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E se
Fandom: Mulan
Criado: 12/06/2026
Tags
UA (Universo Alternativo)SombrioRomanceDramaAngústiaSobrevivênciaRecontarDivergênciaViolência Gráfica
O Gelo e a Fúria: O Despertar do Falcão
A neve caía implacável sobre o desfiladeiro de Tung-Shao. O frio não era apenas uma condição climática; era uma lâmina invisível que cortava a pele de Mulan, infiltrando-se pelo corte profundo em seu abdômen. Mas a dor física não era nada comparada ao incêndio que consumia sua alma. A raiva. Uma fúria negra e densa borbulhava em seu peito, substituindo o medo que outrora sentira.
Eles a haviam deixado. Shang, o homem em quem ela confiara; os outros, os soldados que ela salvara de uma morte certa sob a avalanche. No momento em que seu segredo fora revelado, toda a lealdade, todo o sacrifício e a vitória estratégica que ela lhes proporcionara foram esquecidos. Para eles, ela não era mais a heroína que derrotou o exército huno; era apenas uma mentirosa, uma mulher impura que manchara a honra do exército imperial.
— Covardes... — murmurou ela, a voz falhando enquanto cuspia um pouco de sangue na neve branca. — Hipócritas.
Mulan tentou se levantar, mas o ferimento protestou, enviando ondas de agonia por seu corpo. Ela se encostou em uma rocha gelada, sentindo a vida esvair-se lentamente. Seus olhos castanhos, agora endurecidos por um desejo selvagem de sobrevivência e vingança, varreram o horizonte desolado. Ela não morreria ali. Não por causa de homens que não valiam o chão que pisavam.
Subitamente, uma sombra imensa e opressora se projetou sobre ela. O silêncio da montanha foi quebrado pelo som pesado de botas esmagando a neve endurecida. Mulan levou a mão ao punho de sua espada, mas seu braço estava pesado demais.
Uma figura colossal emergiu da névoa gélida. Era ele. Shan Yu. O líder dos hunos parecia uma força da natureza, uma montanha de músculos revestida de peles escuras e armadura rústica. Seus olhos amarelos, predatórios e frios, fixaram-se nela com uma intensidade que faria qualquer homem tremer.
O falcão de Shan Yu pousou em seu ombro robusto, emitindo um grito agudo. O guerreiro parou a poucos metros dela, observando o rastro de sangue e a figura caída.
— O soldado da montanha... — A voz de Shan Yu era um trovão baixo, rouca e carregada de uma malícia perigosa. — Aquele que usou o fogo do dragão para enterrar meu exército.
Ele deu mais um passo, e Mulan, apesar da fraqueza, sustentou o olhar. Ela não baixou a cabeça. Pelo contrário, um sorriso desafiador e quase insano curvou seus lábios pálidos.
— Eu deveria ter mirado na sua cabeça, não na encosta — sibilou ela, a voz tingida de um veneno sedutor e mortal.
Shan Yu parou bruscamente. Ele inclinou a cabeça, seus olhos estreitando-se enquanto ele absorvia a visão diante de si. O elmo de Mulan caíra, e seus cabelos negros cascateavam sobre os ombros, emoldurando um rosto que, apesar da sujeira e do sangue, exalava uma beleza feroz e magnética.
— Uma mulher... — disse ele, a surpresa cruzando suas feições brutas por apenas um segundo antes de ser substituída por um brilho voraz de interesse. Ele soltou uma risada seca e sem humor. — O grande exército da China foi salvo por uma fêmea disfarçada. E eles a deixaram aqui para apodrecer no gelo.
— Eles são fracos — respondeu Mulan, sentindo um calor estranho começar a emanar de seu próprio corpo, uma reação visceral à presença dominante do homem à sua frente. — Eles temem o que não podem controlar.
Shan Yu se aproximou lentamente, como um predador que encurrala uma presa que ele não deseja apenas matar, mas possuir. Ele se ajoelhou diante dela, sua estatura mesmo agachada sendo intimidante. Com uma mão grande e calejada, ele segurou o queixo de Mulan, forçando-a a olhar diretamente em suas íris douradas.
— Você é diferente de qualquer criatura que já encontrei — murmurou ele, o polegar roçando o lábio inferior dela de forma rudemente íntima. — Você tem o fogo dos hunos em suas veias, não a água parada do Imperador.
Mulan sentiu um arrepio que não vinha do frio. A brutalidade de Shan Yu, sua aura de assassino digno e implacável, despertava nela um desejo sombrio que ela nunca soubera que possuía. A traição de seus compatriotas quebrara suas amarras morais. Se o mundo a via como um monstro ou uma pária, ela seria exatamente isso.
— E o que você vai fazer, Shan Yu? — perguntou ela, inclinando o rosto para mais perto do dele, a respiração quente misturando-se no ar gelado. — Vai terminar o serviço ou vai reconhecer que sou a única coisa nesta terra que está à sua altura?
O líder huno soltou um rosnado baixo, a malícia em seus olhos tornando-se algo muito mais carnal e imediato. Ele a puxou para cima com uma força bruta, ignorando o gemido de dor dela, que logo se transformou em um suspiro de antecipação.
— Eu não mato o que pode me dar prazer e poder — declarou ele, a voz vibrando contra a pele dela. — Você destruiu meu exército. Agora, você me ajudará a construir um novo sobre as cinzas do seu império.
— Eu não serei sua serva — disse Mulan, as mãos subindo pelo peito largo dele, sentindo a couraça fria e os músculos rígidos por baixo. — Eu serei sua ruína ou sua rainha.
Shan Yu soltou uma gargalhada genuína, um som aterrorizante que ecoou pelo vale.
— Voraz... — comentou ele, os olhos percorrendo o corpo dela com uma fome evidente. — Eu gosto de mulheres que mordem.
Ele a levantou nos braços como se ela não pesasse nada. Mulan envolveu o pescoço dele, sentindo o cheiro de couro, sangue e neve. A dor em seu abdômen parecia distante agora, abafada pela adrenalina e por uma necessidade crescente e incontrolável que latejava em seu ventre.
— Leve-me daqui — ordenou ela, a voz agora um sussurro carregado de promessas pecaminosas. — E eu lhe mostrarei como uma mulher pode ser mais perigosa que mil soldados.
Shan Yu começou a caminhar em direção ao seu acampamento oculto, seus passos firmes e decididos.
— Você terá sua vingança, pequena guerreira — prometeu ele, apertando-a contra o peito. — Mas primeiro, você terá que sobreviver a mim.
Mulan encostou a cabeça no ombro do bárbaro, um sorriso predador brincando em seus lábios.
— Oh, Shan Yu... — murmurou ela, sentindo uma onda de desejo percorrer seu corpo enquanto observava as pegadas que deixavam para trás serem cobertas pela neve. — Eu pretendo fazer muito mais do que apenas sobreviver.
O vento uivou, mas o frio não a incomodava mais. O fogo que Shan Yu acendera nela era o suficiente para queimar o mundo inteiro.
— Onde estão os outros? — perguntou ela após um tempo, a curiosidade despertada pelo fato de ele estar sozinho.
— Mortos ou dispersos — respondeu ele com indiferença. — Mas um rei nunca está realmente sozinho enquanto tiver sua vontade. E agora, eu tenho você.
— Você me tem? — Mulan riu, um som seco e sexy. — Veremos quem possuirá quem ao amanhecer.
Shan Yu parou por um momento, olhando para a mulher em seus braços com uma admiração nova e perigosa. Ele era um assassino, um conquistador que nunca conhecera o significado de "parceira". Mas ali, no coração do inverno, ele sentia que encontrara algo que nem mesmo o Imperador possuía: uma força igual à sua, envolta em seda rasgada e aço.
— Você é uma criatura fascinante — admitiu ele, voltando a caminhar. — Rude, inteligente e com olhos que prometem o inferno.
— Eu sou o que você me tornou quando me deixou viver — respondeu ela, fechando os olhos por um momento, deixando-se levar pelo balanço dos passos dele. — E eu garanto, Shan Yu, que o inferno será pequeno para o que faremos juntos.
A neve continuou a cair, apagando os vestígios da batalha e da traição, enquanto o lobo e a fênix de gelo desapareciam na escuridão, prontos para reescrever o destino da China com sangue e desejo.
Eles a haviam deixado. Shang, o homem em quem ela confiara; os outros, os soldados que ela salvara de uma morte certa sob a avalanche. No momento em que seu segredo fora revelado, toda a lealdade, todo o sacrifício e a vitória estratégica que ela lhes proporcionara foram esquecidos. Para eles, ela não era mais a heroína que derrotou o exército huno; era apenas uma mentirosa, uma mulher impura que manchara a honra do exército imperial.
— Covardes... — murmurou ela, a voz falhando enquanto cuspia um pouco de sangue na neve branca. — Hipócritas.
Mulan tentou se levantar, mas o ferimento protestou, enviando ondas de agonia por seu corpo. Ela se encostou em uma rocha gelada, sentindo a vida esvair-se lentamente. Seus olhos castanhos, agora endurecidos por um desejo selvagem de sobrevivência e vingança, varreram o horizonte desolado. Ela não morreria ali. Não por causa de homens que não valiam o chão que pisavam.
Subitamente, uma sombra imensa e opressora se projetou sobre ela. O silêncio da montanha foi quebrado pelo som pesado de botas esmagando a neve endurecida. Mulan levou a mão ao punho de sua espada, mas seu braço estava pesado demais.
Uma figura colossal emergiu da névoa gélida. Era ele. Shan Yu. O líder dos hunos parecia uma força da natureza, uma montanha de músculos revestida de peles escuras e armadura rústica. Seus olhos amarelos, predatórios e frios, fixaram-se nela com uma intensidade que faria qualquer homem tremer.
O falcão de Shan Yu pousou em seu ombro robusto, emitindo um grito agudo. O guerreiro parou a poucos metros dela, observando o rastro de sangue e a figura caída.
— O soldado da montanha... — A voz de Shan Yu era um trovão baixo, rouca e carregada de uma malícia perigosa. — Aquele que usou o fogo do dragão para enterrar meu exército.
Ele deu mais um passo, e Mulan, apesar da fraqueza, sustentou o olhar. Ela não baixou a cabeça. Pelo contrário, um sorriso desafiador e quase insano curvou seus lábios pálidos.
— Eu deveria ter mirado na sua cabeça, não na encosta — sibilou ela, a voz tingida de um veneno sedutor e mortal.
Shan Yu parou bruscamente. Ele inclinou a cabeça, seus olhos estreitando-se enquanto ele absorvia a visão diante de si. O elmo de Mulan caíra, e seus cabelos negros cascateavam sobre os ombros, emoldurando um rosto que, apesar da sujeira e do sangue, exalava uma beleza feroz e magnética.
— Uma mulher... — disse ele, a surpresa cruzando suas feições brutas por apenas um segundo antes de ser substituída por um brilho voraz de interesse. Ele soltou uma risada seca e sem humor. — O grande exército da China foi salvo por uma fêmea disfarçada. E eles a deixaram aqui para apodrecer no gelo.
— Eles são fracos — respondeu Mulan, sentindo um calor estranho começar a emanar de seu próprio corpo, uma reação visceral à presença dominante do homem à sua frente. — Eles temem o que não podem controlar.
Shan Yu se aproximou lentamente, como um predador que encurrala uma presa que ele não deseja apenas matar, mas possuir. Ele se ajoelhou diante dela, sua estatura mesmo agachada sendo intimidante. Com uma mão grande e calejada, ele segurou o queixo de Mulan, forçando-a a olhar diretamente em suas íris douradas.
— Você é diferente de qualquer criatura que já encontrei — murmurou ele, o polegar roçando o lábio inferior dela de forma rudemente íntima. — Você tem o fogo dos hunos em suas veias, não a água parada do Imperador.
Mulan sentiu um arrepio que não vinha do frio. A brutalidade de Shan Yu, sua aura de assassino digno e implacável, despertava nela um desejo sombrio que ela nunca soubera que possuía. A traição de seus compatriotas quebrara suas amarras morais. Se o mundo a via como um monstro ou uma pária, ela seria exatamente isso.
— E o que você vai fazer, Shan Yu? — perguntou ela, inclinando o rosto para mais perto do dele, a respiração quente misturando-se no ar gelado. — Vai terminar o serviço ou vai reconhecer que sou a única coisa nesta terra que está à sua altura?
O líder huno soltou um rosnado baixo, a malícia em seus olhos tornando-se algo muito mais carnal e imediato. Ele a puxou para cima com uma força bruta, ignorando o gemido de dor dela, que logo se transformou em um suspiro de antecipação.
— Eu não mato o que pode me dar prazer e poder — declarou ele, a voz vibrando contra a pele dela. — Você destruiu meu exército. Agora, você me ajudará a construir um novo sobre as cinzas do seu império.
— Eu não serei sua serva — disse Mulan, as mãos subindo pelo peito largo dele, sentindo a couraça fria e os músculos rígidos por baixo. — Eu serei sua ruína ou sua rainha.
Shan Yu soltou uma gargalhada genuína, um som aterrorizante que ecoou pelo vale.
— Voraz... — comentou ele, os olhos percorrendo o corpo dela com uma fome evidente. — Eu gosto de mulheres que mordem.
Ele a levantou nos braços como se ela não pesasse nada. Mulan envolveu o pescoço dele, sentindo o cheiro de couro, sangue e neve. A dor em seu abdômen parecia distante agora, abafada pela adrenalina e por uma necessidade crescente e incontrolável que latejava em seu ventre.
— Leve-me daqui — ordenou ela, a voz agora um sussurro carregado de promessas pecaminosas. — E eu lhe mostrarei como uma mulher pode ser mais perigosa que mil soldados.
Shan Yu começou a caminhar em direção ao seu acampamento oculto, seus passos firmes e decididos.
— Você terá sua vingança, pequena guerreira — prometeu ele, apertando-a contra o peito. — Mas primeiro, você terá que sobreviver a mim.
Mulan encostou a cabeça no ombro do bárbaro, um sorriso predador brincando em seus lábios.
— Oh, Shan Yu... — murmurou ela, sentindo uma onda de desejo percorrer seu corpo enquanto observava as pegadas que deixavam para trás serem cobertas pela neve. — Eu pretendo fazer muito mais do que apenas sobreviver.
O vento uivou, mas o frio não a incomodava mais. O fogo que Shan Yu acendera nela era o suficiente para queimar o mundo inteiro.
— Onde estão os outros? — perguntou ela após um tempo, a curiosidade despertada pelo fato de ele estar sozinho.
— Mortos ou dispersos — respondeu ele com indiferença. — Mas um rei nunca está realmente sozinho enquanto tiver sua vontade. E agora, eu tenho você.
— Você me tem? — Mulan riu, um som seco e sexy. — Veremos quem possuirá quem ao amanhecer.
Shan Yu parou por um momento, olhando para a mulher em seus braços com uma admiração nova e perigosa. Ele era um assassino, um conquistador que nunca conhecera o significado de "parceira". Mas ali, no coração do inverno, ele sentia que encontrara algo que nem mesmo o Imperador possuía: uma força igual à sua, envolta em seda rasgada e aço.
— Você é uma criatura fascinante — admitiu ele, voltando a caminhar. — Rude, inteligente e com olhos que prometem o inferno.
— Eu sou o que você me tornou quando me deixou viver — respondeu ela, fechando os olhos por um momento, deixando-se levar pelo balanço dos passos dele. — E eu garanto, Shan Yu, que o inferno será pequeno para o que faremos juntos.
A neve continuou a cair, apagando os vestígios da batalha e da traição, enquanto o lobo e a fênix de gelo desapareciam na escuridão, prontos para reescrever o destino da China com sangue e desejo.
