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Amor na escola
Fandom: Stefany e Vinícius
Criado: 13/06/2026
Tags
RomanceOmegaversoDor/ConfortoAlmas GêmeasDramaFofura
O Despertar do Lobo
O ar no corredor do Colégio Alvorada estava pesado, carregado com o cheiro de cera de assoalho e o perfume doce das gardênias que cercavam o pátio central. Para Stefany, aquele era apenas mais um dia comum de aula, ou pelo menos deveria ser. Com seus 1,52m de altura, ela se movia com agilidade entre os alunos mais altos, abraçando seus livros contra o peito. Sua pele, de um tom negro iluminado, parecia brilhar sob as luzes fluorescentes, e seus olhos amendoados buscavam o caminho para a biblioteca.
Ela era uma ômega comum, alguém que preferia a tranquilidade do anonimato. No entanto, sua paz foi interrompida por uma mudança súbita na pressão atmosférica do corredor. Um aroma denso, amadeirado e perigosamente quente começou a se sobrepor a todos os outros cheiros. Era o cheiro de terra molhada após a chuva misturado com sândalo. Era o cheiro dele.
Vinícius.
Ele estava encostado nos armários, a poucos metros de distância. Com 1,81m de altura, ele parecia um gigante perto dela. Sua pele estava bronzeada, um dourado profundo que denunciava as horas que passava sob o sol, e seus cabelos castanhos estavam levemente desgrenhados. Vinícius não era apenas um alfa; ele era um alfa lúpus, uma linhagem rara e poderosa que impunha respeito apenas com a presença.
Mas algo estava errado. A postura de Vinícius, geralmente impecável e atlética, estava rígida. Seus dedos apertavam a borda do armário com tanta força que as juntas estavam brancas.
Stefany parou a alguns passos de distância, sentindo um calafrio percorrer sua espinha. O instinto de ômega nela gritava para se afastar, mas algo mais profundo, uma preocupação genuína, a fez permanecer ali.
— Vinícius? — chamou ela, sua voz saindo pequena, mas clara. — Você está bem?
O alfa inclinou a cabeça lentamente. Quando seus olhos encontraram os dela, Stefany sentiu o fôlego fugir. As íris de Vinícius, normalmente castanhas, estavam tomadas por um brilho dourado intenso, a marca inconfundível de um lúpus perdendo o controle para o seu lobo.
— Stefany... — A voz dele saiu como um rosnado baixo, uma vibração que ela sentiu nos próprios ossos. — Saia daqui. Agora.
— Você está queimando de febre — disse ela, ignorando o aviso e dando um passo hesitante à frente. — Precisa ir para a enfermaria. É o seu... é o seu período?
Vinícius soltou uma risada seca, que soou mais como um lamento. O suor escorria por suas têmporas, e o calor que emanava dele era quase palpável. O cio de um alfa lúpus não era algo comum; era uma força da natureza, uma tempestade que devastava tudo o que encontrava pela frente.
— Eu não vou conseguir chegar lá — confessou ele, a voz falhando enquanto ele fechava os olhos com força, tentando lutar contra os instintos que exigiam que ele a tomasse ali mesmo. — O cheiro... o seu cheiro está me enlouquecendo.
Stefany sentiu o rosto esquentar. Ela sabia que, para um alfa naquele estado, até o perfume mais sutil de um ômega comum se tornava um banquete irresistível. Mas o que a surpreendeu foi a intensidade do desejo que viu nos olhos dele. Vinícius sempre fora gentil com ela, o tipo de popular que não se importava em ajudar os outros, mas nunca haviam passado de conversas triviais.
— Me ajuda — pediu ele, a vulnerabilidade em sua voz quebrando a barreira de medo dela.
Sem pensar duas vezes, Stefany se aproximou e passou o braço dele sobre seus ombros. A diferença de altura era cômica; ela mal chegava ao peito dele, e o peso de Vinícius a fazia cambalear. Mas ela era firme.
— Tem uma sala de música no final deste corredor que quase ninguém usa — sussurrou ela, guiando-o. — Vamos.
Eles caminharam penosamente, Vinícius lutando para não desabar sobre ela, enquanto seu lobo interior arranhava a superfície, implorando para marcar aquela pequena criatura que exalava um aroma de baunilha e paz. Quando finalmente entraram na sala e Stefany trancou a porta, o silêncio caiu sobre eles como um cobertor pesado.
Vinícius se deixou escorregar pela parede até o chão, puxando o ar com dificuldade.
— Você devia ter corrido, Stefany — disse ele, a voz carregada de uma urgência sombria. — Você não tem ideia do que eu estou sentindo.
— Eu não ia deixar você sozinho assim — respondeu ela, ajoelhando-se na frente dele. — O que eu posso fazer?
Vinícius estendeu a mão, hesitante, e tocou a bochecha dela com as pontas dos dedos. O contraste entre a mão grande e áspera dele e a pele macia dela era gritante.
— Só fica aqui — ele murmurou, os olhos dourados fixos nos dela. — Perto de mim.
Stefany sentiu o coração disparar. O ambiente estava saturado com os feromônios dele, e suas próprias defesas de ômega começavam a ceder. O desejo dele era como uma onda de calor que a envolvia, prometendo segurança e uma intensidade que ela nunca conhecera.
— Você me deseja? — perguntou ela, a voz mal passando de um sussurro.
— Eu sempre desejei você — confessou Vinícius, a honestidade do cio derrubando todas as suas máscaras. — Mas agora... agora meu lobo decidiu que você é a única. A única que pode me acalmar. A única que eu quero proteger.
Ele a puxou para mais perto, acomodando-a entre suas pernas enquanto ainda estavam sentados no chão. Stefany sentiu-se minúscula nos braços dele, mas pela primeira vez, não se sentiu insignificante. Ela se sentiu o centro do universo de um gigante.
— Vinícius — ela suspirou, sentindo os lábios dele roçarem seu pescoço.
— Por favor, Stefany — ele implorou contra a pele dela. — Deixe-me sentir você.
— Eu estou aqui — respondeu ela, entregando-se ao calor. — Eu não vou a lugar nenhum.
O alfa lúpus soltou um suspiro de alívio que vibrou contra o peito dela. Naquela sala pequena e isolada, o mundo lá fora deixou de existir. Não importava que ele fosse um lúpus e ela uma ômega comum; ali, entre o fogo do cio e a doçura do afeto, eles eram apenas dois jovens descobrindo que, às vezes, o destino usa o instinto para unir o que a alma já havia escolhido.
Vinícius enterrou o rosto na curva do pescoço de Stefany, inalando profundamente.
— Você é tão pequena — ele murmurou, sua voz agora mais suave, embora ainda rouca. — Eu tive tanto medo de te assustar.
— Você não me assusta, Vinícius — disse ela, passando as mãos pelos cabelos dele, sentindo os fios grossos entre os dedos. — Eu sempre vi quem você é de verdade.
— E quem eu sou? — perguntou ele, levantando o rosto para encará-la, o dourado em seus olhos agora misturado com uma ternura profunda.
— Você é o meu alfa — respondeu ela com uma coragem que não sabia que possuía.
Aquelas palavras foram o gatilho final. Vinícius não esperou mais. Ele a beijou com uma fome que vinha de séculos de instinto e meses de desejo reprimido. Era um beijo que reivindicava, que protegia e que prometia que, a partir daquele momento, nada no mundo seria capaz de separá-los.
A escola continuava vibrando com o som do sinal e o movimento dos alunos, mas dentro daquela sala de música, o tempo havia parado. O alfa lúpus havia encontrado seu porto seguro, e a pequena ômega havia encontrado a força que sempre residira em seu coração.
— Promete que vai ficar comigo? — pediu Vinícius, quando se afastaram por um segundo para recuperar o fôlego.
— Para sempre — prometeu Stefany, selando o destino de ambos com um sorriso que iluminou a penumbra da sala.
E ali, sob o calor do sol que entrava pela janela alta e o fogo que ardia em suas veias, eles começaram uma história que desafiaria qualquer hierarquia, unidos pelo laço inquebrável que só um verdadeiro encontro de almas pode criar.
Ela era uma ômega comum, alguém que preferia a tranquilidade do anonimato. No entanto, sua paz foi interrompida por uma mudança súbita na pressão atmosférica do corredor. Um aroma denso, amadeirado e perigosamente quente começou a se sobrepor a todos os outros cheiros. Era o cheiro de terra molhada após a chuva misturado com sândalo. Era o cheiro dele.
Vinícius.
Ele estava encostado nos armários, a poucos metros de distância. Com 1,81m de altura, ele parecia um gigante perto dela. Sua pele estava bronzeada, um dourado profundo que denunciava as horas que passava sob o sol, e seus cabelos castanhos estavam levemente desgrenhados. Vinícius não era apenas um alfa; ele era um alfa lúpus, uma linhagem rara e poderosa que impunha respeito apenas com a presença.
Mas algo estava errado. A postura de Vinícius, geralmente impecável e atlética, estava rígida. Seus dedos apertavam a borda do armário com tanta força que as juntas estavam brancas.
Stefany parou a alguns passos de distância, sentindo um calafrio percorrer sua espinha. O instinto de ômega nela gritava para se afastar, mas algo mais profundo, uma preocupação genuína, a fez permanecer ali.
— Vinícius? — chamou ela, sua voz saindo pequena, mas clara. — Você está bem?
O alfa inclinou a cabeça lentamente. Quando seus olhos encontraram os dela, Stefany sentiu o fôlego fugir. As íris de Vinícius, normalmente castanhas, estavam tomadas por um brilho dourado intenso, a marca inconfundível de um lúpus perdendo o controle para o seu lobo.
— Stefany... — A voz dele saiu como um rosnado baixo, uma vibração que ela sentiu nos próprios ossos. — Saia daqui. Agora.
— Você está queimando de febre — disse ela, ignorando o aviso e dando um passo hesitante à frente. — Precisa ir para a enfermaria. É o seu... é o seu período?
Vinícius soltou uma risada seca, que soou mais como um lamento. O suor escorria por suas têmporas, e o calor que emanava dele era quase palpável. O cio de um alfa lúpus não era algo comum; era uma força da natureza, uma tempestade que devastava tudo o que encontrava pela frente.
— Eu não vou conseguir chegar lá — confessou ele, a voz falhando enquanto ele fechava os olhos com força, tentando lutar contra os instintos que exigiam que ele a tomasse ali mesmo. — O cheiro... o seu cheiro está me enlouquecendo.
Stefany sentiu o rosto esquentar. Ela sabia que, para um alfa naquele estado, até o perfume mais sutil de um ômega comum se tornava um banquete irresistível. Mas o que a surpreendeu foi a intensidade do desejo que viu nos olhos dele. Vinícius sempre fora gentil com ela, o tipo de popular que não se importava em ajudar os outros, mas nunca haviam passado de conversas triviais.
— Me ajuda — pediu ele, a vulnerabilidade em sua voz quebrando a barreira de medo dela.
Sem pensar duas vezes, Stefany se aproximou e passou o braço dele sobre seus ombros. A diferença de altura era cômica; ela mal chegava ao peito dele, e o peso de Vinícius a fazia cambalear. Mas ela era firme.
— Tem uma sala de música no final deste corredor que quase ninguém usa — sussurrou ela, guiando-o. — Vamos.
Eles caminharam penosamente, Vinícius lutando para não desabar sobre ela, enquanto seu lobo interior arranhava a superfície, implorando para marcar aquela pequena criatura que exalava um aroma de baunilha e paz. Quando finalmente entraram na sala e Stefany trancou a porta, o silêncio caiu sobre eles como um cobertor pesado.
Vinícius se deixou escorregar pela parede até o chão, puxando o ar com dificuldade.
— Você devia ter corrido, Stefany — disse ele, a voz carregada de uma urgência sombria. — Você não tem ideia do que eu estou sentindo.
— Eu não ia deixar você sozinho assim — respondeu ela, ajoelhando-se na frente dele. — O que eu posso fazer?
Vinícius estendeu a mão, hesitante, e tocou a bochecha dela com as pontas dos dedos. O contraste entre a mão grande e áspera dele e a pele macia dela era gritante.
— Só fica aqui — ele murmurou, os olhos dourados fixos nos dela. — Perto de mim.
Stefany sentiu o coração disparar. O ambiente estava saturado com os feromônios dele, e suas próprias defesas de ômega começavam a ceder. O desejo dele era como uma onda de calor que a envolvia, prometendo segurança e uma intensidade que ela nunca conhecera.
— Você me deseja? — perguntou ela, a voz mal passando de um sussurro.
— Eu sempre desejei você — confessou Vinícius, a honestidade do cio derrubando todas as suas máscaras. — Mas agora... agora meu lobo decidiu que você é a única. A única que pode me acalmar. A única que eu quero proteger.
Ele a puxou para mais perto, acomodando-a entre suas pernas enquanto ainda estavam sentados no chão. Stefany sentiu-se minúscula nos braços dele, mas pela primeira vez, não se sentiu insignificante. Ela se sentiu o centro do universo de um gigante.
— Vinícius — ela suspirou, sentindo os lábios dele roçarem seu pescoço.
— Por favor, Stefany — ele implorou contra a pele dela. — Deixe-me sentir você.
— Eu estou aqui — respondeu ela, entregando-se ao calor. — Eu não vou a lugar nenhum.
O alfa lúpus soltou um suspiro de alívio que vibrou contra o peito dela. Naquela sala pequena e isolada, o mundo lá fora deixou de existir. Não importava que ele fosse um lúpus e ela uma ômega comum; ali, entre o fogo do cio e a doçura do afeto, eles eram apenas dois jovens descobrindo que, às vezes, o destino usa o instinto para unir o que a alma já havia escolhido.
Vinícius enterrou o rosto na curva do pescoço de Stefany, inalando profundamente.
— Você é tão pequena — ele murmurou, sua voz agora mais suave, embora ainda rouca. — Eu tive tanto medo de te assustar.
— Você não me assusta, Vinícius — disse ela, passando as mãos pelos cabelos dele, sentindo os fios grossos entre os dedos. — Eu sempre vi quem você é de verdade.
— E quem eu sou? — perguntou ele, levantando o rosto para encará-la, o dourado em seus olhos agora misturado com uma ternura profunda.
— Você é o meu alfa — respondeu ela com uma coragem que não sabia que possuía.
Aquelas palavras foram o gatilho final. Vinícius não esperou mais. Ele a beijou com uma fome que vinha de séculos de instinto e meses de desejo reprimido. Era um beijo que reivindicava, que protegia e que prometia que, a partir daquele momento, nada no mundo seria capaz de separá-los.
A escola continuava vibrando com o som do sinal e o movimento dos alunos, mas dentro daquela sala de música, o tempo havia parado. O alfa lúpus havia encontrado seu porto seguro, e a pequena ômega havia encontrado a força que sempre residira em seu coração.
— Promete que vai ficar comigo? — pediu Vinícius, quando se afastaram por um segundo para recuperar o fôlego.
— Para sempre — prometeu Stefany, selando o destino de ambos com um sorriso que iluminou a penumbra da sala.
E ali, sob o calor do sol que entrava pela janela alta e o fogo que ardia em suas veias, eles começaram uma história que desafiaria qualquer hierarquia, unidos pelo laço inquebrável que só um verdadeiro encontro de almas pode criar.
