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The Queen

Fandom: The Lion king

Criado: 14/06/2026

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O Banquete de Vidro e a Lâmina de Gelo

O sol de Pride Lands — agora uma metrópole reluzente e implacável — batia nos arranha-céus de vidro, mas dentro do complexo privado da família real, o ar condicionado estava frio o suficiente para fazer qualquer um tremer. Ray, no entanto, não sentia frio. Ela nunca sentia.

Vestida apenas com o coldre de couro que cruzava seu peito nu e uma calça tática preta tão justa que parecia uma segunda pele, ela observava o pátio interno através da parede de vidro. Ray gostava da nudez; para ela, roupas eram apenas obstáculos entre a lâmina e a carne, ou entre o desejo e o ato. Como uma das guardas de elite de Simba e Nala, ela tinha privilégios que fariam qualquer cidadão comum ser preso por atentado ao pudor, mas ela não era comum. Ela era a predadora no topo da cadeia alimentar corporativa.

— Você vai acabar pegando um resfriado, ou causando um ataque cardíaco em algum estagiário — a voz de Nala ecoou pelo corredor de mármore.

Ray virou-se lentamente, um sorriso sádico brincando nos lábios finos. Nala estava deslumbrante, usando apenas um robe de seda transparente que não escondia absolutamente nada de sua linhagem real. No universo onde os leões eram os reis do asfalto, a elegância era medida pela confiança em estar exposto.

— Deixe que olhem — respondeu Ray, sua voz rouca e indiferente. — Se o coração deles for fraco demais para suportar a visão, não servem para servir à empresa.

Nala aproximou-se, os passos silenciosos. Ela tocou o ombro de Ray, sentindo a musculatura rígida da guarda.

— Simba está em uma reunião com Scar sobre as novas diretrizes das Terras Sombrias. O clima está tenso. Ele precisa de... distração. E eu também.

Ray soltou uma risada curta, seca como um osso quebrando.

— Distração? Ou você quer que eu o lembre de quem são as garras que realmente mantêm este império de pé?

— Talvez os dois — Nala sorriu, deslizando a mão pelo peito de Ray, contornando a cicatriz que ela carregava logo acima do mamilo esquerdo. — Venha. O escritório dele está trancado, e ele odeia ser interrompido... o que torna tudo muito mais divertido.

As duas caminharam pelos corredores luxuosos, a nudez de ambas sendo um símbolo de poder absoluto. No mundo deles, quem tinha o poder não precisava se esconder atrás de tecidos caros; a pele era o uniforme supremo.

Ao chegarem à porta pesada de carvalho negro do escritório de Simba, Ray não bateu. Ela simplesmente empurrou as portas duplas. Simba estava sentado atrás de uma mesa de vidro maciço, discutindo com um Scar visivelmente irritado através de uma tela holográfica. Quando ele viu Ray entrar — com seu olhar frio e sua nudez imponente — e Nala logo atrás, ele interrompeu a frase no meio.

— Scar, terminamos por hoje — disse Simba, sua voz subindo uma oitava.

— Mas ainda não discutimos as margens de lucro de cemitério de... — a imagem de Scar desapareceu antes que ele pudesse terminar.

Simba levantou-se, o terno caro que ele usava parecendo subitamente restritivo. Ele começou a desabotoar a camisa com uma urgência quase cômica.

— Você demorou, Ray — disse ele, jogando a camisa de seda no chão. — E trouxe reforços.

— Eu não sou reforço, Simba — Ray caminhou até a mesa, sentando-se sobre o vidro gelado, abrindo as pernas de forma lenta e deliberada. — Eu sou a punição pela sua demora em resolver os problemas com seu tio.

Simba aproximou-se, os olhos fixos na frieza calculada de Ray. Ele sabia que, com ela, o prazer vinha sempre acompanhado de um toque de crueldade.

— E como você pretende me punir? — perguntou ele, já completamente nu, sua pele bronzeada contrastando com o mármore branco do escritório.

Ray esticou a mão e agarrou-o pelo pescoço, não com força suficiente para sufocar, mas o bastante para deixar claro quem estava no controle naquele momento.

— Vou fazer você implorar para que Scar volte para a tela — sussurrou ela contra os lábios dele. — Porque o que eu vou fazer com você vai fazer a traição dele parecer um carinho.

Nala riu, posicionando-se atrás de Simba, suas mãos explorando o corpo do marido enquanto Ray mantinha o domínio frontal.

— Ela está de mau humor hoje, querido — disse Nala, mordendo o ombro de Simba. — O humor dela é tão duvidoso quanto a ética de trabalho do seu primo, o que significa que teremos uma tarde longa.

— Ótimo — grunhiu Simba, entregando-se ao toque das duas mulheres. — Eu nunca gostei de dias curtos.

A sala de reuniões, antes palco de decisões que afetavam milhões, tornou-se um campo de batalha de carne e desejo. Ray era metódica. Ela usava as unhas para traçar linhas vermelhas nas costas de Simba, observando com um prazer quase clínico como ele arqueava o corpo. Para ela, a dor era apenas um tempero para o êxtase.

— Você é tão... fria — arfou Simba, enquanto Ray o forçava a se ajoelhar no tapete de pele sintética.

— E você é tão barulhento — retrucou Ray, dando um tapa estalado em sua face. — Menos conversa, Simba. Mais obediência. Se você quer ser o Rei lá fora, aqui dentro, você é apenas minha presa.

Nala observava tudo com um olhar de aprovação, ocasionalmente intervindo para guiar o ritmo, mas sempre deixando que o sadismo de Ray desse o tom da sessão. O humor na sala era ácido; entre um gemido e outro, Ray fazia comentários sarcásticos sobre a performance de Simba ou a flacidez imaginária de seus músculos, apenas para vê-lo se esforçar mais para provar sua virilidade.

— Sabe, Simba — disse Ray, enquanto Nala a satisfazia oralmente enquanto ela dominava o Rei —, se você fosse tão eficiente na gestão de crises quanto é em tentar me impressionar, não teríamos problemas com as hienas no setor de logística.

Simba tentou responder, mas a língua de Ray encontrou a sua, silenciando qualquer protesto político. O suor brilhava em seus corpos sob a luz artificial, e o cheiro de sexo e poder preenchia o ambiente.

Horas depois, quando o sol começou a se pôr, tingindo o céu de Pride Lands de um laranja sangrento, os três estavam jogados pelo escritório. Roupas ainda eram um conceito distante.

— Eu deveria te demitir — brincou Simba, recuperando o fôlego enquanto descansava a cabeça no colo de Nala.

Ray, que já estava de pé, limpando uma pequena gota de sangue de seu lábio com o polegar, olhou para ele com total desdém.

— Você não saberia o que fazer com a sua liberdade, Simba. Você precisa de alguém para te morder de vez em quando, só para lembrar que ainda está vivo.

— Ela tem razão — concordou Nala, acariciando os cabelos do marido. — E, além disso, quem mais usaria um coldre de couro sem nada por baixo com tanta classe?

Ray caminhou até o bar de cristal no canto da sala e serviu-se de um uísque puro. Ela virou o copo de uma vez, sentindo a queimação na garganta, um espelho do calor que ainda sentia entre as pernas, apesar de sua expressão permanecer gélida.

— Amanhã temos a inauguração do novo desfiladeiro comercial — lembrou Ray, voltando a vestir sua calça tática, mas deixando o torso nu, como era seu costume. — Tente não mancar na frente da imprensa, Simba. Seria ruim para a imagem da empresa.

— Vou tentar — disse Simba, levantando-se com dificuldade. — Mas você não facilitou as coisas.

— Eu nunca facilito nada — Ray caminhou até a porta, parando por um momento para olhar por cima do ombro. — É por isso que vocês me pagam tão bem.

Ela saiu do escritório, o som de suas botas ecoando pelo corredor vazio. Os seguranças de nível inferior desviavam o olhar quando ela passava, parte por respeito, parte por medo, e uma grande parte pelo choque de ver a guarda pessoal da rainha caminhando seminua e coberta de marcas de dentes e unhas.

Ray entrou no elevador privativo, observando seu reflexo no espelho de aço escovado. Ela desfez o rabo de cavalo, deixando o cabelo cair sobre os ombros. Um pequeno sorriso, quase imperceptível, surgiu em seu rosto. O universo humano de Pride Lands era decadente, cruel e cheio de luxúria disfarçada de protocolo.

E ela não o trocaria por nada no mundo.

Ao chegar ao estacionamento subterrâneo, ela montou em sua motocicleta preta. O motor rugiu, um som que lembrava os antigos reis da savana, mas agora ecoava entre paredes de concreto e aço. Ela acelerou, saindo para a noite da cidade, pronta para caçar qualquer coisa que ousasse cruzar seu caminho, fosse um assassino ou apenas uma nova distração para sua alma sádica.

Afinal, em Pride Lands, a noite pertencia àqueles que não tinham medo de mostrar a pele — ou os dentes.

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