonista.
— O mundo humano é barulhento — respondeu Qin, tirando a venda por um momento para olhar diretamente nos olhos de Hades. — Mas aqui, com você... o barulho some. Só sinto o que é bom.
A sala de projeção estava em completo silêncio. Até mesmo Jack, o Estripador, parecia tocado pela sinceridade da cena.
A gravação então mostrou os dois saindo do bar, visivelmente um pouco afetados pelo álcool. Eles caminhavam por uma rua deserta em direção ao portal de retorno. Qin cantarolava uma melodia suave, uma canção antiga de seu povo, e Hades o acompanhava em um tom mais baixo, uma harmonia perfeita entre o submundo e a terra.
Foi então que o detalhe que o título da gravação sugeria apareceu. Hades, em um gesto de possessividade e carinho, deslizou a mão para baixo, repousando-a com firmeza na parte posterior de Qin.
Na sala de projeção, o Qin real cobriu o rosto com as mãos, as pontas de suas orelhas ficando vermelhas.
— Oh! — exclamou Shiva, rindo alto. — O grande Hades não perde tempo!
— Vejam só o Imperador! — gritou Okita Soji, apontando para a tela. — Ele está corando! O homem que desafiou os deuses está com vergonha!
De fato, na tela, Qin Shi Huang havia perdido toda a sua postura arrogante. Ele desviou o olhar, escondendo o rosto no ombro de Hades, mas não afastou a mão do deus. Pelo contrário, ele se inclinou mais para perto.
Eles atravessaram o portal e a cena mudou para o quarto real de Hades em Helheim. Não houve luxúria desenfreada ou batalhas; apenas dois seres cansados de suas responsabilidades se deitando na imensa cama de dossel. Hades puxou Qin para seu peito, e o Imperador se aninhou ali como se aquele fosse o único lugar no universo onde ele poderia baixar a guarda.
A manhã seguinte na tela trouxe uma luz suave através das janelas de obsidiana. Qin acordou primeiro, observando o rosto sereno de Hades. Quando o deus abriu os olhos, não havia a frieza do governante, apenas uma ternura profunda.
Hades sentou-se na cama, segurando a mão de Qin.
— Qin — disse ele, sua voz rouca pelo sono. — Eu passei milênios cuidando dos mortos e mantendo o equilíbrio. Eu nunca pensei que encontraria algo que me fizesse querer olhar para o futuro em vez de apenas para o dever.
Qin sorriu, embora seus olhos estivessem úmidos.
— Onde o Rei se senta, ali é o trono — murmurou o humano. — Mas acho que encontrei um lugar melhor para me sentar do que em uma cadeira de ouro.
— Então — continuou Hades, sério como um estrategista planejando sua jogada final —, aceite ser meu companheiro. Não apenas como um hóspede ou um aliado. Seja o meu par, diante de todos os mundos.
O Qin da tela riu, uma risada clara e vibrante, e puxou Hades para um beijo que selou o destino de ambos.
— Eu aceito, meu rei. Mas lembre-se: eu ainda sou o Imperador. Você terá que dividir o comando.
— Eu não esperaria nada menos de você — respondeu Hades.
A tela se apagou, deixando a sala em um silêncio reverente.
Hades levantou-se lentamente, ajustando sua capa. Ele olhou para os outros deuses e humanos, sua expressão voltando à nobreza habitual, mas com um brilho novo nos olhos.
— A sessão acabou, acredito — disse ele com autoridade.
Qin Shi Huang levantou-se logo em seguida, recuperando sua aura de superioridade, embora ainda houvesse um sorriso genuíno em seu rosto. Ele caminhou até Hades e, para a surpresa de todos (ou talvez de ninguém mais), entrelaçou seus dedos aos do deus.
— O que foi? — perguntou Qin para a plateia estupefata. — Nunca viram um Imperador e um Rei?
— Foi... inesperado — admitiu Hermes, fechando seu caderno de anotações com um sorriso enigmático.
— Foi digno — corrigiu Brunhilde, cruzando os braços e olhando para os dois com um raro sinal de respeito.
Enquanto os deuses e humanos começavam a sair da sala, comentando em sussurros sobre o que tinham visto, Hades e Qin permaneceram para trás por um momento.
— Você realmente estava com vergonha naquela noite — provocou Hades, inclinando-se para o ouvido de Qin.
— Eu não estava com vergonha — mentiu Qin, empinando o nariz. — Eu estava apenas... processando a audácia de um deus.
— Sei — disse Hades, sorrindo. — Vamos? Temos um império e um submundo para governar.
— E um guarda-roupa para atualizar — acrescentou Qin, puxando o namorado em direção à saída. — Aquela calça de estrelas ainda fica melhor em mim do que em você.
— Discutível — respondeu Hades, e os dois desapareceram pelos corredores, deixando para trás a imagem de uma união que nem o Ragnarok, nem a morte, e nem o tempo poderiam apagar.
