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Fandom: Record of ragnarok

Criado: 12/06/2026

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O Trono de Marfim e Sangue

As luzes de Helheim sempre possuíam um tom violáceo e melancólico, mas dentro dos aposentos privados de Hades, o rei do submundo, o ambiente era de uma sofisticação absoluta. O silêncio era a música favorita daquele palácio, interrompido apenas pelo som rítmico dos passos de Hades enquanto ele caminhava pelos corredores de mármore negro. Ele havia acabado de retornar de uma reunião exaustiva com os juízes dos mortos, e sua mente, geralmente focada em deveres e estratégias, estava fixada em apenas uma pessoa.

Hades abriu as portas duplas de seu quarto com a elegância de quem governa o próprio destino. Seus olhos heterocromáticos percorreram o ambiente até pararem na cama monumental. Lá, deitado de bruços, estava o Primeiro Imperador da China. Qin Shi Huang parecia uma visão de puro deboche e beleza; ele não usava suas túnicas imperiais ou sua armadura, vestindo apenas uma camisa de seda branca pertencente a Hades. A peça era excessivamente grande para ele, cobrindo seu tronco, mas deixando suas coxas e o resto de suas pernas à mostra, contrastando com os lençóis escuros.

O imperador parecia distraído, talvez perdido em algum pensamento sobre sua própria grandeza, ou simplesmente desfrutando do conforto que o reino dos mortos lhe proporcionava. Hades, movido por um impulso de possessividade e diversão rara, aproximou-se sem fazer o menor ruído. Com um movimento rápido e firme, ele segurou Qin pelo tornozelo e o puxou bruscamente para o pé da cama.

— Ah! — Qin soltou um grito agudo, o susto quebrando sua fachada de serenidade imperial enquanto suas mãos tentavam se agarrar aos lençóis. — Mas que audácia é essa?! Quem ousa tocar no Rei onde ele se senta?!

Hades não respondeu imediatamente com palavras. Ele manteve o aperto firme, mas seus olhos brilharam com um afeto perigoso. Ele se ajoelhou diante dos pés de Qin e, ignorando os protestos indignados do humano, depositou um beijo lento e reverente no peito do pé do imperador.

— Onde você se senta é o seu trono, Qin — murmurou Hades, sua voz vibrando com um tom grave que fez o imperador estremecer. — Mas aqui, nesta cama, o território é meu.

Hades começou a subir uma trilha de beijos ardentes pela panturrilha de Qin, sentindo a pele macia sob seus lábios. Qin, que inicialmente pretendia proferir algum insulto arrogante, sentiu sua respiração falhar. A sinestesia toque-espelho de Qin, que outrora fora sua maldição, agora servia como um amplificador de prazer quando o toque vinha de Hades. Ele sentia cada pressão, cada calor da boca do deus como se fosse um incêndio se espalhando por seu sistema nervoso.

Quando Hades alcançou a parte interna das coxas de Qin, a resistência do imperador desmoronou em suspiros pesados. O deus do submundo não hesitou; ele mergulhou o rosto na virilha do chinês, usando a língua com uma precisão estratégica que faria qualquer exército se render. Qin arqueou as costas, as unhas cravando-se nos lençóis, enquanto o prazer subia por sua espinha. Ele estava prestes a atingir o ápice, sua mente nublada pela luxúria, quando Hades parou abruptamente.

— Espere... — Qin ofegou, seus olhos vendados procurando por Hades, mesmo que a venda estivesse em algum lugar no chão. — Não pare agora, seu deus insolente!

Hades deu um sorriso de canto, a expressão de quem tinha o controle total da situação. Sem dizer uma palavra, ele mudou sua posição, puxando o corpo de Qin para que ele ficasse em uma posição ainda mais vulnerável. O deus então desceu seu foco para a entrada apertada e trêmula do imperador, usando sua língua para explorar o lugar com uma luxúria que beirava a adoração.

Qin Shi Huang sentiu um choque percorrer seu corpo. Ele começou a tremer incontrolavelmente, as pernas bambas enquanto o prazer o atingia em ondas avassaladoras. Ele era um rei, um homem que unificou nações, mas ali, sob o toque de Hades, ele era apenas um homem sendo levado ao limite da sanidade.

Hades levantou-se, sua figura imponente dominando a visão de Qin. Ele desabotoou as calças com calma, revelando sua masculinidade pulsante. Sem aviso prévio e sem mais preliminares, ele se posicionou e entrou em Qin com uma estocada profunda e poderosa.

— Aahhh! — O grito de Qin foi uma mistura de dor inicial e um prazer tão intenso que beirava o insuportável. Lágrimas involuntárias escaparam de seus olhos, escorrendo por suas bochechas enquanto ele tentava processar a sensação de ser preenchido de forma tão absoluta por um deus.

O ritmo de Hades era implacável. Cada estocada era como um decreto real, reafirmando sua conexão e seu poder sobre o homem abaixo dele. Qin, em meio ao êxtase e ao cansaço de uma batalha de sentidos, sentiu sua consciência vacilar. O prazer era tão denso que seu cérebro simplesmente desligou por alguns instantes, e ele desmaiou, o corpo ficando momentaneamente inerte sob o deus.

Hades parou por um segundo, sentindo o peso do corpo de Qin. Ele aproximou-se do ouvido do imperador e sussurrou seu nome, dando tapinhas leves em seu rosto para trazê-lo de volta.

— Acorde, meu rei. Eu ainda não terminei com você.

Qin abriu os olhos lentamente, a visão turva, apenas para ver Hades se retirando dele. Antes que pudesse protestar, Hades o puxou para cima e, com uma mão segurando o maxilar de Qin, liberou seu sêmen diretamente na boca do imperador.

— Engula — ordenou Hades, o tom de comando não deixando espaço para discussões.

Qin, ainda recuperando os sentidos, obedeceu. Ele engoliu o líquido quente e espesso, e então, com um traço de sua arrogância habitual retornando mesmo naquele estado, ele estendeu a língua para mostrar a Hades que havia cumprido a ordem, um desafio brilhando em seus olhos úmidos.

Hades não deu tempo para descanso. Ele virou Qin novamente, possuindo-o com ainda mais ferocidade. O som da carne batendo contra a carne ecoava pelo quarto luxuoso. Qin gritava o nome de Hades, o orgulho de imperador agora transformado em uma súplica por mais. Quando Hades finalmente atingiu seu limite, ele se descarregou profundamente dentro de Qin, uma quantidade tão vasta que o imperador sentiu seu ventre ficar levemente estufado pelo calor do sêmen divino.

Hades retirou-se e deitou ao lado dele por alguns instantes, ambos recuperando o fôlego. Qin, tentando manter o que restava de sua dignidade imperial, fez menção de se levantar para ir ao banheiro. No entanto, assim que seus pés tocaram o chão frio, ele sentiu o sêmen quente escorrendo por suas coxas. Suas pernas fraquejaram imediatamente.

— Hao... — ele murmurou, uma tentativa falha de dizer que estava tudo bem, antes de começar a cair.

Antes que ele pudesse atingir o chão, Hades o segurou. O deus o levantou nos braços como se Qin não pesasse absolutamente nada, carregando-o em direção à sala de banho. Com uma delicadeza que contrastava com a violência do ato anterior, Hades lavou o corpo de Qin, limpando cada rastro da luxúria que haviam compartilhado.

De volta ao quarto, Hades entregou a Qin uma nova camisa, idêntica à anterior, mas limpa e seca. Eles se acomodaram na cama monumental. Qin, recuperado e com seu carisma habitual voltando a brilhar, pegou um livro de história antiga que estava na cabeceira, recostando-se nos travesseiros de seda.

Hades, por sua vez, não parecia interessado em leitura. Ele se aproximou de Qin, deitando a cabeça perto do ombro do imperador, e começou a distribuir beijos suaves por seu pescoço, ombros e braços.

— Você é muito carente para um Rei do Submundo — comentou Qin, sem tirar os olhos das páginas, embora um sorriso satisfeito brincasse em seus lábios.

— E você é muito arrogante para alguém que acabou de implorar pelo meu nome — rebateu Hades, beijando a curva da orelha de Qin.

— Eu não implorei — mentiu Qin descaradamente, virando a página. — Eu apenas dei permissão para que você me satisfizesse.

Hades riu baixo, um som que vibrou no peito de Qin através da sinestesia. Ele continuou seus beijos, apreciando a paz daquele momento. Ali, entre as sombras de Helheim e o calor daqueles lençóis, não havia deuses ou humanos, vencedores ou vencidos. Havia apenas dois soberanos que, em meio ao caos do Ragnarok, haviam encontrado um trono que poderiam compartilhar.

Qin Shi Huang fechou o livro por um momento, sentindo o carinho persistente de Hades. Ele se permitiu relaxar completamente, sabendo que, embora o mundo lá fora pudesse exigir sua força e sua máscara de imperador invencível, ali ele podia ser apenas Qin, o homem que encontrou seu igual no senhor dos mortos.

— Hades — chamou Qin em voz baixa.

— Sim?

— Não pare. O Rei ordena que você continue com esses beijos.

Hades sorriu contra a pele dele, atendendo ao comando com prazer, enquanto o silêncio do palácio voltava a ser preenchido apenas pelo som suave de suas respirações unidas.
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