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Areia vs argila
Fandom: Naruto
Criado: 14/06/2026
Tags
RomanceOmegaversoPWP (Enredo? Que enredo?)Cenário CanônicoAçãoHumorLinguagem Explícita
Areia Escaldante e Arte Explosiva
O deserto era um mestre cruel, mas Gaara estava acostumado com sua rigidez. O Kazekage caminhava com passos firmes sobre as dunas douradas, sua expressão permanecendo a mesma máscara de serenidade estoica de sempre. Atrás dele, flutuando em uma plataforma de areia densa e restrito por correntes de areia que prendiam seus pulsos e tornozelos, estava Deidara.
O renegado da Vila da Pedra não parava de resmungar há horas. O sol forte parecia apenas alimentar seu temperamento explosivo.
— Isso é uma violação dos direitos humanos, hum! — Deidara exclamou, sacudindo as correntes, o que só fez com que a areia apertasse mais seus pulsos. — Me levar assim, como um troféu de caça... Você é um mestre da monotonia, Kazekage. Sabia que a areia é o oposto da arte? A arte é um flash, um estrondo! A areia é só... poeira velha.
Gaara nem sequer olhou para trás. Sua voz saiu baixa, mas carregada de uma autoridade inabalável.
— Você é um prisioneiro de alto risco, Deidara. Minha missão é entregá-lo às autoridades da Pedra para que responda por seus crimes. O que você pensa sobre a minha areia é irrelevante.
Deidara soltou uma risada nasalada, seus olhos azuis brilhando com malícia.
— Irrelevante? Você é tão certinho que chega a dar sono. Aposto que até pra escovar os dentes você segue um manual. Me pergunto se essa sua cara de paisagem desmonta quando você está... digamos, ocupado. Ou você é tão duro quanto essa areia o tempo todo?
Gaara parou subitamente. Ele sentiu algo antes de ouvir. Um distúrbio no chakra ambiental, uma oscilação na temperatura do ar que não vinha do sol.
— Silêncio — ordenou Gaara, os olhos fixos em uma fenda entre duas formações rochosas à frente.
— Ih, ficou bravo? — Deidara provocou, inclinando a cabeça. — Toquei em um ponto sensível, foi?
Antes que Gaara pudesse responder, uma explosão de fumaça rosada e densa brotou do chão. Não era uma armadilha explosiva comum; era silenciosa e tinha um aroma doce, quase enjoativo, de flores silvestres que não deveriam existir no deserto.
— Emboscada! — Gaara reagiu instantaneamente, levantando uma cúpula de areia para protegê-los, mas a fumaça era fina demais, infiltrando-se pelos poros da barreira e pelos sistemas de ventilação naturais.
Deidara tossiu, inalando o vapor.
— Mas que droga de fumaça é essa? Não tem cheiro de pólvora... hum...
Gaara sentiu o efeito quase imediatamente. Seu sangue, geralmente frio e controlado, começou a ferver. O coração martelava contra as costelas e uma onda de calor avassaladora subiu por sua espinha, nublando seu julgamento. Ele olhou para Deidara e viu que o loiro estava em um estado semelhante. O rosto de Deidara estava vermelho, e ele puxava a gola da capa da Akatsuki com desespero.
— É um jutsu de dispersão hormonal... — Gaara murmurou, sua respiração ficando pesada. — Um veneno afrodisíaco de alto nível.
— Você... você está brincando, né? — Deidara soltou um gemido involuntário, contorcendo-se nas correntes de areia. — Que tipo de ninja usa uma tática tão baixa? Isso é ridículo... hum... hã...
A areia que prendia Deidara começou a vacilar, perdendo a forma conforme o controle de Gaara fraquejava. O Kazekage caiu de joelhos, lutando contra o instinto primitivo que rugia em sua mente. Ele era um Alfa, e o cheiro de Deidara — que agora parecia amplificado mil vezes pelo jutsu — estava agredindo seus sentidos de uma forma que ele nunca sentira.
— Afaste-se — rosnou Gaara, embora fosse ele quem estivesse perdendo o controle.
— Eu estou preso, seu idiota! — Deidara gritou, embora sua voz tivesse perdido a força, soando mais como um convite do que como um insulto. — Me solta... ou me ajuda... eu não aguento isso!
A plataforma de areia se desfez, derrubando Deidara no chão quente do deserto, a poucos centímetros de Gaara. O contato visual foi o gatilho final. A barreira de isolamento que Gaara construíra ao redor de suas emoções durante toda a vida ruiu.
— Eu tentei evitar... — disse Gaara, sua voz agora um rosnado profundo, enquanto suas mãos, trêmulas, alcançavam o rosto de Deidara.
— Menos conversa... mais impacto... — Deidara ofegou, fechando os olhos e inclinando a cabeça para o toque do ruivo.
O que se seguiu foi um borrão de necessidade e urgência. No isolamento das dunas, cercados apenas pelo vento, o Kazekage e o prisioneiro se entregaram a um frenesi ditado pelo jutsu. Não havia delicadeza, apenas a colisão de duas energias poderosas. Gaara, persistente e intenso, dominava cada espaço, enquanto Deidara, apesar de sua teimosia habitual, respondia com uma entrega explosiva, seus gemidos ecoando contra as rochas.
O tempo parecia ter parado. O sol começou a se pôr, tingindo o céu de roxo e laranja, antes que o efeito da fumaça finalmente se dissipasse, deixando apenas o cansaço extremo e o silêncio constrangedor.
Gaara foi o primeiro a se levantar. Ele limpou a areia de suas roupas com movimentos mecânicos, sua expressão voltando à seriedade habitual, embora houvesse um brilho diferente em seus olhos claros. Ele estendeu a mão e, com um gesto fluido, refez as correntes de areia ao redor dos pulsos de Deidara.
Deidara estava jogado no chão, o cabelo loiro bagunçado e a capa da Akatsuki em farrapos. Ele respirava com dificuldade, mas o brilho travesso em seus olhos não havia desaparecido. Pelo contrário, parecia ter ganhado força.
— Bem... — Deidara começou, limpando o canto da boca com as costas da mão presa. — Isso sim foi uma explosão, hum.
Gaara não respondeu de imediato. Ele apenas começou a caminhar novamente, puxando Deidara consigo.
— O jutsu acabou. Temos que chegar à fronteira antes do amanhecer.
Deidara soltou uma gargalhada rouca, deixando-se levar pela areia, mas sem parar de falar.
— Ah, entendi. Agora voltamos ao modo "Kazekage de Gelo"? Que conveniente para você, Alfa.
Gaara continuou olhando para frente.
— Foi um incidente induzido por um ataque inimigo. Não há necessidade de discutir isso.
— Não há necessidade? — Deidara arqueou uma sobrancelha, um sorriso ladino surgindo em seu rosto. — Sabe o que eu acho, Gaara? Eu acho que você se aproveitou da situação. Se aproveitou de um pobre prisioneiro indefeso, hum.
Gaara parou e virou-se lentamente. Ele caminhou até ficar a poucos centímetros do rosto de Deidara. O loiro não recuou; ele sustentou o olhar com um desafio brilhando nos olhos.
— Indefeso? — Gaara repetiu, sua voz baixa e vibrante. — Você não parava de pedir por mais. E se bem me lembro, foi você quem disse que a arte era um flash. Eu apenas garanti que o "flash" durasse o suficiente para satisfazer sua necessidade estética.
Deidara piscou, momentaneamente sem palavras pela audácia da resposta sincera de Gaara. Ele sentiu o rosto esquentar, e desta vez não era por causa de nenhum jutsu.
— Você... você é muito convencido para alguém que usa rímel, hum! — Deidara desviou o olhar, tentando esconder o sorriso. — Mas não pense que isso muda nada. Eu ainda vou explodir sua vila um dia.
— Tente — disse Gaara, voltando a caminhar. — Mas, por enquanto, você vai para a prisão.
— Uma prisão com visitas íntimas do Kazekage? — Deidara provocou, rindo alto quando viu as orelhas de Gaara ficarem levemente vermelhas. — Porque se for, eu posso até considerar não fugir na primeira semana!
Gaara suspirou, mas não havia irritação real em seu gesto. Havia algo entre eles agora, uma tensão que não era mais apenas de inimigos, mas de dois seres que haviam visto a verdade um do outro sob a pressão do deserto.
— Você fala demais, Deidara.
— E você age de menos nas horas vagas, Gaara! Mas não se preocupe, eu posso te ensinar a ser mais... explosivo.
O Kazekage não respondeu, mas a areia que carregava Deidara parecia um pouco mais macia, e o caminho para a Vila da Pedra, embora longo, não parecia mais tão monótono. No silêncio do deserto, a arte e a areia haviam encontrado, por um breve momento, um ritmo comum.
O renegado da Vila da Pedra não parava de resmungar há horas. O sol forte parecia apenas alimentar seu temperamento explosivo.
— Isso é uma violação dos direitos humanos, hum! — Deidara exclamou, sacudindo as correntes, o que só fez com que a areia apertasse mais seus pulsos. — Me levar assim, como um troféu de caça... Você é um mestre da monotonia, Kazekage. Sabia que a areia é o oposto da arte? A arte é um flash, um estrondo! A areia é só... poeira velha.
Gaara nem sequer olhou para trás. Sua voz saiu baixa, mas carregada de uma autoridade inabalável.
— Você é um prisioneiro de alto risco, Deidara. Minha missão é entregá-lo às autoridades da Pedra para que responda por seus crimes. O que você pensa sobre a minha areia é irrelevante.
Deidara soltou uma risada nasalada, seus olhos azuis brilhando com malícia.
— Irrelevante? Você é tão certinho que chega a dar sono. Aposto que até pra escovar os dentes você segue um manual. Me pergunto se essa sua cara de paisagem desmonta quando você está... digamos, ocupado. Ou você é tão duro quanto essa areia o tempo todo?
Gaara parou subitamente. Ele sentiu algo antes de ouvir. Um distúrbio no chakra ambiental, uma oscilação na temperatura do ar que não vinha do sol.
— Silêncio — ordenou Gaara, os olhos fixos em uma fenda entre duas formações rochosas à frente.
— Ih, ficou bravo? — Deidara provocou, inclinando a cabeça. — Toquei em um ponto sensível, foi?
Antes que Gaara pudesse responder, uma explosão de fumaça rosada e densa brotou do chão. Não era uma armadilha explosiva comum; era silenciosa e tinha um aroma doce, quase enjoativo, de flores silvestres que não deveriam existir no deserto.
— Emboscada! — Gaara reagiu instantaneamente, levantando uma cúpula de areia para protegê-los, mas a fumaça era fina demais, infiltrando-se pelos poros da barreira e pelos sistemas de ventilação naturais.
Deidara tossiu, inalando o vapor.
— Mas que droga de fumaça é essa? Não tem cheiro de pólvora... hum...
Gaara sentiu o efeito quase imediatamente. Seu sangue, geralmente frio e controlado, começou a ferver. O coração martelava contra as costelas e uma onda de calor avassaladora subiu por sua espinha, nublando seu julgamento. Ele olhou para Deidara e viu que o loiro estava em um estado semelhante. O rosto de Deidara estava vermelho, e ele puxava a gola da capa da Akatsuki com desespero.
— É um jutsu de dispersão hormonal... — Gaara murmurou, sua respiração ficando pesada. — Um veneno afrodisíaco de alto nível.
— Você... você está brincando, né? — Deidara soltou um gemido involuntário, contorcendo-se nas correntes de areia. — Que tipo de ninja usa uma tática tão baixa? Isso é ridículo... hum... hã...
A areia que prendia Deidara começou a vacilar, perdendo a forma conforme o controle de Gaara fraquejava. O Kazekage caiu de joelhos, lutando contra o instinto primitivo que rugia em sua mente. Ele era um Alfa, e o cheiro de Deidara — que agora parecia amplificado mil vezes pelo jutsu — estava agredindo seus sentidos de uma forma que ele nunca sentira.
— Afaste-se — rosnou Gaara, embora fosse ele quem estivesse perdendo o controle.
— Eu estou preso, seu idiota! — Deidara gritou, embora sua voz tivesse perdido a força, soando mais como um convite do que como um insulto. — Me solta... ou me ajuda... eu não aguento isso!
A plataforma de areia se desfez, derrubando Deidara no chão quente do deserto, a poucos centímetros de Gaara. O contato visual foi o gatilho final. A barreira de isolamento que Gaara construíra ao redor de suas emoções durante toda a vida ruiu.
— Eu tentei evitar... — disse Gaara, sua voz agora um rosnado profundo, enquanto suas mãos, trêmulas, alcançavam o rosto de Deidara.
— Menos conversa... mais impacto... — Deidara ofegou, fechando os olhos e inclinando a cabeça para o toque do ruivo.
O que se seguiu foi um borrão de necessidade e urgência. No isolamento das dunas, cercados apenas pelo vento, o Kazekage e o prisioneiro se entregaram a um frenesi ditado pelo jutsu. Não havia delicadeza, apenas a colisão de duas energias poderosas. Gaara, persistente e intenso, dominava cada espaço, enquanto Deidara, apesar de sua teimosia habitual, respondia com uma entrega explosiva, seus gemidos ecoando contra as rochas.
O tempo parecia ter parado. O sol começou a se pôr, tingindo o céu de roxo e laranja, antes que o efeito da fumaça finalmente se dissipasse, deixando apenas o cansaço extremo e o silêncio constrangedor.
Gaara foi o primeiro a se levantar. Ele limpou a areia de suas roupas com movimentos mecânicos, sua expressão voltando à seriedade habitual, embora houvesse um brilho diferente em seus olhos claros. Ele estendeu a mão e, com um gesto fluido, refez as correntes de areia ao redor dos pulsos de Deidara.
Deidara estava jogado no chão, o cabelo loiro bagunçado e a capa da Akatsuki em farrapos. Ele respirava com dificuldade, mas o brilho travesso em seus olhos não havia desaparecido. Pelo contrário, parecia ter ganhado força.
— Bem... — Deidara começou, limpando o canto da boca com as costas da mão presa. — Isso sim foi uma explosão, hum.
Gaara não respondeu de imediato. Ele apenas começou a caminhar novamente, puxando Deidara consigo.
— O jutsu acabou. Temos que chegar à fronteira antes do amanhecer.
Deidara soltou uma gargalhada rouca, deixando-se levar pela areia, mas sem parar de falar.
— Ah, entendi. Agora voltamos ao modo "Kazekage de Gelo"? Que conveniente para você, Alfa.
Gaara continuou olhando para frente.
— Foi um incidente induzido por um ataque inimigo. Não há necessidade de discutir isso.
— Não há necessidade? — Deidara arqueou uma sobrancelha, um sorriso ladino surgindo em seu rosto. — Sabe o que eu acho, Gaara? Eu acho que você se aproveitou da situação. Se aproveitou de um pobre prisioneiro indefeso, hum.
Gaara parou e virou-se lentamente. Ele caminhou até ficar a poucos centímetros do rosto de Deidara. O loiro não recuou; ele sustentou o olhar com um desafio brilhando nos olhos.
— Indefeso? — Gaara repetiu, sua voz baixa e vibrante. — Você não parava de pedir por mais. E se bem me lembro, foi você quem disse que a arte era um flash. Eu apenas garanti que o "flash" durasse o suficiente para satisfazer sua necessidade estética.
Deidara piscou, momentaneamente sem palavras pela audácia da resposta sincera de Gaara. Ele sentiu o rosto esquentar, e desta vez não era por causa de nenhum jutsu.
— Você... você é muito convencido para alguém que usa rímel, hum! — Deidara desviou o olhar, tentando esconder o sorriso. — Mas não pense que isso muda nada. Eu ainda vou explodir sua vila um dia.
— Tente — disse Gaara, voltando a caminhar. — Mas, por enquanto, você vai para a prisão.
— Uma prisão com visitas íntimas do Kazekage? — Deidara provocou, rindo alto quando viu as orelhas de Gaara ficarem levemente vermelhas. — Porque se for, eu posso até considerar não fugir na primeira semana!
Gaara suspirou, mas não havia irritação real em seu gesto. Havia algo entre eles agora, uma tensão que não era mais apenas de inimigos, mas de dois seres que haviam visto a verdade um do outro sob a pressão do deserto.
— Você fala demais, Deidara.
— E você age de menos nas horas vagas, Gaara! Mas não se preocupe, eu posso te ensinar a ser mais... explosivo.
O Kazekage não respondeu, mas a areia que carregava Deidara parecia um pouco mais macia, e o caminho para a Vila da Pedra, embora longo, não parecia mais tão monótono. No silêncio do deserto, a arte e a areia haviam encontrado, por um breve momento, um ritmo comum.
