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uma noite
Fandom: colega de classe
Criado: 12/06/2026
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RomanceDramaAngústiaPsicológicoSombrioPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaCiúmesEstudo de PersonagemRealismo
Suor, Cesta e Outras Baixarias
O ginásio da escola estadual cheirava a uma mistura de desinfetante barato e testosterona acumulada. O som das bolas de basquete quicando contra o verniz desgastado do piso era o único ritmo que importava ali, e Nicolas Farrabras dominava cada batida. Com seus quase um metro e noventa, a pele morena brilhando sob o suor e os cachos curtos grudados na testa, ele parecia uma estátua de sombras em movimento. Nicolas não jogava para se divertir; ele jogava para aniquilar.
Ele parou na linha de três pontos, os olhos escuros e gélidos focados no aro. O mundo poderia acabar em chamas ao redor dele, e Nicolas provavelmente apenas calcularia a trajetória das cinzas para não sujar seu tênis de marca.
— Se errar essa, eu deixo você me pagar um lanche. Se acertar, eu deixo você me beijar no vestiário. Mas tem que ser de língua, porque eu não sou mulher de selinho casto.
A voz de Eduarda ecoou pelas arquibancadas quase vazias, cortando o silêncio fúnebre que Nicolas tanto preservava. Ele não desviou o olhar, mas a mandíbula travou.
Eduarda era o oposto de tudo o que Nicolas considerava suportável. Baixa, com o cabelo cacheado preto batendo nos ombros e curvas que pareciam desenhadas para causar acidentes de trânsito, ela era um caos ambulante. Extrovertida, barulhenta e dona de uma boca que disparava obscenidades com a mesma naturalidade com que alguém comenta sobre o clima.
Nicolas arremessou. A bola descreveu um arco perfeito e caiu suavemente pela rede. *Chuá.*
Ele finalmente se virou, a expressão vazia, a aura pesada e intimidadora que fazia a maioria dos alunos atravessar a rua quando o via.
— Você não cansa de ser um incômodo, Eduarda? — A voz dele era grave, arrastada, como o som de metal sendo polido.
Eduarda saltou da arquibancada com uma agilidade surpreendente, a saia curta do uniforme balançando perigosamente. Ela caminhou até ele com um sorriso atrevido, os olhos brilhando de diversão.
— Incômodo? Nicolas, querido, eu sou o evento principal. Você que é muito ocupado sendo esse poste deprimido e calculista. — Ela parou a centímetros dele, tendo que inclinar a cabeça para trás para encará-lo. — E aí? Eu disse que se acertasse, podia me beijar. Vai amarelar agora, capitão?
Nicolas deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela. Ele era uma parede de músculos frios.
— Eu não me lembro de ter aceitado a aposta — ele sibilou, os olhos descendo por um segundo para os lábios dela antes de voltarem para as orbes castanhas e provocadoras. — E, se eu quisesse te beijar, eu não precisaria de uma cesta. Eu simplesmente faria. Mas você é barulhenta demais. Me dá dor de cabeça.
Eduarda soltou uma risada alta, jogando a cabeça para trás.
— Dor de cabeça ou tesão acumulado? Porque, do jeito que você me olha quando acha que eu não estou vendo, parece que quer me prender contra essa tabela e me fazer esquecer até o meu CPF.
Nicolas sentiu o sangue ferver. A audácia dela era irritante, mas o pior era que ela tinha razão. Ele odiava o jeito que ela falava, odiava como ela era legal com todo mundo — até com os idiotas do terceiro ano — e, acima de tudo, odiava como o corpo dele reagia à proximidade dela. Era uma rivalidade que beirava o doentio. Eles se detestavam, mas o magnetismo era tóxico, uma corda esticada prestes a arrebentar.
— Você fala muita merda para alguém que mal alcança o meu peito — ele disse, a voz baixando um tom, tornando-se perigosa.
— O que me falta em altura, me sobra em raba e em talento com a língua, Farrabras — ela rebateu, dando um tapinha no peito dele. — Quer conferir ou vai continuar calculando o ângulo da minha bunda enquanto eu vou embora?
— Sai daqui, Eduarda. — Ele se virou de costas, pegando a bola de basquete novamente. — Tenho mais o que fazer do que ouvir suas baixarias.
— Tipo o quê? Planejar como dominar o mundo ou como ser o cara mais chato da escola? — Ela começou a caminhar em direção à saída, rebolando de forma acentuada, sabendo exatamente o efeito que causava. — Amanhã tem festa na casa do Leo. Eu vou estar lá. Provavelmente dando para alguém que saiba sorrir.
Nicolas congelou. A ideia de Eduarda com qualquer outro cara daquela escola o enojava de uma forma que ele não conseguia processar logicamente. Ele era um calculista, um estrategista. E, naquele momento, o cálculo dizia que ele estava perdendo o controle.
No dia seguinte, a festa estava no auge. A música eletrônica batia nas paredes de uma mansão no subúrbio, o cheiro de álcool e fumaça impregnando o ar. Nicolas estava encostado em um canto escuro, um copo de plástico na mão, observando a multidão como um predador.
Ele a viu em menos de dois minutos. Eduarda estava no centro da pista, cercada por três caras. Ela usava um top de renda que não escondia quase nada e uma calça jeans tão justa que parecia pintada. Ela ria, jogava o cabelo, e Nicolas viu quando um dos jogadores de futebol colocou a mão na cintura dela.
O copo de plástico na mão de Nicolas se estraçalhou sob a pressão.
Ele caminhou pela pista como um furacão silencioso. As pessoas abriam caminho, intimidadas pela aura sombria que ele emanava. Quando chegou até ela, não pediu licença. Ele segurou o pulso de Eduarda com firmeza, mas sem machucar, e a puxou para longe.
— Ei! Que porra é essa, Nicolas? — ela exclamou, embora houvesse um brilho de triunfo nos olhos.
Ele não respondeu até estarem em um corredor vazio no segundo andar. Ele a empurrou contra a parede, as mãos espalmadas de cada lado da cabeça dela, prendendo-a.
— Você não vai se esfregar naqueles idiotas — ele rosnou, o rosto a centímetros do dela.
— Ah, é? E quem vai me impedir? Você? — Eduarda arqueou uma sobrancelha, o peito subindo e descendo rapidamente. — Você passa o dia me dando patada, fingindo que me odeia, e agora quer dar uma de dono? Me poupa, Farrabras. Vai ler um livro de física ou sei lá o que você faz no seu tempo livre de psicopata.
— Eu não finjo que te odeio — ele disse, a voz vibrando de raiva e desejo. — Eu realmente não suporto você. Você é irritante, vulgar e não tem filtro.
— E você é um babaca frio que se acha melhor que todo mundo! — ela gritou de volta, batendo no peito dele. — Mas está aqui, não está? Com o pau duro só de sentir meu perfume.
Nicolas soltou uma risada seca, desprovida de humor.
— Você é tóxica, sabia?
— E você é o veneno que eu gosto de tomar — ela respondeu, puxando-o pela gola da camisa preta. — Para de calcular as consequências, Nicolas. Só uma vez na sua vida de merda, faz o que você quer fazer desde o primeiro dia de aula.
Ele cedeu. O beijo não foi romântico. Foi uma colisão. Nicolas a beijou com uma fome agressiva, como se quisesse puni-la por existir, enquanto as mãos dele desciam para apertar a cintura dela, puxando-a para cima, para que ela sentisse exatamente o que ela causava nele.
Eduarda soltou um gemido abafado contra a boca dele, as pernas dela circulando a cintura dele instantaneamente. Ela era fogo, e ele era o gelo que estava derretendo rápido demais.
— Eu vou acabar com você — ele sussurrou entre beijos, descendo para o pescoço dela, mordendo a pele macia.
— Tenta a sorte, jogador — ela ofegou, as mãos enterradas nos cachos dele, puxando-os com força. — Mas se for para me destruir, faz direito. Me leva para um quarto e me mostra se esse seu foco todo serve para alguma coisa na cama.
Nicolas a olhou nos olhos por um momento. A frieza ainda estava lá, mas estava misturada com uma possessividade sombria. Ele sabia que aquilo era um erro. Sabia que eles eram incompatíveis, que ela ia espalhar para a escola inteira ou simplesmente zombar dele no dia seguinte. Mas, pela primeira vez, o cálculo não importava.
Ele a carregou pelo corredor, chutando a primeira porta que encontrou aberta.
— Você fala demais, Eduarda — ele disse, jogando-a sobre a cama e começando a tirar o cinto. — Vamos ver se você consegue manter esse ritmo com a boca ocupada.
Eduarda abriu um sorriso largo, lascivo, e se acomodou nos lençóis, desafiadora.
— Demorou, hein, gênio? Achei que ia ter que desenhar um gráfico para você entender o que eu queria.
A porta se fechou com um estrondo, deixando para trás o barulho da festa e dando início a um tipo de rivalidade que nenhuma quadra de basquete seria capaz de conter. Era proibido, era errado, e era exatamente o que ambos precisavam para se sentirem vivos.
Ele parou na linha de três pontos, os olhos escuros e gélidos focados no aro. O mundo poderia acabar em chamas ao redor dele, e Nicolas provavelmente apenas calcularia a trajetória das cinzas para não sujar seu tênis de marca.
— Se errar essa, eu deixo você me pagar um lanche. Se acertar, eu deixo você me beijar no vestiário. Mas tem que ser de língua, porque eu não sou mulher de selinho casto.
A voz de Eduarda ecoou pelas arquibancadas quase vazias, cortando o silêncio fúnebre que Nicolas tanto preservava. Ele não desviou o olhar, mas a mandíbula travou.
Eduarda era o oposto de tudo o que Nicolas considerava suportável. Baixa, com o cabelo cacheado preto batendo nos ombros e curvas que pareciam desenhadas para causar acidentes de trânsito, ela era um caos ambulante. Extrovertida, barulhenta e dona de uma boca que disparava obscenidades com a mesma naturalidade com que alguém comenta sobre o clima.
Nicolas arremessou. A bola descreveu um arco perfeito e caiu suavemente pela rede. *Chuá.*
Ele finalmente se virou, a expressão vazia, a aura pesada e intimidadora que fazia a maioria dos alunos atravessar a rua quando o via.
— Você não cansa de ser um incômodo, Eduarda? — A voz dele era grave, arrastada, como o som de metal sendo polido.
Eduarda saltou da arquibancada com uma agilidade surpreendente, a saia curta do uniforme balançando perigosamente. Ela caminhou até ele com um sorriso atrevido, os olhos brilhando de diversão.
— Incômodo? Nicolas, querido, eu sou o evento principal. Você que é muito ocupado sendo esse poste deprimido e calculista. — Ela parou a centímetros dele, tendo que inclinar a cabeça para trás para encará-lo. — E aí? Eu disse que se acertasse, podia me beijar. Vai amarelar agora, capitão?
Nicolas deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela. Ele era uma parede de músculos frios.
— Eu não me lembro de ter aceitado a aposta — ele sibilou, os olhos descendo por um segundo para os lábios dela antes de voltarem para as orbes castanhas e provocadoras. — E, se eu quisesse te beijar, eu não precisaria de uma cesta. Eu simplesmente faria. Mas você é barulhenta demais. Me dá dor de cabeça.
Eduarda soltou uma risada alta, jogando a cabeça para trás.
— Dor de cabeça ou tesão acumulado? Porque, do jeito que você me olha quando acha que eu não estou vendo, parece que quer me prender contra essa tabela e me fazer esquecer até o meu CPF.
Nicolas sentiu o sangue ferver. A audácia dela era irritante, mas o pior era que ela tinha razão. Ele odiava o jeito que ela falava, odiava como ela era legal com todo mundo — até com os idiotas do terceiro ano — e, acima de tudo, odiava como o corpo dele reagia à proximidade dela. Era uma rivalidade que beirava o doentio. Eles se detestavam, mas o magnetismo era tóxico, uma corda esticada prestes a arrebentar.
— Você fala muita merda para alguém que mal alcança o meu peito — ele disse, a voz baixando um tom, tornando-se perigosa.
— O que me falta em altura, me sobra em raba e em talento com a língua, Farrabras — ela rebateu, dando um tapinha no peito dele. — Quer conferir ou vai continuar calculando o ângulo da minha bunda enquanto eu vou embora?
— Sai daqui, Eduarda. — Ele se virou de costas, pegando a bola de basquete novamente. — Tenho mais o que fazer do que ouvir suas baixarias.
— Tipo o quê? Planejar como dominar o mundo ou como ser o cara mais chato da escola? — Ela começou a caminhar em direção à saída, rebolando de forma acentuada, sabendo exatamente o efeito que causava. — Amanhã tem festa na casa do Leo. Eu vou estar lá. Provavelmente dando para alguém que saiba sorrir.
Nicolas congelou. A ideia de Eduarda com qualquer outro cara daquela escola o enojava de uma forma que ele não conseguia processar logicamente. Ele era um calculista, um estrategista. E, naquele momento, o cálculo dizia que ele estava perdendo o controle.
No dia seguinte, a festa estava no auge. A música eletrônica batia nas paredes de uma mansão no subúrbio, o cheiro de álcool e fumaça impregnando o ar. Nicolas estava encostado em um canto escuro, um copo de plástico na mão, observando a multidão como um predador.
Ele a viu em menos de dois minutos. Eduarda estava no centro da pista, cercada por três caras. Ela usava um top de renda que não escondia quase nada e uma calça jeans tão justa que parecia pintada. Ela ria, jogava o cabelo, e Nicolas viu quando um dos jogadores de futebol colocou a mão na cintura dela.
O copo de plástico na mão de Nicolas se estraçalhou sob a pressão.
Ele caminhou pela pista como um furacão silencioso. As pessoas abriam caminho, intimidadas pela aura sombria que ele emanava. Quando chegou até ela, não pediu licença. Ele segurou o pulso de Eduarda com firmeza, mas sem machucar, e a puxou para longe.
— Ei! Que porra é essa, Nicolas? — ela exclamou, embora houvesse um brilho de triunfo nos olhos.
Ele não respondeu até estarem em um corredor vazio no segundo andar. Ele a empurrou contra a parede, as mãos espalmadas de cada lado da cabeça dela, prendendo-a.
— Você não vai se esfregar naqueles idiotas — ele rosnou, o rosto a centímetros do dela.
— Ah, é? E quem vai me impedir? Você? — Eduarda arqueou uma sobrancelha, o peito subindo e descendo rapidamente. — Você passa o dia me dando patada, fingindo que me odeia, e agora quer dar uma de dono? Me poupa, Farrabras. Vai ler um livro de física ou sei lá o que você faz no seu tempo livre de psicopata.
— Eu não finjo que te odeio — ele disse, a voz vibrando de raiva e desejo. — Eu realmente não suporto você. Você é irritante, vulgar e não tem filtro.
— E você é um babaca frio que se acha melhor que todo mundo! — ela gritou de volta, batendo no peito dele. — Mas está aqui, não está? Com o pau duro só de sentir meu perfume.
Nicolas soltou uma risada seca, desprovida de humor.
— Você é tóxica, sabia?
— E você é o veneno que eu gosto de tomar — ela respondeu, puxando-o pela gola da camisa preta. — Para de calcular as consequências, Nicolas. Só uma vez na sua vida de merda, faz o que você quer fazer desde o primeiro dia de aula.
Ele cedeu. O beijo não foi romântico. Foi uma colisão. Nicolas a beijou com uma fome agressiva, como se quisesse puni-la por existir, enquanto as mãos dele desciam para apertar a cintura dela, puxando-a para cima, para que ela sentisse exatamente o que ela causava nele.
Eduarda soltou um gemido abafado contra a boca dele, as pernas dela circulando a cintura dele instantaneamente. Ela era fogo, e ele era o gelo que estava derretendo rápido demais.
— Eu vou acabar com você — ele sussurrou entre beijos, descendo para o pescoço dela, mordendo a pele macia.
— Tenta a sorte, jogador — ela ofegou, as mãos enterradas nos cachos dele, puxando-os com força. — Mas se for para me destruir, faz direito. Me leva para um quarto e me mostra se esse seu foco todo serve para alguma coisa na cama.
Nicolas a olhou nos olhos por um momento. A frieza ainda estava lá, mas estava misturada com uma possessividade sombria. Ele sabia que aquilo era um erro. Sabia que eles eram incompatíveis, que ela ia espalhar para a escola inteira ou simplesmente zombar dele no dia seguinte. Mas, pela primeira vez, o cálculo não importava.
Ele a carregou pelo corredor, chutando a primeira porta que encontrou aberta.
— Você fala demais, Eduarda — ele disse, jogando-a sobre a cama e começando a tirar o cinto. — Vamos ver se você consegue manter esse ritmo com a boca ocupada.
Eduarda abriu um sorriso largo, lascivo, e se acomodou nos lençóis, desafiadora.
— Demorou, hein, gênio? Achei que ia ter que desenhar um gráfico para você entender o que eu queria.
A porta se fechou com um estrondo, deixando para trás o barulho da festa e dando início a um tipo de rivalidade que nenhuma quadra de basquete seria capaz de conter. Era proibido, era errado, e era exatamente o que ambos precisavam para se sentirem vivos.
