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A história de amor entre o fogo e a explosão
Fandom: Boku no Hero Academia. Inazuma Eleven
Criado: 12/06/2026
Tags
RomanceUA (Universo Alternativo)CrossoverAçãoDor/ConfortoEstudo de PersonagemDrama
O Calor do Impacto
O campo de treinamento da U.A. estava silencioso, exceto pelo som rítmico de explosões abafadas e o impacto seco de uma bola de futebol contra o concreto. Bakugou Katsuki não era do tipo que dividia seu espaço. Para ele, o ginásio Gamma era seu santuário de suor e ódio autodirigido, o lugar onde ele transformava sua frustração em poder destrutivo. No entanto, ali estava aquele cara. Novamente.
Gouenji Shuya não gritava. Ele não explodia coisas. Ele apenas se movia com uma elegância irritante, chutando uma bola que parecia envolta em brasas invisíveis. Ele havia chegado à U.A. como parte de um programa de intercâmbio entre atletas de elite e o curso de heróis — uma tentativa da escola de integrar diferentes formas de "disciplina de combate".
Bakugou soltou uma lufada de fumaça pelas narinas, observando Gouenji de longe. O atacante de fogo tinha o colarinho levantado, uma marca registrada que exalava uma arrogância silenciosa que, de alguma forma, conseguia ser mais irritante do que o barulho de Deku.
— Ei, cabelo de espeto! — gritou Bakugou, as palmas das mãos estalando com pequenas faíscas. — Esse campo é para treinamento de combate, não para brincar de chutar latinha!
Gouenji parou a bola com a sola do pé, um movimento fluido e preciso. Ele virou o rosto lentamente, os olhos escuros e afiados encontrando os vermelhos e coléricos de Bakugou. Não houve medo, nem hesitação. Apenas uma calma gélida que parecia desafiar o calor das explosões de Katsuki.
— O futebol é um combate, Bakugou — respondeu Gouenji, sua voz baixa e firme. — Se você não consegue ver a força por trás de um chute, talvez sua visão esteja nublada por toda essa fumaça que você solta.
Bakugou sentiu o sangue ferver. Ninguém falava com ele daquela maneira condescendente.
— O que você disse, seu extra?! — Bakugou avançou, impulsionando-se com uma explosão rápida que o deixou a poucos centímetros do rosto de Gouenji. — Eu posso reduzir essa sua bola a cinzas antes mesmo de ela sair do chão. Você é só um jogadorzinho de merda em um mundo de heróis de verdade.
Gouenji não recuou. Ele manteve o contato visual, a intensidade de seu olhar rivalizando com a agressividade de Bakugou.
— Então prove — disse Gouenji, um meio sorriso quase imperceptível surgindo no canto de sua boca. — Tente me parar. Se você é o número um, uma bola de futebol não deveria ser problema.
Aquele foi o início de algo que nenhum dos dois sabia descrever. O que começou como uma rivalidade puramente agressiva transformou-se em uma rotina diária. Bakugou tentava interceptar os chutes de Gouenji com suas explosões, e Gouenji usava sua agilidade sobre-humana para driblar as detonações, elevando o nível de suas técnicas especiais.
Certa noite, após um treino particularmente exaustivo que deixou ambos ofegantes e cobertos de fuligem, o silêncio do vestiário era pesado. Bakugou estava sentado em um banco, desfazendo as bandagens de suas mãos, sentindo o tremor residual do suor de nitroglicerina.
— Você é persistente — comentou Gouenji, quebrando o silêncio enquanto jogava uma toalha sobre os ombros. — Eu nunca vi ninguém atacar com tanta raiva e, ao mesmo tempo, com tanta precisão.
Bakugou bufou, sem olhar para ele.
— Eu não ataco com raiva. Eu ataco para vencer. Se você não der tudo de si, você morre. É simples assim.
Gouenji sentou-se ao lado dele, mantendo uma distância respeitosa, mas próxima o suficiente para que Bakugou sentisse o calor que emanava do corpo do atleta.
— Eu entendo isso — disse Gouenji suavemente. — Por muito tempo, eu joguei com um peso enorme nos ombros. Pela minha irmã, pelo meu pai... Eu achava que precisava ser perfeito, senão tudo desmoronaria.
Bakugou parou de mexer nas bandagens. Ele conhecia aquele sentimento. O medo de falhar, a pressão de ser o melhor porque qualquer coisa abaixo disso era o mesmo que o fracasso absoluto. Ele olhou de soslaio para Gouenji e viu, pela primeira vez, não um rival arrogante, mas alguém que carregava cicatrizes internas tão profundas quanto as suas.
— Você não é perfeito — resmungou Bakugou, embora o tom não tivesse a agressividade habitual. — Suas técnicas de fogo são lentas às vezes. Mas... você não desiste. Isso é o mínimo que se espera de alguém que presta.
Gouenji soltou uma risada curta, um som raro e genuíno.
— Vindo de você, vou considerar isso um elogio de alto nível.
Semanas se passaram, e a dinâmica entre eles mudou. As explosões de Bakugou não eram mais apenas para intimidar; elas se tornaram um ritmo que acompanhava os chutes de Gouenji. Eles começaram a conversar sobre estratégia, sobre a pressão de ser o centro das atenções e sobre o que significava proteger algo importante.
O momento da virada aconteceu durante um festival esportivo conjunto. Bakugou estava em meio a um combate simulado contra robôs de treinamento quando um mau funcionamento no sistema causou uma sobrecarga. Uma explosão real, não controlada, lançou destroços em direção às arquibancadas onde alguns alunos do intercâmbio estavam.
Sem pensar, Bakugou impulsionou-se para cima, mas estava fora de posição para interceptar o maior pedaço de metal.
— Droga! — ele gritou, estendendo a mão desesperadamente.
De repente, um vulto laranja e branco cruzou o ar. Gouenji saltou, girando o corpo no ar como um redemoinho de chamas.
— Furacão de Fogo! — o grito de Gouenji ecoou pelo estádio.
O chute poderoso atingiu o destroço de metal com tamanha força e calor que o objeto foi vaporizado antes de atingir qualquer pessoa. Gouenji aterrissou com perfeição, o colarinho ainda impecável, enquanto as últimas faíscas de seu chute se dissipavam.
Bakugou pousou logo atrás dele, o coração batendo descompassado. Não era apenas a adrenalina do combate. Era a visão de Gouenji em meio às chamas — a personificação da determinação e do poder que Bakugou tanto respeitava.
Naquela noite, eles se encontraram no telhado dos dormitórios. O céu estava limpo, salpicado de estrelas que pareciam pálidas comparadas ao brilho que ambos carregavam dentro de si.
— Você foi bem hoje — disse Bakugou, encostado na grade. Ele não estava gritando. Ele parecia quase... em paz.
Gouenji aproximou-se, parando ao lado dele. O vento soprava seus cabelos loiros, e por um momento, o silêncio foi confortável.
— Eu só fiz o que precisava ser feito — respondeu Gouenji. Ele virou-se para Bakugou, seus olhos fixos nos dele. — Mas eu não teria chegado a tempo se você não tivesse distraído o núcleo da explosão primeiro. Nós trabalhamos bem juntos, Katsuki.
O uso do primeiro nome fez Bakugou estremecer. Ele queria reclamar, queria dizer para Gouenji não ser tão íntimo, mas as palavras ficaram presas em sua garganta. Ele olhou para as mãos de Gouenji — mãos que controlavam o fogo com a mesma maestria com que ele controlava o campo.
— Por que você não vai embora logo? — perguntou Bakugou, a voz falhando levemente. — O intercâmbio está acabando. Você vai voltar para o seu mundinho de futebol e me deixar aqui com esses idiotas da 1-A.
Gouenji deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. O calor que emanava dele era reconfortante, como uma lareira em uma noite de inverno.
— Eu não quero ir embora — confessou Gouenji em voz baixa. — Pelo menos não sem saber de uma coisa.
Bakugou sentiu o rosto esquentar, e desta vez não era por causa de suas explosões.
— O que, seu idiota?
Gouenji estendeu a mão e, com uma hesitação que raramente demonstrava, tocou o rosto de Bakugou. A pele de Katsuki era áspera, com pequenas cicatrizes de queimaduras, mas para Gouenji, era a coisa mais fascinante do mundo.
— Eu quero saber se esse fogo que eu sinto quando estou perto de você... é recíproco.
Bakugou congelou. Seu instinto inicial era explodir algo, fugir, gritar que era o número um e que não precisava de ninguém. Mas, ao olhar nos olhos de Gouenji, ele viu a mesma solidão que ele sentira por anos. Ele viu a mesma vontade de ser compreendido sem precisar de palavras.
— Você é um idiota arrogante, Gouenji — murmurou Bakugou, fechando os olhos e inclinando-se levemente contra a mão do outro. — Um atacante de merda que acha que pode entrar na minha vida e bagunçar tudo.
— E você é impaciente, agressivo e barulhento — retrucou Gouenji com um sorriso suave.
Bakugou abriu os olhos, a intensidade vermelha brilhando com algo novo.
— Então acho que a gente se merece.
Bakugou agarrou o colarinho da jaqueta de Gouenji e o puxou para baixo com sua força habitual, mas o beijo que se seguiu não foi agressivo. Foi uma colisão de calor e promessa. Tinha o gosto de nitroglicerina e o calor de um incêndio controlado. Era o encontro de dois prodígios que passaram a vida inteira sendo o sol de seus próprios sistemas solares, apenas para descobrirem que podiam brilhar muito mais quando estavam lado a lado.
Quando se separaram, ambos estavam ofegantes. Bakugou limpou a boca com as costas da mão, desviando o olhar, embora não tenha soltado a jaqueta de Gouenji.
— Se você contar para alguém sobre isso, eu te mato — ameaçou Bakugou, mas não havia veneno em suas palavras.
Gouenji riu, passando o braço pela cintura de Bakugou e puxando-o para mais perto.
— Seu segredo está seguro comigo, Katsuki. Mas não espere que eu pegue leve no treino amanhã.
— Eu acabaria com você se pegasse — disse Bakugou, finalmente permitindo-se um sorriso de satisfação.
Eles ficaram ali por um longo tempo, observando as luzes da cidade. Dois fogos que, em vez de se consumirem, encontraram uma maneira de queimar juntos, iluminando o caminho para o que quer que o futuro reservasse para o herói e o atacante. O intercâmbio poderia terminar, mas a explosão que eles criaram juntos estava longe de se apagar.
Gouenji Shuya não gritava. Ele não explodia coisas. Ele apenas se movia com uma elegância irritante, chutando uma bola que parecia envolta em brasas invisíveis. Ele havia chegado à U.A. como parte de um programa de intercâmbio entre atletas de elite e o curso de heróis — uma tentativa da escola de integrar diferentes formas de "disciplina de combate".
Bakugou soltou uma lufada de fumaça pelas narinas, observando Gouenji de longe. O atacante de fogo tinha o colarinho levantado, uma marca registrada que exalava uma arrogância silenciosa que, de alguma forma, conseguia ser mais irritante do que o barulho de Deku.
— Ei, cabelo de espeto! — gritou Bakugou, as palmas das mãos estalando com pequenas faíscas. — Esse campo é para treinamento de combate, não para brincar de chutar latinha!
Gouenji parou a bola com a sola do pé, um movimento fluido e preciso. Ele virou o rosto lentamente, os olhos escuros e afiados encontrando os vermelhos e coléricos de Bakugou. Não houve medo, nem hesitação. Apenas uma calma gélida que parecia desafiar o calor das explosões de Katsuki.
— O futebol é um combate, Bakugou — respondeu Gouenji, sua voz baixa e firme. — Se você não consegue ver a força por trás de um chute, talvez sua visão esteja nublada por toda essa fumaça que você solta.
Bakugou sentiu o sangue ferver. Ninguém falava com ele daquela maneira condescendente.
— O que você disse, seu extra?! — Bakugou avançou, impulsionando-se com uma explosão rápida que o deixou a poucos centímetros do rosto de Gouenji. — Eu posso reduzir essa sua bola a cinzas antes mesmo de ela sair do chão. Você é só um jogadorzinho de merda em um mundo de heróis de verdade.
Gouenji não recuou. Ele manteve o contato visual, a intensidade de seu olhar rivalizando com a agressividade de Bakugou.
— Então prove — disse Gouenji, um meio sorriso quase imperceptível surgindo no canto de sua boca. — Tente me parar. Se você é o número um, uma bola de futebol não deveria ser problema.
Aquele foi o início de algo que nenhum dos dois sabia descrever. O que começou como uma rivalidade puramente agressiva transformou-se em uma rotina diária. Bakugou tentava interceptar os chutes de Gouenji com suas explosões, e Gouenji usava sua agilidade sobre-humana para driblar as detonações, elevando o nível de suas técnicas especiais.
Certa noite, após um treino particularmente exaustivo que deixou ambos ofegantes e cobertos de fuligem, o silêncio do vestiário era pesado. Bakugou estava sentado em um banco, desfazendo as bandagens de suas mãos, sentindo o tremor residual do suor de nitroglicerina.
— Você é persistente — comentou Gouenji, quebrando o silêncio enquanto jogava uma toalha sobre os ombros. — Eu nunca vi ninguém atacar com tanta raiva e, ao mesmo tempo, com tanta precisão.
Bakugou bufou, sem olhar para ele.
— Eu não ataco com raiva. Eu ataco para vencer. Se você não der tudo de si, você morre. É simples assim.
Gouenji sentou-se ao lado dele, mantendo uma distância respeitosa, mas próxima o suficiente para que Bakugou sentisse o calor que emanava do corpo do atleta.
— Eu entendo isso — disse Gouenji suavemente. — Por muito tempo, eu joguei com um peso enorme nos ombros. Pela minha irmã, pelo meu pai... Eu achava que precisava ser perfeito, senão tudo desmoronaria.
Bakugou parou de mexer nas bandagens. Ele conhecia aquele sentimento. O medo de falhar, a pressão de ser o melhor porque qualquer coisa abaixo disso era o mesmo que o fracasso absoluto. Ele olhou de soslaio para Gouenji e viu, pela primeira vez, não um rival arrogante, mas alguém que carregava cicatrizes internas tão profundas quanto as suas.
— Você não é perfeito — resmungou Bakugou, embora o tom não tivesse a agressividade habitual. — Suas técnicas de fogo são lentas às vezes. Mas... você não desiste. Isso é o mínimo que se espera de alguém que presta.
Gouenji soltou uma risada curta, um som raro e genuíno.
— Vindo de você, vou considerar isso um elogio de alto nível.
Semanas se passaram, e a dinâmica entre eles mudou. As explosões de Bakugou não eram mais apenas para intimidar; elas se tornaram um ritmo que acompanhava os chutes de Gouenji. Eles começaram a conversar sobre estratégia, sobre a pressão de ser o centro das atenções e sobre o que significava proteger algo importante.
O momento da virada aconteceu durante um festival esportivo conjunto. Bakugou estava em meio a um combate simulado contra robôs de treinamento quando um mau funcionamento no sistema causou uma sobrecarga. Uma explosão real, não controlada, lançou destroços em direção às arquibancadas onde alguns alunos do intercâmbio estavam.
Sem pensar, Bakugou impulsionou-se para cima, mas estava fora de posição para interceptar o maior pedaço de metal.
— Droga! — ele gritou, estendendo a mão desesperadamente.
De repente, um vulto laranja e branco cruzou o ar. Gouenji saltou, girando o corpo no ar como um redemoinho de chamas.
— Furacão de Fogo! — o grito de Gouenji ecoou pelo estádio.
O chute poderoso atingiu o destroço de metal com tamanha força e calor que o objeto foi vaporizado antes de atingir qualquer pessoa. Gouenji aterrissou com perfeição, o colarinho ainda impecável, enquanto as últimas faíscas de seu chute se dissipavam.
Bakugou pousou logo atrás dele, o coração batendo descompassado. Não era apenas a adrenalina do combate. Era a visão de Gouenji em meio às chamas — a personificação da determinação e do poder que Bakugou tanto respeitava.
Naquela noite, eles se encontraram no telhado dos dormitórios. O céu estava limpo, salpicado de estrelas que pareciam pálidas comparadas ao brilho que ambos carregavam dentro de si.
— Você foi bem hoje — disse Bakugou, encostado na grade. Ele não estava gritando. Ele parecia quase... em paz.
Gouenji aproximou-se, parando ao lado dele. O vento soprava seus cabelos loiros, e por um momento, o silêncio foi confortável.
— Eu só fiz o que precisava ser feito — respondeu Gouenji. Ele virou-se para Bakugou, seus olhos fixos nos dele. — Mas eu não teria chegado a tempo se você não tivesse distraído o núcleo da explosão primeiro. Nós trabalhamos bem juntos, Katsuki.
O uso do primeiro nome fez Bakugou estremecer. Ele queria reclamar, queria dizer para Gouenji não ser tão íntimo, mas as palavras ficaram presas em sua garganta. Ele olhou para as mãos de Gouenji — mãos que controlavam o fogo com a mesma maestria com que ele controlava o campo.
— Por que você não vai embora logo? — perguntou Bakugou, a voz falhando levemente. — O intercâmbio está acabando. Você vai voltar para o seu mundinho de futebol e me deixar aqui com esses idiotas da 1-A.
Gouenji deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. O calor que emanava dele era reconfortante, como uma lareira em uma noite de inverno.
— Eu não quero ir embora — confessou Gouenji em voz baixa. — Pelo menos não sem saber de uma coisa.
Bakugou sentiu o rosto esquentar, e desta vez não era por causa de suas explosões.
— O que, seu idiota?
Gouenji estendeu a mão e, com uma hesitação que raramente demonstrava, tocou o rosto de Bakugou. A pele de Katsuki era áspera, com pequenas cicatrizes de queimaduras, mas para Gouenji, era a coisa mais fascinante do mundo.
— Eu quero saber se esse fogo que eu sinto quando estou perto de você... é recíproco.
Bakugou congelou. Seu instinto inicial era explodir algo, fugir, gritar que era o número um e que não precisava de ninguém. Mas, ao olhar nos olhos de Gouenji, ele viu a mesma solidão que ele sentira por anos. Ele viu a mesma vontade de ser compreendido sem precisar de palavras.
— Você é um idiota arrogante, Gouenji — murmurou Bakugou, fechando os olhos e inclinando-se levemente contra a mão do outro. — Um atacante de merda que acha que pode entrar na minha vida e bagunçar tudo.
— E você é impaciente, agressivo e barulhento — retrucou Gouenji com um sorriso suave.
Bakugou abriu os olhos, a intensidade vermelha brilhando com algo novo.
— Então acho que a gente se merece.
Bakugou agarrou o colarinho da jaqueta de Gouenji e o puxou para baixo com sua força habitual, mas o beijo que se seguiu não foi agressivo. Foi uma colisão de calor e promessa. Tinha o gosto de nitroglicerina e o calor de um incêndio controlado. Era o encontro de dois prodígios que passaram a vida inteira sendo o sol de seus próprios sistemas solares, apenas para descobrirem que podiam brilhar muito mais quando estavam lado a lado.
Quando se separaram, ambos estavam ofegantes. Bakugou limpou a boca com as costas da mão, desviando o olhar, embora não tenha soltado a jaqueta de Gouenji.
— Se você contar para alguém sobre isso, eu te mato — ameaçou Bakugou, mas não havia veneno em suas palavras.
Gouenji riu, passando o braço pela cintura de Bakugou e puxando-o para mais perto.
— Seu segredo está seguro comigo, Katsuki. Mas não espere que eu pegue leve no treino amanhã.
— Eu acabaria com você se pegasse — disse Bakugou, finalmente permitindo-se um sorriso de satisfação.
Eles ficaram ali por um longo tempo, observando as luzes da cidade. Dois fogos que, em vez de se consumirem, encontraram uma maneira de queimar juntos, iluminando o caminho para o que quer que o futuro reservasse para o herói e o atacante. O intercâmbio poderia terminar, mas a explosão que eles criaram juntos estava longe de se apagar.
