
Miss Malum x Abbie x mister Malum
Fandom: Fpe Advanced Class
Criado: 13/06/2026
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O Despertar da Obsessão sob o Véu da Maçã
O silêncio na residência Malum era espesso, quase sólido, interrompido apenas pelo som rítmico da respiração pesada de Abbie, que ainda tentava recuperar o fôlego no corredor. O pobre garoto, com a boca entreaberta e o rosto em brasa, sentia o coração martelar contra as costelas. A sensação sufocante de momentos atrás, o peso esmagador e o calor que o envolveram, deixaram-no em um estado de choque catatônico. Ele limpou o canto da boca com as costas da mão, os olhos negros arregalados enquanto observava a porta do quarto principal se fechar com um estalo seco.
Lá dentro, a atmosfera era drasticamente diferente, tingida por uma tensão que oscilava entre o autoritário e o perturbador. Mister Malum, o homem que geralmente impunha ordem com seu olhar severo e seu olho esquerdo perpetuamente fechado, encontrava-se em uma posição de vulnerabilidade absoluta. Ele estava deitado na cama de casal, as mãos trêmulas e o peito subindo e descendo em espasmos de pânico contido. Uma mordaça de tecido improvisada apertava seus lábios, abafando os gritos de socorro que ele tentava desesperadamente lançar ao vazio.
Miss Malum, com sua aparência doce e seu avental impecável que lembrava uma torta de maçã recém-saída do forno, movia-se com uma calma que beirava o sobrenatural. Seus olhos semicerrados brilhavam com uma luz que Mister Malum nunca tinha visto antes — uma mistura de carinho maternal distorcido e uma possessividade avassaladora.
— Shhh... querido — sussurrou ela, a voz suave como seda, enquanto se aproximava da cama. — Não há necessidade de gritar. Estamos em família, não estamos?
Ela o pegou no colo com uma força surpreendente para sua estatura delicada, ajeitando-o sobre os travesseiros de renda com uma delicadeza que contrastava com o desespero dele. Mister Malum tentou se debater, seus cabelos castanho-dourados espalhando-se desordenadamente sobre o lençol, mas ela o manteve firme, segurando seus ombros com mãos que pareciam garras de veludo.
— Você está tão tenso — continuou ela, levando a mão ao nó da mordaça. — Vou tirar isso, mas você precisa prometer que não vai estragar o momento com barulhos desnecessários. O Abbie já teve emoção suficiente por hoje.
Com um movimento ágil, ela desamarrou o nó. Assim que o tecido caiu, Mister Malum soltou um arquejo profundo, o rosto empalidecendo antes de ser tomado por um rubor violento de humilhação e medo.
— Malum! O que... o que você está fazendo? — a voz dele saiu rouca, falhando nos tons mais agudos. — Isso não é certo! O menino está lá fora, e você... você agiu como uma louca!
Miss Malum não respondeu de imediato. Em vez disso, ela levou as mãos aos botões de sua camisa malva. Com uma lentidão deliberada, ela começou a desabotoar a peça, revelando a pele branca como papel por baixo. Mister Malum arregalou o olho direito, o único aberto, sentindo o suor frio escorrer por sua nuca.
— Pare com isso! — ele implorou, tentando se afastar, mas a cabeceira da cama impedia qualquer fuga. — Malum, por favor, recupere o juízo!
— Eu nunca estive tão lúcida, meu querido marido — disse ela, deixando a blusa escorregar pelos ombros, revelando a silhueta marcada pelo espartilho sob o avental. — Você sempre foi tão rígido, tão focado em ser o pai severo... Eu achei que deveríamos relaxar um pouco. Como fizemos com o Abbie.
— Você o esmagou! — Mister Malum gritou, embora o volume de sua voz estivesse diminuindo conforme o pânico o paralisava. — Ele estava gemendo, ele não conseguia respirar!
— Ele estava feliz — interrompeu ela, com um sorriso sereno que não chegava aos olhos. — Eu senti o coração dele bater. Ele gosta do calor da mãe. E você... você vai gostar do calor da sua esposa.
Ela se inclinou sobre ele, subindo na cama e posicionando-se sobre seus quadris. O peso dela, embora leve, parecia uma montanha sobre Mister Malum. Ele sentiu o perfume de canela e maçã que emanava dela, um cheiro que antes era reconfortante, mas que agora parecia sufocante.
— Não... — ele murmurou, o rosto ardendo enquanto ela se aproximava de seu rosto.
Sem aviso, Miss Malum selou seus lábios nos dele. Foi um beijo profundo, carregado de uma urgência que o deixou tonto. Mister Malum tentou virar o rosto, mas as mãos dela agora seguravam suas bochechas com firmeza. Ele sentiu o sabor do batom dela, o calor de sua respiração, e um gemido de puro terror e confusão escapou de sua garganta. Quando ela finalmente se afastou alguns centímetros, os olhos dela estavam fixos nos dele, brilhando com uma intensidade febril.
— Viu? — sussurrou ela. — Seu coração está acelerado. Você não pode mentir para mim.
— Eu estou assustado! — ele finalmente conseguiu exclamar, as lágrimas de frustração começando a arder em seus olhos. — Você está me assustando, Malum! Isso não é você!
— É exatamente quem eu sou quando ninguém está olhando — respondeu ela, deslizando as mãos pelo peito dele, sentindo os batimentos frenéticos através do colete preto.
Mister Malum tentou formular uma frase, um comando de autoridade que restaurasse a ordem naquela casa, mas as palavras morreram em sua garganta quando sentiu as mãos dela descerem mais. Ela não parou na cintura; ela continuou descendo até alcançar os pés dele.
Com uma delicadeza quase ritualística, ela começou a acariciar os pés dele por cima das meias pretas, apertando os pontos de pressão com uma precisão que fez os dedos dos pés de Mister Malum se encolherem involuntariamente.
— O que... o que você está fazendo agora? — ele gaguejou, o corpo todo tremendo.
— Você caminha tanto, vigiando os corredores, vigiando o Abbie... — ela disse, mantendo o contato visual enquanto suas mãos trabalhavam com uma firmeza hipnótica. — Você precisa liberar essa energia. Precisa se entregar.
— Eu não quero me entregar! — ele rebateu, embora sua voz estivesse perdendo a força. — Eu quero que você se vista e que voltemos ao normal!
— O "normal" é entediante, querido — ela riu baixo, um som que lembrava o estalar de folhas secas. — O normal não nos faz sentir vivos. Veja o Abbie... ele nunca esteve tão desperto quanto hoje.
Enquanto isso, do lado de fora da porta, Abbie permanecia imóvel. Ele conseguia ouvir os murmúrios abafados, o tom suplicante de seu pai e a doçura cortante de sua mãe. Ele tocou o próprio rosto, ainda sentindo o calor residual do incidente anterior. A saliva em sua boca parecia ter um gosto metálico de ansiedade. Ele queria fugir, correr para longe daquela casa que cheirava a torta e segredos, mas suas pernas não obedeciam. Ele estava preso na órbita daquela estranha dinâmica familiar.
Dentro do quarto, Mister Malum fechou o olho direito com força, tentando bloquear a visão da esposa sobre ele, mas o toque dela em seus pés era constante, uma âncora que o mantinha presente naquela realidade distorcida.
— Por favor... — ele sussurrou, uma última tentativa de apelo à razão.
— Shhh... — Miss Malum inclinou-se novamente, encostando o nariz no dele, o broto de maçã no topo de sua cabeça balançando levemente. — Apenas sinta, Malum. Apenas sinta o quanto nós amamos você.
Ela voltou a beijá-lo, desta vez com mais força, enquanto suas mãos continuavam a massagear seus pés, criando uma dissonância sensorial que deixou Mister Malum completamente desarmado. Ele não era mais o mestre da casa; ele era apenas mais uma peça no jogo de afeto exagerado e sufocante de sua esposa.
— Você é tão bonito quando está sem palavras — disse ela entre os beijos, a voz carregada de uma satisfação sombria.
Mister Malum abriu o olho, encontrando o olhar dela. Ele viu o reflexo de sua própria derrota. Ele sabia que, a partir daquele dia, as regras na casa Malum haviam mudado para sempre. Não havia mais autoridade, apenas a vontade doce e esmagadora de Miss Malum.
— Agora — disse ela, afastando-se apenas o suficiente para olhá-lo por inteiro —, vamos ver quanto tempo você consegue aguentar antes de pedir por mais.
Mister Malum apenas corou ainda mais, o silêncio sendo sua única resposta enquanto o mundo ao seu redor se transformava em um borrão de tons malva e sombras negras, sob o olhar atento e satisfeito da mulher que ele pensava conhecer.
