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Behind the scenes
Fandom: EngLot FayeLotte
Criado: 14/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHumorHistória DomésticaCenário CanônicoDramaCiúmesPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaAbuso de Álcool
O Brilho Vermelho do Desejo
O som abafado dos gritos dos fãs ainda ecoava nos ouvidos de Engfa Waraha enquanto ela caminhava pelo corredor mal iluminado dos bastidores. O suor escorria por sua têmpora, e a adrenalina de ter dominado o palco por duas horas ainda pulsava em suas veias. Ela era a estrela, o centro das atenções, mas naquele momento, a única coisa que desejava era o silêncio do seu camarim e a companhia das duas mulheres que ocupavam cada centímetro de seus pensamentos.
Aos 30 anos, Engfa sabia exatamente o poder que exercia sobre as pessoas. Sua altura de 1,70m parecia triplicar sob os holofotes, e seu cabelo castanho-escuro, agora levemente bagunçado, emoldurava um rosto que exalava uma mistura perigosa de sarcasmo e carinho. Ela empurrou a porta do camarim com o ombro, pronta para desabar no sofá, mas o que viu a fez parar abruptamente.
A luz do camarim estava baixa, tingida por um tom avermelhado vindo de uma luminária de canto. No centro da sala, Charlotte Austin estava prensada contra a mesa de maquiagem. Seus cabelos castanho-claros e ondulados caíam como uma cascata sobre os ombros, enquanto suas mãos apertavam possessivamente a cintura de Faye Malisorn. Faye, com seus 1,75m de elegância e seus cabelos tingidos de um vermelho vibrante que parecia brilhar no escuro, estava inclinada sobre Charlotte, as mãos perdidas entre os fios claros da mais nova. O beijo era intenso, faminto, o tipo de contato que ignorava o mundo ao redor.
Engfa deveria ter sentido o gosto amargo do ciúme. Charlotte era sua paixão não tão secreta, a mulher que a fazia perder o ar com um simples olhar gentil. E Faye era sua melhor amiga, a confidente de todas as horas, a mulher que conhecia seus segredos mais sombrios. Ver as duas juntas deveria ser um golpe, mas, em vez disso, Engfa sentiu um calor súbito percorrer sua espinha. O cenário era perfeito. A harmonia entre a elegância de Charlotte e a energia provocadora de Faye criava uma tensão que Engfa não sabia que precisava testemunhar até aquele segundo.
O clique da porta se fechando fez com que as duas se separassem minimamente. Faye foi a primeira a virar o rosto, um sorriso irônico e predatório brincando em seus lábios perfeitamente pintados. Charlotte, por outro lado, tinha as bochechas coradas e os olhos brilhando com uma mistura de desejo e uma apreensão quase infantil.
— Ora, ora... — Faye começou, sua voz rouca e carregada de uma provocação que Engfa conhecia bem. — Parece que a estrela da noite finalmente resolveu se juntar a nós.
Engfa não se moveu. Ela cruzou os braços, encostando-se na porta, deixando seu olhar percorrer os lábios inchados de Charlotte e a postura protetora de Faye.
— Eu interrompi algo? — perguntou Engfa, a voz tingida de um sarcasmo suave que não escondia seu interesse crescente.
Charlotte mordeu o lábio inferior, observando a reação de Engfa com cautela. Ela amava Engfa com a mesma intensidade que amava Faye, e o medo de ser rejeitada ou de causar um conflito entre as três sempre a assombrava.
— Engfa... eu... — Charlotte tentou dizer, mas as palavras pareceram fugir de sua mente elegante.
Faye, sempre a mais impulsiva e direta, deu um passo à frente, sem soltar completamente a cintura de Charlotte.
— Não seja tímida, Char — Faye disse, voltando seus olhos felinos para Engfa. — Pela cara da nossa "P'Fa", ela não parece nem um pouco ofendida. Na verdade, acho que ela está gostando do que vê.
— E quem não gostaria? — Engfa finalmente se aproximou, seus passos lentos e calculados. — Vocês duas formam uma imagem... interessante.
Faye soltou uma risada baixa e se inclinou para trás, pegando uma garrafa de whisky que repousava sobre a mesa. Ela serviu três copos com a habilidade de quem aguentava muita bebida sem perder a compostura.
— Bebe com a gente, Engfa — Faye ofereceu, estendendo o copo. — O show acabou, a adrenalina está alta e a noite é uma criança. O que você acha de participar da nossa brincadeira?
Charlotte olhou para Engfa com uma expectativa palpável. Seus olhos suplicavam por aceitação. Ela queria as duas. Queria a energia protetora de Faye e o carinho possessivo de Engfa.
— Você tem certeza disso, Faye? — Engfa perguntou, pegando o copo, mas mantendo os olhos fixos em Charlotte. — Porque se eu entrar nessa "brincadeira", eu não vou ser apenas uma espectadora.
— É exatamente isso que eu espero — Faye respondeu, dando um gole generoso em sua bebida antes de colocar o copo de lado e puxar Engfa pela gola da jaqueta. — Eu não divido meus brinquedos com qualquer um, mas para você, eu abro uma exceção.
Charlotte soltou um suspiro de alívio que rapidamente se transformou em um gemido baixo quando Engfa a puxou para um abraço apertado. O cheiro de Engfa — uma mistura de perfume caro e o suor leve do palco — invadiu os sentidos de Charlotte.
— Você estava com medo, pequena? — Engfa sussurrou no ouvido de Charlotte, sua mão descendo para a curva do quadril da mais nova. — Achou que eu ficaria brava?
— Eu só... eu não queria que você se sentisse deixada de lado — Charlotte confessou, a voz trêmula. — Eu amo vocês duas. Demais.
— Nós sabemos — disse Faye, aproximando-se por trás de Charlotte e depositando um beijo em seu pescoço. — E é por isso que hoje não existem lados. Somos só nós três.
A tensão no camarim subiu vários graus. Engfa tomou seu drink de uma vez, sentindo o líquido queimar sua garganta e aquecer seu sangue. Ela era possessiva, sim, mas a ideia de possuir Charlotte junto com Faye era algo que despertava nela um desejo novo e avassalador.
— Três é um número muito melhor que dois — Engfa declarou, puxando Faye para o círculo.
Faye não perdeu tempo. Ela selou seus lábios aos de Engfa em um beijo que era uma disputa de poder, uma mistura de línguas e dentes que refletia a amizade competitiva e o desejo reprimido que ambas nutriam há anos. Enquanto isso, Charlotte as observava, suas mãos explorando os corpos das duas mulheres que eram seu mundo.
— Vocês bebem demais — Charlotte comentou com um sorriso bobo, sentindo o leve efeito do álcool que já havia consumido antes de Engfa chegar. — Eu já sinto minha cabeça girar.
— Não se preocupe, Char — Engfa disse, separando-se de Faye para dar atenção à Charlotte. — Nós cuidamos de você. Você sabe que não aguenta nada, mas nós aguentamos por você.
— É verdade — Faye provocou, passando a mão pelo cabelo ruivo e depois descendo para a alça do vestido de Charlotte. — Deixe que as profissionais do álcool cuidem do resto da noite. Você só precisa focar em nós.
O camarim, que antes era apenas um espaço de trabalho, transformou-se em um santuário de intimidade. A luz vermelha refletia nos olhos de Faye, que brilhava com uma malícia carinhosa. Engfa, agora completamente entregue à sua natureza impulsiva, começou a distribuir beijos pelo ombro de Charlotte, enquanto Faye se encarregava de desabotoar a camisa de Engfa.
— Você foi incrível no palco hoje — Faye murmurou contra a pele de Engfa. — Eu estava te observando das coxias. Cada movimento seu... me deixou com vontade de fazer isso desde a primeira música.
— E por que esperou? — Engfa perguntou, soltando um riso sarcástico. — Você nunca foi de ter paciência, Malisorn.
— Eu estava preparando o terreno com a Charlotte — Faye respondeu, piscando para a mais nova. — Ela é mais difícil de convencer do que você imagina.
— Mentira — Charlotte protestou, embora seu corpo estivesse cedendo completamente ao toque das duas. — Eu só queria ter certeza de que era o que vocês duas queriam também.
Engfa parou o que estava fazendo e segurou o rosto de Charlotte com as duas mãos, forçando-a a olhar em seus olhos.
— Escuta bem, Charlotte Austin. Eu amo você. E eu amo essa louca da Faye. Não existe dúvida aqui. Só existe o agora.
Charlotte sentiu as lágrimas de felicidade ameaçarem cair, mas foram substituídas pelo calor de um beijo triplo desajeitado e carregado de promessas. A garrafa de whisky sobre a mesa foi esquecida, pois a embriaguez que sentiam agora não vinha mais do álcool, mas da conexão profunda e caótica entre elas.
Faye, sempre a protetora, guiou-as para o sofá espaçoso do camarim. Ela se sentou no meio, puxando Charlotte para o seu colo e estendendo a mão para que Engfa se juntasse a elas.
— A noite vai ser longa — Faye declarou, seu tom irônico dando lugar a algo muito mais profundo e possessivo. — E eu não pretendo deixar nenhuma de vocês sair daqui antes do amanhecer.
— Por mim, podemos ficar aqui para sempre — Engfa admitiu, acomodando-se ao lado delas e passando o braço pelo ombro de Faye, enquanto a outra mão acariciava a perna de Charlotte.
Ali, entre quatro paredes, cercadas pelo eco de um show de sucesso e pelo cheiro de luxo e desejo, as três mulheres entenderam que não havia regras para o que sentiam. Engfa, com sua energia vibrante e ciúme protetor; Faye, com sua provocação constante e lealdade feroz; e Charlotte, com sua calma elegante e amor infinito. Elas eram um equilíbrio improvável, mas absoluto.
— Eu amo vocês — Charlotte sussurrou, fechando os olhos enquanto sentia os lábios de Engfa em sua bochecha e os de Faye em seu pescoço.
— Nós também amamos você, pequena — responderam as duas em uníssono, as vozes se fundindo na penumbra do quarto.
O resto da noite foi uma dança de descobertas e confirmações. O álcool ajudou a soltar as inibições, mas foi o amor e a confiança mútua que ditaram o ritmo. Entre risadas abafadas, carícias ousadas e declarações sussurradas, Engfa, Faye e Charlotte selaram um pacto silencioso: o mundo lá fora poderia continuar girando e exigindo delas a perfeição, mas ali dentro, na segurança daquele camarim, elas pertenciam apenas umas às outras.
E enquanto a luz vermelha continuava a banhar o cômodo, a tensão que antes era quase insuportável transformou-se em uma chama constante, aquecendo o coração daquelas três almas que, finalmente, haviam encontrado seu lugar de pertencimento. A "brincadeira" de Faye havia se tornado a realidade mais doce de Engfa, e o maior desejo realizado de Charlotte.
Aos 30 anos, Engfa sabia exatamente o poder que exercia sobre as pessoas. Sua altura de 1,70m parecia triplicar sob os holofotes, e seu cabelo castanho-escuro, agora levemente bagunçado, emoldurava um rosto que exalava uma mistura perigosa de sarcasmo e carinho. Ela empurrou a porta do camarim com o ombro, pronta para desabar no sofá, mas o que viu a fez parar abruptamente.
A luz do camarim estava baixa, tingida por um tom avermelhado vindo de uma luminária de canto. No centro da sala, Charlotte Austin estava prensada contra a mesa de maquiagem. Seus cabelos castanho-claros e ondulados caíam como uma cascata sobre os ombros, enquanto suas mãos apertavam possessivamente a cintura de Faye Malisorn. Faye, com seus 1,75m de elegância e seus cabelos tingidos de um vermelho vibrante que parecia brilhar no escuro, estava inclinada sobre Charlotte, as mãos perdidas entre os fios claros da mais nova. O beijo era intenso, faminto, o tipo de contato que ignorava o mundo ao redor.
Engfa deveria ter sentido o gosto amargo do ciúme. Charlotte era sua paixão não tão secreta, a mulher que a fazia perder o ar com um simples olhar gentil. E Faye era sua melhor amiga, a confidente de todas as horas, a mulher que conhecia seus segredos mais sombrios. Ver as duas juntas deveria ser um golpe, mas, em vez disso, Engfa sentiu um calor súbito percorrer sua espinha. O cenário era perfeito. A harmonia entre a elegância de Charlotte e a energia provocadora de Faye criava uma tensão que Engfa não sabia que precisava testemunhar até aquele segundo.
O clique da porta se fechando fez com que as duas se separassem minimamente. Faye foi a primeira a virar o rosto, um sorriso irônico e predatório brincando em seus lábios perfeitamente pintados. Charlotte, por outro lado, tinha as bochechas coradas e os olhos brilhando com uma mistura de desejo e uma apreensão quase infantil.
— Ora, ora... — Faye começou, sua voz rouca e carregada de uma provocação que Engfa conhecia bem. — Parece que a estrela da noite finalmente resolveu se juntar a nós.
Engfa não se moveu. Ela cruzou os braços, encostando-se na porta, deixando seu olhar percorrer os lábios inchados de Charlotte e a postura protetora de Faye.
— Eu interrompi algo? — perguntou Engfa, a voz tingida de um sarcasmo suave que não escondia seu interesse crescente.
Charlotte mordeu o lábio inferior, observando a reação de Engfa com cautela. Ela amava Engfa com a mesma intensidade que amava Faye, e o medo de ser rejeitada ou de causar um conflito entre as três sempre a assombrava.
— Engfa... eu... — Charlotte tentou dizer, mas as palavras pareceram fugir de sua mente elegante.
Faye, sempre a mais impulsiva e direta, deu um passo à frente, sem soltar completamente a cintura de Charlotte.
— Não seja tímida, Char — Faye disse, voltando seus olhos felinos para Engfa. — Pela cara da nossa "P'Fa", ela não parece nem um pouco ofendida. Na verdade, acho que ela está gostando do que vê.
— E quem não gostaria? — Engfa finalmente se aproximou, seus passos lentos e calculados. — Vocês duas formam uma imagem... interessante.
Faye soltou uma risada baixa e se inclinou para trás, pegando uma garrafa de whisky que repousava sobre a mesa. Ela serviu três copos com a habilidade de quem aguentava muita bebida sem perder a compostura.
— Bebe com a gente, Engfa — Faye ofereceu, estendendo o copo. — O show acabou, a adrenalina está alta e a noite é uma criança. O que você acha de participar da nossa brincadeira?
Charlotte olhou para Engfa com uma expectativa palpável. Seus olhos suplicavam por aceitação. Ela queria as duas. Queria a energia protetora de Faye e o carinho possessivo de Engfa.
— Você tem certeza disso, Faye? — Engfa perguntou, pegando o copo, mas mantendo os olhos fixos em Charlotte. — Porque se eu entrar nessa "brincadeira", eu não vou ser apenas uma espectadora.
— É exatamente isso que eu espero — Faye respondeu, dando um gole generoso em sua bebida antes de colocar o copo de lado e puxar Engfa pela gola da jaqueta. — Eu não divido meus brinquedos com qualquer um, mas para você, eu abro uma exceção.
Charlotte soltou um suspiro de alívio que rapidamente se transformou em um gemido baixo quando Engfa a puxou para um abraço apertado. O cheiro de Engfa — uma mistura de perfume caro e o suor leve do palco — invadiu os sentidos de Charlotte.
— Você estava com medo, pequena? — Engfa sussurrou no ouvido de Charlotte, sua mão descendo para a curva do quadril da mais nova. — Achou que eu ficaria brava?
— Eu só... eu não queria que você se sentisse deixada de lado — Charlotte confessou, a voz trêmula. — Eu amo vocês duas. Demais.
— Nós sabemos — disse Faye, aproximando-se por trás de Charlotte e depositando um beijo em seu pescoço. — E é por isso que hoje não existem lados. Somos só nós três.
A tensão no camarim subiu vários graus. Engfa tomou seu drink de uma vez, sentindo o líquido queimar sua garganta e aquecer seu sangue. Ela era possessiva, sim, mas a ideia de possuir Charlotte junto com Faye era algo que despertava nela um desejo novo e avassalador.
— Três é um número muito melhor que dois — Engfa declarou, puxando Faye para o círculo.
Faye não perdeu tempo. Ela selou seus lábios aos de Engfa em um beijo que era uma disputa de poder, uma mistura de línguas e dentes que refletia a amizade competitiva e o desejo reprimido que ambas nutriam há anos. Enquanto isso, Charlotte as observava, suas mãos explorando os corpos das duas mulheres que eram seu mundo.
— Vocês bebem demais — Charlotte comentou com um sorriso bobo, sentindo o leve efeito do álcool que já havia consumido antes de Engfa chegar. — Eu já sinto minha cabeça girar.
— Não se preocupe, Char — Engfa disse, separando-se de Faye para dar atenção à Charlotte. — Nós cuidamos de você. Você sabe que não aguenta nada, mas nós aguentamos por você.
— É verdade — Faye provocou, passando a mão pelo cabelo ruivo e depois descendo para a alça do vestido de Charlotte. — Deixe que as profissionais do álcool cuidem do resto da noite. Você só precisa focar em nós.
O camarim, que antes era apenas um espaço de trabalho, transformou-se em um santuário de intimidade. A luz vermelha refletia nos olhos de Faye, que brilhava com uma malícia carinhosa. Engfa, agora completamente entregue à sua natureza impulsiva, começou a distribuir beijos pelo ombro de Charlotte, enquanto Faye se encarregava de desabotoar a camisa de Engfa.
— Você foi incrível no palco hoje — Faye murmurou contra a pele de Engfa. — Eu estava te observando das coxias. Cada movimento seu... me deixou com vontade de fazer isso desde a primeira música.
— E por que esperou? — Engfa perguntou, soltando um riso sarcástico. — Você nunca foi de ter paciência, Malisorn.
— Eu estava preparando o terreno com a Charlotte — Faye respondeu, piscando para a mais nova. — Ela é mais difícil de convencer do que você imagina.
— Mentira — Charlotte protestou, embora seu corpo estivesse cedendo completamente ao toque das duas. — Eu só queria ter certeza de que era o que vocês duas queriam também.
Engfa parou o que estava fazendo e segurou o rosto de Charlotte com as duas mãos, forçando-a a olhar em seus olhos.
— Escuta bem, Charlotte Austin. Eu amo você. E eu amo essa louca da Faye. Não existe dúvida aqui. Só existe o agora.
Charlotte sentiu as lágrimas de felicidade ameaçarem cair, mas foram substituídas pelo calor de um beijo triplo desajeitado e carregado de promessas. A garrafa de whisky sobre a mesa foi esquecida, pois a embriaguez que sentiam agora não vinha mais do álcool, mas da conexão profunda e caótica entre elas.
Faye, sempre a protetora, guiou-as para o sofá espaçoso do camarim. Ela se sentou no meio, puxando Charlotte para o seu colo e estendendo a mão para que Engfa se juntasse a elas.
— A noite vai ser longa — Faye declarou, seu tom irônico dando lugar a algo muito mais profundo e possessivo. — E eu não pretendo deixar nenhuma de vocês sair daqui antes do amanhecer.
— Por mim, podemos ficar aqui para sempre — Engfa admitiu, acomodando-se ao lado delas e passando o braço pelo ombro de Faye, enquanto a outra mão acariciava a perna de Charlotte.
Ali, entre quatro paredes, cercadas pelo eco de um show de sucesso e pelo cheiro de luxo e desejo, as três mulheres entenderam que não havia regras para o que sentiam. Engfa, com sua energia vibrante e ciúme protetor; Faye, com sua provocação constante e lealdade feroz; e Charlotte, com sua calma elegante e amor infinito. Elas eram um equilíbrio improvável, mas absoluto.
— Eu amo vocês — Charlotte sussurrou, fechando os olhos enquanto sentia os lábios de Engfa em sua bochecha e os de Faye em seu pescoço.
— Nós também amamos você, pequena — responderam as duas em uníssono, as vozes se fundindo na penumbra do quarto.
O resto da noite foi uma dança de descobertas e confirmações. O álcool ajudou a soltar as inibições, mas foi o amor e a confiança mútua que ditaram o ritmo. Entre risadas abafadas, carícias ousadas e declarações sussurradas, Engfa, Faye e Charlotte selaram um pacto silencioso: o mundo lá fora poderia continuar girando e exigindo delas a perfeição, mas ali dentro, na segurança daquele camarim, elas pertenciam apenas umas às outras.
E enquanto a luz vermelha continuava a banhar o cômodo, a tensão que antes era quase insuportável transformou-se em uma chama constante, aquecendo o coração daquelas três almas que, finalmente, haviam encontrado seu lugar de pertencimento. A "brincadeira" de Faye havia se tornado a realidade mais doce de Engfa, e o maior desejo realizado de Charlotte.
