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Desejo proibido
Fandom: Desejo
Criado: 16/06/2026
Tags
RomancePWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaRealismoHistória DomésticaCiúmesSombrioViolência GráficaDramaFatias de VidaRomance
Entre o Óleo e o Desejo
A oficina de Renilson sempre foi um lugar de barulho, cheiro forte de graxa e conversas altas sobre motores e peças. Adriana, no entanto, costumava passar por ali apenas o tempo necessário para entregar o almoço do pai ou pedir a chave de casa. Ela sempre se sentiu um peixe fora d’água naquele ambiente bruto. Com seus óculos de armação discreta, seus cabelos castanhos cacheados que insistiam em fugir do prendedor e suas curvas que ela tentava esconder sob roupas largas, Adriana achava que ninguém ali notaria sua presença.
Mas ela estava errada. Lailson notava.
Lailson era o braço direito de Renilson. Moreno, com um sorriso que parecia carregar segredos e um corpo esculpido pelo trabalho pesado, ele era o tipo de homem que atraía olhares por onde passava. Para Adriana, ele era o "amigo do papai", alguém inalcançável e perigoso para seu coração inseguro.
— Cuidado com essa poça de óleo, guria — a voz de Lailson ecoou, grave e vibrante, tirando-a de seus devaneios.
Adriana deu um pulo, ajustando os óculos com o dedo indicador.
— Ah, obrigada, Lailson. Eu estava distraída procurando meu pai.
Lailson limpou as mãos sujas de graxa em um pano velho, caminhando em direção a ela. O olhar dele não era o olhar de um "tio" ou de um amigo de família; era o olhar de um homem que sabia exatamente o que estava vendo.
— O Renilson foi buscar uma peça na cidade. Vai demorar uns vinte minutos. Quer esperar lá no escritório? Tem ventilador.
— Não quero incomodar — respondeu ela, sentindo o rosto esquentar.
— Você nunca incomoda, Adriana — ele disse em voz baixa, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse o calor que emanava dele. — Na verdade, é a melhor parte do meu dia quando você aparece.
Aquele foi o começo. O que começou com elogios sutis e olhares prolongados na oficina de seu pai, logo se transformou em algo que nenhum dos dois conseguia controlar. Adriana, que sempre se achou "demais" em peso e "de menos" em beleza, começou a florescer sob a atenção de Lailson. Ele a via como ela era: gostosa, morena, com cachos indomáveis e um brilho nos olhos que ele estava determinado a transformar em fogo.
O primeiro beijo aconteceu nos fundos da oficina, entre o cheiro de metal e a adrenalina do proibido. Foi selvagem, urgente, como se anos de desejo reprimido estivessem explodindo de uma só vez.
— A gente não devia — ofegou Adriana, as costas pressionadas contra a parede fria enquanto as mãos de Lailson apertavam suas coxas fartas.
— Eu sei — respondeu ele, a voz rouca, antes de atacar o pescoço dela. — Mas eu não consigo mais olhar para você e não te tocar. Você é linda demais, Adriana. Essa sua boca me mata.
Os encontros clandestinos tornaram-se a rotina deles. Adriana descobriu que, por trás da fachada de moça tímida, existia uma mulher safada e sedenta. Lailson a ensinou a amar cada curva de seu corpo, cada centímetro de sua pele morena.
Certa noite, Renilson viajou para uma feira de mecânica, deixando a casa vazia. Lailson não perdeu tempo. Quando ele bateu à porta de Adriana, não havia mais espaço para conversas educadas.
Assim que ela abriu a porta, ele a prensou contra a madeira, selando seus lábios em um beijo profundo e faminto. As mãos de Lailson desceram rapidamente para o quadril de Adriana, puxando-a para mais perto, sentindo o volume de suas curvas contra o seu corpo rígido.
— Eu passei o dia inteiro pensando em você com esse vestido — sussurrou ele, a voz carregada de luxúria.
— Então tira ele de mim — desafiou Adriana, surpreendendo-se com a própria audácia.
Lailson não precisou ouvir duas vezes. Ele a carregou para o quarto, os movimentos rápidos e precisos. No escuro do quarto, iluminado apenas pela luz da lua que entrava pela fresta da cortina, Adriana se despiu, sentindo o olhar dele queimar cada parte dela.
— Você não tem noção do quanto é gostosa — disse ele, a voz falhando enquanto ele mesmo se livrava da camisa e da calça.
— Você realmente me acha bonita, Lailson? — perguntou ela, a velha insegurança tentando dar as caras.
Lailson se aproximou, ajoelhando-se na frente dela na cama. Ele segurou seu rosto com as duas mãos, olhando-a nos olhos.
— Adriana, olha para mim. Você é a mulher mais linda que eu já toquei. Seus olhos, seus cachos... e esse corpo que parece que foi feito sob medida para as minhas mãos. Eu te desejo tanto que chega a doer.
Ele a deitou suavemente, iniciando uma trilha de beijos que descia do pescoço até o vale de seus seios fartos. Adriana arqueou as costas, soltando um gemido baixo quando a língua dele encontrou seu mamilo. A sensibilidade era extrema. Ela enterrou as mãos nos cabelos pretos e cacheados de Lailson, puxando-o para mais perto.
— Lailson... por favor...
— Calma, morena. A gente tem a noite toda — sussurrou ele, descendo ainda mais.
Quando ele a penetrou, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia pai, não havia oficina, não havia medo. Havia apenas o ritmo frenético de seus corpos se encontrando, o som da respiração ofegante e o prazer cru que os unia. Adriana se sentia poderosa, sentia-se dona de si mesma. Ela não era mais a menina que se escondia; ela era a mulher que fazia Lailson perder o controle.
— Mais rápido... — pedia ela, as pernas entrelaçadas na cintura dele, sentindo cada estocada profunda.
— Você é minha, Adriana — ele rosnou, o suor brilhando em sua pele morena enquanto ele atingia o ápice junto com ela.
Após o encontro intenso, eles ficaram abraçados, o silêncio preenchido apenas pelo bater sincronizado de seus corações. Foi ali, naquele momento de vulnerabilidade, que a chave virou. O que era apenas um desejo proibido, um "caso" de fundo de oficina, tornou-se algo muito mais profundo.
— Eu não quero mais me esconder, Adriana — disse Lailson, quebrando o silêncio.
Adriana se afastou um pouco para olhá-lo, ajustando os óculos que haviam ficado na mesinha de cabeceira.
— O meu pai vai matar você. E eu também.
— Ele gosta de mim. E ele ama você. Vai ser difícil, vai ser um choque, mas eu não aguento mais te ver na rua e ter que fingir que você é só a "filha do patrão". Eu quero poder te dar a mão, te levar para jantar... quero que todo mundo saiba que você é minha namorada.
Adriana sentiu uma lágrima de alívio escapar. O empoderamento que ela sentira na cama agora refletia em sua alma. Ela se sentia amada, não apenas desejada.
— Você tem certeza? — perguntou ela. — Pode ser o fim da sua amizade com ele.
— Eu prefiro perder o emprego e o amigo do que perder você — afirmou ele com convicção. — Você me mudou, Adriana. Eu nunca quis nada sério com ninguém, mas com você... eu quero tudo.
Algumas semanas depois, o momento da verdade chegou. Renilson estava sentado à mesa da cozinha, tomando café, quando Lailson chegou, não com o macacão de trabalho, mas com uma roupa limpa e o semblante sério. Adriana estava ao lado dele, as mãos dadas, o coração batendo na garganta.
— Renilson, precisamos conversar — começou Lailson, sem rodeios.
O pai de Adriana levantou os olhos, alternando o olhar entre o amigo e a filha. O silêncio na cozinha era ensurdecedor.
— Eu imagino sobre o que seja — disse Renilson, sua voz mais calma do que eles esperavam. — Eu não sou cego, Lailson. Vi o jeito que você olha para ela na oficina. E vi como minha filha mudou nos últimos meses. Ela está mais feliz, mais firme.
— Eu amo a sua filha, Renilson — declarou Lailson, apertando a mão de Adriana. — E eu quero pedir sua permissão para namorar com ela. Oficialmente. Sem esconder de ninguém.
Renilson suspirou, deixando a caneca de lado. Ele se levantou e caminhou até o casal. Adriana sentiu um frio na espinha, mas não desviou o olhar. Ela não era mais a menina insegura.
— Lailson, você é como um irmão mais novo para mim. Se fosse qualquer outro, eu já teria te expulsado daqui a pontapés por ter mexido com a minha menina — o pai disse, sério, mas logo um meio sorriso surgiu em seu rosto. — Mas eu conheço o seu caráter. E vejo como ela olha para você. Só te peço uma coisa: se você magoar ela, não vai ter oficina no mundo que te proteja de mim.
Adriana soltou um suspiro que parecia estar guardado há meses. Ela abraçou o pai, emocionada.
— Obrigada, pai.
— Não me agradeça ainda, guria. Agora vocês vão ter que aguentar a fofoca da cidade — brincou Renilson, voltando para seu café.
Ao saírem para a varanda, Lailson puxou Adriana para um beijo, mas desta vez, um beijo calmo, de quem não tinha mais pressa nem medo.
— Viu só? — disse ele, sorrindo. — Agora é oficial. Adriana e Lailson.
— Eu gosto do som disso — respondeu ela, sentindo-se linda, desejada e, acima de tudo, livre.
O desejo que nascera proibido agora brilhava sob a luz do sol, provando que, às vezes, a beleza está exatamente onde a gente menos espera: entre o óleo da oficina e o fogo de uma paixão verdadeira.
Mas ela estava errada. Lailson notava.
Lailson era o braço direito de Renilson. Moreno, com um sorriso que parecia carregar segredos e um corpo esculpido pelo trabalho pesado, ele era o tipo de homem que atraía olhares por onde passava. Para Adriana, ele era o "amigo do papai", alguém inalcançável e perigoso para seu coração inseguro.
— Cuidado com essa poça de óleo, guria — a voz de Lailson ecoou, grave e vibrante, tirando-a de seus devaneios.
Adriana deu um pulo, ajustando os óculos com o dedo indicador.
— Ah, obrigada, Lailson. Eu estava distraída procurando meu pai.
Lailson limpou as mãos sujas de graxa em um pano velho, caminhando em direção a ela. O olhar dele não era o olhar de um "tio" ou de um amigo de família; era o olhar de um homem que sabia exatamente o que estava vendo.
— O Renilson foi buscar uma peça na cidade. Vai demorar uns vinte minutos. Quer esperar lá no escritório? Tem ventilador.
— Não quero incomodar — respondeu ela, sentindo o rosto esquentar.
— Você nunca incomoda, Adriana — ele disse em voz baixa, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse o calor que emanava dele. — Na verdade, é a melhor parte do meu dia quando você aparece.
Aquele foi o começo. O que começou com elogios sutis e olhares prolongados na oficina de seu pai, logo se transformou em algo que nenhum dos dois conseguia controlar. Adriana, que sempre se achou "demais" em peso e "de menos" em beleza, começou a florescer sob a atenção de Lailson. Ele a via como ela era: gostosa, morena, com cachos indomáveis e um brilho nos olhos que ele estava determinado a transformar em fogo.
O primeiro beijo aconteceu nos fundos da oficina, entre o cheiro de metal e a adrenalina do proibido. Foi selvagem, urgente, como se anos de desejo reprimido estivessem explodindo de uma só vez.
— A gente não devia — ofegou Adriana, as costas pressionadas contra a parede fria enquanto as mãos de Lailson apertavam suas coxas fartas.
— Eu sei — respondeu ele, a voz rouca, antes de atacar o pescoço dela. — Mas eu não consigo mais olhar para você e não te tocar. Você é linda demais, Adriana. Essa sua boca me mata.
Os encontros clandestinos tornaram-se a rotina deles. Adriana descobriu que, por trás da fachada de moça tímida, existia uma mulher safada e sedenta. Lailson a ensinou a amar cada curva de seu corpo, cada centímetro de sua pele morena.
Certa noite, Renilson viajou para uma feira de mecânica, deixando a casa vazia. Lailson não perdeu tempo. Quando ele bateu à porta de Adriana, não havia mais espaço para conversas educadas.
Assim que ela abriu a porta, ele a prensou contra a madeira, selando seus lábios em um beijo profundo e faminto. As mãos de Lailson desceram rapidamente para o quadril de Adriana, puxando-a para mais perto, sentindo o volume de suas curvas contra o seu corpo rígido.
— Eu passei o dia inteiro pensando em você com esse vestido — sussurrou ele, a voz carregada de luxúria.
— Então tira ele de mim — desafiou Adriana, surpreendendo-se com a própria audácia.
Lailson não precisou ouvir duas vezes. Ele a carregou para o quarto, os movimentos rápidos e precisos. No escuro do quarto, iluminado apenas pela luz da lua que entrava pela fresta da cortina, Adriana se despiu, sentindo o olhar dele queimar cada parte dela.
— Você não tem noção do quanto é gostosa — disse ele, a voz falhando enquanto ele mesmo se livrava da camisa e da calça.
— Você realmente me acha bonita, Lailson? — perguntou ela, a velha insegurança tentando dar as caras.
Lailson se aproximou, ajoelhando-se na frente dela na cama. Ele segurou seu rosto com as duas mãos, olhando-a nos olhos.
— Adriana, olha para mim. Você é a mulher mais linda que eu já toquei. Seus olhos, seus cachos... e esse corpo que parece que foi feito sob medida para as minhas mãos. Eu te desejo tanto que chega a doer.
Ele a deitou suavemente, iniciando uma trilha de beijos que descia do pescoço até o vale de seus seios fartos. Adriana arqueou as costas, soltando um gemido baixo quando a língua dele encontrou seu mamilo. A sensibilidade era extrema. Ela enterrou as mãos nos cabelos pretos e cacheados de Lailson, puxando-o para mais perto.
— Lailson... por favor...
— Calma, morena. A gente tem a noite toda — sussurrou ele, descendo ainda mais.
Quando ele a penetrou, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia pai, não havia oficina, não havia medo. Havia apenas o ritmo frenético de seus corpos se encontrando, o som da respiração ofegante e o prazer cru que os unia. Adriana se sentia poderosa, sentia-se dona de si mesma. Ela não era mais a menina que se escondia; ela era a mulher que fazia Lailson perder o controle.
— Mais rápido... — pedia ela, as pernas entrelaçadas na cintura dele, sentindo cada estocada profunda.
— Você é minha, Adriana — ele rosnou, o suor brilhando em sua pele morena enquanto ele atingia o ápice junto com ela.
Após o encontro intenso, eles ficaram abraçados, o silêncio preenchido apenas pelo bater sincronizado de seus corações. Foi ali, naquele momento de vulnerabilidade, que a chave virou. O que era apenas um desejo proibido, um "caso" de fundo de oficina, tornou-se algo muito mais profundo.
— Eu não quero mais me esconder, Adriana — disse Lailson, quebrando o silêncio.
Adriana se afastou um pouco para olhá-lo, ajustando os óculos que haviam ficado na mesinha de cabeceira.
— O meu pai vai matar você. E eu também.
— Ele gosta de mim. E ele ama você. Vai ser difícil, vai ser um choque, mas eu não aguento mais te ver na rua e ter que fingir que você é só a "filha do patrão". Eu quero poder te dar a mão, te levar para jantar... quero que todo mundo saiba que você é minha namorada.
Adriana sentiu uma lágrima de alívio escapar. O empoderamento que ela sentira na cama agora refletia em sua alma. Ela se sentia amada, não apenas desejada.
— Você tem certeza? — perguntou ela. — Pode ser o fim da sua amizade com ele.
— Eu prefiro perder o emprego e o amigo do que perder você — afirmou ele com convicção. — Você me mudou, Adriana. Eu nunca quis nada sério com ninguém, mas com você... eu quero tudo.
Algumas semanas depois, o momento da verdade chegou. Renilson estava sentado à mesa da cozinha, tomando café, quando Lailson chegou, não com o macacão de trabalho, mas com uma roupa limpa e o semblante sério. Adriana estava ao lado dele, as mãos dadas, o coração batendo na garganta.
— Renilson, precisamos conversar — começou Lailson, sem rodeios.
O pai de Adriana levantou os olhos, alternando o olhar entre o amigo e a filha. O silêncio na cozinha era ensurdecedor.
— Eu imagino sobre o que seja — disse Renilson, sua voz mais calma do que eles esperavam. — Eu não sou cego, Lailson. Vi o jeito que você olha para ela na oficina. E vi como minha filha mudou nos últimos meses. Ela está mais feliz, mais firme.
— Eu amo a sua filha, Renilson — declarou Lailson, apertando a mão de Adriana. — E eu quero pedir sua permissão para namorar com ela. Oficialmente. Sem esconder de ninguém.
Renilson suspirou, deixando a caneca de lado. Ele se levantou e caminhou até o casal. Adriana sentiu um frio na espinha, mas não desviou o olhar. Ela não era mais a menina insegura.
— Lailson, você é como um irmão mais novo para mim. Se fosse qualquer outro, eu já teria te expulsado daqui a pontapés por ter mexido com a minha menina — o pai disse, sério, mas logo um meio sorriso surgiu em seu rosto. — Mas eu conheço o seu caráter. E vejo como ela olha para você. Só te peço uma coisa: se você magoar ela, não vai ter oficina no mundo que te proteja de mim.
Adriana soltou um suspiro que parecia estar guardado há meses. Ela abraçou o pai, emocionada.
— Obrigada, pai.
— Não me agradeça ainda, guria. Agora vocês vão ter que aguentar a fofoca da cidade — brincou Renilson, voltando para seu café.
Ao saírem para a varanda, Lailson puxou Adriana para um beijo, mas desta vez, um beijo calmo, de quem não tinha mais pressa nem medo.
— Viu só? — disse ele, sorrindo. — Agora é oficial. Adriana e Lailson.
— Eu gosto do som disso — respondeu ela, sentindo-se linda, desejada e, acima de tudo, livre.
O desejo que nascera proibido agora brilhava sob a luz do sol, provando que, às vezes, a beleza está exatamente onde a gente menos espera: entre o óleo da oficina e o fogo de uma paixão verdadeira.
