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D25
Fandom: Record of ragnarok
Criado: 11/06/2026
Tags
RomanceFantasiaHistória DomésticaHumorCrack / Humor ParódicoLinguagem ExplícitaEstudo de PersonagemCrossover
Onde os Tronos se Encontram
A noite em Helheim não possuía estrelas, mas para Qin Shi Huang, o brilho das lanternas flutuantes que Hades havia providenciado era mais do que suficiente. O Imperador da China caminhava com sua habitual arrogância graciosa, os pés pisando no tapete vermelho que parecia se estender infinitamente pelos jardins suspensos do palácio do Submundo. Ele não seguia ninguém; ele liderava, mesmo que Hades estivesse ao seu lado.
— Este lugar é aceitável — declarou Qin, ajustando a venda sobre os olhos, embora sua sinestesia permitisse que ele sentisse a estrutura do ambiente de forma muito mais profunda do que qualquer visão comum. — Mas falta um pouco mais de... "eu".
Hades soltou uma risada baixa, um som aveludado que ressoava com a autoridade de um rei que não precisava gritar para ser ouvido.
— Você é insaciável, Qin. Preparei um banquete que faria os deuses do Olimpo chorarem de inveja e decorei as torres com a seda mais fina das eras passadas. O que mais o "Rei Onde Eu Sento" poderia desejar?
Qin parou subitamente e virou-se para o Deus dos Mortos. Um sorriso ladino e provocador surgiu em seus lábios.
— O que eu desejo, Hades, não pode ser comprado com seda ou banquetes.
O jantar foi uma dança de intelectos e egos. Entre taças de vinho que pareciam conter a própria essência do cosmos, eles conversaram sobre a solidão do comando e o peso da coroa. Hades, o pilar de sua família, e Qin, o homem que transformou a dor do mundo em sua própria armadura. Havia uma compreensão mútua que transcendia a barreira entre divindade e humanidade. Quando Hades tocou a mão de Qin sobre a mesa, o Imperador sentiu não a dor que costumava afligi-lo ao tocar os outros, mas um calor sólido e protetor.
O retorno ao quarto real de Hades foi inevitável. A tensão que se acumulara durante meses de olhares furtivos nas arenas do Ragnarok explodiu assim que as portas de carvalho negro se fecharam.
Não houve delicadeza inicial, apenas a colisão de dois soberanos reivindicando território. Qin, audaz e destemido, empurrou o deus contra a cama de dossel, mas Hades, com sua força calma e avassaladora, rapidamente inverteu as posições.
— No meu reino, Qin, eu sou a lei — sussurrou Hades contra o pescoço do Imperador.
— Então me governe — desafiou Qin, arqueando as costas, o prazer e o orgulho misturando-se em um gemido abafado.
A noite foi longa e intensa. O suor misturava-se aos lençóis de linho negro. Hades era metódico, estratégico até na luxúria, encontrando cada ponto de vulnerabilidade de Qin e explorando-o com uma devoção quase religiosa. No auge do ato, quando as barreiras de ambos se desintegraram, Hades reivindicou o rosto do Imperador, o ápice de seu prazer sujando a face de Qin, marcando-o como sua propriedade diante das sombras.
Qin, exausto e estranhamente satisfeito, não se deu ao trabalho de se limpar. Ele apenas sorriu, um sorriso genuíno que raramente mostrava, e caiu em um sono profundo e pesado, sentindo o braço de Hades envolver sua cintura.
Na manhã seguinte, a luz pálida de Helheim atravessou as cortinas. Qin acordou sentindo o corpo pesado e a pele do rosto repuxando. O sêmen de Hades havia secado em suas bochechas e testa, criando uma máscara pálida sobre sua pele. Seu cabelo, geralmente impecável, era uma confusão de fios negros; suas vestes reais estavam jogadas pelo chão, e ele usava apenas um robe de seda de Hades que mal cobria suas pernas.
Ele tentou se levantar, mas uma fisgada aguda na lombar o fez soltar um xingamento em chinês.
— Pelos deuses... — resmungou Qin, tentando manter sua dignidade enquanto mancava em direção à porta principal do quarto, buscando por água.
O que ele não esperava era que o Palácio de Hades estivesse, naquela manhã específica, servindo de sede para uma reunião improvisada e absolutamente indesejada.
Ao abrir as portas duplas, Qin estacou. O corredor vasto estava lotado. De um lado, os representantes da humanidade: Lu Bu com sua carranca habitual, Adão mastigando uma maçã, Sasaki Kojiro limpando sua orelha, Jack segurando uma xícara de chá, Raiden, Tesla gesticulando para o nada, Leônidas fumando, Simo imóvel como uma estátua, Rasputin rindo alto, Nostradamus flutuando, Okita e Kintoki brincando com suas espadas, e Buda, que parecia ser o único que sabia exatamente o que estava acontecendo, chupando um pirulito.
Do outro lado, os Deuses: Zeus em sua forma pequena e enrugada, Thor com o Mjolnir apoiado no ombro, Poseidon olhando para todos como se fossem lixo, Shiva com seus quatro braços cruzados, Héracles parecendo desconfortável, Apollo admirando o próprio reflexo, Beelzebub nas sombras e Odin com seus corvos grasnando.
O silêncio que se seguiu foi absoluto.
Qin Shi Huang, o Primeiro Imperador, estava parado ali, mancando visivelmente, com o cabelo parecendo um ninho de pássaros e o rosto claramente manchado pelos restos secos da noite anterior.
— Oh... — Nostradamus foi o primeiro a quebrar o silêncio, com um sorriso travesso. — Parece que o Imperador teve uma noite... produtiva.
— Que decadência — murmurou Poseidon, desviando o olhar com nojo mortal.
— Ora, ora! — Zeus riu, os olhos saltando das órbitas. — Hades, meu irmão, você realmente não perde tempo!
Qin, mesmo naquela situação, não baixou a cabeça. Ele endireitou as costas, apesar da dor, e olhou para todos com um desdém real.
— O que todos vocês estão fazendo no meu jardim? — perguntou Qin, tratando o palácio de Hades como se fosse sua própria residência.
Nesse momento, Hades saiu do quarto. Ele estava impecável, como sempre, embora não estivesse usando sua capa habitual. Ao ver a multidão e o estado de Qin, ele não pareceu surpreso. Em vez disso, uma risada curta e sombria escapou de seus lábios.
— Vejo que meus convidados chegaram cedo — disse Hades, caminhando até Qin e colocando uma mão possessiva em seu ombro.
Hades olhou para Qin de cima a baixo e, com um brilho divertido nos olhos, sussurrou perto de seu ouvido, alto o suficiente para que os mais próximos ouvissem:
— Você está um desastre, meu querido Imperador. Vá para o meu banheiro privativo. Preparei a água com óleos de sândalo.
Qin bufou, tentando manter a pose.
— Eu ia fazer isso de qualquer maneira. Onde eu tomo banho é o meu trono.
Ele se virou e, com um caminhar desajeitado que denunciava a intensidade da noite, desapareceu de volta para as profundezas dos aposentos de Hades.
Assim que a porta se fechou, a expressão de Hades mudou instantaneamente. O calor desapareceu, substituído por uma frieza que fez a temperatura do corredor cair vários graus. Ele deu um passo à frente, e até mesmo Zeus parou de rir.
— Escutem bem — começou Hades, sua voz era baixa, mas carregada de uma promessa de violência absoluta. — O que vocês viram aqui hoje não sairá deste corredor.
— Ah, vamos lá, Hades! — Shiva tentou intervir. — Foi uma cena engraçada, o humano estava todo...
Hades olhou diretamente para Shiva, e os olhos do Deus do Submundo brilharam com uma intenção assassina tão pura que o Deus da Destruição se calou imediatamente.
— Se eu ouvir um único comentário, uma única piada ou um sussurro sobre o estado de Qin Shi Huang — continuou Hades, olhando para cada um deles, deuses e humanos —, eu farei com que o castigo de Tártaro pareça um jardim de infância. Eu não me importo se vocês são meus irmãos, meus aliados ou os campeões da humanidade. Eu os farei se arrependerem de terem línguas.
O silêncio voltou, desta vez pesado e sufocante. Thor apertou o cabo de seu martelo, reconhecendo o poder de um rei defendendo o que era seu. Beelzebub apenas deu de ombros, sem interesse em conflitos desnecessários.
— Estamos entendidos? — rosnou Hades.
— Perfeitamente, irmão — disse Zeus, limpando a garganta e recuperando a compostura. — Viemos apenas tratar de assuntos burocráticos sobre a próxima rodada... nada demais.
— Ótimo — Hades relaxou a postura, mas a aura de ameaça ainda pairava no ar.
Alguns minutos se passaram em um clima tenso, com os deuses e humanos fingindo olhar para as pinturas nas paredes. De repente, a porta do banheiro se abriu e Qin Shi Huang emergiu.
Ele estava transformado. O banho havia removido qualquer vestígio da noite anterior. Seu cabelo estava perfeitamente alinhado, sua pele brilhava e ele vestia uma túnica de seda branca e dourada que Hades mantinha em seu acervo. Ele caminhava com a elegância de um deus, sem qualquer sinal da mancadura anterior — um esforço hercúleo de sua força de vontade para manter as aparências.
— Hades — chamou Qin, aproximando-se do deus com um sorriso carismático e suave. — A temperatura da água estava um pouco abaixo do meu padrão, mas o aroma era aceitável.
Hades, em um contraste chocante com o monstro que ameaçara a todos segundos atrás, sorriu docemente. Ele pegou a mão de Qin e depositou um beijo delicado nos dedos do Imperador.
— Farei questão de ajustar pessoalmente da próxima vez, meu rei. Você dormiu bem?
— Como um imperador deve dormir — respondeu Qin, olhando para a multidão de deuses e humanos com um ar de superioridade absoluta, como se eles fossem apenas figurantes em sua peça pessoal. — Por que todos ainda estão aqui? Já não admiraram o suficiente a minha presença?
— Eles já estavam de saída — disse Hades de forma amigável, embora seus olhos lançassem um último aviso letal para o grupo.
— Sim! — disse Hermes, aparecendo do nada. — Temos muito o que fazer. Vamos, vamos todos!
O corredor se esvaziou em tempo recorde. Adão deu um aceno de cabeça para Qin antes de sair, e Buda piscou para o Imperador, que apenas retribuiu com um sorriso enigmático.
Quando ficaram sozinhos novamente, Qin relaxou os ombros e soltou um suspiro longo, encostando-se em Hades.
— Minhas costas estão me matando, seu deus bárbaro.
Hades riu, abraçando-o por trás e descansando o queixo no ombro de Qin.
— Você me desafiou a governá-lo, Qin. Eu apenas cumpri meu dever real.
— Humf. — Qin virou o rosto para encontrar os olhos de Hades. — Da próxima vez, eu serei o único a ditar as regras.
— Eu não esperaria nada menos do Homem que Unificou a China — sussurrou Hades, antes de selar seus lábios novamente, em um palácio que, por um momento, não pertencia aos deuses ou aos mortos, mas apenas a dois reis que encontraram um no outro o seu verdadeiro lar.
— Este lugar é aceitável — declarou Qin, ajustando a venda sobre os olhos, embora sua sinestesia permitisse que ele sentisse a estrutura do ambiente de forma muito mais profunda do que qualquer visão comum. — Mas falta um pouco mais de... "eu".
Hades soltou uma risada baixa, um som aveludado que ressoava com a autoridade de um rei que não precisava gritar para ser ouvido.
— Você é insaciável, Qin. Preparei um banquete que faria os deuses do Olimpo chorarem de inveja e decorei as torres com a seda mais fina das eras passadas. O que mais o "Rei Onde Eu Sento" poderia desejar?
Qin parou subitamente e virou-se para o Deus dos Mortos. Um sorriso ladino e provocador surgiu em seus lábios.
— O que eu desejo, Hades, não pode ser comprado com seda ou banquetes.
O jantar foi uma dança de intelectos e egos. Entre taças de vinho que pareciam conter a própria essência do cosmos, eles conversaram sobre a solidão do comando e o peso da coroa. Hades, o pilar de sua família, e Qin, o homem que transformou a dor do mundo em sua própria armadura. Havia uma compreensão mútua que transcendia a barreira entre divindade e humanidade. Quando Hades tocou a mão de Qin sobre a mesa, o Imperador sentiu não a dor que costumava afligi-lo ao tocar os outros, mas um calor sólido e protetor.
O retorno ao quarto real de Hades foi inevitável. A tensão que se acumulara durante meses de olhares furtivos nas arenas do Ragnarok explodiu assim que as portas de carvalho negro se fecharam.
Não houve delicadeza inicial, apenas a colisão de dois soberanos reivindicando território. Qin, audaz e destemido, empurrou o deus contra a cama de dossel, mas Hades, com sua força calma e avassaladora, rapidamente inverteu as posições.
— No meu reino, Qin, eu sou a lei — sussurrou Hades contra o pescoço do Imperador.
— Então me governe — desafiou Qin, arqueando as costas, o prazer e o orgulho misturando-se em um gemido abafado.
A noite foi longa e intensa. O suor misturava-se aos lençóis de linho negro. Hades era metódico, estratégico até na luxúria, encontrando cada ponto de vulnerabilidade de Qin e explorando-o com uma devoção quase religiosa. No auge do ato, quando as barreiras de ambos se desintegraram, Hades reivindicou o rosto do Imperador, o ápice de seu prazer sujando a face de Qin, marcando-o como sua propriedade diante das sombras.
Qin, exausto e estranhamente satisfeito, não se deu ao trabalho de se limpar. Ele apenas sorriu, um sorriso genuíno que raramente mostrava, e caiu em um sono profundo e pesado, sentindo o braço de Hades envolver sua cintura.
Na manhã seguinte, a luz pálida de Helheim atravessou as cortinas. Qin acordou sentindo o corpo pesado e a pele do rosto repuxando. O sêmen de Hades havia secado em suas bochechas e testa, criando uma máscara pálida sobre sua pele. Seu cabelo, geralmente impecável, era uma confusão de fios negros; suas vestes reais estavam jogadas pelo chão, e ele usava apenas um robe de seda de Hades que mal cobria suas pernas.
Ele tentou se levantar, mas uma fisgada aguda na lombar o fez soltar um xingamento em chinês.
— Pelos deuses... — resmungou Qin, tentando manter sua dignidade enquanto mancava em direção à porta principal do quarto, buscando por água.
O que ele não esperava era que o Palácio de Hades estivesse, naquela manhã específica, servindo de sede para uma reunião improvisada e absolutamente indesejada.
Ao abrir as portas duplas, Qin estacou. O corredor vasto estava lotado. De um lado, os representantes da humanidade: Lu Bu com sua carranca habitual, Adão mastigando uma maçã, Sasaki Kojiro limpando sua orelha, Jack segurando uma xícara de chá, Raiden, Tesla gesticulando para o nada, Leônidas fumando, Simo imóvel como uma estátua, Rasputin rindo alto, Nostradamus flutuando, Okita e Kintoki brincando com suas espadas, e Buda, que parecia ser o único que sabia exatamente o que estava acontecendo, chupando um pirulito.
Do outro lado, os Deuses: Zeus em sua forma pequena e enrugada, Thor com o Mjolnir apoiado no ombro, Poseidon olhando para todos como se fossem lixo, Shiva com seus quatro braços cruzados, Héracles parecendo desconfortável, Apollo admirando o próprio reflexo, Beelzebub nas sombras e Odin com seus corvos grasnando.
O silêncio que se seguiu foi absoluto.
Qin Shi Huang, o Primeiro Imperador, estava parado ali, mancando visivelmente, com o cabelo parecendo um ninho de pássaros e o rosto claramente manchado pelos restos secos da noite anterior.
— Oh... — Nostradamus foi o primeiro a quebrar o silêncio, com um sorriso travesso. — Parece que o Imperador teve uma noite... produtiva.
— Que decadência — murmurou Poseidon, desviando o olhar com nojo mortal.
— Ora, ora! — Zeus riu, os olhos saltando das órbitas. — Hades, meu irmão, você realmente não perde tempo!
Qin, mesmo naquela situação, não baixou a cabeça. Ele endireitou as costas, apesar da dor, e olhou para todos com um desdém real.
— O que todos vocês estão fazendo no meu jardim? — perguntou Qin, tratando o palácio de Hades como se fosse sua própria residência.
Nesse momento, Hades saiu do quarto. Ele estava impecável, como sempre, embora não estivesse usando sua capa habitual. Ao ver a multidão e o estado de Qin, ele não pareceu surpreso. Em vez disso, uma risada curta e sombria escapou de seus lábios.
— Vejo que meus convidados chegaram cedo — disse Hades, caminhando até Qin e colocando uma mão possessiva em seu ombro.
Hades olhou para Qin de cima a baixo e, com um brilho divertido nos olhos, sussurrou perto de seu ouvido, alto o suficiente para que os mais próximos ouvissem:
— Você está um desastre, meu querido Imperador. Vá para o meu banheiro privativo. Preparei a água com óleos de sândalo.
Qin bufou, tentando manter a pose.
— Eu ia fazer isso de qualquer maneira. Onde eu tomo banho é o meu trono.
Ele se virou e, com um caminhar desajeitado que denunciava a intensidade da noite, desapareceu de volta para as profundezas dos aposentos de Hades.
Assim que a porta se fechou, a expressão de Hades mudou instantaneamente. O calor desapareceu, substituído por uma frieza que fez a temperatura do corredor cair vários graus. Ele deu um passo à frente, e até mesmo Zeus parou de rir.
— Escutem bem — começou Hades, sua voz era baixa, mas carregada de uma promessa de violência absoluta. — O que vocês viram aqui hoje não sairá deste corredor.
— Ah, vamos lá, Hades! — Shiva tentou intervir. — Foi uma cena engraçada, o humano estava todo...
Hades olhou diretamente para Shiva, e os olhos do Deus do Submundo brilharam com uma intenção assassina tão pura que o Deus da Destruição se calou imediatamente.
— Se eu ouvir um único comentário, uma única piada ou um sussurro sobre o estado de Qin Shi Huang — continuou Hades, olhando para cada um deles, deuses e humanos —, eu farei com que o castigo de Tártaro pareça um jardim de infância. Eu não me importo se vocês são meus irmãos, meus aliados ou os campeões da humanidade. Eu os farei se arrependerem de terem línguas.
O silêncio voltou, desta vez pesado e sufocante. Thor apertou o cabo de seu martelo, reconhecendo o poder de um rei defendendo o que era seu. Beelzebub apenas deu de ombros, sem interesse em conflitos desnecessários.
— Estamos entendidos? — rosnou Hades.
— Perfeitamente, irmão — disse Zeus, limpando a garganta e recuperando a compostura. — Viemos apenas tratar de assuntos burocráticos sobre a próxima rodada... nada demais.
— Ótimo — Hades relaxou a postura, mas a aura de ameaça ainda pairava no ar.
Alguns minutos se passaram em um clima tenso, com os deuses e humanos fingindo olhar para as pinturas nas paredes. De repente, a porta do banheiro se abriu e Qin Shi Huang emergiu.
Ele estava transformado. O banho havia removido qualquer vestígio da noite anterior. Seu cabelo estava perfeitamente alinhado, sua pele brilhava e ele vestia uma túnica de seda branca e dourada que Hades mantinha em seu acervo. Ele caminhava com a elegância de um deus, sem qualquer sinal da mancadura anterior — um esforço hercúleo de sua força de vontade para manter as aparências.
— Hades — chamou Qin, aproximando-se do deus com um sorriso carismático e suave. — A temperatura da água estava um pouco abaixo do meu padrão, mas o aroma era aceitável.
Hades, em um contraste chocante com o monstro que ameaçara a todos segundos atrás, sorriu docemente. Ele pegou a mão de Qin e depositou um beijo delicado nos dedos do Imperador.
— Farei questão de ajustar pessoalmente da próxima vez, meu rei. Você dormiu bem?
— Como um imperador deve dormir — respondeu Qin, olhando para a multidão de deuses e humanos com um ar de superioridade absoluta, como se eles fossem apenas figurantes em sua peça pessoal. — Por que todos ainda estão aqui? Já não admiraram o suficiente a minha presença?
— Eles já estavam de saída — disse Hades de forma amigável, embora seus olhos lançassem um último aviso letal para o grupo.
— Sim! — disse Hermes, aparecendo do nada. — Temos muito o que fazer. Vamos, vamos todos!
O corredor se esvaziou em tempo recorde. Adão deu um aceno de cabeça para Qin antes de sair, e Buda piscou para o Imperador, que apenas retribuiu com um sorriso enigmático.
Quando ficaram sozinhos novamente, Qin relaxou os ombros e soltou um suspiro longo, encostando-se em Hades.
— Minhas costas estão me matando, seu deus bárbaro.
Hades riu, abraçando-o por trás e descansando o queixo no ombro de Qin.
— Você me desafiou a governá-lo, Qin. Eu apenas cumpri meu dever real.
— Humf. — Qin virou o rosto para encontrar os olhos de Hades. — Da próxima vez, eu serei o único a ditar as regras.
— Eu não esperaria nada menos do Homem que Unificou a China — sussurrou Hades, antes de selar seus lábios novamente, em um palácio que, por um momento, não pertencia aos deuses ou aos mortos, mas apenas a dois reis que encontraram um no outro o seu verdadeiro lar.
