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Meu bebê

Fandom: Camren

Criado: 16/06/2026

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O Refúgio de Algodão-Doce e o Perfume de Baunilha

O corredor da faculdade de artes era um caos de cores, sons e pessoas apressadas, mas Camila Cabello parecia flutuar em seu próprio mundo. Aos 19 anos, ela era o que muitos chamariam de "estranhamente adorável". Vestia um vestido rodado de estampa de margaridas, meias brancas com babados e carregava uma mochila que tinha orelhinhas de coelho. O cheiro de talco e morango que emanava dela era sua marca registrada, algo que contrastava com os livros pesados de física e literatura clássica que ela carregava nos braços.

Camila era uma nerd assumida, a melhor da turma, mas carregava um segredo que guardava a sete chaves. Entre quatro paredes, quando o mundo lá fora se tornava barulhento demais, ela se permitia ser quem realmente sentia ser: uma "little". Ela amava o conforto de suas chupetas de silicone, o calor de uma mamadeira de leite morno e a liberdade de falar como uma criança pequena que só queria colo.

Foi em uma terça-feira chuvosa que seus olhos encontraram os de Ester.

Ester era o oposto absoluto. Aos 22 anos, ela era a definição de popularidade e elegância. Rica, inteligente e dona de um perfume amadeirado que custava mais do que o aluguel de muita gente, ela comandava a atenção de qualquer sala onde entrasse. Mas, ao contrário dos estereótipos, Ester tinha um coração de ouro e uma mente aguçada que percebia nuances que ninguém mais notava.

— Você deixou cair seu marcador de página — disse Ester, sua voz era como veludo enquanto ela se curvava para pegar o objeto de feltro em forma de nuvem.

Camila sentiu o rosto esquentar instantaneamente. Ela olhou para cima, encontrando os olhos intensos de Ester, e sentiu as pernas fraquejarem.

— Oh... obrigada, Ester — murmurou Camila, a voz saindo pequena, quase um sussurro.

— Você sabe meu nome? — Ester sorriu, um sorriso que não era de deboche, mas de genuíno interesse.

— Todo mundo sabe quem você é — respondeu Camila, apertando os livros contra o peito. — Você é... brilhante.

Ester sentiu algo diferente naquele momento. Havia uma pureza em Camila, uma aura de inocência que ela nunca tinha visto em ninguém na faculdade. O jeito como Camila mordia o lábio inferior e mexia os pés para dentro era a coisa mais fofa que Ester já presenciara.

— E você é a Camila, a garota que tira dez em tudo e cheira a campo de flores — Ester deu um passo à frente, diminuindo a distância entre elas. — Quer tomar um café? Ou talvez um chocolate quente?

Camila sentiu o coração disparar.

— Chocolate quente tem... tem marshmallows? — perguntou ela, os olhos brilhando com uma expectativa infantil que Ester achou fascinante.

— Com quantos marshmallows você quiser — prometeu Ester, e foi ali que o destino de ambas se selou.

Os meses passaram e a amizade se transformou em algo muito mais profundo. Ester estava perdidamente apaixonada. Ela amava a inteligência de Camila, mas o que mais a encantava era a vulnerabilidade da garota. Ester começou a notar pequenos detalhes: a forma como Camila às vezes começava a falar de si mesma na terceira pessoa quando estava cansada, ou como ela sempre carregava uma naninha escondida no fundo da mochila.

Até que, em uma noite de estudos no apartamento luxuoso de Ester, o segredo foi revelado.

Camila estava exausta. A semana de provas tinha drenado suas energias e ela só queria se esconder. Sem perceber, ela começou a chorar baixinho enquanto tentava ler um gráfico de termodinâmica.

— Ei, meu anjo, o que foi? — Ester se aproximou, sentando-se ao lado dela no sofá de couro.

— Mila tá tisti... — Camila soluçou, cobrindo o rosto com as mãos pequenas. — Mila quer colo...

Ester congelou por um segundo, mas não por choque, e sim por uma onda de ternura que a atingiu como um tsunami. Ela entendeu na hora. Ela já tinha lido sobre o universo Little/Caregiver, mas ver Camila assim, tão vulnerável e doce, fez seu instinto protetor gritar.

— Oh, minha pequena... — Ester a puxou para o colo, acomodando a cabeça de Camila em seu peito. — Não precisa ficar triste. A Ester está aqui.

— Você... você não vai rir da Mila? — perguntou Camila, olhando para cima com os olhos marejados, os dedos gordinhos segurando a gola da camisa de seda de Ester.

— Nunca — afirmou Ester, beijando a testa de Camila. — Eu acho você a coisa mais preciosa do mundo. Se você quiser ser o meu bebê, eu vou cuidar de você para sempre.

A partir daquela noite, a vida delas mudou. Ester comprou as melhores chupetas decoradas, as mamadeiras mais fofas e transformou um dos quartos de sua cobertura em um verdadeiro paraíso infantil para Camila. A dinâmica de "Daddy" e "Little" floresceu de forma natural, alimentada por um amor que transcendia as normas sociais da faculdade.

Na faculdade, elas eram o casal perfeito: a nerd prodígio e a veterana influente. Em casa, elas eram apenas Ester e sua Camilinha.

Certa noite, após um jantar romântico que Ester preparou — com direito a purê de batatas em formato de estrela para Camila —, o clima entre elas mudou para algo mais intenso.

— Papa... — Camila sussurrou, sentada no colo de Ester, usando um pijama de ursinho e segurando sua chupeta rosa. — Mila quer beijo de verdade agora.

Ester sorriu, sentindo o calor subir por seu corpo. Ela amava como Camila conseguia transitar entre a doçura da infância e a intensidade de uma mulher de dezenove anos que desejava sua parceira.

— Tem certeza, meu amor? — Ester perguntou, afastando suavemente a chupeta dos lábios de Camila.

— Sim... Mila ama a Papa em todos os jeitos — disse Camila, a voz agora mais firme, carregada de desejo.

Ester não esperou mais. Ela selou seus lábios com os de Camila em um beijo profundo, que misturava o gosto do leite com mel que Camila tomara antes e o sabor inebriante do gloss de morango. As mãos de Ester desceram pelas costas de Camila, sentindo a pele macia sob o tecido de algodão.

— Você é tão linda, Camilinha — murmurou Ester contra o pescoço da menor, sentindo o cheiro de baunilha e talco que sempre a deixava louca.

— Papa é cheirosa... Papa é forte — Camila suspirou, enroscando as pernas na cintura de Ester enquanto eram levadas para o quarto principal.

O ato de fazer amor para elas era uma extensão do cuidado. Ester era possessiva e protetora, enquanto Camila se entregava totalmente, confiando sua alma e seu corpo à mulher que a aceitava por completo. Elas faziam amor com uma frequência ardente, como se precisassem reafirmar constantemente que pertenciam uma à outra. Cada toque de Ester era um lembrete de que Camila estava segura; cada resposta de Camila era uma prova de que Ester era seu mundo.

Na manhã seguinte, o sol entrava pelas janelas amplas da cobertura. Camila estava aninhada sob os lençóis de fios egípcios, com a cabeça no ombro de Ester.

— Bom dia, pequena — disse Ester, a voz rouca de sono, acariciando os cabelos castanhos de Camila.

— Bom dia, Papa... — Camila bocejou, esfregando os olhos e procurando por sua chupeta na mesa de cabeceira.

Ester a alcançou primeiro e a colocou delicadamente na boca de Camila.

— Temos aula de história da arte em uma hora — lembrou Ester, rindo baixo quando Camila fez um biquinho de insatisfação.

— Mila não quer ir... quer ficar aqui ganhando carinho.

— Eu prometo que, se você for uma boa menina e prestar atenção na aula, quando voltarmos, eu vou te dar aquele banho de espuma com os patinhos de borracha que você gosta — Ester negociou, sabendo exatamente como convencer sua pequena.

Os olhos de Camila brilharam.

— Com muitas bolhas?

— Com tantas bolhas que você vai parecer uma nuvem — Ester beijou a pontinha do nariz dela.

— Tá bom! Mila vai ser a melhor al
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