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Loon
Fandom: Naruto
Criado: 14/06/2026
Tags
RomanceOmegaversoDor/ConfortoAngústiaDramaAlmas GêmeasCenário CanônicoEstudo de Personagem
O Aroma das Camélias de Inverno
A floresta nos limites do País do Fogo estava mergulhada em um silêncio denso, interrompido apenas pelo som rítmico dos passos de dois ninjas saltando entre os galhos altos. A missão de reconhecimento deveria ser simples, uma patrulha de rotina para verificar relatos de atividades suspeitas perto da fronteira, mas para Neji Hyuga, cada quilômetro parecia uma eternidade de agonia silenciosa.
Neji sempre foi o epítome da perfeição técnica e do autocontrole. No clã Hyuga, e em toda a Vila da Folha, ninguém jamais questionou sua natureza. Sua postura ereta, seu olhar gélido e sua aura de autoridade faziam com que todos assumissem, sem sombra de dúvida, que ele era um Alfa. Ele deixava que pensassem assim. Era mais seguro. Era mais respeitável. No mundo shinobi, um mestre do Juken que fosse um Ômega seria visto como uma vulnerabilidade, e Neji se recusava a ser o elo fraco de qualquer corrente.
No entanto, o destino — ou a biologia — tinha planos diferentes para aquela noite de lua cheia.
— Neji! Você está bem? — A voz vibrante de Rock Lee cortou o ar, cheia de uma preocupação genuína que sempre fazia o peito de Neji apertar por motivos que ele não ousava admitir. — Você está mais lento que o normal. Se estiver cansado, podemos acampar agora! O fogo da juventude precisa de descanso para queimar com força amanhã!
Neji parou bruscamente em um galho grosso, segurando-se no tronco da árvore. Sua respiração estava curta e seu corpo parecia estar sendo cozido de dentro para fora. O supressor que ele tomara antes de sair da vila deveria ter durado mais três dias. Ele calculara mal. Ou talvez o estresse constante de manter as aparências tivesse finalmente cobrado seu preço.
— Eu estou bem, Lee — respondeu Neji, mas sua voz saiu um oitavo mais baixa e rouca do que o pretendido. — Só... um pouco de fadiga.
Lee aterrissou levemente ao lado dele. O Alfa de sobrancelhas grossas exalava um cheiro reconfortante de terra molhada e brisa de verão, um aroma que, naquele momento, atingiu os sentidos de Neji como uma marreta. O instinto de Neji gritou. Ele precisava se esconder. Ele precisava de proteção. Ele precisava de *Lee*.
— Você está suando muito, Neji — disse Lee, aproximando-se e estendendo a mão para tocar a testa do companheiro. — E seu cheiro... está mudando. É um perfume floral, como camélias...
Neji recuou como se tivesse sido queimado, seus olhos perolados dilatando-se de pânico. O supressor falhara completamente. O aroma doce e inebriante de um Ômega no ápice do cio começou a inundar o ar frio da noite, substituindo o frescor metálico que Neji costumava fingir com perfumes artificiais.
— Não toque em mim — sibilou Neji, sentindo as pernas fraquejarem. Ele escorregou pelo tronco da árvore até se sentar no galho, abraçando os próprios joelhos. — Lee, você precisa... você precisa se afastar. Vá para o ponto de encontro. Eu te encontro em dois dias.
Lee piscou, confuso. Ele era um Alfa, e seus instintos começaram a reagir violentamente à mudança súbita na atmosfera. O cheiro de Neji era a coisa mais maravilhosa que ele já havia sentido na vida. Por anos, Lee admirara Neji — sua força, sua beleza, sua determinação. Ele aceitara que Neji era um Alfa e que, talvez, nunca houvesse espaço para o tipo de amor que Lee sentia, mas agora... o mundo parecia estar virando de cabeça para baixo.
— Neji... — Lee sussurrou, a voz falhando enquanto o entendimento o atingia. — Você é... um Ômega?
— Vá embora — ordenou Neji, embora o comando não tivesse força alguma. Suas unhas cravavam-se no tecido de suas calças. — É uma ordem, Lee. Se você ficar... eu não vou conseguir...
— Eu não vou a lugar nenhum! — Lee declarou com uma intensidade que fez Neji estremecer. — Um companheiro de equipe nunca abandona o outro, especialmente quando ele está em perigo! E você está sofrendo, Neji.
Lee saltou para o chão da floresta e estendeu os braços.
— Desça. Tem uma caverna logo ali atrás daquela encosta. Eu vou cuidar de você.
Neji não tinha mais forças para lutar. Ele se deixou cair, sendo amparado pelos braços fortes de Lee. O contato físico foi como um choque elétrico. O calor de Lee, sua força bruta e o cheiro de Alfa eram tudo o que o corpo de Neji implorava. Ele enterrou o rosto no pescoço de Lee, soltando um gemido involuntário que fez o corpo do Alfa enrijecer.
— Por favor, Lee... — murmurou Neji, a consciência se esvaindo para dar lugar à necessidade pura.
Lee o carregou para a pequena caverna, forrando o chão com suas capas de viagem com uma rapidez febril. Ele colocou Neji deitado com cuidado, mas quando tentou se afastar para buscar água, Neji agarrou sua mão com uma força surpreendente.
— Não me deixe sozinho — pediu o Hyuga, os olhos nublados pelo desejo e pelo calor da febre. — O frio... dói.
Lee sentou-se ao lado dele, sentindo o próprio coração martelar contra as costelas. Ele sempre amara Neji. Amara o gênio, o rival, o amigo. Mas ver Neji assim — vulnerável, entregue, confiando nele em seu momento mais íntimo — despertava em Lee um instinto de proteção que ele nunca soube que possuía.
— Eu estou aqui, Neji — disse Lee suavemente, passando a mão pelos cabelos longos e sedosos do Hyuga. — Eu sempre estarei aqui.
— Você deve me achar patético — sussurrou Neji, a voz quebrada enquanto se aninhava no peito de Lee. — O grande gênio Hyuga... escondendo o que é por medo.
— Patético? — Lee inclinou o rosto, forçando Neji a olhá-lo nos olhos. — Neji, você é a pessoa mais forte que eu conheço. Carregar esse segredo sozinho, lutar como você luta... isso só mostra o quanto você é incrível. Ser um Ômega não muda quem você é. Para mim, você ainda é o Neji que me motiva a treinar até minhas mãos sangrarem.
Neji sentiu uma lágrima solitária escorrer por seu rosto.
— Lee... o cheiro... está ficando muito forte. Se você ficar, você vai perder o controle. Eu não quero que você se sinta obrigado a...
— Eu nunca me sentiria obrigado — interrompeu Lee, sua voz agora carregada de uma seriedade profunda. — Neji, eu amo você. Eu te amo desde o dia em que nos tornamos o Time Guy. Eu te amava quando pensava que você era um Alfa, e te amo agora. Se você me permitir... se você me quiser... eu quero ser o seu porto seguro.
O coração de Neji deu um salto. Ele sempre vira a persistência de Lee como algo irritante, mas agora, era essa mesma persistência que o salvava do abismo da solidão. Ele esticou a mão, tocando o rosto de Lee, sentindo a pele quente e áspera do treinamento constante.
— Eu quero você, Lee — confessou Neji, num sopro. — Eu não quero mais ninguém.
Lee não precisou de outro convite. Ele se inclinou e selou seus lábios aos de Neji. O beijo foi desesperado no início, uma explosão de sentimentos guardados por anos. O sabor de Neji era inebriante, e o toque de Lee era o fogo que Neji precisava para queimar a agonia do cio.
Enquanto as sombras da caverna dançavam sob a luz da lua, as barreiras que Neji construíra ao redor de si mesmo desmoronaram. Ali, nos braços de Lee, ele não era o prodígio, não era a marca na testa, não era o Alfa falso. Ele era apenas Neji, e ele era amado.
— Você tem certeza? — Lee perguntou entre beijos, sua voz tremendo com o esforço de manter a sanidade diante do aroma avassalador de Neji. — Uma vez que eu te marcar... você será meu para sempre, Neji. E eu serei seu.
Neji sorriu, um sorriso genuíno que poucas pessoas no mundo já haviam visto. Ele puxou Lee para mais perto, expondo o pescoço, onde a glândula de odor pulsava com o convite final.
— O destino é algo engraçado, não é, Lee? — Neji murmurou, fechando os olhos. — Você sempre disse que poderia mudar o destino com esforço. Então mude o meu. Me faça seu.
Lee rosnou baixinho, um som puramente instintivo de um Alfa que finalmente encontrara seu par. Ele se inclinou, seus dentes roçando a pele macia de Neji antes de morder, selando o vínculo que os uniria para além daquela missão, para além daquela vida.
A floresta continuava silenciosa lá fora, mas dentro daquela caverna, o mundo havia mudado para sempre. Neji Hyuga não precisava mais fingir ser um Alfa para ser respeitado; ele encontrara em Rock Lee alguém que o via inteiramente, e que o amava não apesar de sua natureza, mas por causa dela. E enquanto o sol começava a surgir no horizonte, dissipando o frio da noite, Neji finalmente dormiu, exausto e completo, envolto no calor do seu Alfa.
Neji sempre foi o epítome da perfeição técnica e do autocontrole. No clã Hyuga, e em toda a Vila da Folha, ninguém jamais questionou sua natureza. Sua postura ereta, seu olhar gélido e sua aura de autoridade faziam com que todos assumissem, sem sombra de dúvida, que ele era um Alfa. Ele deixava que pensassem assim. Era mais seguro. Era mais respeitável. No mundo shinobi, um mestre do Juken que fosse um Ômega seria visto como uma vulnerabilidade, e Neji se recusava a ser o elo fraco de qualquer corrente.
No entanto, o destino — ou a biologia — tinha planos diferentes para aquela noite de lua cheia.
— Neji! Você está bem? — A voz vibrante de Rock Lee cortou o ar, cheia de uma preocupação genuína que sempre fazia o peito de Neji apertar por motivos que ele não ousava admitir. — Você está mais lento que o normal. Se estiver cansado, podemos acampar agora! O fogo da juventude precisa de descanso para queimar com força amanhã!
Neji parou bruscamente em um galho grosso, segurando-se no tronco da árvore. Sua respiração estava curta e seu corpo parecia estar sendo cozido de dentro para fora. O supressor que ele tomara antes de sair da vila deveria ter durado mais três dias. Ele calculara mal. Ou talvez o estresse constante de manter as aparências tivesse finalmente cobrado seu preço.
— Eu estou bem, Lee — respondeu Neji, mas sua voz saiu um oitavo mais baixa e rouca do que o pretendido. — Só... um pouco de fadiga.
Lee aterrissou levemente ao lado dele. O Alfa de sobrancelhas grossas exalava um cheiro reconfortante de terra molhada e brisa de verão, um aroma que, naquele momento, atingiu os sentidos de Neji como uma marreta. O instinto de Neji gritou. Ele precisava se esconder. Ele precisava de proteção. Ele precisava de *Lee*.
— Você está suando muito, Neji — disse Lee, aproximando-se e estendendo a mão para tocar a testa do companheiro. — E seu cheiro... está mudando. É um perfume floral, como camélias...
Neji recuou como se tivesse sido queimado, seus olhos perolados dilatando-se de pânico. O supressor falhara completamente. O aroma doce e inebriante de um Ômega no ápice do cio começou a inundar o ar frio da noite, substituindo o frescor metálico que Neji costumava fingir com perfumes artificiais.
— Não toque em mim — sibilou Neji, sentindo as pernas fraquejarem. Ele escorregou pelo tronco da árvore até se sentar no galho, abraçando os próprios joelhos. — Lee, você precisa... você precisa se afastar. Vá para o ponto de encontro. Eu te encontro em dois dias.
Lee piscou, confuso. Ele era um Alfa, e seus instintos começaram a reagir violentamente à mudança súbita na atmosfera. O cheiro de Neji era a coisa mais maravilhosa que ele já havia sentido na vida. Por anos, Lee admirara Neji — sua força, sua beleza, sua determinação. Ele aceitara que Neji era um Alfa e que, talvez, nunca houvesse espaço para o tipo de amor que Lee sentia, mas agora... o mundo parecia estar virando de cabeça para baixo.
— Neji... — Lee sussurrou, a voz falhando enquanto o entendimento o atingia. — Você é... um Ômega?
— Vá embora — ordenou Neji, embora o comando não tivesse força alguma. Suas unhas cravavam-se no tecido de suas calças. — É uma ordem, Lee. Se você ficar... eu não vou conseguir...
— Eu não vou a lugar nenhum! — Lee declarou com uma intensidade que fez Neji estremecer. — Um companheiro de equipe nunca abandona o outro, especialmente quando ele está em perigo! E você está sofrendo, Neji.
Lee saltou para o chão da floresta e estendeu os braços.
— Desça. Tem uma caverna logo ali atrás daquela encosta. Eu vou cuidar de você.
Neji não tinha mais forças para lutar. Ele se deixou cair, sendo amparado pelos braços fortes de Lee. O contato físico foi como um choque elétrico. O calor de Lee, sua força bruta e o cheiro de Alfa eram tudo o que o corpo de Neji implorava. Ele enterrou o rosto no pescoço de Lee, soltando um gemido involuntário que fez o corpo do Alfa enrijecer.
— Por favor, Lee... — murmurou Neji, a consciência se esvaindo para dar lugar à necessidade pura.
Lee o carregou para a pequena caverna, forrando o chão com suas capas de viagem com uma rapidez febril. Ele colocou Neji deitado com cuidado, mas quando tentou se afastar para buscar água, Neji agarrou sua mão com uma força surpreendente.
— Não me deixe sozinho — pediu o Hyuga, os olhos nublados pelo desejo e pelo calor da febre. — O frio... dói.
Lee sentou-se ao lado dele, sentindo o próprio coração martelar contra as costelas. Ele sempre amara Neji. Amara o gênio, o rival, o amigo. Mas ver Neji assim — vulnerável, entregue, confiando nele em seu momento mais íntimo — despertava em Lee um instinto de proteção que ele nunca soube que possuía.
— Eu estou aqui, Neji — disse Lee suavemente, passando a mão pelos cabelos longos e sedosos do Hyuga. — Eu sempre estarei aqui.
— Você deve me achar patético — sussurrou Neji, a voz quebrada enquanto se aninhava no peito de Lee. — O grande gênio Hyuga... escondendo o que é por medo.
— Patético? — Lee inclinou o rosto, forçando Neji a olhá-lo nos olhos. — Neji, você é a pessoa mais forte que eu conheço. Carregar esse segredo sozinho, lutar como você luta... isso só mostra o quanto você é incrível. Ser um Ômega não muda quem você é. Para mim, você ainda é o Neji que me motiva a treinar até minhas mãos sangrarem.
Neji sentiu uma lágrima solitária escorrer por seu rosto.
— Lee... o cheiro... está ficando muito forte. Se você ficar, você vai perder o controle. Eu não quero que você se sinta obrigado a...
— Eu nunca me sentiria obrigado — interrompeu Lee, sua voz agora carregada de uma seriedade profunda. — Neji, eu amo você. Eu te amo desde o dia em que nos tornamos o Time Guy. Eu te amava quando pensava que você era um Alfa, e te amo agora. Se você me permitir... se você me quiser... eu quero ser o seu porto seguro.
O coração de Neji deu um salto. Ele sempre vira a persistência de Lee como algo irritante, mas agora, era essa mesma persistência que o salvava do abismo da solidão. Ele esticou a mão, tocando o rosto de Lee, sentindo a pele quente e áspera do treinamento constante.
— Eu quero você, Lee — confessou Neji, num sopro. — Eu não quero mais ninguém.
Lee não precisou de outro convite. Ele se inclinou e selou seus lábios aos de Neji. O beijo foi desesperado no início, uma explosão de sentimentos guardados por anos. O sabor de Neji era inebriante, e o toque de Lee era o fogo que Neji precisava para queimar a agonia do cio.
Enquanto as sombras da caverna dançavam sob a luz da lua, as barreiras que Neji construíra ao redor de si mesmo desmoronaram. Ali, nos braços de Lee, ele não era o prodígio, não era a marca na testa, não era o Alfa falso. Ele era apenas Neji, e ele era amado.
— Você tem certeza? — Lee perguntou entre beijos, sua voz tremendo com o esforço de manter a sanidade diante do aroma avassalador de Neji. — Uma vez que eu te marcar... você será meu para sempre, Neji. E eu serei seu.
Neji sorriu, um sorriso genuíno que poucas pessoas no mundo já haviam visto. Ele puxou Lee para mais perto, expondo o pescoço, onde a glândula de odor pulsava com o convite final.
— O destino é algo engraçado, não é, Lee? — Neji murmurou, fechando os olhos. — Você sempre disse que poderia mudar o destino com esforço. Então mude o meu. Me faça seu.
Lee rosnou baixinho, um som puramente instintivo de um Alfa que finalmente encontrara seu par. Ele se inclinou, seus dentes roçando a pele macia de Neji antes de morder, selando o vínculo que os uniria para além daquela missão, para além daquela vida.
A floresta continuava silenciosa lá fora, mas dentro daquela caverna, o mundo havia mudado para sempre. Neji Hyuga não precisava mais fingir ser um Alfa para ser respeitado; ele encontrara em Rock Lee alguém que o via inteiramente, e que o amava não apesar de sua natureza, mas por causa dela. E enquanto o sol começava a surgir no horizonte, dissipando o frio da noite, Neji finalmente dormiu, exausto e completo, envolto no calor do seu Alfa.
