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Fandom: KinnPorshe

Criado: 17/06/2026

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Sob a Máscara do Ódio

O corredor leste da escola de elite, frequentada pelos herdeiros das famílias mais influentes da máfia e dos negócios, estava mergulhado no silêncio do fim de tarde. Matheo apertava as alças da mochila, os nós dos dedos brancos pela força. Ele era uma muralha de gelo; olhos cortantes, postura rígida e uma aura de hostilidade que afastava qualquer um que ousasse se aproximar. Para o mundo, Matheo era o filho renegado que preferia o silêncio à diplomacia sangrenta de sua família.

— Ora, se não é o gelo em pessoa — uma voz melodiosa e irritante ecoou pelo corredor.

Paulo surgiu de trás de um dos pilares, com a gravata do uniforme frouxa e um sorriso que misturava carisma e deboche. Paulo era o oposto de Matheo: sociável, magnético, o tipo de pessoa que iluminava uma sala e, ao mesmo tempo, manipulava todos ao seu redor com uma facilidade assustadora. Ele era "interessante" demais para o gosto de Matheo.

— Saia da frente, Paulo — rosnou Matheo, sem sequer diminuir o passo.

— Qual é o problema? — Paulo deu dois passos rápidos, bloqueando o caminho do outro. — O treino de tiro foi ruim hoje? Ou você só está com saudades de discutir comigo?

Matheo parou bruscamente, o peito quase tocando o de Paulo. A tensão entre eles era palpável, uma eletricidade que ia além da rivalidade acadêmica ou familiar. Eles se odiavam. Odiavam como o outro respirava, como ocupava espaço, como parecia entender coisas que ninguém mais via.

— Eu não tenho tempo para suas idiotices — Matheo sibilou, os olhos fixos nos lábios de Paulo por um milésimo de segundo antes de voltar para os olhos castanhos e provocadores.

— Você sempre diz isso, mas nunca vai embora de verdade — Paulo deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal de Matheo. — O que foi? O que você está escondendo atrás dessa cara de poucos amigos?

A mão de Matheo disparou, agarrando o colarinho da camisa de Paulo e empurrando-o contra os armários de metal. O estrondo ecoou pelo corredor vazio.

— Você não sabe quando calar a boca — Matheo murmurou, a voz rouca, o rosto a centímetros do de Paulo.

— Então me cala — desafiou Paulo, o sorriso sumindo, substituído por um brilho de desejo cru e perigoso.

O que aconteceu em seguida foi uma explosão. Matheo selou seus lábios nos de Paulo com uma violência que não tinha nada de gentil. Era uma batalha de línguas, um choque de dentes e urgência. Paulo correspondeu com a mesma intensidade, as mãos subindo para os cabelos de Matheo, puxando-o para mais perto, querendo fundir seus corpos.

Matheo o arrastou para a sala de artes, que estava destrancada. Assim que entraram, ele chutou a porta e a trancou, empurrando Paulo contra a mesa de madeira maciça coberta de respingos de tinta.

— Eu odeio você — Matheo disse entre beijos famintos que desciam pelo pescoço de Paulo.

— O sentimento é mútuo — arfou Paulo, as mãos agora descendo para abrir o cinto de Matheo com uma pressa desesperada. — Agora prova o quanto me odeia.

A frieza de Matheo derreteu, revelando um vulcão de repressão e necessidade. Ele despiu Paulo com mãos trêmulas e possessivas, revelando a pele alva que parecia brilhar sob a luz fraca do entardecer que entrava pelas janelas altas. Paulo não ficou atrás, arrancando a camisa de Matheo, expondo os ombros largos e as cicatrizes que contavam histórias de uma vida que nenhum adolescente deveria ter.

Quando Matheo se posicionou entre as pernas de Paulo, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia máfia, não havia escola, não havia expectativas. Havia apenas o calor da pele e o som da respiração pesada.

— Olha para mim — ordenou Matheo, a voz vibrando de uma forma que Paulo nunca tinha ouvido em público.

Paulo obedeceu, os olhos nublados de prazer e antecipação. Matheo entrou nele de uma vez, um estocada profunda que arrancou um grito abafado de Paulo contra o ombro do moreno. A dor inicial foi rapidamente substituída por uma onda avassaladora de preenchimento.

— Merda, Matheo... — Paulo cravou as unhas nas costas dele, sentindo cada centímetro daquela invasão.

Matheo começou a se mover, um ritmo frenético e possessivo. Ele não era mais o jovem frio e reservado; ele era um animal faminto, buscando conforto no único lugar que seu ódio permitia. Ele beijava Paulo com uma ternura desesperada que contrastava com a força de seus movimentos.

— Você é meu — Matheo sussurrou no ouvido de Paulo, a voz carregada de uma possessividade sombria. — Só meu.

— Eu não sou de ninguém — Paulo tentou retrucar, mas sua voz falhou quando Matheo atingiu o ponto certo, fazendo suas pernas tremerem e sua mente nublar. — Mas agora... agora você pode me ter.

O som dos corpos colidindo, o cheiro de suor e tinta a óleo, os gemidos que Matheo tentava abafar contra o pescoço de Paulo — tudo era intenso demais, real demais. Paulo envolveu a cintura de Matheo com as pernas, puxando-o para o mais fundo possível, querendo que aquele momento de conexão brutal nunca acabasse.

A velocidade aumentou. O prazer subia como uma maré incontrolável. Matheo sentia o coração de Paulo batendo contra o seu peito, um ritmo frenético que espelhava o seu próprio. Ele apertou as coxas de Paulo, os dedos deixando marcas vermelhas na pele clara, e acelerou as estocadas finais.

— Matheo... agora! — Paulo gritou, arqueando as costas enquanto o ápice o atingia, uma explosão de cores e sensações que o deixou sem fôlego.

Segundos depois, Matheo seguiu, descarregando-se dentro de Paulo com um rosnado baixo, desabando sobre ele, o rosto escondido na curva do pescoço do outro, onde o pulso de Paulo ainda corria desesperado.

O silêncio voltou à sala de artes, mas era um silêncio diferente. Não era o vazio de antes, mas uma calmaria carregada de significados não ditos. Eles ficaram assim por longos minutos, sentindo o calor um do outro diminuir gradualmente.

Matheo foi o primeiro a se afastar, recuperando sua máscara de indiferença, embora seus olhos ainda estivessem levemente escurecidos pela luxúria. Ele começou a se vestir em silêncio, os movimentos precisos.

Paulo sentou-se na mesa, observando-o com um meio sorriso, arrumando o próprio cabelo bagunçado.

— Então — disse Paulo, a voz voltando ao tom leve e "interessante" de sempre —, isso significa que amanhã você não vai tentar me matar no corredor?

Matheo parou de abotoar a camisa e olhou para Paulo. Por um breve momento, a frieza sumiu, substituída por algo que parecia quase... vulnerabilidade.

— Amanhã eu ainda vou odiar você, Paulo — Matheo disse, aproximando-se e segurando o queixo de Paulo com firmeza. — Mas agora eu sei exatamente como fazer você calar a boca.

Ele deu um selinho rápido e quase agressivo em Paulo antes de se virar e caminhar em direção à porta.

— Matheo — chamou Paulo, fazendo o outro parar com a mão na maçaneta.

— O quê?

— A gente se vê na biblioteca às oito? — Paulo piscou, o desafio brilhando novamente em seus olhos.

Matheo não respondeu com palavras. Apenas um leve aceno de cabeça e o som da porta se fechando atrás dele. Paulo riu baixo, sentindo o corpo ainda vibrar. O jogo entre eles tinha acabado de mudar de nível, e ele mal podia esperar pelo próximo round.
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