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karine e kalle

Fandom: Hot

Criado: 16/06/2026

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Entre Livros e Desejos Ocultos

O corredor da faculdade estava silencioso, um contraste gritante com o barulho habitual das trocas de turno. Karine caminhava apressada, seus passos ecoando no piso de granilite, mas sua mente estava em outro lugar. Há poucos minutos, uma amiga em comum tinha deixado escapar, entre risos e fofocas, que Kalle — o garoto dos cachos levemente bagunçados e do sorriso tímido da Informática — nutria uma paixão platônica por ela há meses.

Karine, a garota da Enfermagem que todo mundo conhecia, a alma das festas e a dona de uma risada contagiante, sentiu o coração errar a batida. Ela sempre o achou uma graça, com aquele jeito meio nerd e a pele clarinha que contrastava com o olhar intenso, mas nunca achou que teria chance. Para ela, Kalle era um mistério guardado a sete chaves. Saber que o sentimento era recíproco foi como acender um pavio que já estava encharcado de gasolina.

Ao dobrar o corredor que levava à ala administrativa, ela o viu. Ele estava ali, encostado em um armário, mexendo no celular com o cenho levemente franzido. Os cachos caíam sobre a testa de um jeito que dava vontade de enrolar nos dedos. Quando ele levantou o olhar e a viu, o rosto dele ganhou um tom de rosa que confirmou tudo o que ela acabara de ouvir.

— Karine? — A voz dele saiu um pouco mais rouca do que o normal.

— Oi, Kalle. — Ela se aproximou, deixando que sua aura extrovertida tomasse conta, embora por dentro estivesse trêmula. — Eu ouvi um passarinho verde me contar uma coisa hoje...

Kalle engoliu em seco, guardando o celular no bolso da calça jeans. Ele não era de fugir, mas a presença magnética de Karine sempre o deixava desarmado.

— E o que esse passarinho disse? — perguntou ele, dando um passo à frente, diminuindo a distância entre os dois.

— Que você anda pensando muito em mim. — Karine sorriu, aquele sorriso que desestruturava qualquer um. — E o engraçado é que eu também ando pensando muito em você. Faz tempo.

O olhar de Kalle escureceu, uma mistura de surpresa e desejo puro. Sem dizer uma palavra, ele segurou o pulso dela com delicadeza, mas firmeza. O toque enviou um choque elétrico pelo corpo de Karine.

— A biblioteca está vazia a essa hora — sussurrou ele, a voz carregada de uma urgência que ela nunca tinha visto nele.

Eles caminharam quase correndo, as mãos agora entrelaçadas. Ao entrarem na biblioteca, o cheiro de papel antigo e madeira parecia amplificar a tensão sexual que pairava entre os dois. Kalle a conduziu para o fundo, entre as estantes de medicina e tecnologia, onde a luz era fraca e o silêncio era absoluto.

Assim que as costas de Karine tocaram a estante de madeira fria, Kalle não esperou. Ele a prensou contra os livros, as mãos espalmadas ao lado da cabeça dela.

— Você não tem ideia de quanto tempo eu esperei por isso — murmurou ele, antes de selar seus lábios nos dela.

O beijo começou faminto, uma explosão de sentimentos acumulados. A língua de Kalle invadiu a boca de Karine com uma autoridade que a surpreendeu. Ela respondeu à altura, puxando os cabelos da nuca dele, sentindo a maciez dos cachos entre os dedos. O beijo era quente, úmido e profundo, as respirações se misturando em um ritmo frenético.

— Kalle... — ela arquejou entre um beijo e outro, sentindo as mãos dele descerem para sua cintura, apertando a carne ali com vontade.

— Eu queria te dizer isso em todas as aulas que a gente se cruzou — disse ele, descendo os beijos para o pescoço dela, encontrando o ponto sensível logo abaixo da orelha. — Eu ficava imaginando o cheiro do seu perfume... é ainda melhor de perto.

Karine jogou a cabeça para trás, soltando um gemido baixo que ecoou pelo corredor vazio. As mãos dela desceram para o peito dele, sentindo o coração de Kalle batendo tão rápido quanto o dela. Ela começou a desabotoar a camisa dele, os dedos ágeis da futura enfermeira tremendo levemente pela adrenalina. Quando a pele branquinha do peito dele ficou exposta, ela não resistiu e passou as unhas levemente pela região, ouvindo-o rosnar de prazer.

Kalle levantou Karine pelas coxas, e ela instintivamente cruzou as pernas ao redor da cintura dele. Ele a carregou por alguns passos até uma mesa de estudos escondida, sentando-a ali sem interromper o contato visual. O desejo nos olhos dele era palpável.

— Você é muito mais do que eu imaginei, Karine — sussurrou ele, as mãos agora subindo pelas coxas dela, por baixo da saia curta que ela usava.

— E você... — ela puxou a nuca dele para outro beijo devastador —, você é muito mais do que esse jeito de menino quieto mostra.

As mãos de Kalle encontraram a calcinha de renda de Karine, e o toque direto fez com que ela distendesse o corpo, buscando mais contato. Ele começou um movimento rítmico, provocando-a, enquanto sua outra mão explorava os seios dela por cima da blusa fina. Karine sentia que ia derreter. Todo o amor e a atração que ambos guardaram por meses estavam explodindo ali, naquele cubículo cercado de conhecimento, mas movido pelo instinto mais básico.

— Por favor, Kalle... não para — pediu ela, a voz sumindo em um sussurro rouco.

Ele subiu a blusa dela, revelando os seios que subiam e desciam com a respiração pesada. Kalle os admirou por um segundo, os olhos brilhando, antes de baixar a cabeça e abocanhar um dos mamilos, fazendo Karine curvar as costas e enterrar as mãos nos ombros dele. O contraste da pele clara dele contra a dela, o calor que emanava de seus corpos e o som dos beijos molhados preenchiam o espaço.

Cada carícia era carregada de uma descoberta. Kalle explorava o corpo de Karine como se estivesse estudando para a prova mais importante de sua vida, e ela se entregava com uma intensidade que só alguém tão expansiva quanto ela poderia oferecer. Os amassos ficaram mais quentes, as roupas se tornando um obstáculo insuportável.

— Eu sempre quis você — confessou Kalle, a voz falha, enquanto seus dedos trabalhavam com maestria, levando-a ao limite. — Sempre.

— Eu também, seu bobo... — Karine respondeu, puxando-o para um abraço apertado, sentindo o calor da pele dele contra a sua. — Por que a gente demorou tanto?

— Porque o que é bom — ele disse, voltando a beijá-la com uma paixão renovada —, a gente guarda para o momento certo. E esse é o nosso momento.

Ali, entre os livros de anatomia e programação, eles se perderam um no outro. Não era apenas desejo físico; era a percepção de que aquela conexão era real, profunda e que, a partir daquele encontro na biblioteca, nada na faculdade seria igual para nenhum dos dois. O amor acumulado transbordou em cada toque, transformando o silêncio da noite em uma sinfonia de prazer e descoberta.
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