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Tomas e celso

Fandom: Hot erótico bem detalhado

Criado: 18/06/2026

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O Silêncio Quebrado Entre as Estantes

A biblioteca da escola estadual era o único lugar onde o som do ventilador de teto, rangendo em um ritmo monótono, conseguia ser mais alto que os pensamentos de Celso. Ele estava sentado na última mesa, escondido por uma fileira de enciclopédias desatualizadas. Celso era o tipo de garoto que passava despercebido por escolha; o cabelo castanho com luzes loiras caía sobre os olhos verdes, que raramente se levantavam do caderno de desenhos ou dos livros de biologia. Ele era o "quietinho" da turma, aquele que todos sabiam o nome, mas ninguém conhecia a voz.

Pelo menos, era o que ele pensava, até Tomás entrar em sua vida como um furacão de carisma e perfume cítrico.

Tomás era o oposto absoluto. Extrovertido, com seus cabelos ondulados que batiam na altura do queixo e um sorriso que parecia capaz de desarmar qualquer exército, ele era abertamente gay e carregava uma confiança que Celso secretamente invejava. Há semanas, Tomás vinha "orbitando" Celso, sentando-se ao seu lado no intervalo, oferecendo balas, comentando sobre as músicas que saíam dos fones de ouvido do garoto calado.

Naquela tarde de quinta-feira, o sinal já havia batido há meia hora. A biblioteca estava oficialmente vazia, exceto pela bibliotecária que cochilava no balcão da entrada e pelos dois rapazes no fundo do corredor de literatura.

— Você sabia que se ficar encarando essa página por mais dez minutos, as letras vão acabar fugindo de medo? — A voz de Tomás surgiu de repente, quebrando o silêncio.

Celso deu um leve pulo na cadeira, os olhos verdes encontrando os de Tomás, que estava debruçado sobre a mesa, apoiando o queixo nas mãos.

— Eu só... estou revisando a matéria — respondeu Celso, a voz rouca por falta de uso.

— Mentira — disse Tomás, sorrindo e diminuindo a distância entre eles. — Você está escondido. E eu te achei.

— Você sempre me acha, Tomás. Por que não vai ficar com seus amigos no pátio?

— Porque os meus amigos não têm esse mistério todo que você tem — Tomás esticou o braço, os dedos roçando de leve no pulso de Celso. — E porque eu prefiro o seu silêncio do que a gritaria deles.

Celso sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele tentou desviar o olhar, mas Tomás tinha um magnetismo que o prendia. O jeito como o outro o olhava, sem julgamento, mas com um desejo latente, fazia o coração do adolescente bater contra as costelas.

— Você não devia falar essas coisas — sussurrou Celso, fechando o livro devagar.

— Que coisas? Que eu acho você a pessoa mais interessante dessa escola inteira? — Tomás se levantou e contornou a mesa, parando logo atrás da cadeira de Celso. — Ou que eu passo as aulas de física imaginando como seria se você parasse de se esconder de mim?

Tomás inclinou-se, sua respiração quente atingindo a nuca de Celso. O cheiro de chiclete de menta e colônia masculina envolveu o garoto de luzes, que sentiu as mãos começarem a tremer.

— Tomás... a gente está na escola — Celso murmurou, embora não fizesse menção de se afastar.

— Ninguém vem aqui a essa hora, Celso. Somos só nós dois e os livros que não contam segredos.

As mãos de Tomás desceram para os ombros de Celso, apertando-os de leve antes de subirem para acariciar a mandíbula do garoto. Celso fechou os olhos, entregando-se ao toque. Ele queria aquilo há tanto tempo, mas o medo de ser descoberto, de não saber o que fazer, sempre o travava. Porém, a persistência doce de Tomás havia finalmente derrubado suas defesas.

— Olha para mim — pediu Tomás, a voz agora carregada de uma gravidade sedutora.

Celso girou a cadeira de metal, ficando de frente para o rapaz mais alto. Tomás não esperou. Ele se inclinou e selou seus lábios nos de Celso. Foi um beijo calmo no início, um testar de terreno, mas quando Celso retribuiu, soltando um suspiro baixo, a intensidade mudou. As mãos de Celso subiram para o pescoço de Tomás, puxando-o para mais perto, enquanto a língua de Tomás pedia passagem, explorando a boca do outro com uma urgência que fez ambos arfarem.

— Eu sabia... — sussurrou Tomás entre os beijos, as mãos descendo para a cintura de Celso, puxando-o para que ele se levantasse. — Eu sabia que por trás desse silêncio tinha todo esse fogo.

— Cala a boca — disse Celso, soltando um riso curto e nervoso, antes de atacar o pescoço de Tomás com mordidas leves que fizeram o moreno gemer.

Eles se moveram para o espaço estreito entre as estantes de madeira escura, onde a luz do sol poente entrava pelas janelas altas, criando sombras longas. Tomás empurrou Celso gentilmente contra a madeira, prensando seu corpo contra o dele. O contraste era nítido: a pele clara de Celso contra o corpo mais atlético de Tomás.

— Você tem ideia do quanto eu esperei por isso? — perguntou Tomás, a mão mergulhando por baixo da camiseta de Celso, sentindo a pele quente e arrepiada.

— Eu também — confessou Celso, a timidez dando lugar a uma coragem súbita. — Mas eu não sabia como... eu não sou como você.

— Você é perfeito — interrompeu Tomás, voltando a beijá-lo com força.

A mão de Tomás desceu para o cós da calça de Celso, enquanto a outra mão puxava a nuca do garoto, aprofundando o beijo. O som dos zíperes sendo abertos ecoou no silêncio da biblioteca, parecendo um trovão para os ouvidos sensíveis de Celso. Ele sentiu o membro de Tomás, já rígido, roçar contra o seu através das roupas íntimas, e um gemido involuntário escapou de sua garganta.

— Aqui não... alguém pode ver — tentou dizer Celso, embora suas mãos estivessem ocupadas tentando tirar a camisa de Tomás.

— Ninguém vai vir, eu prometo — Tomás ajoelhou-se na frente de Celso, os olhos brilhando de luxúria. — Eu só quero sentir você.

Com uma agilidade que deixou Celso sem fôlego, Tomás baixou a calça e a cueca do garoto. A visão de Celso, vulnerável e excitado diante dele, fez o estômago de Tomás revirar de desejo. Ele envolveu o membro de Celso com a mão, movendo-se num ritmo lento, observando a reação no rosto do outro.

Celso jogou a cabeça para trás, os cabelos com luzes roçando nos livros atrás de si. Suas mãos agarraram os ombros de Tomás para se equilibrar.

— Tomás... meu Deus...

— Gosta assim? — perguntou Tomás, antes de envolver a ponta úmida com a boca, fazendo Celso perder o chão.

O silêncio da biblioteca agora era preenchido por sons muito diferentes: o estalo de beijos, a respiração pesada e os sussurros de encorajamento. Celso sentia que ia explodir. A língua de Tomás era habilidosa, provocando sensações que ele nunca havia experimentado sozinho. Quando sentiu que estava chegando ao limite, Celso puxou Tomás para cima, querendo sentir o calor do corpo dele por inteiro novamente.

— Eu quero você — disse Celso, a voz firme pela primeira vez.

Eles se livraram do restante das roupas rapidamente, as peças caindo esquecidas no chão de madeira. Tomás pegou um pequeno sachê que sempre carregava na mochila — a precaução de quem sempre teve esperança. Com dedos trêmulos, Celso ajudou Tomás a se preparar, os olhares se cruzando em uma promessa silenciosa.

Tomás virou Celso de costas, apoiando-o contra a estante de livros. O frio da madeira nas costas de Celso contrastava com o calor abrasador do corpo de Tomás atrás dele.

— Relaxa para mim, Celso... Eu vou devagar.

— Só não para — pediu Celso, fechando os olhos com força.

A entrada foi lenta, um preenchimento que fez Celso arfar e cravar as unhas na prateleira, derrubando um exemplar de "Dom Casmurro" que caiu sem fazer muito barulho no carpete próximo. Tomás esperou que ele se acostumasse, beijando suas costas e seus ombros, sussurrando palavras doces e obscenas que faziam Celso queimar de dentro para fora.

Quando Tomás começou a se mover, o ritmo era uma dança coreografada pela necessidade. Cada estocada era profunda, encontrando o ponto exato que fazia as pernas de Celso fraquejarem. O som da pele batendo contra a pele era o único ritmo que importava.

— Você é tão lindo, Celso... — ofegou Tomás, segurando os quadris do garoto com força, deixando marcas que durariam dias. — Abre os olhos, olha para mim.

Celso virou o rosto o máximo que pôde, encontrando o olhar intenso de Tomás. Naquele momento, não havia mais o garoto tímido ou o extrovertido popular. Havia apenas dois jovens descobrindo um ao outro em um lugar proibido.

— Tomás, eu vou... eu vou... — Celso não conseguiu terminar a frase.

A intensidade aumentou. Tomás acelerou os movimentos, a mão descendo para estimular Celso ao mesmo tempo. O prazer era uma onda avassaladora que os engoliu. Celso soltou um grito abafado contra o próprio braço, seu corpo retesando enquanto se derramava entre as estantes. Segundos depois, com um gemido profundo que ecoou pelo corredor vazio, Tomás seguiu o mesmo caminho, desmoronando contra as costas de Celso, ambos ofegantes e suados.

O silêncio voltou à biblioteca, mas era um silêncio diferente. Não era mais o vazio do isolamento de Celso, mas a paz de algo compartilhado.

Eles ficaram ali por alguns minutos, abraçados, o suor colando seus corpos enquanto o batimento cardíaco de um se sincronizava com o do outro.

— Acho que agora você não vai mais conseguir se esconder de mim na sala — brincou Tomás, dando um beijo terno na têmpora de Celso enquanto se afastavam para se vestir.

Celso, enquanto abotoava a camisa e ajeitava o cabelo com luzes, deu um sorriso que Tomás nunca tinha visto antes. Era um sorriso aberto, radiante e cheio de uma confiança nova.

— Eu acho que não quero mais me esconder.

— Promete? — perguntou Tomás, estendendo a mão para ele.

Celso pegou a mão de Tomás, entrelaçando seus dedos.

— Prometo. Mas se você contar para alguém que eu derrubei um livro do Machado de Assis durante... aquilo... eu te mato.

Tomás soltou uma gargalhada alta, que provavelmente acordou a bibliotecária lá na frente, mas nenhum dos dois se importou. Eles saíram da biblioteca lado a lado, o garoto calado e o extrovertido, unidos por um segredo que estava escrito entre as linhas de uma tarde inesquecível.
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