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Endrick e Ancelotti
Fandom: Futebol
Criado: 19/06/2026
Tags
UA (Universo Alternativo)DramaAngústiaDor/ConfortoMpregGravidez Não Planejada/IndesejadaCiúmesEstudo de Personagem
Entre o Apito e o Silêncio
O sol da tarde de Teresópolis incidia sobre o gramado da Granja Comary com uma intensidade que parecia refletir a tensão no peito de Endrick. Ele corria, a chuteira cortando a grama impecável, os músculos das coxas tensionados em cada arrancada. Ele era a joia, o prodígio, o nome que o mundo inteiro gritava. Mas, para Carlo Ancelotti, ele ainda parecia ser apenas uma promessa que precisava esperar.
Do outro lado do campo, Igor Thiago finalizava uma jogada ensaiada. O centroavante era forte, eficiente e tinha a confiança tática do treinador italiano. Ancelotti, com sua sobrancelha eternamente arqueada e o chiclete mascado ritmicamente, observava tudo à beira do campo, com os braços cruzados sobre o agasalho da CBF.
— Igor, excelente movimentação! — gritou Ancelotti, em seu português ainda carregado de sotaque europeu. — É isso que eu quero. Estrutura!
Endrick parou, ofegante, sentindo o suor escorrer pela nuca. Ele havia marcado três gols no coletivo, driblado metade da defesa reserva e, ainda assim, o elogio não viera para ele. A frustração era um gosto amargo na boca, mas havia algo mais profundo ali. Algo que ia além do futebol.
O treino terminou e os jogadores começaram a se dispersar para os vestiários. Endrick retardou o passo, fingindo ajustar as meias, até que restassem apenas ele e o treinador no campo.
— Professor — chamou Endrick, a voz um pouco mais trêmula do que ele gostaria.
Ancelotti virou-se, o olhar calmo, mas impenetrável.
— Sim, Endrick? Por que ainda está aqui? Precisa de descanso para o amistoso de amanhã.
— O senhor sabe que eu deveria ser o titular — disse o jovem, aproximando-se. — O Igor é bom, mas eu sou mais rápido, eu crio mais. Por que me deixar no banco de novo?
Ancelotti suspirou, dando alguns passos na direção do rapaz. Ele era muito mais velho, um homem de história e glórias, enquanto Endrick era o futuro em estado bruto.
— Futebol não é apenas sobre ser o melhor, garoto — disse Carlo, baixando o tom de voz. — É sobre o momento certo. Eu estou protegendo você.
— Eu não quero proteção — rebateu Endrick, agora a poucos centímetros do italiano. — Eu quero jogar. Eu quero que o senhor confie em mim... da mesma forma que eu confio no que temos fora daqui.
O silêncio que se seguiu foi denso. Nos últimos meses, o que começara como conselhos de mentor e discípulo havia se transformado em algo clandestino, ardente e proibido. Encontros em hotéis de luxo durante as convocações, mensagens apagadas às pressas, o toque das mãos que não deveriam se tocar.
Ancelotti olhou ao redor para garantir que estavam sozinhos e, por um breve segundo, a máscara de treinador caiu. Ele tocou o rosto de Endrick com a palma da mão.
— Você é impaciente — sussurrou Carlo. — Isso vai ser a sua ruína.
— Ou a minha vitória — respondeu Endrick, antes de puxar o treinador para um beijo rápido e urgente atrás das redes de proteção.
As semanas se passaram e a Seleção Brasileira vivia um clima de euforia, mas os bastidores eram sombrios. Endrick continuava no banco, entrando apenas nos segundos tempos, enquanto Igor Thiago se consolidava como o "homem de confiança" de Ancelotti. A relação entre o jovem craque e o treinador começou a se desgastar sob o peso do ego e do segredo.
Certa noite, na concentração antes de uma viagem crucial, Ancelotti chamou Endrick ao seu quarto. O treinador parecia pálido, a postura geralmente ereta estava levemente curvada.
— Precisamos conversar — disse Ancelotti, fechando a porta atrás do jogador.
— Se for para dizer que o Igor começa jogando de novo, eu não quero ouvir — Endrick cruzou os braços, a arrogância de quem sabe que tem o mundo aos pés transbordando.
— É algo mais sério — Carlo sentou-se na beira da cama, as mãos entrelaçadas. — Eu não sei como explicar isso... a ciência, o destino... eu não sei. Mas eu fui ao médico hoje. Eu não estava me sentindo bem.
Endrick franziu a testa, a irritação dando lugar a uma confusão genuína.
— O que foi? Algum problema no coração?
— Não — Ancelotti olhou nos olhos dele, e havia um medo ali que Endrick nunca vira. — Eu estou grávido, Endrick.
O silêncio que se seguiu foi absoluto, quebrado apenas pelo som do ar-condicionado. Endrick soltou uma risada seca, nervosa.
— Isso é uma piada? Alguma tática motivacional nova?
— Não é piada — disse Ancelotti, a voz firme apesar da fragilidade. — Eu não entendo como, os médicos não entendem... mas é real. É seu.
Endrick deu um passo para trás, como se tivesse sido atingido por um chute no peito. A imagem de sua carreira, dos contratos publicitários, da sua imagem de "menino de ouro" do Brasil passou como um filme em sua mente. Ele olhou para Ancelotti e, em vez de amor ou preocupação, sentiu apenas o peso de uma âncora que poderia afundar sua trajetória.
— Eu não posso ter isso agora — disse Endrick, a voz fria. — Eu sou o futuro do país. Eu não posso estar envolvido em um escândalo desses. Um treinador e um jogador? E... isso?
— Endrick, eu estou falando da nossa vida — apelou Carlo, levantando-se.
— Não — interrompeu o jovem. — Você escolheu o Igor Thiago para o campo. Agora, escolha quem você quiser para isso. Eu estou fora.
Sem olhar para trás, Endrick saiu do quarto, deixando para trás o homem que o amava e o segredo que mudaria tudo.
Nos dias seguintes, o clima na seleção ficou insuportável. Ancelotti tentava manter a compostura, mas os enjoos matinais e a exaustão eram visíveis. Ele se isolou, e a única pessoa que pareceu notar sua vulnerabilidade foi justamente quem ele menos esperava: Igor Thiago.
Igor era um homem simples, de coração enorme e observação aguçada. Ele via como Endrick ignorava o treinador, via como Ancelotti perdia o brilho nos olhos durante as preleções.
Uma tarde, após um treino em que Ancelotti quase desmaiou à beira do campo, Igor o amparou.
— Professor, o senhor não está bem — disse Igor, passando o braço de Carlo sobre seus ombros largos. — Vamos para a enfermaria.
— Não, Igor... eu só preciso de um pouco de água — tentou protestar o italiano.
— O senhor precisa de cuidado — insistiu o atacante, levando-o para a área privativa dos vestiários.
Lá, longe de câmeras e de Endrick, a verdade acabou saindo em um momento de fraqueza. Ancelotti, exausto de carregar o fardo sozinho, desabou. Ele contou a Igor sobre a gravidez impossível e sobre o abandono de Endrick.
Igor Thiago ouviu tudo em silêncio. Ele não julgou a bizarrice da situação, nem a ética do relacionamento. Ele apenas olhou para o homem à sua frente, um homem que ele respeitava imensamente, e viu alguém que precisava de um porto seguro.
— Ele é um moleque, professor — disse Igor, segurando as mãos de Ancelotti. — Tem talento nos pés, mas não tem nada no peito.
— O que eu vou fazer, Igor? — perguntou Carlo, as lágrimas finalmente caindo. — A minha carreira acabou. A minha vida...
— Nada acabou — Igor disse com uma firmeza que surpreendeu o treinador. — Se o senhor me permitir, eu assumo.
Ancelotti piscou, confuso.
— O quê?
— Eu assumo esse filho. Eu assumo o senhor. Ninguém precisa saber da verdade sobre o Endrick. Vamos dizer que é meu. Eu cuido de vocês.
— Mas Igor... sua carreira, sua imagem...
— Eu não jogo por fama, professor. Eu jogo por amor ao que faço. E eu não vou deixar o senhor passar por isso sozinho enquanto aquele garoto desfila como se nada tivesse acontecido.
A partir daquele dia, a dinâmica mudou. Endrick observava de longe, com um misto de alívio e uma pontada inexplicável de ciúme, enquanto Igor Thiago se tornava a sombra constante de Ancelotti. Igor trazia água, garantia que o treinador se alimentasse e, nas coletivas de imprensa, era ele quem defendia Carlo de qualquer crítica.
Meses depois, a barriga de Ancelotti começou a aparecer, discretamente escondida sob roupas largas e casacos. A notícia de que o treinador e o atacante Igor Thiago estavam em um relacionamento sério e esperando um filho "gerado por meios extraordinários" chocou o mundo do futebol, mas a postura protetora de Igor silenciou os críticos.
Endrick, por outro lado, brilhava nos campos, mas sentia um vazio crescente. Ele era o titular agora, já que Igor Thiago muitas vezes pedia para ser reserva para poder estar perto de Ancelotti nas viagens, cuidando do bem-estar do parceiro.
Em uma noite de final de campeonato, Endrick viu Igor e Ancelotti no banco de reservas. Igor tinha a mão pousada suavemente sobre o ventre de Carlo, e os dois trocavam um olhar de cumplicidade e paz que Endrick nunca conhecera.
Ele havia escolhido o sucesso. Ele havia escolhido a titularidade. Mas, ao ver a cena, o "menino de ouro" percebeu que, na busca por ser o maior do mundo, ele havia se tornado o menor dos homens.
— Próxima substituição! — gritou o assistente técnico.
Endrick entrou em campo sob os aplausos de milhares, mas pela primeira vez, o som da torcida parecia apenas um ruído oco. Ele olhou para o banco uma última vez e viu Igor Thiago beijar a testa de Ancelotti.
O jogo continuou, o apito final soou, e enquanto Endrick levantava o troféu, Igor Thiago levantava algo muito mais valioso: a responsabilidade de ser o homem que Endrick nunca teve coragem de ser.
Do outro lado do campo, Igor Thiago finalizava uma jogada ensaiada. O centroavante era forte, eficiente e tinha a confiança tática do treinador italiano. Ancelotti, com sua sobrancelha eternamente arqueada e o chiclete mascado ritmicamente, observava tudo à beira do campo, com os braços cruzados sobre o agasalho da CBF.
— Igor, excelente movimentação! — gritou Ancelotti, em seu português ainda carregado de sotaque europeu. — É isso que eu quero. Estrutura!
Endrick parou, ofegante, sentindo o suor escorrer pela nuca. Ele havia marcado três gols no coletivo, driblado metade da defesa reserva e, ainda assim, o elogio não viera para ele. A frustração era um gosto amargo na boca, mas havia algo mais profundo ali. Algo que ia além do futebol.
O treino terminou e os jogadores começaram a se dispersar para os vestiários. Endrick retardou o passo, fingindo ajustar as meias, até que restassem apenas ele e o treinador no campo.
— Professor — chamou Endrick, a voz um pouco mais trêmula do que ele gostaria.
Ancelotti virou-se, o olhar calmo, mas impenetrável.
— Sim, Endrick? Por que ainda está aqui? Precisa de descanso para o amistoso de amanhã.
— O senhor sabe que eu deveria ser o titular — disse o jovem, aproximando-se. — O Igor é bom, mas eu sou mais rápido, eu crio mais. Por que me deixar no banco de novo?
Ancelotti suspirou, dando alguns passos na direção do rapaz. Ele era muito mais velho, um homem de história e glórias, enquanto Endrick era o futuro em estado bruto.
— Futebol não é apenas sobre ser o melhor, garoto — disse Carlo, baixando o tom de voz. — É sobre o momento certo. Eu estou protegendo você.
— Eu não quero proteção — rebateu Endrick, agora a poucos centímetros do italiano. — Eu quero jogar. Eu quero que o senhor confie em mim... da mesma forma que eu confio no que temos fora daqui.
O silêncio que se seguiu foi denso. Nos últimos meses, o que começara como conselhos de mentor e discípulo havia se transformado em algo clandestino, ardente e proibido. Encontros em hotéis de luxo durante as convocações, mensagens apagadas às pressas, o toque das mãos que não deveriam se tocar.
Ancelotti olhou ao redor para garantir que estavam sozinhos e, por um breve segundo, a máscara de treinador caiu. Ele tocou o rosto de Endrick com a palma da mão.
— Você é impaciente — sussurrou Carlo. — Isso vai ser a sua ruína.
— Ou a minha vitória — respondeu Endrick, antes de puxar o treinador para um beijo rápido e urgente atrás das redes de proteção.
As semanas se passaram e a Seleção Brasileira vivia um clima de euforia, mas os bastidores eram sombrios. Endrick continuava no banco, entrando apenas nos segundos tempos, enquanto Igor Thiago se consolidava como o "homem de confiança" de Ancelotti. A relação entre o jovem craque e o treinador começou a se desgastar sob o peso do ego e do segredo.
Certa noite, na concentração antes de uma viagem crucial, Ancelotti chamou Endrick ao seu quarto. O treinador parecia pálido, a postura geralmente ereta estava levemente curvada.
— Precisamos conversar — disse Ancelotti, fechando a porta atrás do jogador.
— Se for para dizer que o Igor começa jogando de novo, eu não quero ouvir — Endrick cruzou os braços, a arrogância de quem sabe que tem o mundo aos pés transbordando.
— É algo mais sério — Carlo sentou-se na beira da cama, as mãos entrelaçadas. — Eu não sei como explicar isso... a ciência, o destino... eu não sei. Mas eu fui ao médico hoje. Eu não estava me sentindo bem.
Endrick franziu a testa, a irritação dando lugar a uma confusão genuína.
— O que foi? Algum problema no coração?
— Não — Ancelotti olhou nos olhos dele, e havia um medo ali que Endrick nunca vira. — Eu estou grávido, Endrick.
O silêncio que se seguiu foi absoluto, quebrado apenas pelo som do ar-condicionado. Endrick soltou uma risada seca, nervosa.
— Isso é uma piada? Alguma tática motivacional nova?
— Não é piada — disse Ancelotti, a voz firme apesar da fragilidade. — Eu não entendo como, os médicos não entendem... mas é real. É seu.
Endrick deu um passo para trás, como se tivesse sido atingido por um chute no peito. A imagem de sua carreira, dos contratos publicitários, da sua imagem de "menino de ouro" do Brasil passou como um filme em sua mente. Ele olhou para Ancelotti e, em vez de amor ou preocupação, sentiu apenas o peso de uma âncora que poderia afundar sua trajetória.
— Eu não posso ter isso agora — disse Endrick, a voz fria. — Eu sou o futuro do país. Eu não posso estar envolvido em um escândalo desses. Um treinador e um jogador? E... isso?
— Endrick, eu estou falando da nossa vida — apelou Carlo, levantando-se.
— Não — interrompeu o jovem. — Você escolheu o Igor Thiago para o campo. Agora, escolha quem você quiser para isso. Eu estou fora.
Sem olhar para trás, Endrick saiu do quarto, deixando para trás o homem que o amava e o segredo que mudaria tudo.
Nos dias seguintes, o clima na seleção ficou insuportável. Ancelotti tentava manter a compostura, mas os enjoos matinais e a exaustão eram visíveis. Ele se isolou, e a única pessoa que pareceu notar sua vulnerabilidade foi justamente quem ele menos esperava: Igor Thiago.
Igor era um homem simples, de coração enorme e observação aguçada. Ele via como Endrick ignorava o treinador, via como Ancelotti perdia o brilho nos olhos durante as preleções.
Uma tarde, após um treino em que Ancelotti quase desmaiou à beira do campo, Igor o amparou.
— Professor, o senhor não está bem — disse Igor, passando o braço de Carlo sobre seus ombros largos. — Vamos para a enfermaria.
— Não, Igor... eu só preciso de um pouco de água — tentou protestar o italiano.
— O senhor precisa de cuidado — insistiu o atacante, levando-o para a área privativa dos vestiários.
Lá, longe de câmeras e de Endrick, a verdade acabou saindo em um momento de fraqueza. Ancelotti, exausto de carregar o fardo sozinho, desabou. Ele contou a Igor sobre a gravidez impossível e sobre o abandono de Endrick.
Igor Thiago ouviu tudo em silêncio. Ele não julgou a bizarrice da situação, nem a ética do relacionamento. Ele apenas olhou para o homem à sua frente, um homem que ele respeitava imensamente, e viu alguém que precisava de um porto seguro.
— Ele é um moleque, professor — disse Igor, segurando as mãos de Ancelotti. — Tem talento nos pés, mas não tem nada no peito.
— O que eu vou fazer, Igor? — perguntou Carlo, as lágrimas finalmente caindo. — A minha carreira acabou. A minha vida...
— Nada acabou — Igor disse com uma firmeza que surpreendeu o treinador. — Se o senhor me permitir, eu assumo.
Ancelotti piscou, confuso.
— O quê?
— Eu assumo esse filho. Eu assumo o senhor. Ninguém precisa saber da verdade sobre o Endrick. Vamos dizer que é meu. Eu cuido de vocês.
— Mas Igor... sua carreira, sua imagem...
— Eu não jogo por fama, professor. Eu jogo por amor ao que faço. E eu não vou deixar o senhor passar por isso sozinho enquanto aquele garoto desfila como se nada tivesse acontecido.
A partir daquele dia, a dinâmica mudou. Endrick observava de longe, com um misto de alívio e uma pontada inexplicável de ciúme, enquanto Igor Thiago se tornava a sombra constante de Ancelotti. Igor trazia água, garantia que o treinador se alimentasse e, nas coletivas de imprensa, era ele quem defendia Carlo de qualquer crítica.
Meses depois, a barriga de Ancelotti começou a aparecer, discretamente escondida sob roupas largas e casacos. A notícia de que o treinador e o atacante Igor Thiago estavam em um relacionamento sério e esperando um filho "gerado por meios extraordinários" chocou o mundo do futebol, mas a postura protetora de Igor silenciou os críticos.
Endrick, por outro lado, brilhava nos campos, mas sentia um vazio crescente. Ele era o titular agora, já que Igor Thiago muitas vezes pedia para ser reserva para poder estar perto de Ancelotti nas viagens, cuidando do bem-estar do parceiro.
Em uma noite de final de campeonato, Endrick viu Igor e Ancelotti no banco de reservas. Igor tinha a mão pousada suavemente sobre o ventre de Carlo, e os dois trocavam um olhar de cumplicidade e paz que Endrick nunca conhecera.
Ele havia escolhido o sucesso. Ele havia escolhido a titularidade. Mas, ao ver a cena, o "menino de ouro" percebeu que, na busca por ser o maior do mundo, ele havia se tornado o menor dos homens.
— Próxima substituição! — gritou o assistente técnico.
Endrick entrou em campo sob os aplausos de milhares, mas pela primeira vez, o som da torcida parecia apenas um ruído oco. Ele olhou para o banco uma última vez e viu Igor Thiago beijar a testa de Ancelotti.
O jogo continuou, o apito final soou, e enquanto Endrick levantava o troféu, Igor Thiago levantava algo muito mais valioso: a responsabilidade de ser o homem que Endrick nunca teve coragem de ser.
