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A Grande União- PCC & Cracoleague vs. Super-heróis Corruptos

Fandom: Marvel

Criado: 13/06/2026

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Crack / Humor ParódicoDistopiaAçãoSátiraNoirCrimeLinguagem ExplícitaUso de DrogasAventuraAtompunk
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O Crepúsculo dos Deuses de Papelão e o Fedor da Justiça

No auge da década de 50, São Paulo não cheirava a escapamento de ônibus e desespero; cheirava a café e progresso. Foi nesse cenário que a *Cracoleague* nasceu. O Capitão Nordeste, recém-chegado de Teresina com nada além de uma bíblia no bolso e 50kg de puro músculo construído à base de carregar saco de cimento, tornou-se o símbolo da força bruta. Ele não voava, mas pulava tão alto que parecia que Deus o puxava pelas orelhas. Ao seu lado, o Mendigo-Noir, na época apenas um detetive de terno impecável que se recusava a tomar banho para "manter o faro apurado", solucionava crimes que até a Scotland Yard temia. O Super-Inútil era a anomalia: um herdeiro de uma fábrica de desentupidores que, após um surto psicótico causado por cheirar cola de sapateiro, decidiu que sua cueca samba-canção era seu uniforme sagrado e o protagonismo sua única arma.

Eles eram imparáveis. O Belenense, com seu sotaque carregado e uma agilidade de quem foge de jacaré no Rio Amazonas, provia o suporte tático (e o açaí com farinha que dava o bônus de energia). Gayson, o prodígio acrobático de collant colorido, trazia a leveza, enquanto Mudo, o vigilante silencioso que se comunicava apenas por gestos obscenos e cartazes de papelão, limpava as ruas com uma eficiência assustadora. Eles eram os reis da Praça da Sé.

Mas o tempo é um desgraçado. Os anos 2020 chegaram como uma bofetada de realidade. A Cracolândia engoliu o quartel-general. O Capitão Nordeste agora dividia seu tempo entre pregar para viciados e tentar não deixar o cuscuz queimar no fogareiro improvisado. O Mendigo-Noir se tornou o que sempre treinou para ser: um espectro de sujeira e sabedoria, vivendo sob uma marquise, fumando bitucas de cigarro encontradas no chão e resolvendo crimes em troca de pedras de crack que ele jurava usar apenas para "fins medicinais".

— É o fim dos tempos, meu consagrado — disse o Capitão Nordeste, ajustando o escudo de tampa de bueiro que ele pintara com as cores da bandeira do Piauí. — O anticristo não veio com chifres, ele veio com terno da Gucci e um bronzeado alaranjado de quem nunca viu um sol de verdade no sertão.

Mendigo-Noir soltou uma lufada de fumaça cinzenta que parecia ter vida própria. Suas unhas eram pretas de graxa e mistério.

— O Trump não é o problema, Capitão — rosnou o Mendigo-Noir, a voz rouca como se tivesse engolido um punhado de brita. — O problema é que ele industrializou a esperança. Ele criou esses... esses "híbridos". Heróis de laboratório que cheiram a lavanda e corrupção. Enquanto a gente cata latinha pra comprar pão, o Santástico tá lá, em rede nacional, curando cegueira com o poder do Pix e as chamas de um Boto-Cor-de-Rosa demoníaco.

— Eu vi ele ontem — interrompeu o Belenense, surgindo de trás de uma pilha de pneus velhos, vestindo sua clássica camisa da bandeira do Pará, agora manchada de açaí e sangue de algum assaltante azarado. — O Santástico tava num helicóptero banhado a ouro. Ele olhou pra baixo, viu um ribeirinho passando fome e disse que era "falta de fé e de dízimo". Aquele pastor de fogo é mais liso que muçum no sabão, mano.

Super-Inútil, que até então estava tentando equilibrar um desentupidor de borracha vermelha no topo da cabeça careca enquanto usava apenas uma cueca branca encardida, caiu de bunda no chão.

— Eu venci o crime ontem! — gritou o Super-Inútil, com os olhos arregalados. — Um cara ia roubar uma velhinha, aí eu tropecei no meu próprio cadarço, bati a cabeça num hidrante, a água espirrou, o bandido escorregou e caiu direto no porta-malas de uma viatura que passava. Protagonismo, porra!

A conversa foi interrompida pelo som de motores silenciosos e caros. No céu cinzento de São Paulo, uma figura rosa e brilhante descia suavemente. Era o Rico-Coloré. Ele usava uma armadura tecnológica que parecia uma mistura de Homem de Ferro com um desfile de moda de Milão. Cada articulação de seu traje brilhava em neon rosa-choque.

— Olá, meus queridos resíduos sociais! — a voz de Rico-Coloré era amplificada por alto-falantes de altíssima fidelidade. — Vim em nome da Associação Global de Heróis do Presidente Trump. Temos um aviso: a Cracolândia agora é zona de revitalização urbana. Ou vocês saem, ou o FemMan vem aqui fazer uma limpeza... e vocês sabem como ele odeia poeira nos sapatos de grife dele.

Mendigo-Noir levantou-se lentamente, a capa (que na verdade era um cobertor de doação rasgado) balançando ao vento podre da capital.

— Escuta aqui, seu projeto de boneca Barbie movido a bateria — disse o Mendigo, cuspindo um catarro escuro perto das botas reluzentes de Rico-Coloré. — A gente pode ser pobre, pode ser viciado e pode ter um idiota de cueca no grupo, mas a gente não se vende pro garimpo da Amazonilla nem pras igrejas de fachada do Santástico.

Rico-Coloré soltou uma risadinha afetada, ajustando seus óculos escuros eletrônicos.

— Oh, que fofo. O pobre quer dignidade. Sabe quem mais queria dignidade? O PCC. E vejam só, agora eles trabalham pra nós como seguranças terceirizados ou estão apodrecendo porque perderam o mercado pra nossa droga sintética "Patriota-Plus".

O Capitão Nordeste deu um passo à frente, os bíceps saltando como se fossem explodir a pele.

— Pois diga ao seu mestre que o Piauí não se rende, e a Cracoleague muito menos. Se o Trump quer essa terra, vai ter que passar por cima do meu cuscuz!

Rico-Coloré suspirou, acionando os repulsores de suas mãos.

— Que cafona. Santástico tinha razão, vocês precisam de uma purificação... pelo fogo ou pelo mercado livre.

Nesse momento, uma figura mascarada e extremamente estilosa, vestindo um sobretudo de couro que parecia custar mais que o bairro inteiro, caiu do alto de um prédio abandonado. Era o Mudo. Ele aterrissou em silêncio absoluto, olhou para Rico-Coloré e levantou um cartaz de papelão onde se lia: "TUA MÃE AQUELA ARROMBADA".

A tensão era palpável. Gayson apareceu logo atrás, fazendo uma pose de ginástica olímpica e segurando um bastão de selfie que também era um taser.

— Ai, mona, esse rosa tá tão 2010 — debochou Gayson. — Se for pra ser vilão, pelo menos tenha senso de estética. Essa armadura tá gritando "crise de meia-idade".

Rico-Coloré rosnou, mas antes que pudesse atacar, o som de um berrante ecoou. Não era um berrante comum, era o sinal de que a guerra havia começado. A resistência não viria de prédios espelhados ou laboratórios, mas do esgoto, da periferia e da força de vontade de quem não tem mais nada a perder, nem mesmo a decência de usar calças.

— Cracoleague... — começou o Mendigo-Noir, acendendo o último cigarro do maço. — Vamos mostrar pra esses heróis de Instagram como se resolve uma treta no centro de São Paulo.

— Pelo sangue de Cristo e pelo queijo coalho! — rugiu o Capitão Nordeste.

O Super-Inútil, por puro acidente, disparou um rojão que estava guardado dentro de sua cueca, atingindo diretamente o sensor de vôo de Rico-Coloré. O herói milionário começou a girar no ar como um balão furado.

— Viram? — gritou o Super-Inútil. — Tudo calculado! Eu sou um gênio!

A batalha pela alma do Brasil estava apenas começando, e o cheiro de açaí, suor e pólvora dominava o ar.

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**Versão em Espanhol (Liga del Crack)**

En el auge de los años 50, la *Crackleague* era la ley. El Capitán Nordeste (el forzudo de Piauí que ama a Jesús y el cuscús), Mendigo-Noir (el detective sucio pero brillante), Super-Inútil (el idiota en calzoncillos con un destapador en la cabeza), Belenense (el ribereño de Pará), Gayson y el Mudo eran leyendas. Pero ahora, bajo la dictadura global de Donald Trump y sus héroes corruptos como Santástico (un pastor pirómano), Amazonilla (una eco-terrorista sexual) y Rico-Coloré (un Iron Man rosa y pedófilo), la vieja guardia debe unirse al quebrado cartel del PCC para recuperar las calles.

**Versión en Guaraní (Kuarahyresẽ Liga)**

Yma guare, *Kuarahyresẽ Liga* (Liga del Crack) imbareteva’ekue. Capitán Nordeste, pe kuimba’e piauiense imbareteva ha ohayhuva Jesús; Mendigo-Noir, pe detective ky’a ha iñaranduva; Super-Inútil, pe tavycho oikóva sapatu’ỹre ha peteĩ desentupidor iñakãre; Belenense, Gayson ha Mudo. Ko’ãga, Donald Trump ha iñirũnguéra corrupto — Santástico, Amazonilla ha Rico-Coloré — oipotapa hikuái pe yvy. Pe liga oñemboja va’erã PCC ndive oñorairõ haguã ha oipe’a haguã hikuái pe táva São Paulo poguýgui.
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