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Shuna
Fandom: Tensei shitara slime datta Ken
Criado: 19/06/2026
Tags
FantasiaIsekai / Fantasia PortalHumorFatias de VidaHistória DomésticaEstudo de PersonagemCenário CanônicoDivergência
O Sorriso de Seda e o Punho de Ferro
A atmosfera no salão do Octagrama estava pesada, carregada com a pressão mágica de seres que poderiam nivelar montanhas com um bocejo. Guy Crimson, o Lorde Demônio mais antigo, girava uma taça de vinho entre os dedos, observando com olhos divertidos os assentos reservados para o mais novo membro do conselho, Rimuru Tempest. No entanto, para a surpresa de todos, o Slime não apareceu.
Em seu lugar, três figuras entraram no recinto. À frente, caminhava uma Oni de cabelos rosados, vestindo um quimono impecável e ostentando um sorriso que exalava uma calma quase divina. À sua direita, Benimaru, o Comandante Supremo de Tempest, parecia visivelmente tenso, com a mão descansando nervosamente no punho de sua katana. À esquerda, a figura que fazia o sangue de alguns Lordes Demônios gelar: Diablo, o Demônio Primordial Negro, que exibia um sorriso arrogante e olhos que brilhavam com uma malícia contida.
— Onde está o pequeno Rimuru? — questionou Guy, sua voz ecoando como um trovão distante. — Eu esperava que ele mesmo viesse explicar o progresso de sua nação, não que mandasse babás.
Shuna deu um passo à frente, curvando-se com uma elegância que silenciou as murmurações na sala.
— Peço perdão pela ausência do Mestre Rimuru — disse ela, sua voz doce como mel. — Ele está atualmente sobrecarregado com as responsabilidades administrativas de Tempest e com a educação de seus filhos adotivos. Ele me concedeu autoridade total para representá-lo e tomar decisões em seu nome nesta reunião.
Milim Nava, sentada em sua cadeira, inclinou a cabeça para o lado.
— Shuna! O Rimuru está bem? Ele está trabalhando demais de novo?
— Sim, Milim-sama — respondeu Shuna, suavizando o olhar para a pequena Lorde Demônio. — Ele precisa de descanso, por isso estou aqui para garantir que tudo corra bem e que ele não tenha mais preocupações ao retornar.
Guy soltou uma risada seca, seus olhos fixos em Diablo.
— Autoridade total, é? E o que faz um Primordial como você aqui, Noir? Servindo de guarda-costas para uma Oni?
Diablo soltou uma risada baixa, um som que fez os pelos dos braços de Benimaru se arrepiarem.
— Kufufufu. Minha única função é garantir que a vontade do Mestre Rimuru seja cumprida através das palavras de Shuna-sama. No entanto, se alguém for tolo o suficiente para desrespeitar esta reunião... eu ficarei mais do que feliz em limpar o chão com a existência de tal indivíduo.
— Ora, quanta ousadia para alguém que se submeteu a um Slime — provocou Guy, levantando-se lentamente. A aura vermelha ao seu redor começou a crepitar, colidindo com a aura negra que emanava de Diablo.
O salão tremeu. Os outros Lordes Demônios, como Leon Cromwell e Luminous Valentine, observavam em silêncio, sentindo a tensão escalar para um ponto de ruptura. Diablo deu um passo à frente, as garras começando a se formar, pronto para transformar a reunião do Octagrama em um campo de extermínio.
— Como ousa... — rosnou Diablo — ...insinuar que a glória do Mestre Rimuru é algo menos que absoluta?
— Chega.
A palavra foi dita de forma suave, quase um sussurro, mas teve o efeito de um balde de água gelada sobre uma fogueira. Shuna não havia aumentado o tom de voz, nem liberado uma aura destrutiva, mas havia algo em seu olhar — uma frieza cintilante — que fez Benimaru dar um passo instintivo para trás.
— Diablo — disse Shuna, voltando-se para o demônio. — O Mestre Rimuru foi muito claro sobre o comportamento esperado hoje. Você gostaria que eu relatasse a ele que você foi incapaz de se controlar e causou um incidente diplomático desnecessário?
Diablo estancou no lugar. O sorriso arrogante desapareceu, substituído por uma expressão de puro horror.
— Shuna-sama... eu apenas...
— Você sabe o que acontece com crianças que não sabem se comportar em visitas, não sabe? — continuou Shuna, mantendo o sorriso, embora seus olhos não estivessem sorrindo. — O Mestre Rimuru ficaria muito decepcionado. E creio que o "Treinamento de Reeducação de Etiqueta" que eu elaborei seria uma punição adequada por um mês inteiro. Sem visitas ao escritório dele. Sem permissão para servir o chá.
Benimaru estremeceu visivelmente, lembrando-se de quando Shuna o forçou a comer vegetais e a organizar relatórios por quarenta horas seguidas sem descanso após ele ter perdido a paciência em uma reunião anterior.
— Por favor, Shuna — sussurrou Benimaru —, não precisa ser tão drástica. Diablo, peça desculpas agora antes que ela decida que nós dois precisamos de "disciplina".
Diablo, o ser que não temia nem os deuses, curvou-se profundamente, a testa quase tocando o chão frio do salão.
— Peço as mais sinceras desculpas, Shuna-sama! Minha insolência foi imperdoável! Por favor, não mencione isso ao Mestre Rimuru! Eu serei o exemplo de decoro!
Os Lordes Demônios observavam a cena em choque absoluto. Guy Crimson parou sua provocação, olhando para Shuna com uma nova e cautelosa curiosidade.
— Agora — disse Shuna, voltando-se para Guy como se nada tivesse acontecido —, podemos prosseguir com a pauta da reunião? Temos muito o que discutir sobre as rotas comerciais e o pacto de não agressão.
A reunião prosseguiu, mas o clima havia mudado. Guy, no entanto, não conseguia evitar cutucar a onça com vara curta. Durante toda a discussão, ele lançava comentários sarcásticos sobre a "fraqueza" de Rimuru por se importar com humanos e crianças, tentando testar os limites de Shuna.
— É realmente uma pena — comentou Guy, recostando-se em seu trono. — Um ser com o potencial de Rimuru perdendo tempo trocando fraldas e ensinando o alfabeto para pirralhos humanos. Ele está ficando macio. Talvez ele precise de um choque de realidade.
Benimaru sentiu um suor frio escorrer por sua nuca. Ele olhou para Shuna e viu: o canto da boca dela tremeu por um milissegundo. O leque que ela segurava fechou-se com um estalo seco que soou como um tiro.
— Lorde Guy — disse Shuna, e desta vez, a temperatura da sala pareceu cair dez graus. — O Mestre Rimuru é um homem de infinita bondade e paciência. Ele cuida daquelas crianças porque possui um coração que muitos nesta sala parecem ter esquecido que existe. Chamar a compaixão dele de "fraqueza" é um erro que eu não aconselharia ninguém a cometer.
— E o que você vai fazer, pequena Oni? — Guy sorriu, desafiador. — Vai me colocar de castigo também?
Shuna fechou os olhos por um momento, respirando fundo. Quando os abriu, a aura ao seu redor não era de magia, mas de uma autoridade materna tão absoluta que até mesmo Ramiris, que estava voando por perto, pousou imediatamente e ficou em posição de sentido.
— Se o senhor continuar a insultar o estilo de vida do meu Mestre — começou Shuna, caminhando lentamente em direção à mesa central —, eu me verei obrigada a informar ao Mestre Rimuru que o Octagrama não é um ambiente saudável para ele. E, como sua secretária e cuidadora, eu recomendarei que ele corte todo o fornecimento de bebidas destiladas de alta qualidade, doces de Tempest e tecidos de seda para os reinos aqui representados.
Houve um silêncio mortal. Shuna olhou diretamente para Guy.
— Além disso — continuou ela —, eu pessoalmente virei aqui para dar ao senhor uma lição de boas maneiras que faria até o demônio mais antigo chorar de arrependimento. O Mestre Rimuru me deu permissão para usar "disciplina corretiva" em qualquer um que atrapalhe o progresso de nossa nação. O senhor deseja testar se essa permissão se estende aos Lordes Demônios?
Benimaru deu um passo à frente, tentando intervir.
— Shuna, acalme-se... Lorde Guy estava apenas...
— Silêncio, Benimaru — disse ela, sem desviar o olhar de Guy. — Você também terá que explicar por que permitiu que o tom desta reunião decaísse tanto antes de eu intervir. Você é o Comandante, deveria manter a ordem.
Benimaru empalideceu e fechou a boca imediatamente, parecendo um soldado recrutado que acabou de ser pego em um erro fatal.
Guy Crimson observou a Oni rosada. Ele viu a determinação inabalável em seus olhos e, pela primeira vez em milênios, sentiu uma estranha pressão que não vinha de força bruta, mas de uma vontade pura. Ele soltou uma gargalhada genuína.
— Interessante! Muito interessante! Rimuru Tempest realmente se cerca de figuras fascinantes. Muito bem, Shuna de Tempest. Você provou seu ponto. Não falarei mais da "maciez" de seu mestre.
Shuna relaxou a postura, o sorriso doce retornando instantaneamente ao seu rosto, como se a tempestade de gelo de segundos atrás nunca tivesse existido.
— Fico feliz que nos entendemos, Lorde Guy. Agora, sobre a taxação das estradas...
O restante da reunião foi surpreendentemente produtivo. Ninguém mais ousou interromper ou provocar. Diablo permaneceu em silêncio absoluto, agindo como o assistente perfeito, temendo que qualquer movimento em falso resultasse no temido castigo de Shuna.
Ao final da sessão, quando os três se preparavam para partir através do portal de teletransporte, Shuna parou e olhou para os dois homens ao seu lado.
— Vocês dois foram muito bem na segunda metade da reunião — disse ela, com um tom carinhoso que fez Diablo brilhar de alegria. — Quando voltarmos, direi ao Mestre Rimuru que vocês foram exemplares.
— Obrigado, Shuna-sama! — exclamou Diablo, curvando-se.
— É um alívio ouvir isso — suspirou Benimaru, relaxando os ombros pela primeira vez em horas.
— No entanto — acrescentou Shuna, o tom tornando-se levemente mais sério —, como vocês permitiram que o caos começasse no início, ambos vão me ajudar a organizar o estoque da cozinha e a lavar as louças do banquete de amanhã. Sem usar magia.
Diablo piscou, surpreso.
— Mas... eu sou um Primordial...
— E eu sou a pessoa que decide se o Mestre Rimuru vai saber que você quase tentou matar o Guy Crimson em uma reunião de paz — rebateu Shuna, inclinando a cabeça com um sorriso angelical. — Alguma objeção?
— Nenhuma, Shuna-sama! — responderam os dois, em uníssono, estremecendo diante do poder real que governava as sombras de Tempest.
Enquanto atravessavam o portal, Shuna pensava no Mestre Rimuru. Ela sabia que ele estaria exausto, provavelmente dormindo em sua forma de Slime em cima de uma pilha de documentos. Ela mal podia esperar para chegar, cobri-lo com uma manta, preparar um chá quente e garantir que ninguém o perturbasse.
Afinal, para Shuna, o mundo poderia ser governado por Lordes Demônios e dragões verdadeiros, mas em Tempest, a última palavra sempre pertenceria àqueles que sabiam como manter a ordem na casa — com amor, paciência e, se necessário, uma disciplina que faria o próprio inferno tremer.
Em seu lugar, três figuras entraram no recinto. À frente, caminhava uma Oni de cabelos rosados, vestindo um quimono impecável e ostentando um sorriso que exalava uma calma quase divina. À sua direita, Benimaru, o Comandante Supremo de Tempest, parecia visivelmente tenso, com a mão descansando nervosamente no punho de sua katana. À esquerda, a figura que fazia o sangue de alguns Lordes Demônios gelar: Diablo, o Demônio Primordial Negro, que exibia um sorriso arrogante e olhos que brilhavam com uma malícia contida.
— Onde está o pequeno Rimuru? — questionou Guy, sua voz ecoando como um trovão distante. — Eu esperava que ele mesmo viesse explicar o progresso de sua nação, não que mandasse babás.
Shuna deu um passo à frente, curvando-se com uma elegância que silenciou as murmurações na sala.
— Peço perdão pela ausência do Mestre Rimuru — disse ela, sua voz doce como mel. — Ele está atualmente sobrecarregado com as responsabilidades administrativas de Tempest e com a educação de seus filhos adotivos. Ele me concedeu autoridade total para representá-lo e tomar decisões em seu nome nesta reunião.
Milim Nava, sentada em sua cadeira, inclinou a cabeça para o lado.
— Shuna! O Rimuru está bem? Ele está trabalhando demais de novo?
— Sim, Milim-sama — respondeu Shuna, suavizando o olhar para a pequena Lorde Demônio. — Ele precisa de descanso, por isso estou aqui para garantir que tudo corra bem e que ele não tenha mais preocupações ao retornar.
Guy soltou uma risada seca, seus olhos fixos em Diablo.
— Autoridade total, é? E o que faz um Primordial como você aqui, Noir? Servindo de guarda-costas para uma Oni?
Diablo soltou uma risada baixa, um som que fez os pelos dos braços de Benimaru se arrepiarem.
— Kufufufu. Minha única função é garantir que a vontade do Mestre Rimuru seja cumprida através das palavras de Shuna-sama. No entanto, se alguém for tolo o suficiente para desrespeitar esta reunião... eu ficarei mais do que feliz em limpar o chão com a existência de tal indivíduo.
— Ora, quanta ousadia para alguém que se submeteu a um Slime — provocou Guy, levantando-se lentamente. A aura vermelha ao seu redor começou a crepitar, colidindo com a aura negra que emanava de Diablo.
O salão tremeu. Os outros Lordes Demônios, como Leon Cromwell e Luminous Valentine, observavam em silêncio, sentindo a tensão escalar para um ponto de ruptura. Diablo deu um passo à frente, as garras começando a se formar, pronto para transformar a reunião do Octagrama em um campo de extermínio.
— Como ousa... — rosnou Diablo — ...insinuar que a glória do Mestre Rimuru é algo menos que absoluta?
— Chega.
A palavra foi dita de forma suave, quase um sussurro, mas teve o efeito de um balde de água gelada sobre uma fogueira. Shuna não havia aumentado o tom de voz, nem liberado uma aura destrutiva, mas havia algo em seu olhar — uma frieza cintilante — que fez Benimaru dar um passo instintivo para trás.
— Diablo — disse Shuna, voltando-se para o demônio. — O Mestre Rimuru foi muito claro sobre o comportamento esperado hoje. Você gostaria que eu relatasse a ele que você foi incapaz de se controlar e causou um incidente diplomático desnecessário?
Diablo estancou no lugar. O sorriso arrogante desapareceu, substituído por uma expressão de puro horror.
— Shuna-sama... eu apenas...
— Você sabe o que acontece com crianças que não sabem se comportar em visitas, não sabe? — continuou Shuna, mantendo o sorriso, embora seus olhos não estivessem sorrindo. — O Mestre Rimuru ficaria muito decepcionado. E creio que o "Treinamento de Reeducação de Etiqueta" que eu elaborei seria uma punição adequada por um mês inteiro. Sem visitas ao escritório dele. Sem permissão para servir o chá.
Benimaru estremeceu visivelmente, lembrando-se de quando Shuna o forçou a comer vegetais e a organizar relatórios por quarenta horas seguidas sem descanso após ele ter perdido a paciência em uma reunião anterior.
— Por favor, Shuna — sussurrou Benimaru —, não precisa ser tão drástica. Diablo, peça desculpas agora antes que ela decida que nós dois precisamos de "disciplina".
Diablo, o ser que não temia nem os deuses, curvou-se profundamente, a testa quase tocando o chão frio do salão.
— Peço as mais sinceras desculpas, Shuna-sama! Minha insolência foi imperdoável! Por favor, não mencione isso ao Mestre Rimuru! Eu serei o exemplo de decoro!
Os Lordes Demônios observavam a cena em choque absoluto. Guy Crimson parou sua provocação, olhando para Shuna com uma nova e cautelosa curiosidade.
— Agora — disse Shuna, voltando-se para Guy como se nada tivesse acontecido —, podemos prosseguir com a pauta da reunião? Temos muito o que discutir sobre as rotas comerciais e o pacto de não agressão.
A reunião prosseguiu, mas o clima havia mudado. Guy, no entanto, não conseguia evitar cutucar a onça com vara curta. Durante toda a discussão, ele lançava comentários sarcásticos sobre a "fraqueza" de Rimuru por se importar com humanos e crianças, tentando testar os limites de Shuna.
— É realmente uma pena — comentou Guy, recostando-se em seu trono. — Um ser com o potencial de Rimuru perdendo tempo trocando fraldas e ensinando o alfabeto para pirralhos humanos. Ele está ficando macio. Talvez ele precise de um choque de realidade.
Benimaru sentiu um suor frio escorrer por sua nuca. Ele olhou para Shuna e viu: o canto da boca dela tremeu por um milissegundo. O leque que ela segurava fechou-se com um estalo seco que soou como um tiro.
— Lorde Guy — disse Shuna, e desta vez, a temperatura da sala pareceu cair dez graus. — O Mestre Rimuru é um homem de infinita bondade e paciência. Ele cuida daquelas crianças porque possui um coração que muitos nesta sala parecem ter esquecido que existe. Chamar a compaixão dele de "fraqueza" é um erro que eu não aconselharia ninguém a cometer.
— E o que você vai fazer, pequena Oni? — Guy sorriu, desafiador. — Vai me colocar de castigo também?
Shuna fechou os olhos por um momento, respirando fundo. Quando os abriu, a aura ao seu redor não era de magia, mas de uma autoridade materna tão absoluta que até mesmo Ramiris, que estava voando por perto, pousou imediatamente e ficou em posição de sentido.
— Se o senhor continuar a insultar o estilo de vida do meu Mestre — começou Shuna, caminhando lentamente em direção à mesa central —, eu me verei obrigada a informar ao Mestre Rimuru que o Octagrama não é um ambiente saudável para ele. E, como sua secretária e cuidadora, eu recomendarei que ele corte todo o fornecimento de bebidas destiladas de alta qualidade, doces de Tempest e tecidos de seda para os reinos aqui representados.
Houve um silêncio mortal. Shuna olhou diretamente para Guy.
— Além disso — continuou ela —, eu pessoalmente virei aqui para dar ao senhor uma lição de boas maneiras que faria até o demônio mais antigo chorar de arrependimento. O Mestre Rimuru me deu permissão para usar "disciplina corretiva" em qualquer um que atrapalhe o progresso de nossa nação. O senhor deseja testar se essa permissão se estende aos Lordes Demônios?
Benimaru deu um passo à frente, tentando intervir.
— Shuna, acalme-se... Lorde Guy estava apenas...
— Silêncio, Benimaru — disse ela, sem desviar o olhar de Guy. — Você também terá que explicar por que permitiu que o tom desta reunião decaísse tanto antes de eu intervir. Você é o Comandante, deveria manter a ordem.
Benimaru empalideceu e fechou a boca imediatamente, parecendo um soldado recrutado que acabou de ser pego em um erro fatal.
Guy Crimson observou a Oni rosada. Ele viu a determinação inabalável em seus olhos e, pela primeira vez em milênios, sentiu uma estranha pressão que não vinha de força bruta, mas de uma vontade pura. Ele soltou uma gargalhada genuína.
— Interessante! Muito interessante! Rimuru Tempest realmente se cerca de figuras fascinantes. Muito bem, Shuna de Tempest. Você provou seu ponto. Não falarei mais da "maciez" de seu mestre.
Shuna relaxou a postura, o sorriso doce retornando instantaneamente ao seu rosto, como se a tempestade de gelo de segundos atrás nunca tivesse existido.
— Fico feliz que nos entendemos, Lorde Guy. Agora, sobre a taxação das estradas...
O restante da reunião foi surpreendentemente produtivo. Ninguém mais ousou interromper ou provocar. Diablo permaneceu em silêncio absoluto, agindo como o assistente perfeito, temendo que qualquer movimento em falso resultasse no temido castigo de Shuna.
Ao final da sessão, quando os três se preparavam para partir através do portal de teletransporte, Shuna parou e olhou para os dois homens ao seu lado.
— Vocês dois foram muito bem na segunda metade da reunião — disse ela, com um tom carinhoso que fez Diablo brilhar de alegria. — Quando voltarmos, direi ao Mestre Rimuru que vocês foram exemplares.
— Obrigado, Shuna-sama! — exclamou Diablo, curvando-se.
— É um alívio ouvir isso — suspirou Benimaru, relaxando os ombros pela primeira vez em horas.
— No entanto — acrescentou Shuna, o tom tornando-se levemente mais sério —, como vocês permitiram que o caos começasse no início, ambos vão me ajudar a organizar o estoque da cozinha e a lavar as louças do banquete de amanhã. Sem usar magia.
Diablo piscou, surpreso.
— Mas... eu sou um Primordial...
— E eu sou a pessoa que decide se o Mestre Rimuru vai saber que você quase tentou matar o Guy Crimson em uma reunião de paz — rebateu Shuna, inclinando a cabeça com um sorriso angelical. — Alguma objeção?
— Nenhuma, Shuna-sama! — responderam os dois, em uníssono, estremecendo diante do poder real que governava as sombras de Tempest.
Enquanto atravessavam o portal, Shuna pensava no Mestre Rimuru. Ela sabia que ele estaria exausto, provavelmente dormindo em sua forma de Slime em cima de uma pilha de documentos. Ela mal podia esperar para chegar, cobri-lo com uma manta, preparar um chá quente e garantir que ninguém o perturbasse.
Afinal, para Shuna, o mundo poderia ser governado por Lordes Demônios e dragões verdadeiros, mas em Tempest, a última palavra sempre pertenceria àqueles que sabiam como manter a ordem na casa — com amor, paciência e, se necessário, uma disciplina que faria o próprio inferno tremer.
