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Miss Malum x Abbie x mister Malum

Fandom: Fpe Advanced Class

Criado: 13/06/2026

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Fatias de VidaHumorCrack / Humor ParódicoEstudo de PersonagemCenário Canônico
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O Calor do Alento Familiar

O corredor da residência da família Malum estava silencioso, mergulhado em uma penumbra suave que apenas a luz do fim de tarde conseguia penetrar. Abbie caminhava com passos curtos e hesitantes, as mãos apertando as bordas de seu colete preto. Ele era um garoto que parecia viver em um estado constante de alerta, como se o próprio ar pudesse pregar uma peça nele a qualquer momento. Seus olhos negros e grandes vasculhavam cada canto, e o pequeno broto no topo de sua cabeça balançava conforme ele tremia levemente.

Abbie parou no meio do caminho. Ele sentiu uma presença familiar, mas sua timidez crônica o impediu de continuar. O silêncio da casa era, por vezes, mais opressor do que o barulho da Advanced Class.

De repente, Miss Malum surgiu à sua frente, ou melhor, de costas para ele. Ela era a personificação da doçura, com seu avental branco impecável e o acessório de origami que lhe dava um ar de fragilidade artística. Ela não disse uma palavra, mas havia um sorriso calmo em seu rosto que Abbie não podia ver naquele momento. Com um movimento suave, mas firme, ela recuou.

Antes que Abbie pudesse processar o que estava acontecendo, Miss Malum se aproximou e, em um gesto de afeto físico peculiar e esmagador, pressionou suas nádegas contra o rosto do filho. O impacto foi macio, mas firme, silenciando instantaneamente qualquer protesto que o garoto pudesse esboçar.

Abbie sentiu o calor do tecido malva e o aroma de maçãs frescas que sempre acompanhava sua mãe. Seu rosto foi completamente envolvido pela pressão, e uma vermelhidão profunda subiu por suas bochechas, estendendo-se até as pontas das orelhas. Ele tentou recuar, mas seus pés pareciam colados ao chão de madeira.

Foi então que Mister Malum apareceu. O pai de Abbie, sempre rigoroso e imponente com seu colete escuro e o olho esquerdo permanentemente fechado, não ficou de fora. Com uma expressão séria que escondia um carinho bruto, ele se posicionou atrás de Abbie. Sem hesitação, ele também recuou, esmagando o filho entre ele e Miss Malum.

Agora, Abbie estava prensado. De um lado, a maciez materna de Miss Malum; do outro, a firmeza autoritária das nádegas de Mister Malum. O garoto estava literalmente sufocado pelo "amor" físico de seus pais.

— Mmmph! Hmmmph! — Abbie soltou um gemido abafado, sua voz lutando para escapar por entre a pressão dos tecidos e dos corpos de seus pais.

Miss Malum fechou os olhos, uma expressão de serenidade absoluta cruzando seu rosto pálido. Ela parecia estar em transe, ouvindo os sons desesperados que vinham debaixo dela. Para ela, aqueles ruídos eram a prova de que seu pequeno Abbie estava ali, seguro entre eles.

— Ouça, querido — murmurou Miss Malum, sua voz doce como calda de torta —, como ele parece estar tentando nos contar como foi o dia dele.

Mister Malum, do outro lado, manteve sua postura rígida, mas um leve rubor começou a aparecer em suas bochechas. Ele ouvia os gemidos abafados e sentia a luta frenética de Abbie para conseguir respirar e falar. O pai rigoroso soltou um suspiro pesado, seu peito subindo e descendo enquanto mantinha a pressão sobre o filho.

— Ele sempre foi muito barulhento quando quer atenção — comentou Mister Malum, embora sua voz tivesse um tom de satisfação contida.

Abbie, por outro lado, sentia que sua cabeça ia explodir. O oxigênio era escasso, e o constrangimento era tanto que ele sentia que poderia desmaiar a qualquer segundo. Ele tentava articular palavras, pedir para ser solto, mas tudo o que saía eram sons úmidos e desesperados.

— Mmm-pph-fala... p-por... f-favor... — a voz de Abbie era apenas um eco vibrando contra os corpos de seus pais.

Ao ouvirem que Abbie estava realmente tentando falar algo, o casal Malum compartilhou um olhar rápido. Ambos estavam visivelmente corados agora, chocados com a intensidade da reação do filho. Havia um silêncio tenso por um segundo, quebrado apenas pelos sons de sucção e abafamento que Abbie produzia em sua luta.

Simultaneamente, como se tivessem ensaiado, Miss Malum e Mister Malum se afastaram, liberando o garoto do sanduíche humano em que ele se encontrava.

Abbie cambaleou para trás, os olhos arregalados e lacrimejantes. Seu rosto estava de um vermelho escarlate, e ele respirava de forma ofegante, tentando recuperar o ar que lhe fora roubado.

— Abbie, querido, você está bem? — perguntou Miss Malum, inclinando a cabeça com uma preocupação genuína, embora ainda mantivesse aquele sorriso calmo.

O garoto não conseguiu responder de imediato. Ele levou a mão à boca, tentando limpar o excesso de saliva que havia se acumulado devido ao esforço de tentar falar enquanto estava pressionado. Seus lábios brilhavam, e ele parecia estar à beira de um colapso nervoso de tanta vergonha.

— Eu... eu... — Abbie gaguejou, a voz falhando.

Mister Malum cruzou os braços, observando o filho com seu único olho aberto.

— Você precisa aprender a falar com mais clareza, meu filho — disse o pai, com sua voz grave —. Quase não entendemos o que você queria.

— Eu não conseguia respirar! — Abbie finalmente conseguiu gritar, embora sua voz tenha saído fina e estridente.

Miss Malum soltou uma risadinha suave, aproximando-se para ajeitar o broto de maçã no topo da cabeça de Abbie.

— Ora, não seja bobo. Estávamos apenas dando um pouco de carinho familiar. Você parece tão tenso o tempo todo, achamos que precisava de um pouco de... proximidade.

Abbie olhou de um para o outro, sentindo que nunca entenderia a dinâmica de sua própria família. Ele ainda sentia o rosto quente, a sensação da pressão dos pais ainda gravada em sua pele.

— Por favor... — pediu Abbie, desviando o olhar para o chão —. Da próxima vez, um abraço normal seria suficiente.

Mister Malum deu um passo à frente, colocando uma mão pesada no ombro do filho.

— Veremos, Abbie. Veremos. O rigor exige métodos diferentes de tempos em tempos.

Miss Malum apenas assentiu, as mãos cruzadas sobre o avental de treliça.

— Vá lavar o rosto, querido. O jantar logo estará pronto. E tente não ser tão tímido na mesa.

Abbie assentiu freneticamente, aproveitando a oportunidade para escapar. Ele correu pelo corredor, ouvindo os passos calmos de sua mãe voltando para a cozinha e o som pesado das botas de seu pai se dirigindo ao escritório.

Enquanto lavava o rosto no banheiro, Abbie olhou para o espelho. Sua boca ainda estava úmida, e seu coração batia como um tambor. Ele sabia que, na Advanced Class, as coisas eram perigosas e assustadoras, mas em casa... em casa, o perigo era de um tipo completamente diferente, um tipo que o deixava sem fôlego e com o rosto perpetuamente corado.

Ele respirou fundo, limpando a saliva e tentando recompor sua dignidade, mesmo sabendo que, naquela casa, a próxima demonstração de afeto "esmagadora" poderia estar logo ali na próxima curva do corredor.
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