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Amor em Jogo

Fandom: Jogadores

Criado: 15/06/2026

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Sussurros de Posse e o Som do Prazer

A tensão na cobertura de Kylian em Paris era algo que se podia cortar com uma faca desde o incidente no restaurante. Richard, com sua audácia barata e sorrisos de lado, havia plantado uma semente de fúria possessiva no atacante francês que nenhum gol ou vitória no campeonato parecia capaz de aplacar. Lara sentia isso em cada olhar atravessado, em cada toque mais firme de Kylian, na forma como ele a segurava pela cintura sempre que saíam, como se estivesse marcando território diante do mundo.

Os dias se passaram em um jogo de gato e rato. Kylian estava mais distante, mas ao mesmo tempo mais presente, uma sombra de desejo e ciúme que pairava sobre o apartamento luxuoso. Lara o conhecia bem o suficiente para saber que aquela calmaria era o olho do furacão.

Naquela tarde de terça-feira, o silêncio da casa foi quebrado por um som que fez o coração de Lara errar uma batida. Ela caminhava pelo corredor em direção ao quarto principal quando parou diante da porta entreaberta. O som de respiração pesada, ofegante e rítmica ecoava lá de dentro.

— Merda, Lara... — A voz de Kylian estava rouca, carregada de uma luxúria crua que ela raramente ouvia fora de quatro paredes. — Você é minha... só minha. Nenhum daqueles idiotas tem o direito de olhar para você.

Lara prendeu a respiração, as costas coladas à parede do corredor. Ela ouvia o som da mão dele batendo contra a própria pele, um ritmo frenético.

— Gostosa... — Kylian rosnou um palavrão pesado, seguido pelo nome dela. — Eu vou te foder tanto que você vai esquecer até como se fala o nome de outro homem. Você é minha vadia, Lara. Só minha.

O calor subiu pelas pernas de Lara instantaneamente. Ela não conseguiu mais se segurar. Empurrou a porta devagar, revelando Kylian sentado na beira da cama, os olhos fechados, a cabeça jogada para trás e a mão trabalhando freneticamente entre as pernas. Ele estava apenas de calça de moletom, abaixada o suficiente para mostrar o estrago que estava causando a si mesmo.

Quando ele abriu os olhos e a viu ali, parada, usando apenas uma lingerie de renda preta provocante que ele mesmo tinha comprado, o mundo pareceu parar. Não houve vergonha, apenas um desafio silencioso e ardente.

— Gostou do que ouviu? — perguntou ele, a voz vibrando de desejo.

Lara não respondeu com palavras. Ela caminhou até ele, o quadril balançando. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Kylian se levantou como um predador. Suas mãos agarraram as alças da lingerie cara e, com um movimento brusco e carregado de força, o tecido se rasgou, partindo-se ao meio e caindo no chão como pétalas inúteis.

— Eu disse que você era minha — rosnou ele, jogando-a na cama e subindo por cima dela em um movimento único.

O beijo foi selvagem, uma colisão de dentes e línguas que buscavam domínio. Kylian não foi gentil; ele queria que ela sentisse cada grama da possessividade que o consumia desde que Richard ousara tocá-la. Ele a penetrou com força, um estalo seco que arrancou um grito agudo de prazer da garganta de Lara.

Ela envolveu as pernas na cintura dele, puxando-o para mais perto, querendo ser preenchida por aquela fúria. Lara começou a kikar com força, ditando um ritmo frenético enquanto as mãos de Kylian apertavam suas coxas, deixando marcas que seriam lembretes visíveis de quem ela pertencia.

No auge do ato, o celular de Kylian, jogado sobre a mesa de cabeceira, começou a vibrar e tocar insistentemente. O visor brilhava com os nomes de Hakimi e outros companheiros de equipe. Era a chamada de vídeo em grupo que eles faziam quase todas as noites para falar de táticas ou apenas jogar conversa fora.

Kylian soltou um riso sombrio entre os dentes, sem parar de se mover dentro dela.

— Querem falar comigo? — ele murmurou, esticando o braço e atendendo a chamada, mas mantendo a câmera virada para o teto, enquanto o som do quarto era preenchido pelas vozes animadas dos amigos.

— Ei, Kylian! Onde você está, cara? — a voz de Hakimi ecoou pelo alto-falante. — Estamos te esperando para o Warzone.

Lara arregalou os olhos, tentando parar o movimento, mas Kylian a segurou firme pelos quadris, forçando-a a continuar kikando. Ele deu uma estocada profunda, fazendo-a soltar um gemido alto que ele abafou parcialmente com um beijo no pescoço.

— Estou... ocupado agora, pessoal — disse Kylian, a voz perfeitamente controlada, apesar da respiração levemente alterada.

— Ocupado? — outra voz riu do outro lado. — Você parece cansado, Mbappé. Está treinando sozinho?

Lara sentiu uma onda de adrenalina. O risco de serem ouvidos a deixava ainda mais excitada. Ela começou a se mover com mais vigor, suas unhas cravando-se nos ombros largos de Kylian. Ela inclinou a cabeça para trás, deixando escapar um gemido manhoso e arrastado, propositalmente perto do microfone.

— Que som foi esse? — perguntou um dos jogadores, o tom mudando para uma curiosidade maliciosa.

Kylian sorriu, olhando nos olhos de Lara, vendo o prazer e o desafio brilhando ali.

— É só o som de algo que pertence a mim, e a mais ninguém — respondeu ele, aumentando a velocidade das estocadas. — Eu ligo depois. Tenho que terminar um serviço aqui.

Ele desligou o celular e o jogou longe. Agora não havia mais distrações.

— Você quer que eles ouçam, é? — ele sussurrou no ouvido dela, a voz carregada de perversão. — Quer que todos saibam como você grita quando eu te fodo?

— Kylian... por favor... — Lara implorou, sentindo o orgasmo se aproximando como uma onda gigante.

— Por favor o quê? Fala! — Ele a virou de costas, deixando-a de quatro e a puxando pelos cabelos com firmeza, mas sem machucar, apenas o suficiente para que ela sentisse o domínio dele. — Diz de quem você é.

— Eu sou sua... — ela gemeu, o corpo tremendo sob o toque dele. — Só sua, Kylian.

Ele entrou nela com tudo, uma estocada final e profunda que a fez ver estrelas. O prazer explodiu neles simultaneamente. Kylian rosnou contra as costas dela, despejando toda a sua frustração e amor possessivo, enquanto Lara desmoronava nos lençóis, o corpo exausto e satisfeito.

Depois de alguns minutos de silêncio, apenas com o som de suas respirações voltando ao normal, Kylian se deitou ao lado dela, puxando-a para o seu peito. Ele beijou o topo da cabeça de Lara, a mão repousando possessivamente sobre o quadril dela.

— Que nenhum deles esqueça — sussurrou ele, a voz agora calma, mas ainda firme. — E que você nunca duvide. Eu não divido o que é meu.

Lara sorriu contra a pele dele, sabendo que, apesar da intensidade e do ciúme, aquele era o lugar onde ela sempre quis estar. Nos braços do homem que a amava com a mesma força com que dominava o campo de futebol.

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