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Capitão rival
Fandom: Off campus
Criado: 13/06/2026
Tags
DramaAngústiaDor/ConfortoFofuraHumorFatias de VidaDiscriminaçãoFilme de Amigos
Escudo de Gelo e Corações de Ouro
O som abafado dos soluços de Samantha era o único ruído que preenchia o corredor do andar de cima da casa da Briar. Ela estava encolhida em sua cama, rodeada por travesseiros e uma caixa de lenços de papel que já estava quase vazia. O rímel, que antes realçava seus olhos doces, agora manchava suas bochechas em trilhas escuras de decepção.
A notícia tinha vindo da pior forma possível: um grupo de mensagens da faculdade rival que vazou. Lá estava o nome dela, listado entre outras garotas, com notas e comentários chulos feitos pelo capitão do time de hóquei deles. Para ele, Samantha não era a garota que amava tortas de maçã ou que passava horas ajudando calouros na biblioteca; ela era apenas o "troféu número 14".
Lá embaixo, na sala, o clima era de guerra — mas não entre eles.
— Eu vou quebrar a cara dele. Eu juro por tudo que é sagrado, eu vou acabar com aquele desgraçado — rosnou Garrett Graham, andando de um lado para o outro como um predador enjaulado.
— Senta aí, G. A fila para bater nele começa atrás de mim — Logan disse, embora sua voz estivesse perigosamente baixa, o que era sempre um sinal de que ele estava perdendo a paciência. Ele segurava um controle de videogame, mas não estava jogando; estava apenas apertando o plástico até os nós dos dedos ficarem brancos.
— O problema não é o que vamos fazer com ele — Tucker interveio, encostado no batente da porta da cozinha com os braços cruzados. — O problema é como ela está. Sam é... bem, você sabe. Ela sente tudo em dobro.
— Ela é um anjo — Dean completou, jogado no sofá, mas sem o seu habitual sorriso de playboy. — E aquele idiota a tratou como uma estatística. Temos que fazer alguma coisa. Agora.
Garrett parou de andar e olhou para as escadas.
— Ela não atende a porta. Já tentei três vezes.
— Porque você é um ogro, Garrett — Dean levantou-se, ajustando a gola da camisa. — Sam precisa de carinho, não de alguém gritando sobre quebrar dentes.
Os quatro se entreolharam. Eles eram os reis do gelo, os jogadores mais cobiçados da Briar, mas Samantha Ridhier era a "irmãzinha" honorária do grupo. Ela era a pessoa que trazia biscoitos durante as semanas de provas e que sempre tinha uma palavra gentil quando eles perdiam um jogo. Ver Samantha chorar era algo que nenhum deles tolerava.
— Operação "Sorriso da Sam" — anunciou Logan, levantando-se. — Tucker, cozinha. Dean, entretenimento. Garrett... tente não assustar ninguém.
Vinte minutos depois, a porta do quarto de Samantha recebeu uma batida suave.
— Sam? — Era a voz de Tucker. — Eu fiz chocolate quente. Aquele com os marshmallows pequenos que você gosta. E tem cookies. Dos que não queimaram.
Um silêncio se seguiu, quebrado apenas por um fungar baixinho.
— Eu não estou com fome, Tuck — a voz dela saiu embargada, pequena.
— Mas os cookies estão com saudades de você — Dean gritou do corredor, fazendo Logan revirar os olhos. — E nós também. Se você não abrir essa porta em cinco segundos, o Garrett vai derrubá-la. Ele está em modo "Hulk".
— Eu não vou derrubar nada! — Garrett protestou, mas logo suavizou o tom. — Sam, por favor. Abre a porta. A gente trouxe reforços.
A fechadura deu um clique suave. A porta se abriu apenas uma fresta, revelando o rosto inchado e os olhos vermelhos de Samantha. Ver aquela expressão nela foi como levar um disco de hóquei no peito para os quatro rapazes.
— Oh, Sam... — Logan entrou primeiro, deixando de lado qualquer pose de durão e puxando-a para um abraço apertado.
Samantha se desfez em lágrimas novamente, escondendo o rosto no peito de Logan. Os outros entraram logo atrás, fechando a porta e transformando o quarto em um forte improvisado.
— Ele disse coisas horríveis, Logan — soluçou ela, as palavras saindo truncadas. — Eu achei que ele realmente gostava de mim. Ele me levou para jantar, ele... ele parecia tão atencioso.
— Ele é um idiota que não sabe a sorte que teve — Garrett disse, sentando-se aos pés da cama e pegando a mão dela. — No mundo do hóquei, aquele cara é um nada. Ele precisa diminuir os outros para se sentir grande.
— Exatamente — Dean sentou-se do outro lado, abrindo um laptop que tinha trazido. — E para provar que ele tem um gosto terrível e que você é superior, eu preparei uma apresentação de slides.
Samantha levantou a cabeça, confusa, limpando uma lágrima com as costas da mão.
— Uma apresentação de slides?
— Sim — Dean sorriu, recuperando um pouco de sua arrogância charmosa. — Intitulada: "Por que Samantha Ridhier é boa demais para este planeta e por que aquele capitão provavelmente usa cueca de bichinho".
Apesar da tristeza, um pequeno sorriso trêmulo apareceu nos lábios de Samantha.
— Dean, você não fez isso.
— Ah, eu fiz. Olhe para a tela.
Tucker se aproximou, entregando a ela uma caneca fumegante de chocolate quente.
— Bebe primeiro. É receita da minha avó. Cura tudo, de gripe a corações partidos por babacas.
Samantha aceitou a caneca, sentindo o calor aquecer suas mãos geladas. Ela se sentou entre eles, cercada por seus protetores. Pelas próximas duas horas, o quarto foi preenchido não por soluços, mas pelas piadas infames de Dean e pelas histórias embaraçosas que Garrett e Logan contavam sobre suas próprias falhas amorosas para tentar fazê-la se sentir melhor.
— Vocês lembram quando o Logan tentou impressionar aquela ginasta e acabou preso no equipamento de barras paralelas? — Garrett perguntou, rindo.
— Eu não fiquei preso — Logan defendeu-se, embora estivesse ficando vermelho. — Eu estava apenas... testando a resistência do material.
— Você gritou pelo seu pai, Logan — Tucker lembrou, sem desviar os olhos de um jogo de cartas que estava começando a montar no tapete.
Samantha riu de verdade dessa vez, um som cristalino que fez os quatro homens relaxarem visivelmente os ombros.
— Obrigada, meninos — disse ela, depois de um tempo, olhando para cada um deles. — Eu me senti tão... descartável hoje de manhã. Como se nada do que eu sou importasse, só a conquista dele.
Logan apertou o ombro dela com carinho.
— Sam, escuta aqui. Você é a pessoa mais atenciosa que a gente conhece. Você é inteligente, é doce e, honestamente, é a única razão pela qual o Garrett não reprovou em Ética no semestre passado.
— Ei! — Garrett exclamou, mas logo assentiu. — É verdade. Eu seria um homem das cavernas sem você para me explicar Aristóteles.
— O ponto é — Tucker continuou, sua voz calma e firme — que aquele cara não define quem você é. A opinião de um lixo não muda o valor do ouro.
Samantha sentiu o peito aquecer, e desta vez não era por causa do chocolate quente.
— O que eu faria sem vocês?
— Provavelmente teria uma vida muito mais calma e sem cheiro de equipamento de hóquei suado — Dean brincou, piscando para ela. — Mas seria muito mais chata.
— Com certeza — ela concordou, encostando a cabeça no ombro de Dean.
— Agora, sobre o plano de vingança... — Garrett começou, seus olhos brilhando com uma ideia travessa.
— Garrett, não — Samantha pediu, embora estivesse sorrindo.
— Não vai ser nada ilegal! — prometeu ele. — Mas digamos que, no próximo jogo contra eles, o capitão rival vai descobrir que o gelo pode ser muito, muito escorregadio quando quatro jogadores profissionais decidem que ele é o alvo principal.
— Nós vamos patinar círculos ao redor dele até ele ficar tonto — Logan acrescentou com um sorriso predador. — Ele vai desejar nunca ter aprendido a segurar um taco.
Samantha olhou para seus amigos. Eles eram barulhentos, às vezes imaturos e viviam em um mundo de testosterona e competição, mas ali, naquele quarto, eles eram sua família. Eles tinham visto sua vulnerabilidade e, em vez de se afastarem, construíram uma muralha ao redor dela.
— Só prometam que não vão ser expulsos do jogo por minha causa — pediu ela.
— Não prometemos nada — Dean disse, pegando um cookie. — Mas prometemos que, amanhã, você vai entrar naquela cafeteria de cabeça erguida. E nós quatro estaremos bem atrás de você.
— Quem olhar torto vai ter que lidar com o G — Logan apontou para o amigo.
— E quem rir vai ter que lidar comigo — Dean completou.
Samantha sentiu a última pontada de tristeza se dissipar. Ela ainda estava magoada, sim. A traição de alguém em quem ela confiou ainda ardia. Mas, olhando para Tucker, que agora tentava ensinar a ela um truque de cartas, e para Garrett e Logan discutindo sobre qual filme de comédia assistiriam a seguir, ela percebeu que a lista daquele capitão não significava nada.
Ela não era um número. Ela era Samantha Ridhier, e tinha os quatro melhores guarda-costas — e amigos — que uma garota poderia desejar.
— Tudo bem — disse ela, limpando o resto do rímel borrado com um lenço limpo. — Eu quero ver o filme. Mas eu escolho. Nada de documentários de guerra ou filmes de ação onde tudo explode.
— Ah, não... — Dean resmungou, fingindo sofrimento. — Lá vem "Orgulho e Preconceito" pela décima vez.
— Na verdade — Samantha sorriu de forma travessa —, eu estava pensando em "Meninas Malvadas". Acho que combina com o clima de hoje.
Os quatro jogadores de hóquei soltaram um suspiro coletivo de derrota, mas nenhum deles se levantou.
— Prepare a pipoca, Tucker — ordenou Garrett, ajeitando os travesseiros. — Parece que vamos aprender sobre o Livro do Arraso.
Samantha riu, encostando-se neles, sentindo-se finalmente segura. O gelo lá fora podia ser frio, mas dentro daquele quarto, o calor da amizade era tudo o que ela precisava para se curar.
A notícia tinha vindo da pior forma possível: um grupo de mensagens da faculdade rival que vazou. Lá estava o nome dela, listado entre outras garotas, com notas e comentários chulos feitos pelo capitão do time de hóquei deles. Para ele, Samantha não era a garota que amava tortas de maçã ou que passava horas ajudando calouros na biblioteca; ela era apenas o "troféu número 14".
Lá embaixo, na sala, o clima era de guerra — mas não entre eles.
— Eu vou quebrar a cara dele. Eu juro por tudo que é sagrado, eu vou acabar com aquele desgraçado — rosnou Garrett Graham, andando de um lado para o outro como um predador enjaulado.
— Senta aí, G. A fila para bater nele começa atrás de mim — Logan disse, embora sua voz estivesse perigosamente baixa, o que era sempre um sinal de que ele estava perdendo a paciência. Ele segurava um controle de videogame, mas não estava jogando; estava apenas apertando o plástico até os nós dos dedos ficarem brancos.
— O problema não é o que vamos fazer com ele — Tucker interveio, encostado no batente da porta da cozinha com os braços cruzados. — O problema é como ela está. Sam é... bem, você sabe. Ela sente tudo em dobro.
— Ela é um anjo — Dean completou, jogado no sofá, mas sem o seu habitual sorriso de playboy. — E aquele idiota a tratou como uma estatística. Temos que fazer alguma coisa. Agora.
Garrett parou de andar e olhou para as escadas.
— Ela não atende a porta. Já tentei três vezes.
— Porque você é um ogro, Garrett — Dean levantou-se, ajustando a gola da camisa. — Sam precisa de carinho, não de alguém gritando sobre quebrar dentes.
Os quatro se entreolharam. Eles eram os reis do gelo, os jogadores mais cobiçados da Briar, mas Samantha Ridhier era a "irmãzinha" honorária do grupo. Ela era a pessoa que trazia biscoitos durante as semanas de provas e que sempre tinha uma palavra gentil quando eles perdiam um jogo. Ver Samantha chorar era algo que nenhum deles tolerava.
— Operação "Sorriso da Sam" — anunciou Logan, levantando-se. — Tucker, cozinha. Dean, entretenimento. Garrett... tente não assustar ninguém.
Vinte minutos depois, a porta do quarto de Samantha recebeu uma batida suave.
— Sam? — Era a voz de Tucker. — Eu fiz chocolate quente. Aquele com os marshmallows pequenos que você gosta. E tem cookies. Dos que não queimaram.
Um silêncio se seguiu, quebrado apenas por um fungar baixinho.
— Eu não estou com fome, Tuck — a voz dela saiu embargada, pequena.
— Mas os cookies estão com saudades de você — Dean gritou do corredor, fazendo Logan revirar os olhos. — E nós também. Se você não abrir essa porta em cinco segundos, o Garrett vai derrubá-la. Ele está em modo "Hulk".
— Eu não vou derrubar nada! — Garrett protestou, mas logo suavizou o tom. — Sam, por favor. Abre a porta. A gente trouxe reforços.
A fechadura deu um clique suave. A porta se abriu apenas uma fresta, revelando o rosto inchado e os olhos vermelhos de Samantha. Ver aquela expressão nela foi como levar um disco de hóquei no peito para os quatro rapazes.
— Oh, Sam... — Logan entrou primeiro, deixando de lado qualquer pose de durão e puxando-a para um abraço apertado.
Samantha se desfez em lágrimas novamente, escondendo o rosto no peito de Logan. Os outros entraram logo atrás, fechando a porta e transformando o quarto em um forte improvisado.
— Ele disse coisas horríveis, Logan — soluçou ela, as palavras saindo truncadas. — Eu achei que ele realmente gostava de mim. Ele me levou para jantar, ele... ele parecia tão atencioso.
— Ele é um idiota que não sabe a sorte que teve — Garrett disse, sentando-se aos pés da cama e pegando a mão dela. — No mundo do hóquei, aquele cara é um nada. Ele precisa diminuir os outros para se sentir grande.
— Exatamente — Dean sentou-se do outro lado, abrindo um laptop que tinha trazido. — E para provar que ele tem um gosto terrível e que você é superior, eu preparei uma apresentação de slides.
Samantha levantou a cabeça, confusa, limpando uma lágrima com as costas da mão.
— Uma apresentação de slides?
— Sim — Dean sorriu, recuperando um pouco de sua arrogância charmosa. — Intitulada: "Por que Samantha Ridhier é boa demais para este planeta e por que aquele capitão provavelmente usa cueca de bichinho".
Apesar da tristeza, um pequeno sorriso trêmulo apareceu nos lábios de Samantha.
— Dean, você não fez isso.
— Ah, eu fiz. Olhe para a tela.
Tucker se aproximou, entregando a ela uma caneca fumegante de chocolate quente.
— Bebe primeiro. É receita da minha avó. Cura tudo, de gripe a corações partidos por babacas.
Samantha aceitou a caneca, sentindo o calor aquecer suas mãos geladas. Ela se sentou entre eles, cercada por seus protetores. Pelas próximas duas horas, o quarto foi preenchido não por soluços, mas pelas piadas infames de Dean e pelas histórias embaraçosas que Garrett e Logan contavam sobre suas próprias falhas amorosas para tentar fazê-la se sentir melhor.
— Vocês lembram quando o Logan tentou impressionar aquela ginasta e acabou preso no equipamento de barras paralelas? — Garrett perguntou, rindo.
— Eu não fiquei preso — Logan defendeu-se, embora estivesse ficando vermelho. — Eu estava apenas... testando a resistência do material.
— Você gritou pelo seu pai, Logan — Tucker lembrou, sem desviar os olhos de um jogo de cartas que estava começando a montar no tapete.
Samantha riu de verdade dessa vez, um som cristalino que fez os quatro homens relaxarem visivelmente os ombros.
— Obrigada, meninos — disse ela, depois de um tempo, olhando para cada um deles. — Eu me senti tão... descartável hoje de manhã. Como se nada do que eu sou importasse, só a conquista dele.
Logan apertou o ombro dela com carinho.
— Sam, escuta aqui. Você é a pessoa mais atenciosa que a gente conhece. Você é inteligente, é doce e, honestamente, é a única razão pela qual o Garrett não reprovou em Ética no semestre passado.
— Ei! — Garrett exclamou, mas logo assentiu. — É verdade. Eu seria um homem das cavernas sem você para me explicar Aristóteles.
— O ponto é — Tucker continuou, sua voz calma e firme — que aquele cara não define quem você é. A opinião de um lixo não muda o valor do ouro.
Samantha sentiu o peito aquecer, e desta vez não era por causa do chocolate quente.
— O que eu faria sem vocês?
— Provavelmente teria uma vida muito mais calma e sem cheiro de equipamento de hóquei suado — Dean brincou, piscando para ela. — Mas seria muito mais chata.
— Com certeza — ela concordou, encostando a cabeça no ombro de Dean.
— Agora, sobre o plano de vingança... — Garrett começou, seus olhos brilhando com uma ideia travessa.
— Garrett, não — Samantha pediu, embora estivesse sorrindo.
— Não vai ser nada ilegal! — prometeu ele. — Mas digamos que, no próximo jogo contra eles, o capitão rival vai descobrir que o gelo pode ser muito, muito escorregadio quando quatro jogadores profissionais decidem que ele é o alvo principal.
— Nós vamos patinar círculos ao redor dele até ele ficar tonto — Logan acrescentou com um sorriso predador. — Ele vai desejar nunca ter aprendido a segurar um taco.
Samantha olhou para seus amigos. Eles eram barulhentos, às vezes imaturos e viviam em um mundo de testosterona e competição, mas ali, naquele quarto, eles eram sua família. Eles tinham visto sua vulnerabilidade e, em vez de se afastarem, construíram uma muralha ao redor dela.
— Só prometam que não vão ser expulsos do jogo por minha causa — pediu ela.
— Não prometemos nada — Dean disse, pegando um cookie. — Mas prometemos que, amanhã, você vai entrar naquela cafeteria de cabeça erguida. E nós quatro estaremos bem atrás de você.
— Quem olhar torto vai ter que lidar com o G — Logan apontou para o amigo.
— E quem rir vai ter que lidar comigo — Dean completou.
Samantha sentiu a última pontada de tristeza se dissipar. Ela ainda estava magoada, sim. A traição de alguém em quem ela confiou ainda ardia. Mas, olhando para Tucker, que agora tentava ensinar a ela um truque de cartas, e para Garrett e Logan discutindo sobre qual filme de comédia assistiriam a seguir, ela percebeu que a lista daquele capitão não significava nada.
Ela não era um número. Ela era Samantha Ridhier, e tinha os quatro melhores guarda-costas — e amigos — que uma garota poderia desejar.
— Tudo bem — disse ela, limpando o resto do rímel borrado com um lenço limpo. — Eu quero ver o filme. Mas eu escolho. Nada de documentários de guerra ou filmes de ação onde tudo explode.
— Ah, não... — Dean resmungou, fingindo sofrimento. — Lá vem "Orgulho e Preconceito" pela décima vez.
— Na verdade — Samantha sorriu de forma travessa —, eu estava pensando em "Meninas Malvadas". Acho que combina com o clima de hoje.
Os quatro jogadores de hóquei soltaram um suspiro coletivo de derrota, mas nenhum deles se levantou.
— Prepare a pipoca, Tucker — ordenou Garrett, ajeitando os travesseiros. — Parece que vamos aprender sobre o Livro do Arraso.
Samantha riu, encostando-se neles, sentindo-se finalmente segura. O gelo lá fora podia ser frio, mas dentro daquele quarto, o calor da amizade era tudo o que ela precisava para se curar.
