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Minha nenem
Fandom: Pequenos grandes herois
Criado: 16/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHistória DomésticaPós-ApocalípticoFicção Científica
Entre Ondas e Silêncios
Três anos se passaram desde que o mundo quase virou de cabeça para baixo. Naquela época, quando tínhamos apenas onze ou doze anos, a adrenalina de resgatar nossos pais e enfrentar uma invasão alienígena parecia ser o ápice das nossas vidas. Eu ainda me lembrava da irritação que senti ao ver Missy tentando chamar a atenção de Carta. Naquele tempo, eu guardava tudo para mim, mas a vontade de intervir era quase incontrolável. Hoje, aos quinze anos, as coisas mudaram drasticamente.
O contato com os outros integrantes do grupo se perdeu com o tempo e a distância. Cada um seguiu seu caminho, mas o destino resolveu unir nossas famílias de uma forma permanente. Minha mãe e o pai de Carta se casaram, transformando nossa amizade e o namoro que já tínhamos iniciado em uma convivência diária sob o mesmo teto. Nossos pais nunca se opuseram ao nosso relacionamento; pelo contrário, pareciam aliviados por estarmos juntos.
Naquela tarde específica, a casa estava silenciosa. Nossos pais haviam saído para a lua de mel, deixando-nos sozinhos na residência ampla. Eu estava em um daqueles dias em que a teimosia falava mais alto. Trancada em meu quarto, eu me recusava a sair, fazendo uma birra infantil apenas para testar a paciência de Carta.
— Hanna, abre essa porta — disse ele, do outro lado da madeira.
— Não vou. Estou bem aqui com meus livros e meu silêncio — respondi, esboçando um sorriso travesso que ele não podia ver.
Eu ouvi o som da chave reserva girando na fechadura. Carta entrou no quarto com uma expressão decidida. Ele não disse mais nada; apenas caminhou até a beira da cama, me pegou pela cintura e me jogou sobre o ombro como se eu não pesasse nada.
— Ei! Me coloca no chão agora! — eu exclamei, rindo enquanto batia levemente em suas costas.
— Você está muito tempo isolada aqui — comentou ele, saindo do corredor em direção ao quarto dele.
Ao chegarmos lá, ele me depositou com cuidado sobre a cama de casal. O ambiente estava fresco, com a televisão ligada em um canal de filmes qualquer, apenas para preencher o silêncio. Carta se posicionou sobre mim, mantendo o peso distribuído nos cotovelos. Com movimentos lentos e precisos, ele começou a desabotoar minha blusa, deixando-me apenas de sutiã e saia.
Ele se deitou sobre meu corpo, buscando o calor da minha pele, e começou a depositar beijos lentos e suaves em meu pescoço. Eu fechei os olhos por um momento, sentindo a textura do seu cabelo entre meus dedos enquanto fazia um carinho distraído. Meus olhos se voltavam ocasionalmente para a tela da TV, mas minha atenção estava totalmente voltada para a presença dele.
— Você é muito teimosa, sabia? — sussurrou ele contra minha pele.
— É uma das minhas melhores qualidades — respondi em voz baixa.
Passamos um longo tempo assim, imersos na tranquilidade de não termos missões para cumprir ou vilões para derrotar. Apenas dois adolescentes vivendo um cotidiano comum. Eventualmente, o calor da tarde começou a incomodar, e Carta sugeriu que fôssemos para a piscina coberta da casa.
Eu me troquei, colocando um biquíni preto que, embora simples, era consideravelmente curto. Por cima, vesti um roupão felpudo. Quando cheguei à área da piscina, Carta já estava na água, movendo-se com a agilidade que sempre o destacou. Sentei-me em uma das cadeiras de descanso, observando os reflexos da luz na água azulada.
— Vem de uma vez, Hanna. A água está perfeita — insistiu ele, aproximando-se da borda.
— Não sei se estou com vontade de me molhar agora — menti, observando-o.
— Deixa de bobagem. Você não vai ficar aí sentada olhando para a minha cara o dia todo.
— Talvez eu vá — provoquei.
Ele revirou os olhos e continuou insistindo, nadando em círculos até que eu finalmente cedi. Levantei-me da cadeira e deixei o roupão escorregar pelos ombros, revelando o biquíni. Caminhei até a borda e mergulhei de uma vez, sentindo o choque térmico revigorante.
Assim que emergi, Carta já estava ao meu lado. Ele me segurou pela cintura, puxando-me para perto de forma possessiva. Seus olhos cor de mel encontraram os meus por um breve segundo antes de ele selar nossos lábios em um beijo profundo. A água ao nosso redor parecia amortecer qualquer som externo.
Ele desceu os beijos para o meu pescoço, segurando-me com firmeza. A proximidade física era um lembrete constante de que, apesar de tudo o que passamos e de como o mundo mudou, ainda tínhamos um ao outro. O silêncio da casa era preenchido apenas pelo som da água se agitando enquanto ele me abraçava com mais força, demonstrando uma afeição que não precisava de palavras para ser compreendida.
— Fico feliz que tenha vindo — disse ele, afastando-se apenas o suficiente para olhar em meu rosto.
— Você não me deu muita escolha, deu? — brinquei, ajeitando uma mecha de cabelo molhado que caía sobre os olhos dele.
— Eu nunca dou — respondeu ele com um meio sorriso.
Ficamos ali, flutuando na quietude da piscina, aproveitando a liberdade de sermos apenas nós mesmos, sem o peso das expectativas ou a sombra dos heróis que um dia fomos forçados a ser. Naquele momento, o mundo lá fora não importava. O que importava era o calor do contato, a segurança do abraço e a certeza de que a teimosia de um sempre encontraria a persistência do outro.
O contato com os outros integrantes do grupo se perdeu com o tempo e a distância. Cada um seguiu seu caminho, mas o destino resolveu unir nossas famílias de uma forma permanente. Minha mãe e o pai de Carta se casaram, transformando nossa amizade e o namoro que já tínhamos iniciado em uma convivência diária sob o mesmo teto. Nossos pais nunca se opuseram ao nosso relacionamento; pelo contrário, pareciam aliviados por estarmos juntos.
Naquela tarde específica, a casa estava silenciosa. Nossos pais haviam saído para a lua de mel, deixando-nos sozinhos na residência ampla. Eu estava em um daqueles dias em que a teimosia falava mais alto. Trancada em meu quarto, eu me recusava a sair, fazendo uma birra infantil apenas para testar a paciência de Carta.
— Hanna, abre essa porta — disse ele, do outro lado da madeira.
— Não vou. Estou bem aqui com meus livros e meu silêncio — respondi, esboçando um sorriso travesso que ele não podia ver.
Eu ouvi o som da chave reserva girando na fechadura. Carta entrou no quarto com uma expressão decidida. Ele não disse mais nada; apenas caminhou até a beira da cama, me pegou pela cintura e me jogou sobre o ombro como se eu não pesasse nada.
— Ei! Me coloca no chão agora! — eu exclamei, rindo enquanto batia levemente em suas costas.
— Você está muito tempo isolada aqui — comentou ele, saindo do corredor em direção ao quarto dele.
Ao chegarmos lá, ele me depositou com cuidado sobre a cama de casal. O ambiente estava fresco, com a televisão ligada em um canal de filmes qualquer, apenas para preencher o silêncio. Carta se posicionou sobre mim, mantendo o peso distribuído nos cotovelos. Com movimentos lentos e precisos, ele começou a desabotoar minha blusa, deixando-me apenas de sutiã e saia.
Ele se deitou sobre meu corpo, buscando o calor da minha pele, e começou a depositar beijos lentos e suaves em meu pescoço. Eu fechei os olhos por um momento, sentindo a textura do seu cabelo entre meus dedos enquanto fazia um carinho distraído. Meus olhos se voltavam ocasionalmente para a tela da TV, mas minha atenção estava totalmente voltada para a presença dele.
— Você é muito teimosa, sabia? — sussurrou ele contra minha pele.
— É uma das minhas melhores qualidades — respondi em voz baixa.
Passamos um longo tempo assim, imersos na tranquilidade de não termos missões para cumprir ou vilões para derrotar. Apenas dois adolescentes vivendo um cotidiano comum. Eventualmente, o calor da tarde começou a incomodar, e Carta sugeriu que fôssemos para a piscina coberta da casa.
Eu me troquei, colocando um biquíni preto que, embora simples, era consideravelmente curto. Por cima, vesti um roupão felpudo. Quando cheguei à área da piscina, Carta já estava na água, movendo-se com a agilidade que sempre o destacou. Sentei-me em uma das cadeiras de descanso, observando os reflexos da luz na água azulada.
— Vem de uma vez, Hanna. A água está perfeita — insistiu ele, aproximando-se da borda.
— Não sei se estou com vontade de me molhar agora — menti, observando-o.
— Deixa de bobagem. Você não vai ficar aí sentada olhando para a minha cara o dia todo.
— Talvez eu vá — provoquei.
Ele revirou os olhos e continuou insistindo, nadando em círculos até que eu finalmente cedi. Levantei-me da cadeira e deixei o roupão escorregar pelos ombros, revelando o biquíni. Caminhei até a borda e mergulhei de uma vez, sentindo o choque térmico revigorante.
Assim que emergi, Carta já estava ao meu lado. Ele me segurou pela cintura, puxando-me para perto de forma possessiva. Seus olhos cor de mel encontraram os meus por um breve segundo antes de ele selar nossos lábios em um beijo profundo. A água ao nosso redor parecia amortecer qualquer som externo.
Ele desceu os beijos para o meu pescoço, segurando-me com firmeza. A proximidade física era um lembrete constante de que, apesar de tudo o que passamos e de como o mundo mudou, ainda tínhamos um ao outro. O silêncio da casa era preenchido apenas pelo som da água se agitando enquanto ele me abraçava com mais força, demonstrando uma afeição que não precisava de palavras para ser compreendida.
— Fico feliz que tenha vindo — disse ele, afastando-se apenas o suficiente para olhar em meu rosto.
— Você não me deu muita escolha, deu? — brinquei, ajeitando uma mecha de cabelo molhado que caía sobre os olhos dele.
— Eu nunca dou — respondeu ele com um meio sorriso.
Ficamos ali, flutuando na quietude da piscina, aproveitando a liberdade de sermos apenas nós mesmos, sem o peso das expectativas ou a sombra dos heróis que um dia fomos forçados a ser. Naquele momento, o mundo lá fora não importava. O que importava era o calor do contato, a segurança do abraço e a certeza de que a teimosia de um sempre encontraria a persistência do outro.
