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só amigas, né? (meichae)
Fandom: KATSEYE
Criado: 12/06/2026
Tags
RomanceDramaFatias de VidaFofuraAngústiaCenário CanônicoEstudo de PersonagemOrientação Mista
Ecos de um Aplauso e Silêncios no Caminho
As luzes do palco ainda pareciam brilhar sob as pálpebras de Megan enquanto ela atravessava o corredor estreito que levava à saída da arena. O som dos gritos dos fãs ainda ecoava em seus ouvidos, uma mistura de adrenalina e exaustão que fazia seu sangue pulsar. Ela deu um passo saltitante, girando para trás para encarar as outras integrantes do KATSEYE.
— Gente, vocês viram aquela energia no final de "Debut"? — Megan exclamou, o sorriso largo iluminando seu rosto claro. — Eu juro que quase perdi o fôlego, mas o público simplesmente não parava!
— Foi surreal — concordou Sophia, limpando uma gota de suor da testa com elegância, mesmo após duas horas de coreografias intensas. — Vocês foram incríveis. A harmonia estava perfeita hoje.
Daniela, que vinha logo atrás, soltou uma risada alta e passou o braço pelos ombros de Sophia, puxando-a para perto de forma brincalhona.
— "Incríveis" é pouco, Soph. Nós fomos lendárias! — Daniela piscou para a líder, seus olhos brilhando com aquela energia contagiante que sempre parecia dobrar após um show. — Mas agora, a única coisa que eu quero é o banco confortável daquela van e talvez um lanche gigante.
Sophia riu, permitindo-se ser guiada pelo toque de Daniela, embora sentisse aquele frio familiar no estômago. Ela era bissexual e sabia muito bem o que aquele aperto no ombro significava para o seu coração, mas Daniela sempre se declarava hétero nas entrevistas, o que fazia Sophia guardar seus sentimentos em uma caixinha trancada a sete chaves.
— Comida primeiro, sono depois — murmurou Lara, ajustando o casaco sobre os ombros. Ela caminhava ao lado de Manon, observando a forma como a luz do corredor refletia nos traços delicados da amiga.
Lara nunca teve medo de quem era. Sendo queer, ela lidava com seus sentimentos de forma direta, mas Manon... Manon era um enigma. A morena de beleza escultural sempre dizia ser hétero, mas Lara via os olhares que recebia quando ninguém estava prestando atenção.
— Você está muito quieta, Manon — observou Lara, baixando o tom de voz. — O show não foi bom para você?
Manon sorriu, um daqueles sorrisos que pareciam desarmar qualquer defesa de Lara.
— Foi maravilhoso, Lara. Só estou... processando. Às vezes parece um sonho, sabe? — Manon tocou levemente o braço de Lara enquanto caminhavam. — Fico feliz que você estivesse lá do meu lado na ponte da música. Você me dá segurança.
Lara sentiu as bochechas esquentarem, mas antes que pudesse responder, o grupo chegou à porta de saída, onde os seguranças já as aguardavam para escoltá-las até a van preta de vidros fumê.
No final da fila, Yoonchae caminhava em silêncio. Ela era a imagem da serenidade, mas por dentro, seu coração era um tumulto. Ela observava Megan à frente, gesticulando animadamente enquanto conversava com os seguranças. Yoonchae admirava a extroversão de Megan, a forma como ela parecia pertencer a qualquer lugar onde estivesse. Ela mesma se sentia pequena e reservada, guardando para si o segredo de sua bissexualidade e a paixão avassaladora que sentia pela garota de sorriso cativante à sua frente.
— Ei, Yoonie! — Megan parou subitamente, esperando a mais nova se aproximar. — Você está bem? Ficou calada desde que saímos do palco. Não me diga que a nossa "maknae" oficial está ficando sem bateria?
Megan tentou soar brincalhona, mas sua voz carregava uma preocupação genuína. Ela queria abraçar Yoonchae, queria dizer o quanto ela estava linda sob os holofotes, mas a insegurança sempre vencia. Megan era mestre em esconder seus sentimentos atrás de piadas e risadas.
— Estou bem, Megan-unnie — respondeu Yoonchae com um sorriso doce e tímido. — Só estou um pouco cansada. Mas foi um show incrível, não foi?
— O melhor até agora — Megan disse, diminuindo o passo para caminhar lado a lado com ela. — Você arrasou naquele solo de dança. Eu quase esqueci meu próprio passo só de te olhar.
Yoonchae sentiu o rosto queimar.
— Obrigada. Você também foi... vibrante. Como sempre.
As duas entraram na van logo após as outras. O interior do veículo era espaçoso, com bancos de couro confortáveis e luzes LED suaves em tons de azul e roxo. Daniela e Sophia se acomodaram no banco do fundo, dividindo um fone de ouvido. Lara e Manon ocuparam a fila do meio, enquanto Megan e Yoonchae sentaram-se logo atrás do motorista.
O motor deu partida, e o silêncio da noite da cidade começou a deslizar pelas janelas.
— Finalmente — suspirou Daniela, encostando a cabeça no ombro de Sophia. — Se eu não tirar essas botas nos próximos cinco minutos, eu vou morrer.
— Não exagera, Dani — Sophia riu, mas não se afastou. Pelo contrário, ela inclinou a cabeça levemente para sentir o perfume de Daniela. — Mas concordo, o descanso é merecido.
Daniela fechou os olhos, sentindo o conforto do ombro de Sophia. Ela se dizia hétero para o mundo, talvez até para si mesma em dias de negação, mas ali, no escuro da van, ela sabia que não havia outro lugar onde preferia estar. Ela amava a forma como Sophia cuidava de todas, a forma como sua voz acalmava qualquer tempestade. "É só amizade", ela repetia mentalmente, embora seu coração batesse em um ritmo que nada tinha a ver com platônico.
No banco da frente, o clima era diferente. Manon olhava para a janela, mas seu reflexo permitia que ela visse Lara.
— Lara? — chamou Manon em um sussurro.
— Oi?
— Você acha que... as pessoas percebem? — Manon perguntou, a voz carregada de uma vulnerabilidade rara.
Lara franziu a testa, virando-se para ela.
— Percebem o quê, Manon?
— O quanto somos próximas. O quanto eu... — Manon parou, mordendo o lábio inferior. Ela ainda não estava pronta para admitir que sua heterossexualidade era uma fachada, nem mesmo para a garota por quem estava apaixonada. — O quanto eu valorizo sua amizade.
Lara sentiu uma pontada de decepção com a palavra "amizade", mas forçou um sorriso.
— Elas veem que temos uma conexão especial, Manon. E isso é bom. No palco e fora dele.
Manon assentiu, pegando a mão de Lara e entrelaçando seus dedos. Foi um gesto rápido, quase impulsivo, mas que fez o mundo de Lara parar por um segundo.
— É — sussurrou Manon. — Especial.
Enquanto isso, Megan tentava manter a atmosfera leve entre ela e Yoonchae. Ela abriu um pacote de salgadinhos que encontrara no compartimento da van e ofereceu à coreana.
— Quer um? É de queijo.
Yoonchae aceitou um, seus dedos roçando levemente nos de Megan no processo. O toque elétrico fez Megan quase derrubar o pacote.
— Então, Yoonie — começou Megan, tentando recuperar a compostura —, qual foi sua parte favorita do show? Além de me ver brilhar, é claro.
Yoonchae soltou uma risadinha adorável, o tipo de som que Megan queria gravar e ouvir em loop.
— Você é tão convencida — brincou Yoonchae. — Mas, para ser honesta, minha parte favorita foi o final. Quando todas nos demos as mãos para agradecer. Eu senti que... estamos exatamente onde deveríamos estar.
Megan olhou para Yoonchae e, por um momento, a máscara de brincalhona caiu. Seus olhos castanhos expressivos encontraram os de Yoonchae, e a profundidade do que sentia pareceu transbordar.
— Eu também sinto isso — Megan disse suavemente. — Especialmente quando estou perto de você.
O silêncio que se seguiu não foi desconfortável, mas sim carregado de palavras não ditas. Yoonchae sentiu o coração disparar. Megan estava flertando? Ou era apenas o jeito extrovertido dela? A dúvida era sua maior inimiga. Ela queria dizer a Megan que passava horas ensaiando apenas para impressioná-la, que cada sorriso que dava no palco era direcionado a ela. Mas o medo de quebrar a harmonia do grupo e a dificuldade em se assumir a impediam.
— Megan-unnie... — Yoonchae começou, mas a van passou por um solavanco, fazendo-a inclinar-se para o lado de Megan.
Megan agiu por instinto, colocando o braço ao redor de Yoonchae para segurá-la.
— Opa! Te peguei — disse Megan, a voz agora um pouco mais rouca.
Yoonchae não se afastou imediatamente. Ela se permitiu ficar ali, apoiada no ombro de Megan por alguns segundos a mais do que o necessário. O calor que emanava de Megan era reconfortante, um porto seguro após o caos do show.
— Obrigada — murmurou Yoonchae, finalmente se endireitando, embora seu rosto estivesse intensamente corado.
Megan sorriu de canto, sentindo uma coragem repentina.
— Sabe, Yoonie... a gente podia fazer algo só nós duas amanhã. No dia de folga. Ir a algum café escondido onde ninguém nos reconheça. O que acha?
Yoonchae olhou para ela, os olhos brilhando com uma mistura de surpresa e esperança.
— Eu adoraria. De verdade.
No fundo da van, Sophia observava a interação das duas pelo espelho retrovisor interno e sorriu discretamente. Ela conhecia aqueles olhares. Ela vivia um olhar parecido toda vez que Daniela ria de uma de suas piadas bobas.
Daniela, sentindo o olhar de Sophia, abriu um olho e sorriu preguiçosamente.
— O que foi, Soph? Por que está sorrindo para o nada?
— Nada — respondeu Sophia, inclinando-se para depositar um beijo casto na bochecha de Daniela, um gesto que poderia ser interpretado como "irmandade", mas que fez o coração de ambas errar a batida. — Só estou feliz por estarmos juntas.
— Eu também — admitiu Daniela, fechando os olhos novamente e segurando a mão de Sophia com força.
A van seguiu pelas ruas iluminadas de Seul, carregando seis jovens mulheres ligadas pelo talento, pela fama e por uma teia complexa de sentimentos que ainda buscavam nomes. Entre o brilho das luzes da cidade e as sombras do interior do veículo, o KATSEYE não era apenas um grupo global de sucesso; eram corações humanos tentando encontrar coragem para serem quem realmente eram, um passo de cada vez, uma canção de cada vez.
Lara olhou para Manon, que agora cochilava com a cabeça encostada no vidro. Ela se prometeu que, um dia, não haveria mais dúvidas. Mas, por aquela noite, o silêncio e a proximidade eram o suficiente.
A jornada estava apenas começando, e os aplausos do público eram apenas o ruído de fundo para a verdadeira melodia que tocava entre elas.
— Gente, vocês viram aquela energia no final de "Debut"? — Megan exclamou, o sorriso largo iluminando seu rosto claro. — Eu juro que quase perdi o fôlego, mas o público simplesmente não parava!
— Foi surreal — concordou Sophia, limpando uma gota de suor da testa com elegância, mesmo após duas horas de coreografias intensas. — Vocês foram incríveis. A harmonia estava perfeita hoje.
Daniela, que vinha logo atrás, soltou uma risada alta e passou o braço pelos ombros de Sophia, puxando-a para perto de forma brincalhona.
— "Incríveis" é pouco, Soph. Nós fomos lendárias! — Daniela piscou para a líder, seus olhos brilhando com aquela energia contagiante que sempre parecia dobrar após um show. — Mas agora, a única coisa que eu quero é o banco confortável daquela van e talvez um lanche gigante.
Sophia riu, permitindo-se ser guiada pelo toque de Daniela, embora sentisse aquele frio familiar no estômago. Ela era bissexual e sabia muito bem o que aquele aperto no ombro significava para o seu coração, mas Daniela sempre se declarava hétero nas entrevistas, o que fazia Sophia guardar seus sentimentos em uma caixinha trancada a sete chaves.
— Comida primeiro, sono depois — murmurou Lara, ajustando o casaco sobre os ombros. Ela caminhava ao lado de Manon, observando a forma como a luz do corredor refletia nos traços delicados da amiga.
Lara nunca teve medo de quem era. Sendo queer, ela lidava com seus sentimentos de forma direta, mas Manon... Manon era um enigma. A morena de beleza escultural sempre dizia ser hétero, mas Lara via os olhares que recebia quando ninguém estava prestando atenção.
— Você está muito quieta, Manon — observou Lara, baixando o tom de voz. — O show não foi bom para você?
Manon sorriu, um daqueles sorrisos que pareciam desarmar qualquer defesa de Lara.
— Foi maravilhoso, Lara. Só estou... processando. Às vezes parece um sonho, sabe? — Manon tocou levemente o braço de Lara enquanto caminhavam. — Fico feliz que você estivesse lá do meu lado na ponte da música. Você me dá segurança.
Lara sentiu as bochechas esquentarem, mas antes que pudesse responder, o grupo chegou à porta de saída, onde os seguranças já as aguardavam para escoltá-las até a van preta de vidros fumê.
No final da fila, Yoonchae caminhava em silêncio. Ela era a imagem da serenidade, mas por dentro, seu coração era um tumulto. Ela observava Megan à frente, gesticulando animadamente enquanto conversava com os seguranças. Yoonchae admirava a extroversão de Megan, a forma como ela parecia pertencer a qualquer lugar onde estivesse. Ela mesma se sentia pequena e reservada, guardando para si o segredo de sua bissexualidade e a paixão avassaladora que sentia pela garota de sorriso cativante à sua frente.
— Ei, Yoonie! — Megan parou subitamente, esperando a mais nova se aproximar. — Você está bem? Ficou calada desde que saímos do palco. Não me diga que a nossa "maknae" oficial está ficando sem bateria?
Megan tentou soar brincalhona, mas sua voz carregava uma preocupação genuína. Ela queria abraçar Yoonchae, queria dizer o quanto ela estava linda sob os holofotes, mas a insegurança sempre vencia. Megan era mestre em esconder seus sentimentos atrás de piadas e risadas.
— Estou bem, Megan-unnie — respondeu Yoonchae com um sorriso doce e tímido. — Só estou um pouco cansada. Mas foi um show incrível, não foi?
— O melhor até agora — Megan disse, diminuindo o passo para caminhar lado a lado com ela. — Você arrasou naquele solo de dança. Eu quase esqueci meu próprio passo só de te olhar.
Yoonchae sentiu o rosto queimar.
— Obrigada. Você também foi... vibrante. Como sempre.
As duas entraram na van logo após as outras. O interior do veículo era espaçoso, com bancos de couro confortáveis e luzes LED suaves em tons de azul e roxo. Daniela e Sophia se acomodaram no banco do fundo, dividindo um fone de ouvido. Lara e Manon ocuparam a fila do meio, enquanto Megan e Yoonchae sentaram-se logo atrás do motorista.
O motor deu partida, e o silêncio da noite da cidade começou a deslizar pelas janelas.
— Finalmente — suspirou Daniela, encostando a cabeça no ombro de Sophia. — Se eu não tirar essas botas nos próximos cinco minutos, eu vou morrer.
— Não exagera, Dani — Sophia riu, mas não se afastou. Pelo contrário, ela inclinou a cabeça levemente para sentir o perfume de Daniela. — Mas concordo, o descanso é merecido.
Daniela fechou os olhos, sentindo o conforto do ombro de Sophia. Ela se dizia hétero para o mundo, talvez até para si mesma em dias de negação, mas ali, no escuro da van, ela sabia que não havia outro lugar onde preferia estar. Ela amava a forma como Sophia cuidava de todas, a forma como sua voz acalmava qualquer tempestade. "É só amizade", ela repetia mentalmente, embora seu coração batesse em um ritmo que nada tinha a ver com platônico.
No banco da frente, o clima era diferente. Manon olhava para a janela, mas seu reflexo permitia que ela visse Lara.
— Lara? — chamou Manon em um sussurro.
— Oi?
— Você acha que... as pessoas percebem? — Manon perguntou, a voz carregada de uma vulnerabilidade rara.
Lara franziu a testa, virando-se para ela.
— Percebem o quê, Manon?
— O quanto somos próximas. O quanto eu... — Manon parou, mordendo o lábio inferior. Ela ainda não estava pronta para admitir que sua heterossexualidade era uma fachada, nem mesmo para a garota por quem estava apaixonada. — O quanto eu valorizo sua amizade.
Lara sentiu uma pontada de decepção com a palavra "amizade", mas forçou um sorriso.
— Elas veem que temos uma conexão especial, Manon. E isso é bom. No palco e fora dele.
Manon assentiu, pegando a mão de Lara e entrelaçando seus dedos. Foi um gesto rápido, quase impulsivo, mas que fez o mundo de Lara parar por um segundo.
— É — sussurrou Manon. — Especial.
Enquanto isso, Megan tentava manter a atmosfera leve entre ela e Yoonchae. Ela abriu um pacote de salgadinhos que encontrara no compartimento da van e ofereceu à coreana.
— Quer um? É de queijo.
Yoonchae aceitou um, seus dedos roçando levemente nos de Megan no processo. O toque elétrico fez Megan quase derrubar o pacote.
— Então, Yoonie — começou Megan, tentando recuperar a compostura —, qual foi sua parte favorita do show? Além de me ver brilhar, é claro.
Yoonchae soltou uma risadinha adorável, o tipo de som que Megan queria gravar e ouvir em loop.
— Você é tão convencida — brincou Yoonchae. — Mas, para ser honesta, minha parte favorita foi o final. Quando todas nos demos as mãos para agradecer. Eu senti que... estamos exatamente onde deveríamos estar.
Megan olhou para Yoonchae e, por um momento, a máscara de brincalhona caiu. Seus olhos castanhos expressivos encontraram os de Yoonchae, e a profundidade do que sentia pareceu transbordar.
— Eu também sinto isso — Megan disse suavemente. — Especialmente quando estou perto de você.
O silêncio que se seguiu não foi desconfortável, mas sim carregado de palavras não ditas. Yoonchae sentiu o coração disparar. Megan estava flertando? Ou era apenas o jeito extrovertido dela? A dúvida era sua maior inimiga. Ela queria dizer a Megan que passava horas ensaiando apenas para impressioná-la, que cada sorriso que dava no palco era direcionado a ela. Mas o medo de quebrar a harmonia do grupo e a dificuldade em se assumir a impediam.
— Megan-unnie... — Yoonchae começou, mas a van passou por um solavanco, fazendo-a inclinar-se para o lado de Megan.
Megan agiu por instinto, colocando o braço ao redor de Yoonchae para segurá-la.
— Opa! Te peguei — disse Megan, a voz agora um pouco mais rouca.
Yoonchae não se afastou imediatamente. Ela se permitiu ficar ali, apoiada no ombro de Megan por alguns segundos a mais do que o necessário. O calor que emanava de Megan era reconfortante, um porto seguro após o caos do show.
— Obrigada — murmurou Yoonchae, finalmente se endireitando, embora seu rosto estivesse intensamente corado.
Megan sorriu de canto, sentindo uma coragem repentina.
— Sabe, Yoonie... a gente podia fazer algo só nós duas amanhã. No dia de folga. Ir a algum café escondido onde ninguém nos reconheça. O que acha?
Yoonchae olhou para ela, os olhos brilhando com uma mistura de surpresa e esperança.
— Eu adoraria. De verdade.
No fundo da van, Sophia observava a interação das duas pelo espelho retrovisor interno e sorriu discretamente. Ela conhecia aqueles olhares. Ela vivia um olhar parecido toda vez que Daniela ria de uma de suas piadas bobas.
Daniela, sentindo o olhar de Sophia, abriu um olho e sorriu preguiçosamente.
— O que foi, Soph? Por que está sorrindo para o nada?
— Nada — respondeu Sophia, inclinando-se para depositar um beijo casto na bochecha de Daniela, um gesto que poderia ser interpretado como "irmandade", mas que fez o coração de ambas errar a batida. — Só estou feliz por estarmos juntas.
— Eu também — admitiu Daniela, fechando os olhos novamente e segurando a mão de Sophia com força.
A van seguiu pelas ruas iluminadas de Seul, carregando seis jovens mulheres ligadas pelo talento, pela fama e por uma teia complexa de sentimentos que ainda buscavam nomes. Entre o brilho das luzes da cidade e as sombras do interior do veículo, o KATSEYE não era apenas um grupo global de sucesso; eram corações humanos tentando encontrar coragem para serem quem realmente eram, um passo de cada vez, uma canção de cada vez.
Lara olhou para Manon, que agora cochilava com a cabeça encostada no vidro. Ela se prometeu que, um dia, não haveria mais dúvidas. Mas, por aquela noite, o silêncio e a proximidade eram o suficiente.
A jornada estava apenas começando, e os aplausos do público eram apenas o ruído de fundo para a verdadeira melodia que tocava entre elas.
