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Logan
Fandom: Off campus
Criado: 13/06/2026
Tags
RomanceDramaFatias de VidaCenário CanônicoCiúmes
O compasso desafinado do desejo
O corredor do prédio de artes da Briar University estava mergulhado em uma penumbra azulada, cortada apenas pelas luzes de emergência. Elisa Ricordys ajustou a alça da sua bolsa de dança, sentindo cada músculo do corpo protestar após horas de ensaio exaustivo. Ela era a personificação da delicadeza: coque perfeito, postura impecável e uma aura que alternava entre a doçura angelical e uma frieza cortante, dependendo de quem cruzasse seu caminho.
Infelizmente, quem estava cruzando seu caminho naquela noite era o último erro que ela desejava cometer novamente.
— Elisa! Espera, vamos conversar! — A voz de Mark ecoou pelo corredor vazio.
Elisa apressou o passo, o som de suas sapatilhas batendo no chão polido soando como um metrônomo frenético. Mark era persistente, possessivo e, francamente, um tédio que ela já havia descartado semanas atrás. Ele não aceitava o "não" como resposta, e ela não tinha paciência para dramas de ex-namorado quando seus dedos dos pés estavam sangrando.
Ela dobrou a esquina do corredor que levava à ala dos dormitórios masculinos — um atalho perigoso, mas necessário — quando avistou uma silhueta familiar encostada em uma das máquinas de venda automática.
John Logan.
O jogador de hóquei parecia ter acabado de sair do treino. O cabelo castanho estava úmido, a jaqueta do time aberta sobre uma camiseta cinza justa e aquele sorriso de lado que gritava "eu sei que sou irresistível" estava estampado em seu rosto.
— Ora, ora, se não é a minha bailarina favorita fugindo do dever — Logan disse, a voz cheia de um deboche charmoso. — O que foi, Ricordys? Algum cisne negro está te perseguindo?
Elisa parou bruscamente, o coração martelando contra as costelas. Ela ouviu os passos pesados de Mark se aproximando.
— Logan, cala a boca e me ajuda — ela sussurrou, a urgência transparecendo em seus olhos grandes.
Logan arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços fortes sobre o peito. Ele adorava quando ela perdia aquela fachada de gelo.
— Me pedindo ajuda? Isso é novo. Geralmente você me olha como se eu fosse um chiclete grudado no seu sapato de ponta.
— É sério! — Ela se aproximou, olhando por cima do ombro. — O Mark está vindo. Eu não quero falar com ele. Me esconde.
Logan viu o pânico real no rosto dela e, por um segundo, a competitividade e a vontade de perturbá-la deram lugar ao seu instinto protetor, embora ele jamais admitisse isso em voz alta. Ele deu um passo à frente, um brilho travesso e perigoso surgindo em seus olhos.
— Quer se esconder? Tudo bem. Mas vamos fazer do meu jeito.
Antes que Elisa pudesse perguntar o que ele queria dizer, Logan a segurou pela cintura e a prensou contra a parede de tijolos aparentes do corredor. O impacto não foi doloroso, mas a firmeza do corpo dele contra o dela tirou todo o seu fôlego.
— O que você está... — ela começou a protestar.
— Shhh — ele murmurou, o rosto a milímetros do dela. — Deixa que eu cuido disso.
No momento em que Mark dobrou o corredor, Logan colou seus lábios nos de Elisa.
Não foi um beijo de filme romântico, suave e hesitante. Foi um beijo selvagem, possessivo e avassalador. Logan usou seu corpo robusto de atleta para cobrir Elisa completamente, bloqueando qualquer visão que Mark pudesse ter dela. Suas mãos, grandes e quentes, espalmaram-se na parede ao lado da cabeça dela, prendendo-a em um casulo de calor e cheiro de sabonete e adrenalina.
Elisa congelou por um milésimo de segundo. O choque da audácia de Logan percorreu sua espinha. Mas então, o calor da boca dele, a pressão firme e a maneira como ele a envolvia fizeram algo despertar em seu íntimo. Ela subiu as mãos para o peito dele, agarrando o tecido da camiseta cinza, enquanto retribuía o beijo com uma intensidade que surpreendeu até a si mesma.
— Ei! — A voz de Mark soou confusa, a poucos metros de distância. — Vocês viram uma... ah, droga. Foi mal.
Logan não interrompeu o beijo. Ele apenas moveu a mão para a nuca de Elisa, aprofundando o contato, os dedos se perdendo nos fios soltos do coque dela. Ele sentiu a bailarina relaxar contra ele, o corpo pequeno e ágil se moldando perfeitamente ao seu.
O som dos passos de Mark se afastando, apressados e constrangidos, foi quase abafado pelo som do sangue latejando nos ouvidos de Elisa.
Mesmo quando o silêncio retornou ao corredor, Logan não se afastou imediatamente. Ele encostou a testa na dela, ambos respirando com dificuldade. O ar entre eles estava carregado, elétrico, como se uma barreira tivesse sido rompida e não houvesse como consertá-la.
— Ele já foi? — Elisa perguntou, sua voz saindo mais rouca do que ela pretendia.
— Acho que ele foi embora para outra dimensão depois dessa — Logan respondeu com um sorriso convencido, mas seus olhos ainda estavam escuros, focados nos lábios dela. — Você beija muito bem para alguém tão antipática, Ricordys.
Elisa recuperou um pouco de sua postura, embora seu rosto estivesse queimando. Ela o empurrou levemente, mas Logan não se moveu um centímetro.
— Foi técnico — ela mentiu, tentando recompor o fôlego. — Uma atuação necessária. Você é um idiota por ter feito isso, mas... obrigada.
— Técnico? — Logan soltou uma risada curta e anasalada. — Sei. E eu sou o próximo solista do Quebra-Nozes. Admite, bailarina, você estava esperando uma desculpa para me agarrar desde o semestre passado.
Elisa revirou os olhos, recuperando sua máscara de indiferença, embora o coração ainda estivesse em ritmo de allegro.
— Nos seus sonhos, Logan. Você é impulsivo e competitivo demais para o seu próprio bem. Achou que isso era um jogo?
— Se for um jogo, eu acabei de marcar um gol de placa — ele deu um passo para trás, finalmente dando espaço para ela respirar, mas mantendo aquele olhar predatório e encantador. — E você sabe disso.
Elisa ajeitou a bolsa no ombro, tentando ignorar a sensação de formigamento que ainda percorria seu corpo onde Logan a havia tocado.
— Tente não deixar seu ego explodir o prédio de artes antes de amanhã — ela disse, começando a caminhar em direção à saída. — E não pense que isso se repetirá.
Logan observou-a se afastar, admirando a linha graciosa de seus ombros e a determinação em seu passo. Ele sabia que ela estava tentando manter a distância, mas também sabia que o jeito que ela o apertou durante o beijo dizia o contrário.
— A gente se vê no treino de amanhã, Ricordys! — ele gritou pelo corredor. — Vou estar esperando meu agradecimento de verdade!
Elisa não olhou para trás, mas Logan pôde jurar que viu o canto dos lábios dela se curvar em um sorriso antes de ela desaparecer pela porta dupla.
— É — Logan murmurou para si mesmo, passando a mão pelo cabelo e sentindo o perfume de baunilha dela ainda impregnado em sua jaqueta. — Definitivamente, isso não foi técnico.
Ele sabia que estava em apuros. Jogadores de hóquei e bailarinas eram uma combinação explosiva, um choque de mundos entre a força bruta e a precisão delicada. Mas, enquanto caminhava de volta para o dormitório, John Logan só conseguia pensar em como o compasso desafinado daquela noite tinha sido a música mais interessante que ele já ouvira.
No dia seguinte, a universidade continuaria a mesma. Ele seria o astro do gelo e ela seria a rainha do palco. Mas, no escuro daquele corredor, a antipatia dela tinha encontrado a audácia dele, e o resultado fora um incêndio que nenhum dos dois sabia como apagar.
E Elisa, ao chegar em seu quarto e se olhar no espelho, tocou os lábios ainda inchados. Ela odiava o quanto ele era convencido. Odiava o quanto ele a perturbava. Mas, acima de tudo, ela odiava o fato de que, pela primeira vez em muito tempo, ela não estava pensando na técnica perfeita de um plié, mas sim na sensação selvagem de ser prensada contra a parede por John Logan.
O jogo tinha começado, e nenhum dos dois estava disposto a perder.
Infelizmente, quem estava cruzando seu caminho naquela noite era o último erro que ela desejava cometer novamente.
— Elisa! Espera, vamos conversar! — A voz de Mark ecoou pelo corredor vazio.
Elisa apressou o passo, o som de suas sapatilhas batendo no chão polido soando como um metrônomo frenético. Mark era persistente, possessivo e, francamente, um tédio que ela já havia descartado semanas atrás. Ele não aceitava o "não" como resposta, e ela não tinha paciência para dramas de ex-namorado quando seus dedos dos pés estavam sangrando.
Ela dobrou a esquina do corredor que levava à ala dos dormitórios masculinos — um atalho perigoso, mas necessário — quando avistou uma silhueta familiar encostada em uma das máquinas de venda automática.
John Logan.
O jogador de hóquei parecia ter acabado de sair do treino. O cabelo castanho estava úmido, a jaqueta do time aberta sobre uma camiseta cinza justa e aquele sorriso de lado que gritava "eu sei que sou irresistível" estava estampado em seu rosto.
— Ora, ora, se não é a minha bailarina favorita fugindo do dever — Logan disse, a voz cheia de um deboche charmoso. — O que foi, Ricordys? Algum cisne negro está te perseguindo?
Elisa parou bruscamente, o coração martelando contra as costelas. Ela ouviu os passos pesados de Mark se aproximando.
— Logan, cala a boca e me ajuda — ela sussurrou, a urgência transparecendo em seus olhos grandes.
Logan arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços fortes sobre o peito. Ele adorava quando ela perdia aquela fachada de gelo.
— Me pedindo ajuda? Isso é novo. Geralmente você me olha como se eu fosse um chiclete grudado no seu sapato de ponta.
— É sério! — Ela se aproximou, olhando por cima do ombro. — O Mark está vindo. Eu não quero falar com ele. Me esconde.
Logan viu o pânico real no rosto dela e, por um segundo, a competitividade e a vontade de perturbá-la deram lugar ao seu instinto protetor, embora ele jamais admitisse isso em voz alta. Ele deu um passo à frente, um brilho travesso e perigoso surgindo em seus olhos.
— Quer se esconder? Tudo bem. Mas vamos fazer do meu jeito.
Antes que Elisa pudesse perguntar o que ele queria dizer, Logan a segurou pela cintura e a prensou contra a parede de tijolos aparentes do corredor. O impacto não foi doloroso, mas a firmeza do corpo dele contra o dela tirou todo o seu fôlego.
— O que você está... — ela começou a protestar.
— Shhh — ele murmurou, o rosto a milímetros do dela. — Deixa que eu cuido disso.
No momento em que Mark dobrou o corredor, Logan colou seus lábios nos de Elisa.
Não foi um beijo de filme romântico, suave e hesitante. Foi um beijo selvagem, possessivo e avassalador. Logan usou seu corpo robusto de atleta para cobrir Elisa completamente, bloqueando qualquer visão que Mark pudesse ter dela. Suas mãos, grandes e quentes, espalmaram-se na parede ao lado da cabeça dela, prendendo-a em um casulo de calor e cheiro de sabonete e adrenalina.
Elisa congelou por um milésimo de segundo. O choque da audácia de Logan percorreu sua espinha. Mas então, o calor da boca dele, a pressão firme e a maneira como ele a envolvia fizeram algo despertar em seu íntimo. Ela subiu as mãos para o peito dele, agarrando o tecido da camiseta cinza, enquanto retribuía o beijo com uma intensidade que surpreendeu até a si mesma.
— Ei! — A voz de Mark soou confusa, a poucos metros de distância. — Vocês viram uma... ah, droga. Foi mal.
Logan não interrompeu o beijo. Ele apenas moveu a mão para a nuca de Elisa, aprofundando o contato, os dedos se perdendo nos fios soltos do coque dela. Ele sentiu a bailarina relaxar contra ele, o corpo pequeno e ágil se moldando perfeitamente ao seu.
O som dos passos de Mark se afastando, apressados e constrangidos, foi quase abafado pelo som do sangue latejando nos ouvidos de Elisa.
Mesmo quando o silêncio retornou ao corredor, Logan não se afastou imediatamente. Ele encostou a testa na dela, ambos respirando com dificuldade. O ar entre eles estava carregado, elétrico, como se uma barreira tivesse sido rompida e não houvesse como consertá-la.
— Ele já foi? — Elisa perguntou, sua voz saindo mais rouca do que ela pretendia.
— Acho que ele foi embora para outra dimensão depois dessa — Logan respondeu com um sorriso convencido, mas seus olhos ainda estavam escuros, focados nos lábios dela. — Você beija muito bem para alguém tão antipática, Ricordys.
Elisa recuperou um pouco de sua postura, embora seu rosto estivesse queimando. Ela o empurrou levemente, mas Logan não se moveu um centímetro.
— Foi técnico — ela mentiu, tentando recompor o fôlego. — Uma atuação necessária. Você é um idiota por ter feito isso, mas... obrigada.
— Técnico? — Logan soltou uma risada curta e anasalada. — Sei. E eu sou o próximo solista do Quebra-Nozes. Admite, bailarina, você estava esperando uma desculpa para me agarrar desde o semestre passado.
Elisa revirou os olhos, recuperando sua máscara de indiferença, embora o coração ainda estivesse em ritmo de allegro.
— Nos seus sonhos, Logan. Você é impulsivo e competitivo demais para o seu próprio bem. Achou que isso era um jogo?
— Se for um jogo, eu acabei de marcar um gol de placa — ele deu um passo para trás, finalmente dando espaço para ela respirar, mas mantendo aquele olhar predatório e encantador. — E você sabe disso.
Elisa ajeitou a bolsa no ombro, tentando ignorar a sensação de formigamento que ainda percorria seu corpo onde Logan a havia tocado.
— Tente não deixar seu ego explodir o prédio de artes antes de amanhã — ela disse, começando a caminhar em direção à saída. — E não pense que isso se repetirá.
Logan observou-a se afastar, admirando a linha graciosa de seus ombros e a determinação em seu passo. Ele sabia que ela estava tentando manter a distância, mas também sabia que o jeito que ela o apertou durante o beijo dizia o contrário.
— A gente se vê no treino de amanhã, Ricordys! — ele gritou pelo corredor. — Vou estar esperando meu agradecimento de verdade!
Elisa não olhou para trás, mas Logan pôde jurar que viu o canto dos lábios dela se curvar em um sorriso antes de ela desaparecer pela porta dupla.
— É — Logan murmurou para si mesmo, passando a mão pelo cabelo e sentindo o perfume de baunilha dela ainda impregnado em sua jaqueta. — Definitivamente, isso não foi técnico.
Ele sabia que estava em apuros. Jogadores de hóquei e bailarinas eram uma combinação explosiva, um choque de mundos entre a força bruta e a precisão delicada. Mas, enquanto caminhava de volta para o dormitório, John Logan só conseguia pensar em como o compasso desafinado daquela noite tinha sido a música mais interessante que ele já ouvira.
No dia seguinte, a universidade continuaria a mesma. Ele seria o astro do gelo e ela seria a rainha do palco. Mas, no escuro daquele corredor, a antipatia dela tinha encontrado a audácia dele, e o resultado fora um incêndio que nenhum dos dois sabia como apagar.
E Elisa, ao chegar em seu quarto e se olhar no espelho, tocou os lábios ainda inchados. Ela odiava o quanto ele era convencido. Odiava o quanto ele a perturbava. Mas, acima de tudo, ela odiava o fato de que, pela primeira vez em muito tempo, ela não estava pensando na técnica perfeita de um plié, mas sim na sensação selvagem de ser prensada contra a parede por John Logan.
O jogo tinha começado, e nenhum dos dois estava disposto a perder.
