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Família?
Fandom: Revenge of the Iron-Blooded Sword Hound
Criado: 18/06/2026
Tags
FantasiaDramaFatias de VidaHumorAçãoHistória DomésticaEstudo de PersonagemCenário CanônicoSwordpunk
O Sangue que Ferve sob a Máscara de Ferro
O ar na Academia Colosso costumava ser impregnado pelo cheiro de pergaminho antigo e pelo som monótono das penas de ganso arranhando o papel. Para Vikir van Baskerville, aquele ambiente era o refúgio perfeito. Sob o disfarce de um plebeu comum, de óculos fundos e postura propositalmente curvada para esconder sua estatura imponente, ele desfrutava de algo que nunca teve em sua vida anterior: o anonimato. Seus olhos vermelhos, outrora comparados a rubis banhados em sangue, agora estavam escondidos, e sua aura de predador absoluto permanecia suprimida sob camadas de autocontrole.
No entanto, a paz é um luxo que raramente dura para um Baskerville.
A porta da sala de aula não foi apenas aberta; ela foi escancarada com tamanha força que a madeira rangeu em protesto. O Professor Soro, um homem conhecido por sua rigidez e calma inabalável, entrou tropeçando. Seu rosto estava da cor de gesso, e gotas de suor frio escorriam por sua testa, encharcando o colarinho.
— Vikir! Onde está o aluno Vikir? — A voz do professor falhou, saindo como um sussurro estrangulado.
Vikir, sentado ao fundo da sala, ergueu o olhar lentamente. Seus amigos e colegas de classe, como Tudor e Sancho, viraram-se para ele com expressões que variavam entre a confusão e a preocupação.
— Estou aqui, professor — respondeu Vikir, a voz desprovida de qualquer emoção.
— Você precisa vir agora! — Soro gesticulou freneticamente, as mãos tremendo. — Seu... seu irmão. Ele está aqui. Ele exige sua presença em uma reunião imediata.
Vikir franziu levemente o cenho. Ele conhecia bem seus irmãos. Se um deles tinha vindo até a Colosso e causado tal estado de pânico em um funcionário de alto escalão, só poderia ser um dos "Cães de Ferro" do alto escalão.
— Diga a ele que estou em aula — disse Vikir, voltando sua atenção para o livro. — Não irei.
Um suspiro coletivo de choque percorreu a sala. Recusar uma ordem direta vinda de alguém que deixava um professor naquele estado era, no mínimo, suicídio social. O Professor Soro pareceu prestes a ter um colapso fulminante. Ele correu até a mesa de Vikir, curvando-se o máximo que sua dignidade permitia.
— Por favor, eu imploro! — sussurrou o professor, a voz embargada pelo pavor. — Ele disse que, se você não aparecesse em cinco minutos, ele consideraria esta academia "ineficiente" e começaria a... a "limpar o terreno". Você sabe quem é o seu irmão, Vikir? Você não pode dizer não a ele!
Vikir fechou o livro com um estalo seco. Por dentro, ele sentia uma irritação crescente. Ele sabia exatamente quem era. Apenas um homem teria a audácia de ameaçar destruir uma instituição educacional inteira por causa de um capricho familiar.
— Aquele idiota... — murmurou Vikir, um xingamento baixo que apenas os mais próximos puderam ouvir. — Ele nunca aprende a ter modos em público.
Vikir levantou-se, sua presença subitamente parecendo ocupar muito mais espaço do que antes. Sem olhar para trás, ele seguiu o professor, deixando para trás uma sala de aula mergulhada em teorias conspiratórias e olhares duvidosos.
— Quem diabos é o irmão do Vikir? — perguntou Tudor, quebrando o silêncio. — E desde quando o Vikir tem esse tipo de influência?
***
Três dias se passaram sem sinal de Vikir. A tensão na Academia Colosso atingiu o ápice quando, em uma manhã nublada, todos os alunos e funcionários foram convocados para o grande auditório de transmissões mágicas.
A tela gigante de cristal no centro do palco brilhou, revelando o brasão das Sete Espadas Sangrentas. O patriarca da família Baskerville, Hugo Les Baskerville, apareceu na imagem. Ele estava sentado em seu trono de ferro, a expressão tão gélida quanto o inverno do norte.
— A nova geração de guerreiros é uma decepção — a voz de Hugo ecoou pelo auditório, fazendo os alunos tremerem. — Observamos os relatórios da Academia Colosso e de nossas próprias guarnições. O treinamento está decaindo. Vocês se tornaram moles. O sangue de vocês está esfriando.
Enquanto Hugo continuava seu discurso sobre como a família Baskerville iria intervir para "endurecer" o currículo da academia, a porta atrás dele na transmissão se abriu.
Osíris van Baskerville entrou no quadro.
O primogênito da casa Baskerville exalava uma aura esmagadora, mesmo através de uma transmissão mágica. Seus olhos eram fendas de puro instinto assassino, e o ar ao redor dele parecia distorcer-se com a pressão de seu mana. No entanto, havia algo diferente em sua expressão. Ele não parecia apenas sério; ele parecia profundamente, perigosamente estressado.
Hugo interrompeu seu discurso, lançando um olhar de soslaio para o filho mais velho.
— Osíris. O que houve? Por que interrompe a comunicação com a academia?
Osíris soltou um rosnado baixo, um som que fez os alunos na Colosso recuarem um passo, instintivamente.
— Aquelas crianças... — Osíris começou, sua voz vibrando de irritação. — Dolores e Camus estão presas com Pomeria e Peri no jardim. Elas não param de discutir sobre quem vai segurar a mão de quem. E Vikir...
Ao ouvir o nome de Vikir, o auditório ficou em silêncio absoluto.
— Vikir ainda está se arrumando? — perguntou Hugo, sua voz suavizando-se de uma forma que ninguém esperava do "Cão de Ferro" sênior.
— Ele está demorando uma eternidade — resmungou Osíris, cruzando os braços e liberando uma onda de sede de sangue que fez os cristais de transmissão vibrarem. — E quando tentei chamá-lo, ele mal me deu atenção. Ele me ignorou completamente para terminar de ajustar aquele disfarce ridículo de plebeu.
Hugo assentiu solenemente, como se estivessem discutindo uma crise de segurança nacional.
— É compreensível. Ele valoriza sua privacidade. Mas entendo sua frustração, meu filho. Se Vikir não está lhe dando a atenção devida, é natural que você precise descarregar essa energia.
Osíris virou-se para a câmera, seus olhos fixos nos alunos da Colosso. A fúria que ele sentia por ser "ignorado" pelo irmão mais novo foi redirecionada instantaneamente para os espectadores.
— Já que meu irmão está ocupado, eu mesmo cuidarei de explicar o novo regime — disse Osíris, a voz gélida. — A partir de amanhã, o treinamento básico que os Baskerville recebem desde o nascimento será aplicado a todos vocês. Se sobreviverem à primeira semana, talvez tenham o direito de respirar o mesmo ar que os cães da nossa matilha.
O pânico começou a se espalhar pelo auditório. Alunos choravam, professores tentavam manter a ordem com mãos trêmulas. O treinamento de nascimento dos Baskerville era lendário por ser uma marcha pela morte.
Foi então que uma voz calma e autoritária veio de algum lugar fora do alcance da câmera na transmissão.
— Já chega, Osíris. Você está sendo dramático de novo.
O silêncio que se seguiu foi sepulcral. Na tela, a expressão de Osíris mudou instantaneamente. A aura assassina não desapareceu, mas ele se empertigou, como um soldado diante de seu general.
Vikir apareceu, embora apenas sua silhueta e parte de seu braço fossem visíveis para não comprometer seu disfarce na academia perante todos, mas sua voz era inconfundível para quem o conhecia.
— Você está assustando as pessoas por nada — disse Vikir. — Se você se calar agora e parar com esse show, eu aceito o plano original.
Osíris estreitou os olhos, mas havia uma centelha de esperança neles.
— O plano original?
— Sim — continuou Vikir, sua voz soando cansada. — Podemos ir caçar aqueles monstros de nível desastre que a Peri pediu para ver. E depois, passaremos no distrito comercial para comprar as bugigangas que a Pomeria quer. Camus e Dolores também mencionaram que queriam chá em algum lugar tranquilo.
Vikir fez uma pausa, e o auditório inteiro parecia prender a respiração.
— Consideraremos isso um dia de "treinamento social" entre irmãos. Se você se comportar.
A transformação em Osíris foi quase cômica, se não fosse ainda assustadora. Sua expressão permaneceu séria, mas a aura ao seu redor brilhou com uma intensidade diferente. Ele parecia... radiante. Uma alegria sombria e absoluta emanava dele.
— Um dia inteiro? — perguntou Osíris.
— Um dia inteiro — confirmou Vikir.
Osíris virou-se para a câmera de transmissão uma última vez.
— A reunião acabou. O treinamento será intenso, mas os detalhes serão enviados por escrito. Não me incomodem hoje.
A transmissão foi cortada abruptamente, deixando a tela preta.
No auditório da Academia Colosso, o silêncio durou longos minutos. Tudor virou-se para Sancho, seus olhos arregalados.
— Sancho... aquele era o Vikir? O nosso Vikir?
Sancho, que sempre foi o mais observador do grupo, apenas coçou a barba, pensativo.
— Eu sempre soube que ele era forte... mas fazer o herdeiro dos Baskerville e o próprio Patriarca agirem como se um passeio no shopping fosse uma questão de estado?
— Ele chamou o Osíris de dramático — sussurrou uma aluna ao fundo, em choque. — E ele sobreviveu para contar a história.
Enquanto isso, longe dali, nos corredores da mansão Baskerville, Vikir terminava de ajustar suas luvas, observando Osíris organizar freneticamente uma escolta armada para o "passeio" da família.
Vikir suspirou, seus olhos vermelhos brilhando por um breve momento antes de voltarem ao tom opaco do disfarce.
— Eu só queria um pouco de paz — murmurou ele para si mesmo. — Mas acho que, nesta família, a paz é apenas o intervalo entre um massacre e um chá da tarde.
Ele caminhou em direção à saída, onde suas irmãs e o irmão o esperavam. O Cão de Ferro da Colosso teria que esperar; hoje, ele era apenas o irmão que precisava manter a matilha unida.
No entanto, a paz é um luxo que raramente dura para um Baskerville.
A porta da sala de aula não foi apenas aberta; ela foi escancarada com tamanha força que a madeira rangeu em protesto. O Professor Soro, um homem conhecido por sua rigidez e calma inabalável, entrou tropeçando. Seu rosto estava da cor de gesso, e gotas de suor frio escorriam por sua testa, encharcando o colarinho.
— Vikir! Onde está o aluno Vikir? — A voz do professor falhou, saindo como um sussurro estrangulado.
Vikir, sentado ao fundo da sala, ergueu o olhar lentamente. Seus amigos e colegas de classe, como Tudor e Sancho, viraram-se para ele com expressões que variavam entre a confusão e a preocupação.
— Estou aqui, professor — respondeu Vikir, a voz desprovida de qualquer emoção.
— Você precisa vir agora! — Soro gesticulou freneticamente, as mãos tremendo. — Seu... seu irmão. Ele está aqui. Ele exige sua presença em uma reunião imediata.
Vikir franziu levemente o cenho. Ele conhecia bem seus irmãos. Se um deles tinha vindo até a Colosso e causado tal estado de pânico em um funcionário de alto escalão, só poderia ser um dos "Cães de Ferro" do alto escalão.
— Diga a ele que estou em aula — disse Vikir, voltando sua atenção para o livro. — Não irei.
Um suspiro coletivo de choque percorreu a sala. Recusar uma ordem direta vinda de alguém que deixava um professor naquele estado era, no mínimo, suicídio social. O Professor Soro pareceu prestes a ter um colapso fulminante. Ele correu até a mesa de Vikir, curvando-se o máximo que sua dignidade permitia.
— Por favor, eu imploro! — sussurrou o professor, a voz embargada pelo pavor. — Ele disse que, se você não aparecesse em cinco minutos, ele consideraria esta academia "ineficiente" e começaria a... a "limpar o terreno". Você sabe quem é o seu irmão, Vikir? Você não pode dizer não a ele!
Vikir fechou o livro com um estalo seco. Por dentro, ele sentia uma irritação crescente. Ele sabia exatamente quem era. Apenas um homem teria a audácia de ameaçar destruir uma instituição educacional inteira por causa de um capricho familiar.
— Aquele idiota... — murmurou Vikir, um xingamento baixo que apenas os mais próximos puderam ouvir. — Ele nunca aprende a ter modos em público.
Vikir levantou-se, sua presença subitamente parecendo ocupar muito mais espaço do que antes. Sem olhar para trás, ele seguiu o professor, deixando para trás uma sala de aula mergulhada em teorias conspiratórias e olhares duvidosos.
— Quem diabos é o irmão do Vikir? — perguntou Tudor, quebrando o silêncio. — E desde quando o Vikir tem esse tipo de influência?
***
Três dias se passaram sem sinal de Vikir. A tensão na Academia Colosso atingiu o ápice quando, em uma manhã nublada, todos os alunos e funcionários foram convocados para o grande auditório de transmissões mágicas.
A tela gigante de cristal no centro do palco brilhou, revelando o brasão das Sete Espadas Sangrentas. O patriarca da família Baskerville, Hugo Les Baskerville, apareceu na imagem. Ele estava sentado em seu trono de ferro, a expressão tão gélida quanto o inverno do norte.
— A nova geração de guerreiros é uma decepção — a voz de Hugo ecoou pelo auditório, fazendo os alunos tremerem. — Observamos os relatórios da Academia Colosso e de nossas próprias guarnições. O treinamento está decaindo. Vocês se tornaram moles. O sangue de vocês está esfriando.
Enquanto Hugo continuava seu discurso sobre como a família Baskerville iria intervir para "endurecer" o currículo da academia, a porta atrás dele na transmissão se abriu.
Osíris van Baskerville entrou no quadro.
O primogênito da casa Baskerville exalava uma aura esmagadora, mesmo através de uma transmissão mágica. Seus olhos eram fendas de puro instinto assassino, e o ar ao redor dele parecia distorcer-se com a pressão de seu mana. No entanto, havia algo diferente em sua expressão. Ele não parecia apenas sério; ele parecia profundamente, perigosamente estressado.
Hugo interrompeu seu discurso, lançando um olhar de soslaio para o filho mais velho.
— Osíris. O que houve? Por que interrompe a comunicação com a academia?
Osíris soltou um rosnado baixo, um som que fez os alunos na Colosso recuarem um passo, instintivamente.
— Aquelas crianças... — Osíris começou, sua voz vibrando de irritação. — Dolores e Camus estão presas com Pomeria e Peri no jardim. Elas não param de discutir sobre quem vai segurar a mão de quem. E Vikir...
Ao ouvir o nome de Vikir, o auditório ficou em silêncio absoluto.
— Vikir ainda está se arrumando? — perguntou Hugo, sua voz suavizando-se de uma forma que ninguém esperava do "Cão de Ferro" sênior.
— Ele está demorando uma eternidade — resmungou Osíris, cruzando os braços e liberando uma onda de sede de sangue que fez os cristais de transmissão vibrarem. — E quando tentei chamá-lo, ele mal me deu atenção. Ele me ignorou completamente para terminar de ajustar aquele disfarce ridículo de plebeu.
Hugo assentiu solenemente, como se estivessem discutindo uma crise de segurança nacional.
— É compreensível. Ele valoriza sua privacidade. Mas entendo sua frustração, meu filho. Se Vikir não está lhe dando a atenção devida, é natural que você precise descarregar essa energia.
Osíris virou-se para a câmera, seus olhos fixos nos alunos da Colosso. A fúria que ele sentia por ser "ignorado" pelo irmão mais novo foi redirecionada instantaneamente para os espectadores.
— Já que meu irmão está ocupado, eu mesmo cuidarei de explicar o novo regime — disse Osíris, a voz gélida. — A partir de amanhã, o treinamento básico que os Baskerville recebem desde o nascimento será aplicado a todos vocês. Se sobreviverem à primeira semana, talvez tenham o direito de respirar o mesmo ar que os cães da nossa matilha.
O pânico começou a se espalhar pelo auditório. Alunos choravam, professores tentavam manter a ordem com mãos trêmulas. O treinamento de nascimento dos Baskerville era lendário por ser uma marcha pela morte.
Foi então que uma voz calma e autoritária veio de algum lugar fora do alcance da câmera na transmissão.
— Já chega, Osíris. Você está sendo dramático de novo.
O silêncio que se seguiu foi sepulcral. Na tela, a expressão de Osíris mudou instantaneamente. A aura assassina não desapareceu, mas ele se empertigou, como um soldado diante de seu general.
Vikir apareceu, embora apenas sua silhueta e parte de seu braço fossem visíveis para não comprometer seu disfarce na academia perante todos, mas sua voz era inconfundível para quem o conhecia.
— Você está assustando as pessoas por nada — disse Vikir. — Se você se calar agora e parar com esse show, eu aceito o plano original.
Osíris estreitou os olhos, mas havia uma centelha de esperança neles.
— O plano original?
— Sim — continuou Vikir, sua voz soando cansada. — Podemos ir caçar aqueles monstros de nível desastre que a Peri pediu para ver. E depois, passaremos no distrito comercial para comprar as bugigangas que a Pomeria quer. Camus e Dolores também mencionaram que queriam chá em algum lugar tranquilo.
Vikir fez uma pausa, e o auditório inteiro parecia prender a respiração.
— Consideraremos isso um dia de "treinamento social" entre irmãos. Se você se comportar.
A transformação em Osíris foi quase cômica, se não fosse ainda assustadora. Sua expressão permaneceu séria, mas a aura ao seu redor brilhou com uma intensidade diferente. Ele parecia... radiante. Uma alegria sombria e absoluta emanava dele.
— Um dia inteiro? — perguntou Osíris.
— Um dia inteiro — confirmou Vikir.
Osíris virou-se para a câmera de transmissão uma última vez.
— A reunião acabou. O treinamento será intenso, mas os detalhes serão enviados por escrito. Não me incomodem hoje.
A transmissão foi cortada abruptamente, deixando a tela preta.
No auditório da Academia Colosso, o silêncio durou longos minutos. Tudor virou-se para Sancho, seus olhos arregalados.
— Sancho... aquele era o Vikir? O nosso Vikir?
Sancho, que sempre foi o mais observador do grupo, apenas coçou a barba, pensativo.
— Eu sempre soube que ele era forte... mas fazer o herdeiro dos Baskerville e o próprio Patriarca agirem como se um passeio no shopping fosse uma questão de estado?
— Ele chamou o Osíris de dramático — sussurrou uma aluna ao fundo, em choque. — E ele sobreviveu para contar a história.
Enquanto isso, longe dali, nos corredores da mansão Baskerville, Vikir terminava de ajustar suas luvas, observando Osíris organizar freneticamente uma escolta armada para o "passeio" da família.
Vikir suspirou, seus olhos vermelhos brilhando por um breve momento antes de voltarem ao tom opaco do disfarce.
— Eu só queria um pouco de paz — murmurou ele para si mesmo. — Mas acho que, nesta família, a paz é apenas o intervalo entre um massacre e um chá da tarde.
Ele caminhou em direção à saída, onde suas irmãs e o irmão o esperavam. O Cão de Ferro da Colosso teria que esperar; hoje, ele era apenas o irmão que precisava manter a matilha unida.
