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d29
Fandom: record of ragnarok
Criado: 18/06/2026
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RomanceFantasiaDramaUA (Universo Alternativo)Estudo de PersonagemHistóricoSilkpunk
O Trono de Sombras e a Coroa de Estrelas
As luzes do Valhalla nunca pareceram tão caóticas. O salão monumental, que costumava ser palco de banquetes divinos e discussões sobre o destino da humanidade, fora transformado em um cenário de celebração desmedida. Deuses e humanos, em uma trégua temporária e bizarra, misturavam-se entre taças de néctar e música que vibrava pelas colunas de mármore.
No centro do salão, a atenção de muitos estava voltada para uma figura que exalava uma confiança quase ofensiva. Qin Shi Huang, o Primeiro Imperador da China, não estava sentado em um trono, mas movia-se com a graça de quem era dono do mundo. Ao seu lado, Kimi, sua velha amiga e confidente, ria enquanto o puxava para o compasso de uma melodia vibrante.
— Vamos, Ying Zheng! — exclamou Kimi, girando sob o braço dele. — Até um imperador precisa de um momento para respirar fora das guerras.
Qin sorriu, aquele sorriso característico que escondia mil cicatrizes e uma infância de dor. Ele vestia trajes de seda que deixavam seus ombros e braços à mostra, revelando as tatuagens de dragão que serpenteavam por sua pele como se tivessem vida própria. Seus cabelos pretos estavam parcialmente presos, e a venda sobre seus olhos — necessária para conter a sinestesia que o fazia sentir a dor alheia — não o impedia de se mover com uma precisão sobrenatural.
De longe, os outros competidores observavam. Jack, o Estripador, bebericava um chá com um sorriso enigmático, observando as "cores" que emanavam da alegria de Qin. Raiden e Shiva compartilhavam uma risada alta, enquanto Adão comia uma maçã calmamente, observando seus "filhos" com um olhar protetor. Até mesmo Zeus, com sua energia elétrica, parecia satisfeito com o espetáculo.
No entanto, em um canto mais afastado, onde as sombras eram mais densas e a sofisticação imperava, estava Hades.
O Rei de Helheim não era homem de festas. Ele estava ali por puro senso de dever familiar, tendo sido arrastado por Zeus e pela insistência silenciosa de Adamas. Sentado em uma poltrona de veludo negro, Hades segurava uma taça de vinho tinto, sua postura impecável e sua expressão calma, embora seus olhos analisassem cada detalhe estrategicamente.
Ele era o pilar de equilíbrio entre os irmãos. Onde Zeus era o caos e Poseidon a indiferença fria, Hades era a nobreza responsável. Mas, naquela noite, sua atenção, geralmente voltada para a ordem do submundo, foi capturada por um brilho específico no meio da multidão.
Hades olhou para o lado e seus olhos se fixaram em Qin Shi Huang.
O imperador humano estava rindo agora, o corpo escultural movendo-se com uma vitalidade que parecia desafiar a própria morte. O contraste era imediato. Hades sentiu uma atração súbita e avassaladora, do tipo que raramente perturbava sua mente estratégica.
— Quem é aquele? — perguntou Hades, sua voz profunda e suave, quase um sussurro para si mesmo.
— Aquele é o homem que se autointitula o Rei de Onde Tudo Começou — respondeu Hermes, surgindo do nada com seu sorriso habitual. — Qin Shi Huang. Um tanto audacioso, não acha, tio?
Hades não respondeu de imediato. Ele observou os cabelos pretos de Qin, a forma como a seda deslizava por seus músculos definidos e a insolência charmosa de seus gestos. Havia algo de errado, algo que fazia o coração milenar de Hades vacilar.
"Ele é jovem demais para mim", pensou o Deus dos Mortos, passando a mão pelos próprios fios brancos, que brilhavam sob a luz dos lustres. "Meus cabelos brancos me dizem que o abismo entre nós não é apenas de espécie, mas de eras."
Mas a lógica de um estrategista raramente vence o impulso de um governante que encontra algo que deseja conquistar. Hades levantou-se. Sua presença impôs um silêncio imediato por onde passava. Os deuses abriam caminho, respeitando a aura de autoridade que o Rei de Helheim exalava.
Qin, sentindo a mudança na pressão do ar — uma habilidade refinada por anos de combate e sensibilidade —, parou de dançar. Ele virou o rosto na direção da aproximação. Mesmo com a venda, ele "via" a grandiosidade da alma que se aproximava.
— Um deus de alto calibre se aproxima do trono — disse Qin, com um sorriso de canto, soltando a mão de Kimi. — O que traz o senhor do submundo à luz?
Hades parou a poucos passos dele. A diferença de altura e a aura de ambos criavam uma tensão palpável que atraiu os olhares de Nikola Tesla, que ajustou os óculos curioso, e de Buda, que apenas sorriu enquanto mastigava um doce.
— A luz pareceu subitamente concentrada em um único ponto deste salão — disse Hades, com uma cortesia impecável. — Vim verificar se o imperador dos homens é tão magnífico quanto os rumores sugerem.
— Magnífico é pouco — respondeu Qin, cruzando os braços e inclinando a cabeça com audácia. — Eu sou o único. Onde eu estou, é onde o caminho começa.
Hades soltou um riso baixo, um som raro que surpreendeu até mesmo Beelzebub, que observava de longe.
— Sua arrogância é fascinante, humano. Mas este ambiente está barulhento demais para uma conversa adequada entre reis.
Qin sorriu, percebendo o desafio e o convite implícito. Ele não era de fugir, especialmente de algo que fazia seu próprio sangue ferver de uma forma que as batalhas não faziam.
— Então, mostre-me onde os reis conversam no escuro.
Sem trocar mais palavras, os dois se afastaram da multidão. Eles caminharam pelos corredores de marfim do Valhalla, saindo por uma porta lateral que dava para um jardim suspenso, onde a arquitetura divina encontrava a noite eterna. O som da festa tornou-se um eco distante.
Eles pararam em um beco estreito, cercado por paredes de pedra antiga cobertas por trepadeiras de flores prateadas que brilhavam sob o luar de Asgard. O silêncio ali era absoluto, quebrado apenas pela respiração de ambos.
Hades encostou-se na parede, observando o jovem imperador à sua frente. A proximidade permitia que ele visse os detalhes das tatuagens no pescoço de Qin e sentisse o calor que emanava de seu corpo vibrante.
— Você é uma criatura curiosa — disse Hades, estendendo a mão para tocar levemente o queixo de Qin. — Tão jovem, tão cheio de uma vida que eu guardo há eras.
— A idade é apenas um detalhe para quem é eterno em suas conquistas — rebateu Qin, sem recuar. — E você, deus de cabelos brancos... você parece carregar o peso do mundo nos ombros. Não gostaria de dividir esse fardo comigo por um momento?
Hades sentiu a audácia do humano como um choque elétrico. Ele, o pilar dos deuses, o irmão mais velho que nunca se permitia fraquejar, sentiu-se vulnerável diante do sorriso de Qin.
— Você sabe que isso é um erro — murmurou Hades, aproximando o rosto do dele. — Eu sou o fim de todas as coisas. Você é o início de um império.
— Então vamos fazer o que reis fazem — disse Qin, sua voz baixando para um tom perigosamente sedutor enquanto ele encurtava a distância, segurando a gola das vestes finas de Hades. — Vamos negociar um território comum.
Hades não resistiu mais. Ele envolveu a cintura de Qin com um braço firme, puxando o corpo escultural contra o seu. O beijo foi uma colisão de mundos. Havia a sofisticação e a fome contida de um deus milenar, encontrando a paixão desenfreada e o orgulho de um imperador que nunca aceitava um "não" como resposta.
As mãos de Qin exploraram os ombros largos de Hades, sentindo a força sob o tecido caro, enquanto Hades se perdia na textura da pele tatuada do humano. A sinestesia de Qin disparou; ele sentia a calma profunda e a melancolia nobre de Hades, e em vez de dor, ele sentiu uma conexão que transcendia o campo de batalha.
— Hao... — sussurrou Qin contra os lábios de Hades, usando sua expressão de aprovação máxima.
Hades o pressionou contra a parede de pedra, o contraste de seus cabelos brancos contra os fios negros de Qin criando uma imagem de dualidade perfeita sob o luar. Naquele beco esquecido pela festa, não havia Ragnarok, não havia destino da humanidade, e não havia a hierarquia entre criador e criatura.
Havia apenas dois governantes, reconhecendo no outro uma solidão que só o topo do mundo poderia proporcionar.
— Você é perigoso, Qin Shi Huang — disse Hades, recuperando o fôlego, seus olhos brilhando com uma intensidade que faria exércitos tremerem, mas que agora era dedicada apenas ao homem em seus braços.
— E você é exatamente o tipo de desafio que um imperador adora conquistar — respondeu Qin, ajustando a venda e sorrindo com aquela confiança inabalável.
Eles ficaram ali por um longo tempo, protegidos pelas sombras, enquanto o destino do mundo continuava a ser decidido entre risos e taças de vinho do outro lado das paredes de mármore. Naquela noite, o Rei do Submundo e o Rei dos Homens encontraram algo que nenhum trono jamais poderia lhes dar.
No centro do salão, a atenção de muitos estava voltada para uma figura que exalava uma confiança quase ofensiva. Qin Shi Huang, o Primeiro Imperador da China, não estava sentado em um trono, mas movia-se com a graça de quem era dono do mundo. Ao seu lado, Kimi, sua velha amiga e confidente, ria enquanto o puxava para o compasso de uma melodia vibrante.
— Vamos, Ying Zheng! — exclamou Kimi, girando sob o braço dele. — Até um imperador precisa de um momento para respirar fora das guerras.
Qin sorriu, aquele sorriso característico que escondia mil cicatrizes e uma infância de dor. Ele vestia trajes de seda que deixavam seus ombros e braços à mostra, revelando as tatuagens de dragão que serpenteavam por sua pele como se tivessem vida própria. Seus cabelos pretos estavam parcialmente presos, e a venda sobre seus olhos — necessária para conter a sinestesia que o fazia sentir a dor alheia — não o impedia de se mover com uma precisão sobrenatural.
De longe, os outros competidores observavam. Jack, o Estripador, bebericava um chá com um sorriso enigmático, observando as "cores" que emanavam da alegria de Qin. Raiden e Shiva compartilhavam uma risada alta, enquanto Adão comia uma maçã calmamente, observando seus "filhos" com um olhar protetor. Até mesmo Zeus, com sua energia elétrica, parecia satisfeito com o espetáculo.
No entanto, em um canto mais afastado, onde as sombras eram mais densas e a sofisticação imperava, estava Hades.
O Rei de Helheim não era homem de festas. Ele estava ali por puro senso de dever familiar, tendo sido arrastado por Zeus e pela insistência silenciosa de Adamas. Sentado em uma poltrona de veludo negro, Hades segurava uma taça de vinho tinto, sua postura impecável e sua expressão calma, embora seus olhos analisassem cada detalhe estrategicamente.
Ele era o pilar de equilíbrio entre os irmãos. Onde Zeus era o caos e Poseidon a indiferença fria, Hades era a nobreza responsável. Mas, naquela noite, sua atenção, geralmente voltada para a ordem do submundo, foi capturada por um brilho específico no meio da multidão.
Hades olhou para o lado e seus olhos se fixaram em Qin Shi Huang.
O imperador humano estava rindo agora, o corpo escultural movendo-se com uma vitalidade que parecia desafiar a própria morte. O contraste era imediato. Hades sentiu uma atração súbita e avassaladora, do tipo que raramente perturbava sua mente estratégica.
— Quem é aquele? — perguntou Hades, sua voz profunda e suave, quase um sussurro para si mesmo.
— Aquele é o homem que se autointitula o Rei de Onde Tudo Começou — respondeu Hermes, surgindo do nada com seu sorriso habitual. — Qin Shi Huang. Um tanto audacioso, não acha, tio?
Hades não respondeu de imediato. Ele observou os cabelos pretos de Qin, a forma como a seda deslizava por seus músculos definidos e a insolência charmosa de seus gestos. Havia algo de errado, algo que fazia o coração milenar de Hades vacilar.
"Ele é jovem demais para mim", pensou o Deus dos Mortos, passando a mão pelos próprios fios brancos, que brilhavam sob a luz dos lustres. "Meus cabelos brancos me dizem que o abismo entre nós não é apenas de espécie, mas de eras."
Mas a lógica de um estrategista raramente vence o impulso de um governante que encontra algo que deseja conquistar. Hades levantou-se. Sua presença impôs um silêncio imediato por onde passava. Os deuses abriam caminho, respeitando a aura de autoridade que o Rei de Helheim exalava.
Qin, sentindo a mudança na pressão do ar — uma habilidade refinada por anos de combate e sensibilidade —, parou de dançar. Ele virou o rosto na direção da aproximação. Mesmo com a venda, ele "via" a grandiosidade da alma que se aproximava.
— Um deus de alto calibre se aproxima do trono — disse Qin, com um sorriso de canto, soltando a mão de Kimi. — O que traz o senhor do submundo à luz?
Hades parou a poucos passos dele. A diferença de altura e a aura de ambos criavam uma tensão palpável que atraiu os olhares de Nikola Tesla, que ajustou os óculos curioso, e de Buda, que apenas sorriu enquanto mastigava um doce.
— A luz pareceu subitamente concentrada em um único ponto deste salão — disse Hades, com uma cortesia impecável. — Vim verificar se o imperador dos homens é tão magnífico quanto os rumores sugerem.
— Magnífico é pouco — respondeu Qin, cruzando os braços e inclinando a cabeça com audácia. — Eu sou o único. Onde eu estou, é onde o caminho começa.
Hades soltou um riso baixo, um som raro que surpreendeu até mesmo Beelzebub, que observava de longe.
— Sua arrogância é fascinante, humano. Mas este ambiente está barulhento demais para uma conversa adequada entre reis.
Qin sorriu, percebendo o desafio e o convite implícito. Ele não era de fugir, especialmente de algo que fazia seu próprio sangue ferver de uma forma que as batalhas não faziam.
— Então, mostre-me onde os reis conversam no escuro.
Sem trocar mais palavras, os dois se afastaram da multidão. Eles caminharam pelos corredores de marfim do Valhalla, saindo por uma porta lateral que dava para um jardim suspenso, onde a arquitetura divina encontrava a noite eterna. O som da festa tornou-se um eco distante.
Eles pararam em um beco estreito, cercado por paredes de pedra antiga cobertas por trepadeiras de flores prateadas que brilhavam sob o luar de Asgard. O silêncio ali era absoluto, quebrado apenas pela respiração de ambos.
Hades encostou-se na parede, observando o jovem imperador à sua frente. A proximidade permitia que ele visse os detalhes das tatuagens no pescoço de Qin e sentisse o calor que emanava de seu corpo vibrante.
— Você é uma criatura curiosa — disse Hades, estendendo a mão para tocar levemente o queixo de Qin. — Tão jovem, tão cheio de uma vida que eu guardo há eras.
— A idade é apenas um detalhe para quem é eterno em suas conquistas — rebateu Qin, sem recuar. — E você, deus de cabelos brancos... você parece carregar o peso do mundo nos ombros. Não gostaria de dividir esse fardo comigo por um momento?
Hades sentiu a audácia do humano como um choque elétrico. Ele, o pilar dos deuses, o irmão mais velho que nunca se permitia fraquejar, sentiu-se vulnerável diante do sorriso de Qin.
— Você sabe que isso é um erro — murmurou Hades, aproximando o rosto do dele. — Eu sou o fim de todas as coisas. Você é o início de um império.
— Então vamos fazer o que reis fazem — disse Qin, sua voz baixando para um tom perigosamente sedutor enquanto ele encurtava a distância, segurando a gola das vestes finas de Hades. — Vamos negociar um território comum.
Hades não resistiu mais. Ele envolveu a cintura de Qin com um braço firme, puxando o corpo escultural contra o seu. O beijo foi uma colisão de mundos. Havia a sofisticação e a fome contida de um deus milenar, encontrando a paixão desenfreada e o orgulho de um imperador que nunca aceitava um "não" como resposta.
As mãos de Qin exploraram os ombros largos de Hades, sentindo a força sob o tecido caro, enquanto Hades se perdia na textura da pele tatuada do humano. A sinestesia de Qin disparou; ele sentia a calma profunda e a melancolia nobre de Hades, e em vez de dor, ele sentiu uma conexão que transcendia o campo de batalha.
— Hao... — sussurrou Qin contra os lábios de Hades, usando sua expressão de aprovação máxima.
Hades o pressionou contra a parede de pedra, o contraste de seus cabelos brancos contra os fios negros de Qin criando uma imagem de dualidade perfeita sob o luar. Naquele beco esquecido pela festa, não havia Ragnarok, não havia destino da humanidade, e não havia a hierarquia entre criador e criatura.
Havia apenas dois governantes, reconhecendo no outro uma solidão que só o topo do mundo poderia proporcionar.
— Você é perigoso, Qin Shi Huang — disse Hades, recuperando o fôlego, seus olhos brilhando com uma intensidade que faria exércitos tremerem, mas que agora era dedicada apenas ao homem em seus braços.
— E você é exatamente o tipo de desafio que um imperador adora conquistar — respondeu Qin, ajustando a venda e sorrindo com aquela confiança inabalável.
Eles ficaram ali por um longo tempo, protegidos pelas sombras, enquanto o destino do mundo continuava a ser decidido entre risos e taças de vinho do outro lado das paredes de mármore. Naquela noite, o Rei do Submundo e o Rei dos Homens encontraram algo que nenhum trono jamais poderia lhes dar.
