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Paixão ardente

Fandom: Livros

Criado: 16/06/2026

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RomanceDramaSombrioCrimeNoirEstudo de PersonagemHistória DomésticaLinguagem ExplícitaRomance
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Sombras e Sedas

A chuva batia contra as vidraças do escritório de Scott com uma violência que parecia ecoar o temperamento do homem sentado atrás da imensa mesa de carvalho. O ambiente era iluminado apenas por alguns abajures de luz quente e pelo brilho intermitente dos relâmpagos que cortavam o céu de Londres. Scott, com seus ombros largos e músculos que pareciam prestes a rasgar o tecido fino da camisa social preta, mantinha os olhos verdes fixos em um ponto qualquer da parede, perdidos em pensamentos que ninguém ousaria interromper.

A porta se abriu com um clique suave, quase imperceptível. Emily entrou, a silhueta de um metro e sessenta e sete sendo emoldurada pela luz do corredor antes que ela fechasse a porta atrás de si. Seus cabelos cacheados, volumosos e rebeldes, caíam sobre os ombros, contrastando com a pele clara. Ela usava um vestido de seda bordô que abraçava sua estrutura magra, mas que não escondia as curvas perigosas que faziam o sangue de Scott ferver toda vez que ela estava por perto.

— Você demorou — disse ele, a voz grave vibrando no peito como um trovão distante.

Emily caminhou lentamente, o som de seus saltos sendo abafado pelo tapete persa. Ela parou diante da mesa, sustentando o olhar dele com a coragem que só ela possuía. Seus olhos castanhos escuros eram profundos, cheios de uma inteligência afiada e de um desejo que ela raramente admitia em voz alta.

— O trânsito estava impossível sob essa tempestade — respondeu ela, aproximando-se da cadeira dele. — Ou talvez eu estivesse apenas testando a sua paciência.

Scott soltou um riso seco, levantando-se com a graça predatória de um animal de grande porte. Ele contornou a mesa, parando a poucos centímetros dela. A diferença de altura era notável; Emily precisava inclinar a cabeça para trás para encará-lo, o que apenas enfatizava a linha delicada de seu pescoço.

— Você sabe que minha paciência para você é um recurso escasso, Emily — disse ele, levando uma das mãos ao rosto dela, o polegar acariciando o lábio inferior dela com uma pressão deliberada.

— E o que você pretende fazer a respeito? — perguntou ela em voz baixa, desafiadora.

Scott não respondeu com palavras. Em vez disso, ele a puxou pela cintura, colando o corpo dela ao seu. Emily sentiu a rigidez dos músculos dele através das roupas, o calor emanando de sua pele. Ela envolveu o pescoço dele com os braços, os dedos se perdendo nos cabelos pretos e curtos de Scott, puxando-o para mais perto.

— Eu pretendo mostrar que, neste escritório, as regras são minhas — sussurrou ele contra o ouvido dela, antes de morder levemente o lóbulo de sua orelha, arrancando-lhe um suspiro trêmulo.

Ele a ergueu com uma facilidade desconcertante, sentando-a na borda da mesa de carvalho. Papéis e canetas foram jogados para o lado sem qualquer cerimônia. Scott se posicionou entre as pernas dela, as mãos grandes subindo pelas coxas de Emily, subindo o tecido do vestido até que ele pudesse sentir a pele macia sob seus dedos.

— Você é tão pequena — murmurou ele, observando-a com uma intensidade que beirava a possessividade. — Tão frágil na aparência, mas tão letal.

— Eu não sou frágil, Scott — retrucou ela, arqueando as costas quando ele beijou a curva de seu ombro. — E você sabe disso melhor do que ninguém.

— Sim, eu sei — concordou ele, a voz falhando levemente. — É por isso que você me enlouquece.

O beijo que se seguiu foi urgente, carregado de meses de tensão não resolvida e de um amor que florescia em meio às sombras. Scott a beijava como se ela fosse seu único oxigênio, e Emily correspondia com a mesma intensidade, suas unhas cravando-se nos ombros musculosos dele. O contraste entre a força bruta de Scott e a delicadeza curvilínea de Emily criava uma harmonia caótica, um encaixe perfeito que ambos buscavam desesperadamente.

Ele afastou o rosto por um segundo, os olhos verdes brilhando na penumbra, devorando cada detalhe da expressão dela. Emily estava ofegante, as bochechas coradas e os lábios inchados.

— Diga que você é minha — ordenou ele, a voz carregada de uma autoridade sombria que sempre a fazia estremecer.

— Eu não pertenço a ninguém — respondeu ela, um sorriso desafiador brincando nos lábios, apesar do desejo evidente.

Scott apertou a cintura dela com um pouco mais de força, aproximando o rosto do dela até que suas respirações se misturassem.

— Diga — insistiu ele, os dedos subindo para a nuca dela, segurando seus cachos com firmeza, mas sem machucar.

Emily fechou os olhos por um momento, entregando-se à sensação de ser desejada por um homem que poderia ter o mundo a seus pés, mas que escolhia estar ali, com ela.

— Eu sou sua, Scott — sussurrou ela, rendendo-se. — Mas apenas porque você é meu.

Ele sorriu, um sorriso raro e genuíno que suavizou suas feições duras por um breve instante antes de ser substituído por uma determinação renovada. Scott desceu o zíper do vestido dela com uma precisão cirúrgica, deixando que a seda caísse pelos ombros de Emily. A visão de sua pele sob a luz fraca era quase divina, e ele se permitiu um momento para admirar a obra de arte que tinha diante de si.

— Você é linda — disse ele, a voz agora suave, quase um segredo.

— Scott... — Emily começou, mas as palavras morreram em sua garganta quando ele voltou a beijá-la, desta vez descendo para o seu pescoço, deixando marcas que contariam a história daquela noite nos dias seguintes.

As mãos de Emily exploravam o peito dele, sentindo os batimentos acelerados de seu coração. Ela começou a desabotoar a camisa dele, um botão por vez, com uma lentidão torturante que fazia Scott rosnar de frustração. Quando a camisa finalmente caiu no chão, ela espalmou as mãos sobre o peitoral definido dele, sentindo o poder que emanava de cada fibra de seu ser.

— Você me faz perder o controle — confessou Scott, prendendo os pulsos dela acima da cabeça com apenas uma das mãos, enquanto a outra explorava as curvas de seu quadril.

— O controle é superestimado — provocou ela, puxando-o para baixo para que pudesse sentir o peso dele sobre o seu corpo.

A tempestade lá fora continuava a rugir, mas dentro daquele escritório, o mundo havia deixado de existir. Havia apenas o som de respirações pesadas, o atrito da pele contra a pele e a conexão elétrica que os unia. Scott a tratava com uma mistura de reverência e desejo primitivo, cada toque sendo uma promessa de que ele nunca a deixaria ir.

Emily, por sua vez, encontrava em Scott o porto seguro que sua alma inquieta precisava. Ele era sua âncora e sua tempestade, o homem que a via como ninguém mais via e que a amava com uma intensidade que a assustava e a fascinava na mesma medida.

— Olhe para mim — pediu ele, a voz rouca.

Ela abriu os olhos, encontrando o verde profundo dos dele. Naquele olhar, não havia segredos, apenas a verdade nua e crua de dois seres que se encontraram na escuridão e decidiram criar sua própria luz.

— Eu amo você — disse Scott, as palavras saindo com dificuldade, como se ele estivesse entregando a última peça de sua armadura.

Emily sentiu o coração falhar uma batida. Ela puxou a mão dele para o seu rosto, beijando a palma de sua mão.

— Eu amo você, Scott. Mais do que as palavras podem explicar.

Ele a tomou novamente, desta vez com uma ternura que contrastava com a paixão avassaladora de antes. Cada movimento era carregado de significado, cada suspiro era um juramento silencioso. Naquela noite, entre as paredes frias de um escritório de luxo, Emily e Scott escreveram mais um capítulo de sua história — uma história feita de sombras, sedas e um amor que desafiava qualquer lógica.

Quando o sol finalmente começou a despontar no horizonte, tingindo o céu de tons cinzentos e pálidos, a chuva havia cedido. Scott estava sentado na poltrona de couro, com Emily aninhada em seu colo, envolta em seu paletó. O silêncio era confortável, preenchido apenas pelo som da respiração ritmada de ambos.

— Você deveria dormir um pouco — sugeriu ele, acariciando os cachos agora bagunçados dela.

— Eu não quero dormir — murmurou ela, aconchegando-se mais ao peito dele. — Quero ficar aqui, onde tudo é real.

Scott beijou o topo da cabeça dela, fechando os olhos e permitindo-se, pela primeira vez em muito tempo, sentir-se em paz.

— Eu não vou a lugar nenhum, Emily. Eu sempre estarei aqui.

E ela sabia que era verdade. Porque, no final das contas, não importava o quão escuro o mundo pudesse ser, eles sempre teriam um ao outro para encontrar o caminho de volta para casa.
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