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tiburcio e djair

Fandom: familia sacana

Criado: 12/06/2026

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O Sacrifício e o Pecado sob o Sol de Verão

A tarde caía pesada sobre a pequena cidade, um calor úmido que fazia a pele brilhar de suor e a paciência encurtar. Tiburcio, sentado na varanda de sua casa, observava o movimento da rua com olhos que devoravam tudo o que era proibido. Ele era um homem de apetites insaciáveis, uma alma que se deleitava na traição e no prazer que vinha da dor. Para Tiburcio, a fidelidade era uma corrente que ele fazia questão de quebrar todos os dias, preferencialmente com alguém que representasse tudo o que ele fingia respeitar.

Do outro lado da rua, Djair polia seu carro com um fervor quase religioso. Djair era o pilar da comunidade: cristão fervoroso, patriota convicto e um homem que se orgulhava de sua lealdade inabalável à esposa e aos bons costumes. No entanto, por trás daquela fachada de retidão e da camisa da seleção brasileira que ele usava com orgulho, escondia-se um desejo específico e sombrio, uma obsessão que ele só permitia aflorar em momentos de absoluta perdição.

Tiburcio sorriu, um sorriso predatório. Ele sabia exatamente como cutucar o urso. Levantou-se, ajeitou a calça apertada que deixava pouco para a imaginação e atravessou a rua, caminhando com a confiança de quem já havia traído a confiança de metade do bairro.

— Belo trabalho no motor, Djair — disse Tiburcio, aproximando-se por trás, a voz carregada de uma malícia que o outro tentava ignorar. — Sempre tão dedicado ao que é seu, não é?

Djair parou de esfregar a lataria e respirou fundo, fechando os olhos por um segundo como se estivesse fazendo uma oração silenciosa pedindo paciência.

— O trabalho dignifica o homem, Tiburcio — respondeu Djair, virando-se para encará-lo com uma expressão severa. — Coisa que você parece ter esquecido faz tempo, vivendo nessa vida de vadiagem e desrespeito.

Tiburcio soltou uma risada curta e se aproximou mais, invadindo o espaço pessoal de Djair. O cheiro de suor e cera de carro misturava-se ao perfume barato e provocante de Tiburcio.

— Ah, Djair... você fala tanto de dignidade, mas seus olhos dizem outra coisa quando você acha que ninguém está olhando — sussurrou Tiburcio, deslizando a mão pelo ombro do vizinho. — Você é tão fiel, tão certinho... não sente vontade de pecar só um pouquinho? Pela pátria, quem sabe?

Djair sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele lutava contra os impulsos, contra a imagem da bandeira e da cruz que carregava no peito, mas a presença de Tiburcio era como um ímã para sua perversão oculta.

— Afaste-se — ordenou Djair, embora sua voz não tivesse a convicção necessária. — Eu sou um homem de família. Eu respeito os valores desta nação.

— Eu sei que respeita — Tiburcio riu, aproximando o rosto do ouvido de Djair. — Mas eu também sei do que você gosta. Eu sei que, por baixo desse cinto de couro, existe um desejo que nenhuma reza consegue apagar. Vamos para dentro, Djair. A garagem está aberta e sua esposa saiu para o culto.

O conflito interno de Djair durou apenas alguns segundos. O calor, a provocação e a fome de Tiburcio eram demais para sua resistência cristã. Ele olhou para os lados, certificando-se de que a rua estava deserta, e agarrou o braço de Tiburcio com força, arrastando-o para a penumbra da garagem.

— Você é um demônio, Tiburcio — rosnou Djair, fechando o portão pesado de metal com um estrondo que ecoou como um julgamento final.

— E você é o meu santo favorito para corromper — respondeu Tiburcio, já desabotoando a própria camisa com uma agilidade pecaminosa.

Assim que a luz do sol foi bloqueada, a atmosfera mudou. Não havia mais espaço para sermões ou patriotismo. O que se seguiu foi uma explosão de safadeza acumulada, um embate entre o desejo de punir e o desejo de ser usado. Tiburcio, sempre o ativo em suas conquistas, gostava de dominar, mas sua natureza masoquista ansiava pelo toque bruto de Djair.

— Mostre-me o que um homem de fé pode fazer — provocou Tiburcio, jogando-se sobre uma bancada de ferramentas, espalhando chaves inglesas e parafusos pelo chão.

Djair não esperou. Ele avançou como um animal que acabara de ser libertado de uma jaula. A fidelidade que ele pregava foi esquecida em segundos, substituída por uma fome voraz. Ele agarrou Tiburcio pelos cabelos, forçando sua cabeça para trás, enquanto suas mãos buscavam desesperadamente o que mais desejava.

— Você quer ser punido, não quer? — perguntou Djair, a voz rouca, o rosto vermelho de luxúria. — Quer que eu limpe essa sua alma suja do jeito que eu gosto?

— Sim! — gritou Tiburcio, rindo entre dentes, o prazer da traição correndo em suas veias como veneno. — Acabe comigo, Djair! Esqueça a pátria, esqueça a igreja! Só me dê o que você faz de melhor!

O que se seguiu foi uma sucessão de atos de pura devassidão. Djair, o homem que defendia a moralidade em público, revelou-se um mestre na arte da obscenidade privada. Ele se ajoelhou, entregando-se ao seu vício secreto, o "chupa cu" que era sua marca registrada e sua maior vergonha. Tiburcio arqueava as costas, sentindo cada centímetro de sua pele queimar sob o toque experiente e faminto do vizinho.

— Isso... — gemia Tiburcio, as mãos apertando as bordas da bancada de madeira. — Você é um hipócrita maravilhoso, Djair!

— Cale a boca e receba o que merece — retrucou Djair, entre asfixias e prazer, sua devoção agora voltada inteiramente para o corpo à sua frente.

A garagem tornou-se um santuário de pecado. O cheiro de óleo de motor misturava-se aos fluidos corporais em uma dança grotesca e fascinante. Tiburcio, em sua gulodice eterna, não se satisfazia apenas com o ato; ele queria a dor, queria sentir que estava sendo quebrado. Ele provocava Djair, insultando sua fé, zombando de seus ideais, apenas para receber em troca um tapa mais forte, um aperto mais bruto.

— Você é um traidor da moral! — exclamava Djair, cada palavra acompanhada de um movimento vigoroso. — Um pervertido que não respeita nada!

— E você me ama por isso! — gritava Tiburcio de volta, rindo em meio aos gemidos. — Você adora esse lixo, Djair! Você adora ser o meu carrasco!

O tempo parecia ter parado naquele espaço fechado. O calor só aumentava, e o suor pingava dos corpos entrelaçados, molhando o chão de concreto. Djair estava possuído por uma força que ia além de sua compreensão, uma mistura de fúria justiceira e desejo carnal. Ele usava Tiburcio como se estivesse tentando expurgar seus próprios pecados através do corpo do outro, mas cada movimento só o afundava mais na lama que ele tanto fingia abominar.

Tiburcio, por sua vez, estava no paraíso. Ele era o catalisador do caos, o agente da destruição daquela vidinha perfeita que Djair tentava manter. Ele sentia o poder de ser o objeto da obsessão de um homem tão "direitinho". A traição não era apenas contra os outros, era contra si mesmos, e isso era o que mais o excitava.

— Mais forte! — comandava Tiburcio, sentindo o clímax se aproximar como uma onda avassaladora. — Me mostre o poder do seu patriotismo, Djair! Me destrua!

Djair soltou um rugido, um som que não tinha nada de cristão. Ele entregou-se totalmente ao ato final, esquecendo-se de quem era, de onde estava e do que acreditava. Naquele momento, não havia Brasil, não havia família, não havia Deus. Havia apenas a carne, o suor e a satisfação de um desejo proibido que queimava mais que o sol do meio-dia.

Quando finalmente o silêncio retornou à garagem, interrompido apenas pela respiração ofegante de ambos, a realidade começou a se infiltrar novamente pelas frestas do portão.

Djair afastou-se bruscamente, limpando a boca com as costas da mão, os olhos cheios de uma mistura de satisfação e horror. Ele começou a ajeitar sua camisa da seleção, as mãos tremendo levemente.

— Isso nunca aconteceu — disse Djair, a voz tentando recuperar a autoridade habitual. — Você entendeu, Tiburcio? Se você abrir a boca...

Tiburcio, ainda deitado sobre a bancada, rindo baixinho enquanto tentava recuperar o fôlego, olhou para ele com um brilho de puro escárnio nos olhos.

— Claro, Djair. O segredo é a alma do negócio — Tiburcio levantou-se lentamente, sentindo o corpo moído, exatamente como gostava. — Mas nós dois sabemos que, no próximo domingo, depois do almoço de família, você vai estar batendo na minha porta de novo.

Djair não respondeu. Ele apenas abriu o portão lateral, verificou se a rua estava limpa e saiu sem olhar para trás, caminhando com a rigidez de quem carregava o peso do mundo — ou pelo menos o peso de sua própria hipocrisia — nos ombros.

Tiburcio ficou para trás, saboreando o gosto da vitória. Ele vestiu sua camisa, ajeitou o cabelo no reflexo de um espelho sujo de graxa e sorriu para si mesmo. A vida era curta demais para ser fiel, e o pecado era doce demais para ser ignorado. Ele saiu da garagem de Djair com o passo leve, já planejando qual seria a próxima vítima de sua insaciável vontade de corromper o que o mundo chamava de "sagrado".

Afinal, na Família Sacana, a única regra era que não havia regras, e o prazer sempre encontrava um caminho, por mais tortuoso e sujo que ele fosse. O sol continuava a brilhar lá fora, indiferente às transgressões que ocorriam nas sombras, enquanto a pequena cidade seguia seu curso, sem imaginar que, por trás de cada portão de garagem, poderia haver um mundo de safadeza esperando para ser descoberto.
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