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Entre bastidores
Fandom: Khunno
Criado: 15/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraSongficCenário CanônicoDrama
Entre Acordes e Promessas Adormecidas
O ano de 2026 havia chegado com a força de um furacão na vida de Fourth Nattawat. Olhando para trás, para aquele garoto tímido que segurava o violão com as mãos suadas nos bastidores de seu primeiro grande projeto, ele mal conseguia se reconhecer. Agora, aos 21 anos, Fourth sentia que o mundo era vasto, mas, ironicamente, seu universo parecia gravitar cada vez mais em torno de uma única pessoa: Gemini Norawit.
As gravações de *Ticket to Heaven* haviam terminado há poucas semanas, deixando um rastro de exaustão emocional e uma conexão que nenhum deles conseguia mais rotular apenas como "profissional". No set, entre as nuvens artificiais e os diálogos carregados de melancolia e esperança da série, a linha que separava a atuação da realidade tornou-se tão tênue que, às vezes, Fourth esquecia de sair do personagem quando as câmeras paravam de rodar. Ou talvez, o personagem fosse apenas uma desculpa para dizer o que ele sentia há anos.
Fourth estava sentado no sofá de couro da sala de ensaios da GMMTV, dedilhando algumas notas aleatórias em seu violão. Ele estava sozinho, ou pelo menos tentava convencer seu coração de que a solidão era o que ele precisava para compor.
— Essa nota está meio sustenida demais, não acha? — A voz de Gemini ecoou pela sala antes mesmo que ele aparecesse no campo de visão de Fourth.
Fourth sorriu sem desviar os olhos das cordas. Ele conhecia aquele tom. Era a voz de Gemini quando ele estava relaxado, sem a máscara de "estrela confiante" que ele usava para o mundo exterior.
— Eu estava experimentando — defendeu-se Fourth, finalmente levantando o olhar quando Gemini se sentou ao seu lado, invadindo seu espaço pessoal com a naturalidade de quem era dono dele. — Mas você sempre tem que dar sua opinião técnica, senhor perfeccionista.
— É para isso que servem os parceiros, Fourth — disse Gemini, inclinando-se para frente. Ele cheirava a café e àquele perfume cítrico que Fourth secretamente havia comprado para si mesmo só para sentir o cheiro de Gemini quando estivessem longe. — Ou somos mais do que parceiros de música hoje?
Fourth sentiu o rosto esquentar. Ele se lembrou de uma live que fizera anos atrás, quando era apenas um adolescente tentando lidar com a pressão dos fãs. Na época, ele dissera que eram amigos, mas que o futuro era incerto, que talvez as coisas mudassem. O "futuro" agora era o presente, e o peso daquelas palavras parecia maior do que nunca.
— Você lembra do que eu disse naquela live? — perguntou Fourth em voz baixa, deixando o violão de lado.
— Eu lembro de cada palavra que você já disse sobre nós, Fourth — respondeu Gemini, a brincadeira sumindo de seus olhos, substituída por uma intensidade que fazia o estômago de Fourth dar voltas. — Você disse que não sabia o que aconteceria. Que éramos jovens.
— E agora? Não somos mais tão jovens assim — Fourth murmurou. — Quer dizer, ainda somos, mas... as coisas mudaram depois de *Ticket to Heaven*. Eu sinto que não consigo mais fingir que é só trabalho quando estamos na frente das câmeras. E quando as câmeras desligam, fica ainda pior.
Gemini estendeu a mão, cobrindo a de Fourth que repousava no sofá. O toque foi elétrico. Nos últimos meses, eles haviam se tornado "pegajosos", como os amigos da empresa costumavam brincar. Abraços que duravam segundos a mais, mãos que se buscavam sob as mesas durante os jantares de elenco, olhares que diziam tudo o que os contratos de imagem proibiam de ser dito em voz alta.
— Eu não quero mais que seja "pior" — disse Gemini, aproximando-se mais. — Eu quero que seja real. Eu cansei de esperar pelo futuro, Fourth. O futuro é agora.
— Os fãs... eles percebem, Gem — Fourth disse, embora seu corpo estivesse se inclinando involuntariamente para o de Gemini. — Ontem, no evento da marca de moda, eles notaram como você ficou tímido quando eu toquei no seu cabelo. Você nunca fica tímido, você é o "Sr. Confiança".
Gemini soltou uma risada curta, mas seus olhos permaneciam fixos nos lábios de Fourth.
— Você é a única pessoa que consegue me deixar sem palavras, Nattawat. Você sabe disso. Eu posso encarar uma multidão de dez mil pessoas, mas se você me olha desse jeito... eu esqueço até meu nome.
Fourth riu, sentindo uma mistura de alívio e ansiedade. O ambiente na GMMTV era familiar, mas eles raramente tinham momentos de privacidade total. Ali, naquela sala de ensaio, com as luzes da cidade de Bangkok começando a brilhar lá fora através das janelas de vidro, a bolha parecia segura.
— O que estamos fazendo, Gemini? — perguntou Fourth, a voz quase um sussurro.
— O que deveríamos ter feito há dois anos — respondeu Gemini.
Ele não esperou por uma resposta. Gemini encurtou a distância restante, selando seus lábios nos de Fourth de uma maneira que não tinha nada a ver com roteiros ou diretores gritando "ação". Foi um beijo lento, carregado de todas as palavras não ditas desde 2022, de todas as vezes que eles se apoiaram nos bastidores e de todas as promessas silenciosas que fizeram um ao outro.
Fourth sentiu as mãos de Gemini subirem para o seu rosto, segurando-o com uma delicadeza que contrastava com a força da sua presença pública. Ele retribuiu o beijo, sentindo o gosto de Gemini e a certeza de que, a partir daquele momento, não haveria mais volta para a "apenas amizade".
Quando se separaram, ambos estavam ofegantes, os rostos colados.
— Isso vai ser complicado — disse Fourth, sorrindo contra os lábios de Gemini.
— As melhores coisas da vida geralmente são — Gemini rebateu, acariciando a bochecha de Fourth com o polegar. — Mas eu não me importo, contanto que eu não precise mais esconder que você é meu.
— Eu nunca fui de ninguém além de você, seu idiota — confessou Fourth, escondendo o rosto no pescoço de Gemini, sentindo o calor da pele dele.
A porta da sala de ensaio se abriu de repente, e ambos se afastaram rapidamente, embora não o suficiente para disfarçar a atmosfera carregada. Era Mark Pakin, segurando dois copos de chá bolha.
— Ah, pelo amor de Deus — disse Mark, revirando os olhos com um sorriso cúmplice. — Vocês dois de novo? Eu já disse para o Satang que se vocês ficarem mais pegajosos que isso, vamos ter que cobrar ingresso para entrar na sala de convivência.
Fourth sentiu as orelhas arderem, mas Gemini apenas riu, passando o braço pelos ombros de Fourth e trazendo-o para perto novamente, desta vez sem medo.
— Acostume-se, P'Mark — disse Gemini, com aquele brilho travesso nos olhos que Fourth tanto amava. — O futuro que o Fourth prometeu finalmente chegou.
Mark balançou a cabeça, deixando os chás sobre a mesa.
— Tanto faz. Só não cheguem atrasados para a reunião de marketing. Os executivos já estão desconfiando que o "fan service" de vocês está se tornando "serviço real".
— Não é serviço, P' — Fourth disse, sua voz ganhando uma nova confiança. — É só a nossa vida agora.
Quando Mark saiu, o silêncio retornou, mas não era mais o silêncio da incerteza. Fourth pegou seu violão novamente, mas desta vez, a melodia que saiu era leve, vibrante e cheia de uma alegria que ele não conseguia conter.
— Sabe, Gem — disse Fourth, enquanto testava um novo acorde. — Eu acho que agora eu consigo terminar aquela música que eu comecei a escrever no ano passado.
— Aquela sobre o garoto que se apaixonou pelo melhor amigo e não sabia como dizer? — Gemini perguntou, pegando o outro violão que estava encostado na parede.
— Essa mesma — confirmou Fourth. — Mas agora o final mudou. Não é mais uma música triste.
— Ótimo — disse Gemini, começando a acompanhar o ritmo de Fourth com uma harmonia perfeita. — Porque eu pretendo garantir que o nosso final seja o mais feliz de todos.
Eles passaram o restante da tarde ali, entre risadas, toques acidentais (ou nem tanto) e a criação de uma harmonia que ia muito além da música. Eles sabiam que, lá fora, o mundo continuava girando, que as câmeras voltariam a focar neles e que os fãs continuariam a analisar cada milímetro de suas interações. Mas ali, entre as quatro paredes daquela sala, Fourth e Gemini não eram as estrelas da Tailândia. Eram apenas dois jovens que finalmente tiveram coragem de atravessar a linha que tanto os assombrava.
Fourth olhou para Gemini, que estava concentrado em um solo de guitarra, e sentiu uma paz profunda. O garoto tímido de anos atrás ficaria orgulhoso. Ele não só havia conquistado seus sonhos profissionais, como também havia encontrado seu lar no coração da pessoa que esteve ao seu lado desde o início.
— Ei, Gem? — chamou Fourth.
Gemini parou de tocar e olhou para ele.
— Eu te amo.
Gemini sorriu, um sorriso que iluminou a sala inteira, e Fourth soube que, não importava o que 2026 reservasse para eles, eles enfrentariam tudo juntos.
— Eu também te amo, Fourth. Mais do que qualquer roteiro poderia descrever.
A música recomeçou, mais alta e mais clara do que nunca, ecoando pelos corredores da GMMTV como um segredo que estava prestes a se tornar a verdade mais bonita de suas vidas.
As gravações de *Ticket to Heaven* haviam terminado há poucas semanas, deixando um rastro de exaustão emocional e uma conexão que nenhum deles conseguia mais rotular apenas como "profissional". No set, entre as nuvens artificiais e os diálogos carregados de melancolia e esperança da série, a linha que separava a atuação da realidade tornou-se tão tênue que, às vezes, Fourth esquecia de sair do personagem quando as câmeras paravam de rodar. Ou talvez, o personagem fosse apenas uma desculpa para dizer o que ele sentia há anos.
Fourth estava sentado no sofá de couro da sala de ensaios da GMMTV, dedilhando algumas notas aleatórias em seu violão. Ele estava sozinho, ou pelo menos tentava convencer seu coração de que a solidão era o que ele precisava para compor.
— Essa nota está meio sustenida demais, não acha? — A voz de Gemini ecoou pela sala antes mesmo que ele aparecesse no campo de visão de Fourth.
Fourth sorriu sem desviar os olhos das cordas. Ele conhecia aquele tom. Era a voz de Gemini quando ele estava relaxado, sem a máscara de "estrela confiante" que ele usava para o mundo exterior.
— Eu estava experimentando — defendeu-se Fourth, finalmente levantando o olhar quando Gemini se sentou ao seu lado, invadindo seu espaço pessoal com a naturalidade de quem era dono dele. — Mas você sempre tem que dar sua opinião técnica, senhor perfeccionista.
— É para isso que servem os parceiros, Fourth — disse Gemini, inclinando-se para frente. Ele cheirava a café e àquele perfume cítrico que Fourth secretamente havia comprado para si mesmo só para sentir o cheiro de Gemini quando estivessem longe. — Ou somos mais do que parceiros de música hoje?
Fourth sentiu o rosto esquentar. Ele se lembrou de uma live que fizera anos atrás, quando era apenas um adolescente tentando lidar com a pressão dos fãs. Na época, ele dissera que eram amigos, mas que o futuro era incerto, que talvez as coisas mudassem. O "futuro" agora era o presente, e o peso daquelas palavras parecia maior do que nunca.
— Você lembra do que eu disse naquela live? — perguntou Fourth em voz baixa, deixando o violão de lado.
— Eu lembro de cada palavra que você já disse sobre nós, Fourth — respondeu Gemini, a brincadeira sumindo de seus olhos, substituída por uma intensidade que fazia o estômago de Fourth dar voltas. — Você disse que não sabia o que aconteceria. Que éramos jovens.
— E agora? Não somos mais tão jovens assim — Fourth murmurou. — Quer dizer, ainda somos, mas... as coisas mudaram depois de *Ticket to Heaven*. Eu sinto que não consigo mais fingir que é só trabalho quando estamos na frente das câmeras. E quando as câmeras desligam, fica ainda pior.
Gemini estendeu a mão, cobrindo a de Fourth que repousava no sofá. O toque foi elétrico. Nos últimos meses, eles haviam se tornado "pegajosos", como os amigos da empresa costumavam brincar. Abraços que duravam segundos a mais, mãos que se buscavam sob as mesas durante os jantares de elenco, olhares que diziam tudo o que os contratos de imagem proibiam de ser dito em voz alta.
— Eu não quero mais que seja "pior" — disse Gemini, aproximando-se mais. — Eu quero que seja real. Eu cansei de esperar pelo futuro, Fourth. O futuro é agora.
— Os fãs... eles percebem, Gem — Fourth disse, embora seu corpo estivesse se inclinando involuntariamente para o de Gemini. — Ontem, no evento da marca de moda, eles notaram como você ficou tímido quando eu toquei no seu cabelo. Você nunca fica tímido, você é o "Sr. Confiança".
Gemini soltou uma risada curta, mas seus olhos permaneciam fixos nos lábios de Fourth.
— Você é a única pessoa que consegue me deixar sem palavras, Nattawat. Você sabe disso. Eu posso encarar uma multidão de dez mil pessoas, mas se você me olha desse jeito... eu esqueço até meu nome.
Fourth riu, sentindo uma mistura de alívio e ansiedade. O ambiente na GMMTV era familiar, mas eles raramente tinham momentos de privacidade total. Ali, naquela sala de ensaio, com as luzes da cidade de Bangkok começando a brilhar lá fora através das janelas de vidro, a bolha parecia segura.
— O que estamos fazendo, Gemini? — perguntou Fourth, a voz quase um sussurro.
— O que deveríamos ter feito há dois anos — respondeu Gemini.
Ele não esperou por uma resposta. Gemini encurtou a distância restante, selando seus lábios nos de Fourth de uma maneira que não tinha nada a ver com roteiros ou diretores gritando "ação". Foi um beijo lento, carregado de todas as palavras não ditas desde 2022, de todas as vezes que eles se apoiaram nos bastidores e de todas as promessas silenciosas que fizeram um ao outro.
Fourth sentiu as mãos de Gemini subirem para o seu rosto, segurando-o com uma delicadeza que contrastava com a força da sua presença pública. Ele retribuiu o beijo, sentindo o gosto de Gemini e a certeza de que, a partir daquele momento, não haveria mais volta para a "apenas amizade".
Quando se separaram, ambos estavam ofegantes, os rostos colados.
— Isso vai ser complicado — disse Fourth, sorrindo contra os lábios de Gemini.
— As melhores coisas da vida geralmente são — Gemini rebateu, acariciando a bochecha de Fourth com o polegar. — Mas eu não me importo, contanto que eu não precise mais esconder que você é meu.
— Eu nunca fui de ninguém além de você, seu idiota — confessou Fourth, escondendo o rosto no pescoço de Gemini, sentindo o calor da pele dele.
A porta da sala de ensaio se abriu de repente, e ambos se afastaram rapidamente, embora não o suficiente para disfarçar a atmosfera carregada. Era Mark Pakin, segurando dois copos de chá bolha.
— Ah, pelo amor de Deus — disse Mark, revirando os olhos com um sorriso cúmplice. — Vocês dois de novo? Eu já disse para o Satang que se vocês ficarem mais pegajosos que isso, vamos ter que cobrar ingresso para entrar na sala de convivência.
Fourth sentiu as orelhas arderem, mas Gemini apenas riu, passando o braço pelos ombros de Fourth e trazendo-o para perto novamente, desta vez sem medo.
— Acostume-se, P'Mark — disse Gemini, com aquele brilho travesso nos olhos que Fourth tanto amava. — O futuro que o Fourth prometeu finalmente chegou.
Mark balançou a cabeça, deixando os chás sobre a mesa.
— Tanto faz. Só não cheguem atrasados para a reunião de marketing. Os executivos já estão desconfiando que o "fan service" de vocês está se tornando "serviço real".
— Não é serviço, P' — Fourth disse, sua voz ganhando uma nova confiança. — É só a nossa vida agora.
Quando Mark saiu, o silêncio retornou, mas não era mais o silêncio da incerteza. Fourth pegou seu violão novamente, mas desta vez, a melodia que saiu era leve, vibrante e cheia de uma alegria que ele não conseguia conter.
— Sabe, Gem — disse Fourth, enquanto testava um novo acorde. — Eu acho que agora eu consigo terminar aquela música que eu comecei a escrever no ano passado.
— Aquela sobre o garoto que se apaixonou pelo melhor amigo e não sabia como dizer? — Gemini perguntou, pegando o outro violão que estava encostado na parede.
— Essa mesma — confirmou Fourth. — Mas agora o final mudou. Não é mais uma música triste.
— Ótimo — disse Gemini, começando a acompanhar o ritmo de Fourth com uma harmonia perfeita. — Porque eu pretendo garantir que o nosso final seja o mais feliz de todos.
Eles passaram o restante da tarde ali, entre risadas, toques acidentais (ou nem tanto) e a criação de uma harmonia que ia muito além da música. Eles sabiam que, lá fora, o mundo continuava girando, que as câmeras voltariam a focar neles e que os fãs continuariam a analisar cada milímetro de suas interações. Mas ali, entre as quatro paredes daquela sala, Fourth e Gemini não eram as estrelas da Tailândia. Eram apenas dois jovens que finalmente tiveram coragem de atravessar a linha que tanto os assombrava.
Fourth olhou para Gemini, que estava concentrado em um solo de guitarra, e sentiu uma paz profunda. O garoto tímido de anos atrás ficaria orgulhoso. Ele não só havia conquistado seus sonhos profissionais, como também havia encontrado seu lar no coração da pessoa que esteve ao seu lado desde o início.
— Ei, Gem? — chamou Fourth.
Gemini parou de tocar e olhou para ele.
— Eu te amo.
Gemini sorriu, um sorriso que iluminou a sala inteira, e Fourth soube que, não importava o que 2026 reservasse para eles, eles enfrentariam tudo juntos.
— Eu também te amo, Fourth. Mais do que qualquer roteiro poderia descrever.
A música recomeçou, mais alta e mais clara do que nunca, ecoando pelos corredores da GMMTV como um segredo que estava prestes a se tornar a verdade mais bonita de suas vidas.
