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One single love
Fandom: LMSY
Criado: 16/06/2026
Tags
PsicológicoSombrioSuspenseDramaCiúmesEstudo de PersonagemRomance
O Veneno Doce da Devoção
O silêncio do corredor da escola era o habitat natural de Lookmhee Punyapat. Encostada na parede de azulejos frios, com os braços cruzados e a postura impecável que seus 1,73m de altura lhe conferiam, ela observava. Seus olhos pretos, profundos e analíticos, não perdiam um único movimento do alvo à sua frente. Lookmhee não apenas olhava; ela catalogava. Ela sabia que Sonya Pedersen tinha dado exatamente quatorze risadas desde que o sinal do intervalo batera. Sabia que Sonya estava usando o hidratante labial de cereja que ela mesma havia colocado discretamente na mochila da garota na noite anterior, enquanto todos dormiam.
Para o mundo, Lookmhee era um iceberg. Fria, metódica, uma inteligência que beirava o cruel e um sarcasmo que afastava qualquer tentativa de aproximação. Mas Sonya... Sonya era o sol que derretia cada camada de gelo, mesmo sem saber que Lookmhee era capaz de queimar o mundo inteiro para manter aquele sol brilhando apenas para si.
— Você está encarando de novo, Mhee — a voz doce de Sonya flutuou pelo ar enquanto ela se despedia de um grupo de colegas e caminhava em direção à sua sombra constante.
Lookmhee não desviou o olhar. Pelo contrário, intensificou-o.
— Estou apenas garantindo que ninguém ultrapasse o limite do seu espaço pessoal, Sun — respondeu Lookmhee, a voz baixa e monocórdica, mas com um subtom de possessividade que faria qualquer um estremecer. Menos Sonya.
Sonya sorriu, aquele sorriso radiante que fazia o coração de Lookmhee bater em um ritmo frenético e doentio, lembrando-a de que ela era, de fato, uma Punyapat. O sangue dos "cães selvagens" corria em suas veias. O mesmo sangue que levou seus pais a dançarem uma última valsa enquanto o veneno consumia seus órgãos, unidos em uma morte que Lookmhee achava poeticamente lógica. Se você não pode possuir alguém na vida de forma absoluta, a morte é a única conclusão aceitável.
— Você é tão protetora — Sonya disse, aproximando-se e entrelaçando seu braço ao de Lookmhee. — Eu gosto disso. Sinto que nada de ruim pode me acontecer quando você está por perto.
Lookmhee sentiu o toque quente de Sonya em seu braço e quase ronronou. Ela ajeitou uma mecha do cabelo castanho-claro de Sonya, sentindo a textura ondulada entre os dedos.
— Nada vai acontecer com você. Eu não permitiria.
Enquanto caminhavam pelo pátio, Lookmhee sentiu o peso do celular no bolso. Nele, estava o vídeo que ela havia gravado na noite anterior. Um garoto do segundo ano, um idiota que teve a audácia de espalhar que ele e Sonya estavam namorando. Lookmhee se lembrava de cada soco, da sensação dos nós dos seus dedos atingindo a carne macia dele, e do som delicioso do choro dele implorando por misericórdia. Ela o obrigou a gravar um pedido de desculpas, soluçando, jurando que nunca mais chegaria perto de Sonya.
Lookmhee era uma stalker profissional, uma observadora das sombras. Ela sabia quem Sonya via, com quem falava e até o que comia. Se Sonya era a luz, Lookmhee era a escuridão que a envolvia, protegendo-a das impurezas do mundo exterior.
— Mhee, você ouviu o que eu disse? — Sonya inclinou a cabeça, olhando para a amiga com curiosidade. — Eu estava pensando em irmos àquela nova cafeteria depois da aula. Dizem que o cheesecake de lá é incrível.
Lookmhee parou de andar, fazendo com que Sonya parasse também. Ela se virou para a garota mais baixa, seus olhos fixos nos dela.
— Não precisa ir à cafeteria, Sun. Eu comprei os ingredientes exatos que você gosta. Vou fazer o cheesecake para você em casa. O ambiente lá é barulhento e as pessoas são... desagradáveis.
Sonya riu, um som cristalino. Ela amava como Lookmhee a mimava. Amava ser a única pessoa que via o lado "suave" daquela garota tão temida por todos.
— Você é tão exigente com quem eu convivo — Sonya brincou, apertando o braço de Lookmhee. — Mas tudo bem. Eu prefiro o seu cuidado do que qualquer cafeteria. Você é exclusiva, não é?
— Eu sou sua, Sonya — Lookmhee corrigiu, a voz carregada de uma seriedade mortal. — Totalmente. Absolutamente.
As duas continuaram o caminho até a próxima aula. Lookmhee mantinha a cabeça erguida, os olhos escaneando o ambiente como um predador protegendo sua cria. Ela viu o garoto que havia espancado sentado em um banco distante, o rosto inchado escondido sob um capuz. Quando os olhos dele encontraram os de Lookmhee, ele desviou o olhar instantaneamente, tremendo.
Lookmhee sentiu uma satisfação gélida. Ele aprendeu a lição. Ninguém tocava no que pertencia a uma Punyapat. Ninguém sequer ousava desejar o que era dela.
— Por que aquele menino está agindo de forma tão estranha? — Sonya perguntou, notando a reação do colega. — Ele parece assustado.
Lookmhee deu de ombros, um movimento elegante e desinteressado.
— Algumas pessoas finalmente entendem o seu lugar no mundo, Sun. Não se preocupe com ele. Ele não é digno da sua atenção.
Sonya deu um suspiro satisfeito. Ela adorava a forma como Lookmhee filtrava o mundo para ela. Para Sonya, a vida era uma sucessão de cores e alegrias, facilitada pela presença constante e metódica de sua melhor amiga. Ela não via as sombras; ela só via o conforto que Lookmhee proporcionava.
— Você é meu anjo da guarda, Mhee — Sonya sussurrou enquanto entravam na sala de aula.
Lookmhee sentou-se ao lado dela, abrindo seu caderno com movimentos precisos. Ela não era um anjo. Ela sabia disso. Ela era o monstro que morava debaixo da cama de Sonya, mas era um monstro que mataria qualquer outro pesadelo que ousasse se aproximar.
Durante a aula, Lookmhee não prestava atenção ao professor. Seus olhos estavam focados no perfil de Sonya, na forma como ela mordia a ponta da caneta quando estava concentrada, na maneira como seu cabelo caía sobre os ombros. Lookmhee sentia uma necessidade física de estar perto, de tocar, de garantir que Sonya era real e que era sua.
A obsessão era um veneno, como o que seus pais tomaram. Mas, para Lookmhee, era o único combustível que fazia sua vida ter sentido. Ela não queria ser diferente. Ela não queria a normalidade sem graça das outras pessoas. Ela queria a intensidade, a possessividade, o fogo que consumia tudo ao redor, deixando apenas as duas no centro das cinzas.
— Mhee, você está me assustando um pouco com esse olhar — Sonya sussurrou, sorrindo para disfarçar o leve arrepio que sentiu, um arrepio que ela secretamente adorava.
Lookmhee inclinou-se para mais perto, o cheiro de baunilha do perfume de Sonya invadindo seus sentidos.
— Eu só estou pensando no quanto eu amo você, Sonya. E no que eu faria para garantir que você nunca saia do meu lado.
Sonya sentiu o calor subir pelo seu pescoço.
— E o que você faria? — desafiou ela, com a teimosia que lhe era característica.
Lookmhee sorriu, um sorriso raro e perigoso que nunca chegava aos olhos, mas que era dedicado apenas a Sonya.
— Qualquer coisa. Eu destruiria o mundo, peça por peça, se isso significasse que eu teria você só para mim em uma sala vazia.
Sonya riu baixinho, achando que era apenas uma hipérbole dramática de sua amiga intensa. Ela não sabia que, nos arquivos ocultos do computador de Lookmhee, havia fotos de cada pessoa que já havia olhado para ela por tempo demais. Ela não sabia que Lookmhee monitorava suas redes sociais através de contas fakes, bloqueando silenciosamente qualquer um que parecesse interessado demais.
— Você é louca — Sonya disse, voltando a prestar atenção na aula.
— Sou — Lookmhee concordou em silêncio, observando a mão de Sonya sobre a mesa. — Louca por você.
Ao final do dia, enquanto caminhavam para casa sob o céu alaranjado, Lookmhee sentia uma paz estranha. Ela sabia que, em algum lugar, as pessoas falavam sobre a "estranheza" das Punyapat. Mas o que elas chamavam de loucura, Lookmhee chamava de lealdade suprema.
— Mhee, promete que amanhã vamos ao parque? — Sonya pediu, balançando as mãos unidas. — Quero ver o pôr do sol de lá.
Lookmhee apertou a mão de Sonya, sentindo a pele macia contra a sua. Ela já estava planejando a rota, verificando quais pessoas costumavam frequentar o parque naquele horário e como garantiria que ninguém interrompesse o momento delas.
— Eu prometo, Sun. Estaremos lá. Só nós duas.
— Sempre só nós duas — Sonya repetiu, encostando a cabeça no ombro de Lookmhee.
Lookmhee fechou os olhos por um segundo, saboreando a vitória. Sonya era o seu sol, e ela era a gravidade que impedia o sol de escapar para o espaço infinito. Ela era a nova face dos Punyapat, e enquanto Sonya sorrisse para ela daquela forma dócil e dependente, o monstro estaria satisfeito.
Mas, se alguém tentasse apagar aquele brilho ou roubar um raio daquele sol... Lookmhee sabia exatamente onde guardava o veneno. E ela não teria medo de dançar a última valsa, desde que Sonya estivesse em seus braços até o último suspiro.
Para o mundo, Lookmhee era um iceberg. Fria, metódica, uma inteligência que beirava o cruel e um sarcasmo que afastava qualquer tentativa de aproximação. Mas Sonya... Sonya era o sol que derretia cada camada de gelo, mesmo sem saber que Lookmhee era capaz de queimar o mundo inteiro para manter aquele sol brilhando apenas para si.
— Você está encarando de novo, Mhee — a voz doce de Sonya flutuou pelo ar enquanto ela se despedia de um grupo de colegas e caminhava em direção à sua sombra constante.
Lookmhee não desviou o olhar. Pelo contrário, intensificou-o.
— Estou apenas garantindo que ninguém ultrapasse o limite do seu espaço pessoal, Sun — respondeu Lookmhee, a voz baixa e monocórdica, mas com um subtom de possessividade que faria qualquer um estremecer. Menos Sonya.
Sonya sorriu, aquele sorriso radiante que fazia o coração de Lookmhee bater em um ritmo frenético e doentio, lembrando-a de que ela era, de fato, uma Punyapat. O sangue dos "cães selvagens" corria em suas veias. O mesmo sangue que levou seus pais a dançarem uma última valsa enquanto o veneno consumia seus órgãos, unidos em uma morte que Lookmhee achava poeticamente lógica. Se você não pode possuir alguém na vida de forma absoluta, a morte é a única conclusão aceitável.
— Você é tão protetora — Sonya disse, aproximando-se e entrelaçando seu braço ao de Lookmhee. — Eu gosto disso. Sinto que nada de ruim pode me acontecer quando você está por perto.
Lookmhee sentiu o toque quente de Sonya em seu braço e quase ronronou. Ela ajeitou uma mecha do cabelo castanho-claro de Sonya, sentindo a textura ondulada entre os dedos.
— Nada vai acontecer com você. Eu não permitiria.
Enquanto caminhavam pelo pátio, Lookmhee sentiu o peso do celular no bolso. Nele, estava o vídeo que ela havia gravado na noite anterior. Um garoto do segundo ano, um idiota que teve a audácia de espalhar que ele e Sonya estavam namorando. Lookmhee se lembrava de cada soco, da sensação dos nós dos seus dedos atingindo a carne macia dele, e do som delicioso do choro dele implorando por misericórdia. Ela o obrigou a gravar um pedido de desculpas, soluçando, jurando que nunca mais chegaria perto de Sonya.
Lookmhee era uma stalker profissional, uma observadora das sombras. Ela sabia quem Sonya via, com quem falava e até o que comia. Se Sonya era a luz, Lookmhee era a escuridão que a envolvia, protegendo-a das impurezas do mundo exterior.
— Mhee, você ouviu o que eu disse? — Sonya inclinou a cabeça, olhando para a amiga com curiosidade. — Eu estava pensando em irmos àquela nova cafeteria depois da aula. Dizem que o cheesecake de lá é incrível.
Lookmhee parou de andar, fazendo com que Sonya parasse também. Ela se virou para a garota mais baixa, seus olhos fixos nos dela.
— Não precisa ir à cafeteria, Sun. Eu comprei os ingredientes exatos que você gosta. Vou fazer o cheesecake para você em casa. O ambiente lá é barulhento e as pessoas são... desagradáveis.
Sonya riu, um som cristalino. Ela amava como Lookmhee a mimava. Amava ser a única pessoa que via o lado "suave" daquela garota tão temida por todos.
— Você é tão exigente com quem eu convivo — Sonya brincou, apertando o braço de Lookmhee. — Mas tudo bem. Eu prefiro o seu cuidado do que qualquer cafeteria. Você é exclusiva, não é?
— Eu sou sua, Sonya — Lookmhee corrigiu, a voz carregada de uma seriedade mortal. — Totalmente. Absolutamente.
As duas continuaram o caminho até a próxima aula. Lookmhee mantinha a cabeça erguida, os olhos escaneando o ambiente como um predador protegendo sua cria. Ela viu o garoto que havia espancado sentado em um banco distante, o rosto inchado escondido sob um capuz. Quando os olhos dele encontraram os de Lookmhee, ele desviou o olhar instantaneamente, tremendo.
Lookmhee sentiu uma satisfação gélida. Ele aprendeu a lição. Ninguém tocava no que pertencia a uma Punyapat. Ninguém sequer ousava desejar o que era dela.
— Por que aquele menino está agindo de forma tão estranha? — Sonya perguntou, notando a reação do colega. — Ele parece assustado.
Lookmhee deu de ombros, um movimento elegante e desinteressado.
— Algumas pessoas finalmente entendem o seu lugar no mundo, Sun. Não se preocupe com ele. Ele não é digno da sua atenção.
Sonya deu um suspiro satisfeito. Ela adorava a forma como Lookmhee filtrava o mundo para ela. Para Sonya, a vida era uma sucessão de cores e alegrias, facilitada pela presença constante e metódica de sua melhor amiga. Ela não via as sombras; ela só via o conforto que Lookmhee proporcionava.
— Você é meu anjo da guarda, Mhee — Sonya sussurrou enquanto entravam na sala de aula.
Lookmhee sentou-se ao lado dela, abrindo seu caderno com movimentos precisos. Ela não era um anjo. Ela sabia disso. Ela era o monstro que morava debaixo da cama de Sonya, mas era um monstro que mataria qualquer outro pesadelo que ousasse se aproximar.
Durante a aula, Lookmhee não prestava atenção ao professor. Seus olhos estavam focados no perfil de Sonya, na forma como ela mordia a ponta da caneta quando estava concentrada, na maneira como seu cabelo caía sobre os ombros. Lookmhee sentia uma necessidade física de estar perto, de tocar, de garantir que Sonya era real e que era sua.
A obsessão era um veneno, como o que seus pais tomaram. Mas, para Lookmhee, era o único combustível que fazia sua vida ter sentido. Ela não queria ser diferente. Ela não queria a normalidade sem graça das outras pessoas. Ela queria a intensidade, a possessividade, o fogo que consumia tudo ao redor, deixando apenas as duas no centro das cinzas.
— Mhee, você está me assustando um pouco com esse olhar — Sonya sussurrou, sorrindo para disfarçar o leve arrepio que sentiu, um arrepio que ela secretamente adorava.
Lookmhee inclinou-se para mais perto, o cheiro de baunilha do perfume de Sonya invadindo seus sentidos.
— Eu só estou pensando no quanto eu amo você, Sonya. E no que eu faria para garantir que você nunca saia do meu lado.
Sonya sentiu o calor subir pelo seu pescoço.
— E o que você faria? — desafiou ela, com a teimosia que lhe era característica.
Lookmhee sorriu, um sorriso raro e perigoso que nunca chegava aos olhos, mas que era dedicado apenas a Sonya.
— Qualquer coisa. Eu destruiria o mundo, peça por peça, se isso significasse que eu teria você só para mim em uma sala vazia.
Sonya riu baixinho, achando que era apenas uma hipérbole dramática de sua amiga intensa. Ela não sabia que, nos arquivos ocultos do computador de Lookmhee, havia fotos de cada pessoa que já havia olhado para ela por tempo demais. Ela não sabia que Lookmhee monitorava suas redes sociais através de contas fakes, bloqueando silenciosamente qualquer um que parecesse interessado demais.
— Você é louca — Sonya disse, voltando a prestar atenção na aula.
— Sou — Lookmhee concordou em silêncio, observando a mão de Sonya sobre a mesa. — Louca por você.
Ao final do dia, enquanto caminhavam para casa sob o céu alaranjado, Lookmhee sentia uma paz estranha. Ela sabia que, em algum lugar, as pessoas falavam sobre a "estranheza" das Punyapat. Mas o que elas chamavam de loucura, Lookmhee chamava de lealdade suprema.
— Mhee, promete que amanhã vamos ao parque? — Sonya pediu, balançando as mãos unidas. — Quero ver o pôr do sol de lá.
Lookmhee apertou a mão de Sonya, sentindo a pele macia contra a sua. Ela já estava planejando a rota, verificando quais pessoas costumavam frequentar o parque naquele horário e como garantiria que ninguém interrompesse o momento delas.
— Eu prometo, Sun. Estaremos lá. Só nós duas.
— Sempre só nós duas — Sonya repetiu, encostando a cabeça no ombro de Lookmhee.
Lookmhee fechou os olhos por um segundo, saboreando a vitória. Sonya era o seu sol, e ela era a gravidade que impedia o sol de escapar para o espaço infinito. Ela era a nova face dos Punyapat, e enquanto Sonya sorrisse para ela daquela forma dócil e dependente, o monstro estaria satisfeito.
Mas, se alguém tentasse apagar aquele brilho ou roubar um raio daquele sol... Lookmhee sabia exatamente onde guardava o veneno. E ela não teria medo de dançar a última valsa, desde que Sonya estivesse em seus braços até o último suspiro.
