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D21
Fandom: record of ragnarok
Criado: 10/06/2026
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RomanceFantasiaDor/ConfortoDramaAngústiaAçãoAlmas GêmeasFofura
O Trono de um Rei e o Altar de um Deus
O salão principal do Valhala nunca esteve tão decorado, nem tão silencioso. O aroma de incenso sagrado misturava-se ao perfume de flores raras trazidas diretamente dos jardins mais profundos de Helheim. De um lado, os deuses, liderados por um Zeus excepcionalmente inquieto e um Poseidon que, embora mantivesse sua expressão de desdém gelado, estava presente por puro respeito ao irmão mais velho. Do outro, os representantes da humanidade: Lu Bu cruzava os braços com tédio; Adão comia uma maçã calmamente; Sasaki e Raiden conversavam em voz baixa, enquanto Jack, o Estripador, ajustava seu monóculo, observando a tensão no ar.
Hades, o Rei do Submundo, permanecia de pé diante do altar. Sua postura era a definição de nobreza. O traje de gala escuro, com detalhes em ouro e carmesim, acentuava sua figura imponente. Ele não demonstrava impaciência, mas seus olhos claros buscavam a entrada do salão a cada minuto que passava.
Uma hora se passou. Depois, duas.
— Irmão, tem certeza de que aquele humano não fugiu? — sussurrou Zeus, aproximando-se com um sorriso travesso. — Sabe como eles são... voláteis.
Hades sequer olhou para o irmão. Sua voz saiu calma, mas carregada de uma autoridade que fez o Rei do Olimpo recuar um passo.
— Qin Shi Huang não é um homem que foge, Zeus. Ele é um Rei. Se ele ainda não chegou, há um motivo. E eu esperarei o tempo que for necessário.
No entanto, até mesmo a paciência dos deuses tem limites. Quando Odin começou a bater os dedos no trono e Brunhilde já roía as unhas de nervosismo, um burburinho começou na entrada.
As portas duplas de carvalho e ouro foram escancaradas com uma força desmedida.
Lá estava ele. Qin Shi Huang, o Primeiro Imperador da China.
Ele não entrou caminhando calmamente como era de seu costume. Suas vestes cerimoniais, embora impecáveis agora, pareciam ter sido vestidas às pressas. O cabelo estava perfeitamente alinhado, a venda sobre seus olhos era de uma seda finíssima, e sua aura de arrogância real estava mais vibrante do que nunca.
— Onde o Rei se senta, ali é o seu trono! — exclamou Qin, sua voz ecoando por todo o salão, ignorando completamente o fato de que estava duas horas atrasado. — E hoje, meu trono é ao lado do Rei do Submundo!
Ao ver Hades no altar, a postura rígida de Qin desmoronou por um segundo. Ele não caminhou; ele correu. Para o choque de todos os deuses presentes, o Imperador saltou, jogando-se nos braços de Hades.
O Deus do Submundo, agindo puramente por instinto e devoção, abriu os braços e o segurou no ar, sustentando o peso do homem que amava contra o peito.
— Você demorou, meu Imperador — sussurrou Hades, um sorriso raro e genuíno surgindo em seus lábios enquanto Qin escondia o rosto em seu pescoço, respirando fundo.
— O caminho foi... acidentado — respondeu Qin, recuperando a compostura e descendo do colo de Hades, embora ainda segurasse sua mão com uma força incomum.
A cerimônia prosseguiu. Foi um evento que uniu o céu e a terra, um pacto de sangue e alma entre o governante dos mortos e o soberano dos vivos. Mas, durante toda a festa que se seguiu, Hades notou pequenos detalhes: um corte quase invisível no pulso de Qin, o cansaço escondido atrás do sorriso vibrante e o fato de que ele não soltava sua mão por nada.
— Algo aconteceu — afirmou Hades, mais tarde, quando os noivos e os convidados mais próximos se reuniram em uma sala privativa para os brindes finais.
— Ora, Hades, não seja tão sério! — Qin riu, agitando sua taça. — O que importa é que estou aqui, não?
— Nikola Tesla instalou câmeras de segurança no trajeto por segurança — interrompeu Belzebu, surgindo das sombras com um tablet de tecnologia divina nas mãos. — Achei que gostaria de ver o que causou o "atraso".
Todos se aproximaram. A tela brilhou, revelando a gravação de duas horas atrás.
O vídeo mostrava Qin entrando em um carro luxuoso que deveria levá-lo ao palácio. No entanto, no meio do caminho, o motorista — um espírito vingativo que se infiltrou entre os servos — desviou a rota para uma área deserta de Helheim. O veículo foi cercado por mercenários das sombras, almas que guardavam rancor contra o governo de Hades.
A gravação mostrava o carro sendo virado. Qin saindo dos destroços, lutando sozinho contra dezenas de agressores. Ele não usava sua armadura, apenas suas vestes de casamento. Ele lutava com uma precisão mortal, usando suas técnicas de artes marciais para derrubar cada oponente, protegendo suas roupas para que não rasgassem.
— Ele... ele lutou contra todos eles sozinho para não sujar o traje? — perguntou Ares, boquiaberto.
A câmera então mudou para o interior de um pequeno posto avançado abandonado, onde Qin se refugiou após a luta. Ele estava ofegante, o rosto manchado de poeira e sangue dos inimigos. A imagem mostrava o Imperador diante de um espelho quebrado, as mãos tremendo levemente.
Na gravação, Qin olhou para o relógio de parede e percebeu que já estava uma hora atrasado. O público no salão ficou em silêncio absoluto ao ver o que aconteceu a seguir.
Qin Shi Huang, o homem que desafiou deuses, começou a chorar.
Não era um choro de dor física, apesar dos ferimentos. Ele estava desesperado. Ele tentava limpar a maquiagem borrada com as mãos sujas, apenas para piorar a situação. Ele soluçava, murmurando para si mesmo:
— Não, não, não... ele vai pensar que eu desisti. Ele vai embora. Hades vai achar que eu não o quero...
Ele teve que tirar toda a maquiagem, lavar o rosto com água fria e refazer cada detalhe sozinho, sem servos, sem ajuda. O vídeo mostrava-o dirigindo o carro avariado em alta velocidade, os olhos fixos na estrada, a expressão de puro terror de que o altar estivesse vazio quando ele chegasse.
No salão privativo, o Qin real desviou o olhar, as bochechas corando de vergonha. O silêncio foi quebrado pelo som de um soluço baixo. Qin estava chorando novamente, as lágrimas escorrendo por baixo da venda.
— Eu realmente achei... — começou Qin, sua voz falhando como nunca antes. — Eu achei que, quando eu chegasse, você já teria ido embora. Quem esperaria por um humano arrogante que nem consegue chegar na hora do próprio casamento?
Hades sentiu um aperto no peito que nenhuma lança jamais conseguiria causar. Ele deu um passo à frente, ignorando a presença de Zeus, Odin ou qualquer outro rei. Ele segurou o rosto de Qin com as duas mãos, forçando o Imperador a encará-lo.
— Olhe para mim, Qin — pediu Hades, sua voz vibrando com uma intensidade avassaladora.
Qin levantou o rosto, as lágrimas molhando a seda da venda.
— Ouça bem o que vou dizer — continuou o Rei do Submundo. — Eu sou o governante de Helheim. Eu lido com a eternidade todos os dias. Você acha que duas horas, dois dias ou dois séculos mudariam o que sinto?
Hades inclinou a testa contra a de Qin.
— Nem que eu tivesse que esperar e procurar por você por um milhão de anos através de todos os reinos existentes, eu ainda amaria você. Eu nunca iria embora. Se você não viesse até mim, eu reviraria o cosmos até encontrar o lugar onde você estivesse, e traria você de volta para o meu lado.
Qin soltou um suspiro trêmulo, agarrando-se aos braços de Hades.
— Você é um idiota, Hades... — sussurrou o Imperador, tentando recuperar seu tom petulante, mas falhando miseravelmente diante do carinho do deus.
— E você é o meu Imperador — respondeu Hades, beijando-lhe a testa com reverência. — E nenhum motorista, nenhum exército e nenhum tempo de espera mudará o fato de que este trono, o meu coração, pertence apenas a você.
Ao redor deles, os outros deuses e humanos assistiam em um respeito raro. Até mesmo Poseidon desviou o olhar, fechando os olhos como se reconhecesse a força daquele vínculo. Adão sorriu, orgulhoso de seu filho, e Zeus limpou uma lágrima dramática do olho.
Qin Shi Huang sorriu por trás das lágrimas, endireitando a postura e recuperando seu brilho real.
— Bem... — disse Qin, limpando o rosto e olhando para os convidados com sua costumeira audácia. — O que estão olhando? O Rei e seu consorte exigem que a festa continue! E tragam o melhor vinho, porque eu tive um dia longo!
Hades riu, um som rico e profundo, e passou o braço pela cintura de Qin, guiando-o de volta para o salão principal. O atraso não importava mais. O que importava era que, no fim de todas as batalhas e de todas as eras, eles sempre encontrariam o caminho de volta um para o outro.
Hades, o Rei do Submundo, permanecia de pé diante do altar. Sua postura era a definição de nobreza. O traje de gala escuro, com detalhes em ouro e carmesim, acentuava sua figura imponente. Ele não demonstrava impaciência, mas seus olhos claros buscavam a entrada do salão a cada minuto que passava.
Uma hora se passou. Depois, duas.
— Irmão, tem certeza de que aquele humano não fugiu? — sussurrou Zeus, aproximando-se com um sorriso travesso. — Sabe como eles são... voláteis.
Hades sequer olhou para o irmão. Sua voz saiu calma, mas carregada de uma autoridade que fez o Rei do Olimpo recuar um passo.
— Qin Shi Huang não é um homem que foge, Zeus. Ele é um Rei. Se ele ainda não chegou, há um motivo. E eu esperarei o tempo que for necessário.
No entanto, até mesmo a paciência dos deuses tem limites. Quando Odin começou a bater os dedos no trono e Brunhilde já roía as unhas de nervosismo, um burburinho começou na entrada.
As portas duplas de carvalho e ouro foram escancaradas com uma força desmedida.
Lá estava ele. Qin Shi Huang, o Primeiro Imperador da China.
Ele não entrou caminhando calmamente como era de seu costume. Suas vestes cerimoniais, embora impecáveis agora, pareciam ter sido vestidas às pressas. O cabelo estava perfeitamente alinhado, a venda sobre seus olhos era de uma seda finíssima, e sua aura de arrogância real estava mais vibrante do que nunca.
— Onde o Rei se senta, ali é o seu trono! — exclamou Qin, sua voz ecoando por todo o salão, ignorando completamente o fato de que estava duas horas atrasado. — E hoje, meu trono é ao lado do Rei do Submundo!
Ao ver Hades no altar, a postura rígida de Qin desmoronou por um segundo. Ele não caminhou; ele correu. Para o choque de todos os deuses presentes, o Imperador saltou, jogando-se nos braços de Hades.
O Deus do Submundo, agindo puramente por instinto e devoção, abriu os braços e o segurou no ar, sustentando o peso do homem que amava contra o peito.
— Você demorou, meu Imperador — sussurrou Hades, um sorriso raro e genuíno surgindo em seus lábios enquanto Qin escondia o rosto em seu pescoço, respirando fundo.
— O caminho foi... acidentado — respondeu Qin, recuperando a compostura e descendo do colo de Hades, embora ainda segurasse sua mão com uma força incomum.
A cerimônia prosseguiu. Foi um evento que uniu o céu e a terra, um pacto de sangue e alma entre o governante dos mortos e o soberano dos vivos. Mas, durante toda a festa que se seguiu, Hades notou pequenos detalhes: um corte quase invisível no pulso de Qin, o cansaço escondido atrás do sorriso vibrante e o fato de que ele não soltava sua mão por nada.
— Algo aconteceu — afirmou Hades, mais tarde, quando os noivos e os convidados mais próximos se reuniram em uma sala privativa para os brindes finais.
— Ora, Hades, não seja tão sério! — Qin riu, agitando sua taça. — O que importa é que estou aqui, não?
— Nikola Tesla instalou câmeras de segurança no trajeto por segurança — interrompeu Belzebu, surgindo das sombras com um tablet de tecnologia divina nas mãos. — Achei que gostaria de ver o que causou o "atraso".
Todos se aproximaram. A tela brilhou, revelando a gravação de duas horas atrás.
O vídeo mostrava Qin entrando em um carro luxuoso que deveria levá-lo ao palácio. No entanto, no meio do caminho, o motorista — um espírito vingativo que se infiltrou entre os servos — desviou a rota para uma área deserta de Helheim. O veículo foi cercado por mercenários das sombras, almas que guardavam rancor contra o governo de Hades.
A gravação mostrava o carro sendo virado. Qin saindo dos destroços, lutando sozinho contra dezenas de agressores. Ele não usava sua armadura, apenas suas vestes de casamento. Ele lutava com uma precisão mortal, usando suas técnicas de artes marciais para derrubar cada oponente, protegendo suas roupas para que não rasgassem.
— Ele... ele lutou contra todos eles sozinho para não sujar o traje? — perguntou Ares, boquiaberto.
A câmera então mudou para o interior de um pequeno posto avançado abandonado, onde Qin se refugiou após a luta. Ele estava ofegante, o rosto manchado de poeira e sangue dos inimigos. A imagem mostrava o Imperador diante de um espelho quebrado, as mãos tremendo levemente.
Na gravação, Qin olhou para o relógio de parede e percebeu que já estava uma hora atrasado. O público no salão ficou em silêncio absoluto ao ver o que aconteceu a seguir.
Qin Shi Huang, o homem que desafiou deuses, começou a chorar.
Não era um choro de dor física, apesar dos ferimentos. Ele estava desesperado. Ele tentava limpar a maquiagem borrada com as mãos sujas, apenas para piorar a situação. Ele soluçava, murmurando para si mesmo:
— Não, não, não... ele vai pensar que eu desisti. Ele vai embora. Hades vai achar que eu não o quero...
Ele teve que tirar toda a maquiagem, lavar o rosto com água fria e refazer cada detalhe sozinho, sem servos, sem ajuda. O vídeo mostrava-o dirigindo o carro avariado em alta velocidade, os olhos fixos na estrada, a expressão de puro terror de que o altar estivesse vazio quando ele chegasse.
No salão privativo, o Qin real desviou o olhar, as bochechas corando de vergonha. O silêncio foi quebrado pelo som de um soluço baixo. Qin estava chorando novamente, as lágrimas escorrendo por baixo da venda.
— Eu realmente achei... — começou Qin, sua voz falhando como nunca antes. — Eu achei que, quando eu chegasse, você já teria ido embora. Quem esperaria por um humano arrogante que nem consegue chegar na hora do próprio casamento?
Hades sentiu um aperto no peito que nenhuma lança jamais conseguiria causar. Ele deu um passo à frente, ignorando a presença de Zeus, Odin ou qualquer outro rei. Ele segurou o rosto de Qin com as duas mãos, forçando o Imperador a encará-lo.
— Olhe para mim, Qin — pediu Hades, sua voz vibrando com uma intensidade avassaladora.
Qin levantou o rosto, as lágrimas molhando a seda da venda.
— Ouça bem o que vou dizer — continuou o Rei do Submundo. — Eu sou o governante de Helheim. Eu lido com a eternidade todos os dias. Você acha que duas horas, dois dias ou dois séculos mudariam o que sinto?
Hades inclinou a testa contra a de Qin.
— Nem que eu tivesse que esperar e procurar por você por um milhão de anos através de todos os reinos existentes, eu ainda amaria você. Eu nunca iria embora. Se você não viesse até mim, eu reviraria o cosmos até encontrar o lugar onde você estivesse, e traria você de volta para o meu lado.
Qin soltou um suspiro trêmulo, agarrando-se aos braços de Hades.
— Você é um idiota, Hades... — sussurrou o Imperador, tentando recuperar seu tom petulante, mas falhando miseravelmente diante do carinho do deus.
— E você é o meu Imperador — respondeu Hades, beijando-lhe a testa com reverência. — E nenhum motorista, nenhum exército e nenhum tempo de espera mudará o fato de que este trono, o meu coração, pertence apenas a você.
Ao redor deles, os outros deuses e humanos assistiam em um respeito raro. Até mesmo Poseidon desviou o olhar, fechando os olhos como se reconhecesse a força daquele vínculo. Adão sorriu, orgulhoso de seu filho, e Zeus limpou uma lágrima dramática do olho.
Qin Shi Huang sorriu por trás das lágrimas, endireitando a postura e recuperando seu brilho real.
— Bem... — disse Qin, limpando o rosto e olhando para os convidados com sua costumeira audácia. — O que estão olhando? O Rei e seu consorte exigem que a festa continue! E tragam o melhor vinho, porque eu tive um dia longo!
Hades riu, um som rico e profundo, e passou o braço pela cintura de Qin, guiando-o de volta para o salão principal. O atraso não importava mais. O que importava era que, no fim de todas as batalhas e de todas as eras, eles sempre encontrariam o caminho de volta um para o outro.
