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Amor louco
Fandom: Coringa jared letto
Criado: 15/06/2026
Tags
UA (Universo Alternativo)SombrioAçãoCrimeSuspenseViolência GráficaRomanceEstudo de Personagem
O Sorriso por Trás da Máscara de Seda
O crepúsculo em Nova York sempre trazia uma coloração violácea que Karen adorava. Era o momento em que a cidade deixava de ser um centro de negócios frenético para se tornar um palco de luzes e sombras. Dentro do estúdio de balé, o som das sapatilhas batendo contra o piso de madeira era o único ritmo que importava. Karen, com seus cachos negros presos em um coque firme e o suor brilhando em sua pele retinta, finalizou uma sequência de piruetas com a graça de quem nasceu para flutuar.
Ela era a joia da coroa de seu pai, um magnata do império de carros esportivos que via na filha a personificação da perfeição e da elegância. Para a alta sociedade de Manhattan, Karen era a bailarina intocável, a herdeira educada que frequentava galas e sorria para as câmeras. Ninguém imaginava que, sob o tule e a seda, batia um coração que pertencia ao caos.
— Você está magnífica hoje, Karen — disse a instrutora, guardando as partituras. — Mas já está tarde. Seu pai mandou o motorista?
— Não se preocupe, Madame — Karen sorriu, um brilho travesso cruzando seus olhos escuros. — Eu vou pegar um táxi. Quero sentir o ar da noite antes do jantar de caridade.
A mentira fluiu com a facilidade de um passo ensaiado. Karen não ia para jantar nenhum. Ela tinha um encontro com o homem que a maior parte do mundo conhecia como Jared, o bilionário excêntrico e esnobe que herdara uma fortuna colossal e passava os dias desfilando em ternos sob medida e carros que custavam o PIB de pequenos países. Mas ela o conhecia pela sua outra face. A face que usava batom vermelho borrado, tatuagens que contavam histórias de dor e um riso que gelava a espinha de qualquer um.
Ao sair pelo portão lateral da academia, Karen ajustou o casaco sobre o corpo. O beco estava mais silencioso que o normal. Ela caminhou em direção à avenida principal, mas, antes que pudesse alcançar a luz dos postes, o som de pneus cantando cortou o silêncio. Uma van preta subiu a calçada, bloqueando seu caminho.
— Mas o que é isso? — Karen exclamou, recuando um passo, a postura de bailarina se transformando em um estado de alerta.
Três homens saltaram do veículo. Eles não usavam máscaras de palhaço; usavam balaclavas baratas. Eram amadores, ou pelo menos, homens desesperados o suficiente para achar que sequestrar a filha de um empresário de carros seria um trabalho fácil.
— Fica quietinha, princesa — disse o maior deles, avançando com uma arma em punho. — Seu pai vai pagar muito caro para ter você de volta inteira.
— Vocês não têm ideia do erro que estão cometendo — Karen disse, sua voz firme, sem o tremor que os sequestradores esperavam.
— Cala a boca e entra na van! — O homem a agarrou pelo braço, apertando com força excessiva.
Karen lutou, usando a força das pernas de bailarina para chutar a canela de um deles, mas um golpe seco na nuca a fez perder os sentidos. Enquanto era jogada para dentro do veículo, os sequestradores comemoravam o que achavam ser o golpe de suas vidas. Eles não sabiam que haviam acabado de assinar suas sentenças de morte com tinta invisível.
***
Do outro lado da cidade, em uma cobertura que exalava luxo e excesso, Jared observava o horizonte de Nova York. Ele vestia um roupão de seda roxa, os cabelos verdes perfeitamente penteados para trás. Em sua mão, um copo de cristal com um uísque tão caro que poucos poderiam pronunciar o nome.
Seu telefone tocou. Não era o celular dourado que ele usava para negócios. Era o aparelho de linha direta, aquele que apenas uma pessoa tinha o número. Mas quem falava não era a voz doce e melódica de sua "nega".
— Alô? — A voz do outro lado era rouca, trêmula pela adrenalina. — Estamos com a garota. Karen. Se quiser vê-la viva, diga ao papai dela que queremos cinquenta milhões até o amanhecer.
O rosto de Jared mudou instantaneamente. A expressão de tédio do playboy esnobe derreteu, dando lugar a algo predatório e insano. Suas tatuagens pareceram vibrar sob a pele branca. Um sorriso lento e aterrorizante se espalhou por seus lábios, revelando os dentes de metal.
— Cinquenta milhões? — Jared soltou uma risada curta, seca, que rapidamente se transformou numa gargalhada histérica que ecoou pelas paredes de mármore. — Oh, vocês são tão engraçados! Tão ambiciosos!
— Quem é você? — o sequestrador perguntou, confuso. — Esse não é o número do empresário?
— Não, meu caro amigo — Jared disse, sua voz caindo para um sussurro perigoso enquanto ele caminhava em direção ao seu closet secreto, onde o terno prateado e as armas o esperavam. — Você ligou para o dono dela. E eu não aceito pagamentos em dinheiro. Eu aceito pagamentos em... sorrisos.
Ele desligou o telefone e olhou para o espelho. O Coringa estava de volta.
— Eles tocaram na minha rainha — rosnou ele para o próprio reflexo, pegando um revólver banhado a ouro. — Vamos ver quanto tempo eles conseguem gritar antes de perderem o fôlego.
***
Karen acordou em um galpão abandonado nas docas. Suas mãos estavam amarradas atrás das costas, mas ela não sentia medo. Sentia raiva. Ela olhou para os quatro homens que bebiam cerveja e discutiam como dividiriam o dinheiro.
— Vocês deveriam fugir enquanto podem — Karen disse, sua voz cortando a conversa deles.
O líder do grupo caminhou até ela e se agachou, soprando fumaça de cigarro no rosto dela.
— Acha que seu pai vai mandar a SWAT? Ele é um homem de negócios, docinho. Ele vai pagar e pronto.
— Meu pai é o menor dos seus problemas — Karen sorriu, um sorriso que ela só mostrava quando estava sozinha com Jared. — Vocês não ligaram para ele. Vocês ligaram para o meu namorado.
Os homens riram.
— E quem é o namorado? Algum riquinho de Wall Street que vai nos processar?
Antes que Karen pudesse responder, o som de uma explosão abalou as portas de metal do galpão. O impacto foi tão forte que os vidros das janelas superiores estouraram em mil pedaços. Um gás verde e denso começou a serpentear pelo chão.
Do meio da fumaça, uma figura surgiu. O terno prateado brilhava sob as luzes de emergência, e o cabelo verde era como um farol de insanidade. O Coringa caminhava com uma bengala na mão, girando-a como se estivesse em um desfile de carnaval. Atrás dele, seus capangas, usando máscaras de animais grotescos, portavam fuzis automáticos.
— Boa noite, Gotham! — gritou o Coringa, abrindo os braços. — Ou seria Nova York? Eu sempre me confundo quando estou me divertindo!
Os sequestradores entraram em pânico. Eles tentaram levantar suas armas, mas antes que pudessem mirar, tiros de precisão atingiram os ombros de dois deles.
— Não, não, não! — O Coringa correu em direção ao líder, movendo-se com uma velocidade errática. — Nada de mortes rápidas hoje. Eu vim buscar meu tesouro.
Ele parou na frente de Karen. Seus olhos, dilatados e brilhantes, suavizaram-se por um milésimo de segundo ao focarem nela.
— Oi, baby — sussurrou ele, passando o cano da arma suavemente pelo rosto dela. — Desculpe o atraso. O trânsito estava um horror.
— Você demorou — Karen respondeu, mantendo o olhar firme no dele. — Eu estava começando a ficar entediada.
O Coringa soltou uma gargalhada alta e cortou as cordas dela com uma faca de mola. Assim que ficou livre, Karen se levantou, limpando a poeira de sua roupa de balé.
— O que vamos fazer com eles, Pudim? — perguntou ela, apontando para os homens que agora tremiam no chão, cercados pelos capangas do palhaço.
O Coringa envolveu a cintura de Karen com um braço, puxando-a para perto. Ele adorava o contraste da pele negra e macia dela contra o seu terno frio. Ela era o seu equilíbrio, a única pessoa no mundo que não tinha medo do monstro que ele era.
— Bem — disse o Coringa, virando-se para os sequestradores com um olhar de pura maldade —, eles queriam dinheiro de carros esportivos, não queriam? Acho que podemos dar a eles um passeio... amarrados ao para-choque de um Lamborghini. O que você acha, minha rainha?
Karen olhou para os homens. Eles haviam sido rudes, haviam machucado seu pulso e, pior de tudo, haviam interrompido sua paz.
— Acho que um passeio seria educativo — disse ela, com uma frieza que faria seu pai desmaiar de horror.
O Coringa beijou o pescoço dela, um gesto possessivo e intenso.
— É por isso que eu sou louco por você, nega — ele murmurou no ouvido dela. — Você tem o fogo.
Ele se virou para seus homens, o rosto voltando a ser uma máscara de fúria maníaca.
— Peguem eles! Levem para o subsolo! Quero ouvir música de agonia a noite toda!
Enquanto os capangas arrastavam os sequestradores aos gritos, o Coringa ofereceu o braço para Karen.
— Vamos, querida. Temos um jantar de caridade para fingir que nos importamos, e eu ainda preciso tirar essa maquiagem antes que o "Jared" precise sorrir para os fotógrafos.
— Você é um péssimo mentiroso, Jared — Karen brincou, caminhando ao lado dele enquanto saíam do galpão em chamas.
— Mas eu sou um ótimo palhaço — ele piscou para ela, antes de explodir em mais uma rodada de risadas que ecoou pela noite de Nova York, um som que prometia que, enquanto Karen estivesse ao seu lado, o mundo continuaria a queimar conforme o ritmo deles.
Eles entraram no carro esportivo roxo que esperava do lado de fora. Karen encostou a cabeça no ombro dele, sentindo o cheiro de pólvora e perfume caro. A vida dupla era perigosa, era exaustiva, mas para ela, não havia nenhum outro lugar no mundo onde preferisse estar do que no epicentro da loucura dele.
Pois no final das contas, o maior segredo de Nova York não era a fortuna da família de Karen ou a herança de Jared. Era o fato de que, por trás da bailarina perfeita e do playboy esnobe, existiam dois reis que governavam o caos com mãos de ferro e sorrisos de sangue.
Ela era a joia da coroa de seu pai, um magnata do império de carros esportivos que via na filha a personificação da perfeição e da elegância. Para a alta sociedade de Manhattan, Karen era a bailarina intocável, a herdeira educada que frequentava galas e sorria para as câmeras. Ninguém imaginava que, sob o tule e a seda, batia um coração que pertencia ao caos.
— Você está magnífica hoje, Karen — disse a instrutora, guardando as partituras. — Mas já está tarde. Seu pai mandou o motorista?
— Não se preocupe, Madame — Karen sorriu, um brilho travesso cruzando seus olhos escuros. — Eu vou pegar um táxi. Quero sentir o ar da noite antes do jantar de caridade.
A mentira fluiu com a facilidade de um passo ensaiado. Karen não ia para jantar nenhum. Ela tinha um encontro com o homem que a maior parte do mundo conhecia como Jared, o bilionário excêntrico e esnobe que herdara uma fortuna colossal e passava os dias desfilando em ternos sob medida e carros que custavam o PIB de pequenos países. Mas ela o conhecia pela sua outra face. A face que usava batom vermelho borrado, tatuagens que contavam histórias de dor e um riso que gelava a espinha de qualquer um.
Ao sair pelo portão lateral da academia, Karen ajustou o casaco sobre o corpo. O beco estava mais silencioso que o normal. Ela caminhou em direção à avenida principal, mas, antes que pudesse alcançar a luz dos postes, o som de pneus cantando cortou o silêncio. Uma van preta subiu a calçada, bloqueando seu caminho.
— Mas o que é isso? — Karen exclamou, recuando um passo, a postura de bailarina se transformando em um estado de alerta.
Três homens saltaram do veículo. Eles não usavam máscaras de palhaço; usavam balaclavas baratas. Eram amadores, ou pelo menos, homens desesperados o suficiente para achar que sequestrar a filha de um empresário de carros seria um trabalho fácil.
— Fica quietinha, princesa — disse o maior deles, avançando com uma arma em punho. — Seu pai vai pagar muito caro para ter você de volta inteira.
— Vocês não têm ideia do erro que estão cometendo — Karen disse, sua voz firme, sem o tremor que os sequestradores esperavam.
— Cala a boca e entra na van! — O homem a agarrou pelo braço, apertando com força excessiva.
Karen lutou, usando a força das pernas de bailarina para chutar a canela de um deles, mas um golpe seco na nuca a fez perder os sentidos. Enquanto era jogada para dentro do veículo, os sequestradores comemoravam o que achavam ser o golpe de suas vidas. Eles não sabiam que haviam acabado de assinar suas sentenças de morte com tinta invisível.
***
Do outro lado da cidade, em uma cobertura que exalava luxo e excesso, Jared observava o horizonte de Nova York. Ele vestia um roupão de seda roxa, os cabelos verdes perfeitamente penteados para trás. Em sua mão, um copo de cristal com um uísque tão caro que poucos poderiam pronunciar o nome.
Seu telefone tocou. Não era o celular dourado que ele usava para negócios. Era o aparelho de linha direta, aquele que apenas uma pessoa tinha o número. Mas quem falava não era a voz doce e melódica de sua "nega".
— Alô? — A voz do outro lado era rouca, trêmula pela adrenalina. — Estamos com a garota. Karen. Se quiser vê-la viva, diga ao papai dela que queremos cinquenta milhões até o amanhecer.
O rosto de Jared mudou instantaneamente. A expressão de tédio do playboy esnobe derreteu, dando lugar a algo predatório e insano. Suas tatuagens pareceram vibrar sob a pele branca. Um sorriso lento e aterrorizante se espalhou por seus lábios, revelando os dentes de metal.
— Cinquenta milhões? — Jared soltou uma risada curta, seca, que rapidamente se transformou numa gargalhada histérica que ecoou pelas paredes de mármore. — Oh, vocês são tão engraçados! Tão ambiciosos!
— Quem é você? — o sequestrador perguntou, confuso. — Esse não é o número do empresário?
— Não, meu caro amigo — Jared disse, sua voz caindo para um sussurro perigoso enquanto ele caminhava em direção ao seu closet secreto, onde o terno prateado e as armas o esperavam. — Você ligou para o dono dela. E eu não aceito pagamentos em dinheiro. Eu aceito pagamentos em... sorrisos.
Ele desligou o telefone e olhou para o espelho. O Coringa estava de volta.
— Eles tocaram na minha rainha — rosnou ele para o próprio reflexo, pegando um revólver banhado a ouro. — Vamos ver quanto tempo eles conseguem gritar antes de perderem o fôlego.
***
Karen acordou em um galpão abandonado nas docas. Suas mãos estavam amarradas atrás das costas, mas ela não sentia medo. Sentia raiva. Ela olhou para os quatro homens que bebiam cerveja e discutiam como dividiriam o dinheiro.
— Vocês deveriam fugir enquanto podem — Karen disse, sua voz cortando a conversa deles.
O líder do grupo caminhou até ela e se agachou, soprando fumaça de cigarro no rosto dela.
— Acha que seu pai vai mandar a SWAT? Ele é um homem de negócios, docinho. Ele vai pagar e pronto.
— Meu pai é o menor dos seus problemas — Karen sorriu, um sorriso que ela só mostrava quando estava sozinha com Jared. — Vocês não ligaram para ele. Vocês ligaram para o meu namorado.
Os homens riram.
— E quem é o namorado? Algum riquinho de Wall Street que vai nos processar?
Antes que Karen pudesse responder, o som de uma explosão abalou as portas de metal do galpão. O impacto foi tão forte que os vidros das janelas superiores estouraram em mil pedaços. Um gás verde e denso começou a serpentear pelo chão.
Do meio da fumaça, uma figura surgiu. O terno prateado brilhava sob as luzes de emergência, e o cabelo verde era como um farol de insanidade. O Coringa caminhava com uma bengala na mão, girando-a como se estivesse em um desfile de carnaval. Atrás dele, seus capangas, usando máscaras de animais grotescos, portavam fuzis automáticos.
— Boa noite, Gotham! — gritou o Coringa, abrindo os braços. — Ou seria Nova York? Eu sempre me confundo quando estou me divertindo!
Os sequestradores entraram em pânico. Eles tentaram levantar suas armas, mas antes que pudessem mirar, tiros de precisão atingiram os ombros de dois deles.
— Não, não, não! — O Coringa correu em direção ao líder, movendo-se com uma velocidade errática. — Nada de mortes rápidas hoje. Eu vim buscar meu tesouro.
Ele parou na frente de Karen. Seus olhos, dilatados e brilhantes, suavizaram-se por um milésimo de segundo ao focarem nela.
— Oi, baby — sussurrou ele, passando o cano da arma suavemente pelo rosto dela. — Desculpe o atraso. O trânsito estava um horror.
— Você demorou — Karen respondeu, mantendo o olhar firme no dele. — Eu estava começando a ficar entediada.
O Coringa soltou uma gargalhada alta e cortou as cordas dela com uma faca de mola. Assim que ficou livre, Karen se levantou, limpando a poeira de sua roupa de balé.
— O que vamos fazer com eles, Pudim? — perguntou ela, apontando para os homens que agora tremiam no chão, cercados pelos capangas do palhaço.
O Coringa envolveu a cintura de Karen com um braço, puxando-a para perto. Ele adorava o contraste da pele negra e macia dela contra o seu terno frio. Ela era o seu equilíbrio, a única pessoa no mundo que não tinha medo do monstro que ele era.
— Bem — disse o Coringa, virando-se para os sequestradores com um olhar de pura maldade —, eles queriam dinheiro de carros esportivos, não queriam? Acho que podemos dar a eles um passeio... amarrados ao para-choque de um Lamborghini. O que você acha, minha rainha?
Karen olhou para os homens. Eles haviam sido rudes, haviam machucado seu pulso e, pior de tudo, haviam interrompido sua paz.
— Acho que um passeio seria educativo — disse ela, com uma frieza que faria seu pai desmaiar de horror.
O Coringa beijou o pescoço dela, um gesto possessivo e intenso.
— É por isso que eu sou louco por você, nega — ele murmurou no ouvido dela. — Você tem o fogo.
Ele se virou para seus homens, o rosto voltando a ser uma máscara de fúria maníaca.
— Peguem eles! Levem para o subsolo! Quero ouvir música de agonia a noite toda!
Enquanto os capangas arrastavam os sequestradores aos gritos, o Coringa ofereceu o braço para Karen.
— Vamos, querida. Temos um jantar de caridade para fingir que nos importamos, e eu ainda preciso tirar essa maquiagem antes que o "Jared" precise sorrir para os fotógrafos.
— Você é um péssimo mentiroso, Jared — Karen brincou, caminhando ao lado dele enquanto saíam do galpão em chamas.
— Mas eu sou um ótimo palhaço — ele piscou para ela, antes de explodir em mais uma rodada de risadas que ecoou pela noite de Nova York, um som que prometia que, enquanto Karen estivesse ao seu lado, o mundo continuaria a queimar conforme o ritmo deles.
Eles entraram no carro esportivo roxo que esperava do lado de fora. Karen encostou a cabeça no ombro dele, sentindo o cheiro de pólvora e perfume caro. A vida dupla era perigosa, era exaustiva, mas para ela, não havia nenhum outro lugar no mundo onde preferisse estar do que no epicentro da loucura dele.
Pois no final das contas, o maior segredo de Nova York não era a fortuna da família de Karen ou a herança de Jared. Era o fato de que, por trás da bailarina perfeita e do playboy esnobe, existiam dois reis que governavam o caos com mãos de ferro e sorrisos de sangue.
