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Amor Meu grande amor

Fandom: Agahase

Criado: 12/06/2026

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RomanceDramaAngústiaMistérioNoirLinguagem ExplícitaPWP (Enredo? Que enredo?)
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O Reencontro das Almas Marcadas

A penumbra do bar de jazz em Seul parecia conspirar a favor da memória. Mark Tuan observava o líquido âmbar em seu copo de uísque, o gelo estalando enquanto a música suave preenchia os espaços vazios de sua mente. Ele era a definição de um homem que parava o trânsito: os cabelos levemente desgrenhados, o terno sob medida que abraçava seus ombros largos e aquelas tatuagens que espreitavam sob os punhos da camisa, sugerindo uma rebeldia que seu sorriso doce costumava disfarçar.

Mas Mark não estava sorrindo naquela noite. Ele estava lembrando.

Dois anos. Setecentos e trinta dias desde que ela desapareceu de sua vida tão subitamente quanto havia entrado. S/N não era apenas uma mulher; ela era um enigma envolto em seda e mistério. Quando se conheceram, em uma festa privada em Gangnam, o impacto foi físico. Ela possuía uma beleza fatal, do tipo que fazia os homens esquecerem como respirar, e um olhar que parecia ler os segredos mais profundos de Mark.

Naquela época, eles orbitaram um ao outro por semanas. Beijos roubados em corredores escuros, confissões sussurradas sobre sonhos e medos, mas nunca, jamais, as três palavras que ambos guardavam no fundo da garganta. O medo da vulnerabilidade e as reviravoltas da vida — uma turnê mundial para ele, um projeto confidencial no exterior para ela — os separaram antes que o "nós" pudesse ser oficializado.

— Você continua com o hábito de encarar o copo como se ele fosse te dar as respostas do universo — uma voz feminina, rouca e melodiosa, cortou o transe de Mark.

O coração dele falhou uma batida. Ele conhecia aquele tom. Ele sonhara com aquela voz. Lenta e deliberadamente, Mark virou a cabeça.

Lá estava ela. S/N parecia ainda mais perigosa do que ele lembrava. Usava um vestido preto de fenda generosa que realçava cada curva de seu corpo escultural. O batom vermelho escuro destacava os lábios que ele tanto desejara, e o olhar... aquele olhar misterioso ainda estava lá, mas agora carregava uma intensidade que o queimava à distância.

— S/N? — A voz de Mark saiu mais baixa do que pretendia, carregada de uma incredulidade reverente.

— Sentiu minha falta, Mark? — Ela se aproximou, o perfume de baunilha e sândalo invadindo os sentidos dele antes mesmo que ela se sentasse no banco ao lado.

— Você não tem ideia — disse ele, deixando um sorriso de canto surgir, aquele sorriso avassalador que costumava desarmar qualquer defesa dela. — Dois anos é muito tempo para alguém sumir sem deixar rastro.

— Eu tive meus motivos — ela respondeu, deslizando os dedos longos pela borda do copo dele. — Mas nenhum desses motivos me impediu de pensar em você todos os dias.

Mark sentiu um calor subir pelo peito. Ele esticou a mão, tocando levemente os dedos dela. A eletricidade foi instantânea, um choque que percorreu suas espinhas e reacendeu um incêndio que nunca havia sido totalmente apagado.

— Eu achei que tinha te perdido para sempre — confessou Mark, a honestidade do romântico incurável vindo à tona. — Eu procurei por você em cada rosto, em cada cidade que visitei.

— E agora que me encontrou? — Ela se inclinou para perto, o hálito quente roçando a orelha dele. — O que vai fazer a respeito?

Mark não respondeu com palavras. Ele pagou a conta com mãos trêmulas de antecipação e, sem tirar os olhos dela, guiou-a para fora do bar. O trajeto até a cobertura dele foi um borrão de olhares intensos e mãos que se buscavam no banco de trás do carro, os dedos de Mark traçando as linhas da coxa dela enquanto S/N enterrava as unhas no braço dele, ansiosa.

Assim que a porta do apartamento se fechou, a civilidade foi deixada no corredor.

Mark a prensou contra a madeira da porta, as mãos segurando o rosto dela com uma urgência quase desesperada.

— Eu te amo — sussurrou ele, finalmente libertando as palavras que guardara por dois anos. — Eu sempre te amei, S/N.

— Eu também te amo, Mark — ela respondeu entre suspiros, a fachada de mistério ruindo para dar lugar a uma entrega absoluta. — Mais do que eu jamais soube explicar.

O beijo que se seguiu foi uma colisão de saudades acumuladas. Não era suave; era faminto, possessivo e cru. Mark explorava a boca dela como se estivesse tentando recuperar o tempo perdido, enquanto as mãos de S/N puxavam o cabelo dele, trazendo-o para mais perto, se é que isso era possível.

Ele a pegou no colo, as pernas dela enlaçando a cintura dele automaticamente. Mark a carregou até o quarto, onde a luz da lua entrava pelas grandes janelas, iluminando as tatuagens em seu peito conforme ele se livrava da camisa com pressa.

— Você é tão lindo — ofegou ela, admirando a arte na pele dele e a perfeição dos músculos definidos.

— E você é a minha perdição — Mark retribuiu, descendo o zíper do vestido dela com uma reverência que contrastava com a luxúria em seus olhos.

Quando o vestido caiu aos pés dela, Mark perdeu o fôlego. S/N era uma obra de arte viva, a pele alva brilhando sob o luar. Ele a deitou na cama de lençóis de seda negra e se posicionou sobre ela, cobrindo seu corpo com o dele.

O encontro de suas peles foi como o choque de dois astros. Mark começou a beijar cada centímetro dela, descendo pelo pescoço, mordiscando a clavícula, antes de se concentrar nos seios firm
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