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My girlfriend posssesive

Fandom: BLACKPINK/JENLISA

Criado: 14/06/2026

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RomanceDramaAngústiaFatias de VidaDor/ConfortoHistória DomésticaCiúmesEstudo de PersonagemHumorFofuraLinguagem ExplícitaUA (Universo Alternativo)PWP (Enredo? Que enredo?)
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Sob o Domínio de um Olhar Felino

Lalisa Manoban era a prova viva de que tamanho não era documento. Com seus imponentes um metro e oitenta de altura, ombros largos e uma postura que exalava uma força natural, ela chamava a atenção por onde passava. No entanto, bastava um único olhar de Jennie Kim, de seus modestos um metro e cinquenta e cinco, para que a gigante de pernas longas se encolhesse como um gatinho assustado.

Naquela manhã de sábado, o apartamento do casal em Seul estava impregnado com o cheiro de café fresco e uma tensão silenciosa que Lisa já conhecia muito bem. Jennie estava sentada à mesa, cruzando as pernas e balançando o pé direito ritmicamente, enquanto observava Lisa terminar de lavar a louça do café da manhã.

— Lili, você terminou? — A voz de Jennie era doce, mas carregava aquele tom de comando que fazia a espinha de Lisa estalar.

— Quase, Nini. Só falta secar as taças — respondeu Lisa, mantendo o foco no sabão para evitar qualquer erro fatal.

— Deixe isso aí. Quero que você vá ao mercado agora. A lista está na porta da geladeira. E, Lisa... — Jennie fez uma pausa dramática, estreitando os olhos de gato. — Não ouse parar para conversar no corredor.

Lisa engoliu em seco. Ela sabia exatamente do que Jennie estava falando. Somi, a vizinha do 402, tinha o hábito irritante (para Jennie) de aparecer no corredor exatamente no momento em que Lisa saía. Somi era simpática, talvez simpática demais, e Jennie tinha um radar apurado para qualquer "ameaça" ao seu território.

— Eu só vou comprar o que você pediu, amor. Prometo — disse Lisa, secando as mãos rapidamente e pegando a lista.

— Acho bom. E leve o celular. Se eu ligar e você não atender no primeiro toque, Lalisa, você vai dormir no sofá por uma semana. Entendido?

— Sim, senhora — Lisa respondeu, aproximando-se para dar um beijo na testa da namorada.

Jennie, no entanto, segurou-a pelo colarinho da camiseta, puxando-a para baixo até que seus rostos estivessem no mesmo nível — uma tarefa que exigia que Lisa se curvasse consideravelmente.

— Eu amo você, mas eu mando em você. Lembre-se disso — sussurrou Jennie, antes de selar seus lábios em um beijo possessivo que deixou Lisa sem fôlego.

Lisa saiu do apartamento sentindo-se ao mesmo tempo amada e aterrorizada. Ela caminhou pelo corredor em passos largos, torcendo para que o elevador chegasse rápido. Mas, como o destino adorava pregar peças, a porta do 402 se abriu no exato momento em que ela apertava o botão de descida.

— Lisa! Que coincidência! — Somi saiu do apartamento usando roupas de academia que pareciam um pouco justas demais.

Lisa sentiu um suor frio escorrer pela nuca. Ela olhou para a câmera de segurança do corredor, imaginando se Jennie estava assistindo por algum aplicativo secreto (o que não seria impossível).

— Oi, Somi. Estou com pressa, Jennie está me esperando — disse Lisa, tentando ser educada, mas mantendo a distância.

— Ah, a Jennie é sempre tão... intensa — Somi riu, aproximando-se e tocando levemente o braço musculoso de Lisa. — Você malha muito, não é? Dá para ver que esses 1,80m são puro músculo.

— É... eu... eu preciso ir — gaguejou Lisa, afastando o braço como se tivesse levado um choque.

— Sabe, o filtro do meu ar-condicionado está fazendo um barulho estranho. Como você é alta, não precisaria nem de escada para dar uma olhada para mim, não é? — Somi sorriu de forma sugestiva.

Antes que Lisa pudesse inventar uma desculpa esfarrapada, a porta do seu próprio apartamento (o 405) se abriu com um estrondo. Jennie Kim estava parada no batente, de braços cruzados, com uma expressão que faria um exército recuar.

— Algum problema aqui, Lalisa? — A voz de Jennie saiu baixa e perigosa.

Lisa deu um pulo, quase batendo a cabeça no teto do corredor.

— Nenhum, Nini! A Somi só estava... comentando sobre o ar-condicionado dela.

Jennie caminhou até elas com passos lentos e decididos. Mesmo sendo muito menor que as duas, ela parecia dominar todo o espaço. Ela parou entre Lisa e Somi, olhando para a vizinha de baixo para cima com um desprezo visível.

— Se o ar-condicionado está ruim, Somi, ligue para o zelador. É para isso que pagamos o condomínio — disse Jennie, com um sorriso falso que não chegava aos olhos. — Minha namorada não é técnica de manutenção. Ela é minha. E agora, ela tem coisas mais importantes para fazer para mim.

Somi limpou a garganta, visivelmente desconfortável com a aura assassina que emanava de Jennie.

— Claro, Jennie. Foi só um comentário. Vejo vocês depois.

Assim que Somi entrou em seu apartamento e fechou a porta, Jennie virou-se para Lisa. A gigante de 1,80m parecia ter encolhido para dez centímetros diante do olhar da namorada.

— Para o elevador. Agora — ordenou Jennie.

Lisa obedeceu sem questionar. Elas entraram no elevador e, assim que as portas se fecharam, Jennie pressionou o botão de emergência para parar o aparelho entre os andares.

— Jennie, o que você está fazendo? — perguntou Lisa, nervosa.

— Eu te disse para não conversar, não disse? — Jennie avançou, empurrando Lisa contra a parede metálica do elevador.

— Ela que começou a falar, amor! Eu juro, eu nem respondi direito — Lisa tentou se defender, as mãos espalmadas contra o metal frio.

— Você é muito mole, Lisa. Todo mundo olha para você, todo mundo quer um pedaço dessa mulher enorme que eu tenho em casa — Jennie subiu no colo de Lisa, que instintivamente a segurou pelas coxas para que ela não caísse. — Mas você precisa aprender a mostrar os dentes. Ou eu vou ter que morder por você?

— Você sabe que eu só tenho olhos para você, Nini. Eu sou toda sua — Lisa disse, a voz falhando enquanto Jennie distribuía beijos úmidos pelo seu pescoço.

— É bom mesmo. Porque se eu vir aquela garota encostando em você de novo, eu não vou ser tão educada — Jennie mordeu o lóbulo da orelha de Lisa, fazendo a mais alta soltar um gemido baixo. — Agora, me coloque no chão.

Lisa obedeceu imediatamente, soltando o botão de emergência. O elevador voltou a descer.

— Você ainda vai ao mercado? — perguntou Lisa, ajustando a camisa.

— Vou com você. Claramente você não pode ser deixada sozinha por cinco minutos sem atrair vadias — Jennie disse, pegando a mão de Lisa e entrelaçando seus dedos de forma possessiva.

Durante todo o trajeto pelo supermercado, o cenário se repetiu. Lisa empurrava o carrinho com uma obediência canina, enquanto Jennie apontava o que queria. Se algum estranho olhasse por mais de dois segundos para a estatura impressionante de Lisa ou para seu rosto esculpido, Jennie imediatamente se grudava ao braço da namorada ou lançava um olhar tão mortal que a pessoa desviava o caminho na mesma hora.

Na fila do caixa, Lisa tentou pegar um pacote de salgadinhos que adorava.

— Deixe isso aí, Lalisa. Faz mal para a sua dieta — disse Jennie, sem sequer olhar para trás.

— Mas Nini, é só um pacote pequeno...

— Eu disse para deixar — Jennie virou-se, arqueando uma sobrancelha. — Ou você quer que eu tire o seu videogame por uma semana também?

Lisa colocou o pacote de volta na prateleira no mesmo segundo.

— Desculpe, amor. Você tem razão.

— Ótima menina — Jennie deu um tapinha leve na bochecha de Lisa, sorrindo de forma vitoriosa.

Ao voltarem para o prédio, a sorte parecia estar contra elas novamente. Somi estava no saguão, pegando a correspondência. Ao ver o casal entrar carregando sacolas, ela sorriu.

— Oi de novo! Lisa, você não acredita, o zelador disse que só pode ir lá segunda-feira. Você não poderia mesmo dar uma olhadinha rápida? Eu te pago com um vinho.

Lisa sentiu o ar congelar ao seu redor. Ela nem precisou olhar para Jennie para saber que o desastre era iminente.

— Somi, querida — Jennie deu um passo à frente, soltando as sacolas no chão com um baque seco. — Talvez eu não tenha sido clara o suficiente lá em cima.

— Jennie, eu só estou pedindo um favor de vizinha — Somi tentou manter a pose, mas deu um passo para trás.

— O problema é que você está pedindo "favores" para a pessoa errada. A Lisa não está disponível para vinhos, para consertos ou para conversinhas de corredor. Ela está ocupada sendo minha namorada em tempo integral — Jennie cruzou os braços, a diferença de altura parecendo desaparecer diante de sua autoridade. — Se eu vir você se aproximando dela de novo com essas desculpas esfarrapadas, eu vou garantir que você tenha um motivo real para chamar um técnico, porque eu mesma vou quebrar o seu ar-condicionado. Fui clara?

Somi arregalou os olhos, pegou suas cartas e saiu praticamente correndo em direção às escadas.

Lisa estava parada, segurando as sacolas restantes, boquiaberta.

— Nini... você não acha que foi um pouco... demais?

Jennie virou-se para ela, os olhos brilhando com uma mistura de raiva e desejo.

— Demais? Lalisa, você é minha. Eu cuido do que é meu. Se você não consegue colocar limites, eu coloco. Agora, pegue as sacolas e suba. Eu vou preparar o jantar e você vai me ajudar na cozinha sem dizer uma única palavra, entendeu?

— Sim, senhora — Lisa respondeu, sentindo aquele frio familiar na barriga que misturava submissão e adoração.

Já dentro do apartamento, enquanto Lisa cortava os vegetais sob a supervisão rigorosa de Jennie, o silêncio foi quebrado pela voz baixa da menor.

— Você fica brava comigo quando eu faço isso? — perguntou Jennie, aproximando-se por trás e abraçando a cintura de Lisa, enterrando o rosto em suas costas largas.

Lisa parou de cortar e suspirou, soltando a faca. Ela se virou no abraço, envolvendo Jennie com seus braços longos e protegendo-a contra seu corpo.

— Às vezes você me assusta um pouco, Nini. Mas eu sei que é porque você me ama. E, para ser sincera... eu gosto que você mande em mim.

Jennie sorriu, escondendo o rosto no peito de Lisa.

— Eu só tenho medo de te perder. Você é tão incrível, Lisa. Tão linda, tão forte... Eu sou só uma mulher pequena e brava.

Lisa levantou o queixo de Jennie, obrigando-a a olhar em seus olhos.

— Você é a mulher mais poderosa que eu já conheci. Você me domina com um olhar, Jennie Kim. Ninguém mais tem esse poder sobre mim. Somi ou qualquer outra pessoa não significam nada. Eu sou seu pau mandado favorito, lembra?

Jennie soltou uma risadinha, o ciúme finalmente evaporando.

— É verdade. Você é o meu brinquedo favorito. Agora, termine de cortar esses pimentões. Eu quero jantar em vinte minutos.

— Mas eu pensei que poderíamos... — Lisa começou, lançando um olhar em direção ao quarto.

— Vinte minutos, Lalisa. Se você for rápida e eficiente na cozinha, talvez eu te dê uma recompensa mais tarde — Jennie piscou, dando um tapa leve na bunda de Lisa antes de se afastar para pegar o vinho.

Lisa sorriu de orelha a orelha, voltando ao trabalho com uma energia renovada. Ela podia ter 1,80m, podia ser forte e intimidadora para o resto do mundo, mas ali, entre aquelas quatro paredes, ela pertencia inteiramente à pequena mulher de 1,55m que governava seu coração com punho de ferro e beijos de mel. E, para Lisa, não havia lugar no mundo onde ela preferisse estar.
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