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Sofia x Daniel!)
Fandom: Kaatieverse(fpe)
Criado: 19/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHumorCrack / Humor ParódicoCenário Canônico
O Impulso de uma Coroa de Flores
O corredor da Academia estava estranhamente silencioso naquela tarde, banhado por uma luz alaranjada que atravessava as janelas altas, pintando o chão de tons quentes. Daniel estava encostado em um dos armários de metal, sentindo o peso familiar de sua coroa de flores brancas sobre os cabelos castanhos despenteados. Ele mexia nervosamente na barra de seu moletom amarelo, os dedos traçando a faixa preta que cortava o tecido ao meio.
Seu olho esquerdo, de um azul límpido, estava fixo em um ponto específico a poucos metros de distância. O olho direito, como de costume, permanecia quase totalmente fechado, dando-lhe aquele ar sonhador e tímido que todos na escola já conheciam. O motivo de seu transe tinha nome, sobrenome e um sorriso que fazia seu coração errar a batida: Sofia.
Ela estava ali, parada perto de uma das grandes plantas ornamentais do corredor, distraída enquanto ajustava a pulseira de pérolas no pulso direito. O cabelo bicolor de Sofia — castanho-acinzentado em cima e preto embaixo — brilhava sob a luz do sol, e o laço bege em sua cabeça parecia perfeitamente posicionado.
Daniel queria dizer algo. Ele realmente queria. Ele tinha ensaiado frases simples como "Oi, Sofia, como vai o seu camaleão?" ou "Seu vestido está bonito hoje", mas as palavras pareciam areia movediça em sua garganta. Sempre que ele tentava dar um passo à frente, suas botas pretas pareciam pesar toneladas.
Sofia, sentindo que estava sendo observada, virou o rosto levemente. Seus olhos com heterocromia — um verde-oliva e o outro de um azul-turquesa profundo — encontraram os de Daniel. Ela inclinou a cabeça para o lado, uma expressão de confusão suave cruzando seu rosto delicado.
— Daniel? — chamou ela, sua voz soando como uma melodia calma. — Está tudo bem? Você está aí parado faz um tempo.
As bochechas de Daniel, que já eram naturalmente rosadas, ganharam um tom carmim intenso. Ele desviou o olhar para o chão, fingindo um interesse súbito em uma rachadura no piso.
— Ah... oi, Sofia. Sim, tudo... tudo ótimo. Só estava... pensando. — Ele gaguejou, a mecha rebelde de seu cabelo balançando enquanto ele balançava a cabeça.
Sofia deu alguns passos em direção a ele, o farfalhar de seu vestido bege e a renda nas mangas movendo-se com delicadeza. Ela não parecia incomodada com o jeito estranho dele; na verdade, ela sempre achara a timidez de Daniel algo cativante.
— Pensando em quê? — perguntou ela, parando a uma distância segura, mas próxima o suficiente para que Daniel pudesse sentir o perfume suave que emanava dela.
— Em nada importante! Quer dizer, em flores... e... — Daniel tentou formular uma frase coerente, mas seu cérebro parecia ter entrado em curto-circuito.
O que nenhum dos dois percebeu foi a figura vibrante que se aproximava sorrateiramente por trás das sombras de um pilar. Xister, com seu habitual entusiasmo caótico e sua paixão por tudo que fosse roxo, observava a cena com um brilho malicioso nos olhos. Ela adorava Sofia e Daniel, mas achava que a lentidão daqueles dois era um crime contra o romance.
— Ah, qual é! — sussurrou Xister para si mesma, ajeitando sua postura. — Esses dois precisam de um empurrãozinho... ou de um empurrãozão!
Com um sorriso travesso que prometia travessura, Xister saltou de trás do pilar com uma agilidade impressionante. Ela não deu tempo para que nenhum dos dois reagisse. Antes que Daniel pudesse terminar sua frase sobre flores, Xister já estava posicionada entre eles, esticando os braços e colocando as mãos firmemente atrás da cabeça de cada um.
— O que...? — Daniel começou a dizer, arregalando o olho azul.
— Xister? — Sofia exclamou, surpresa pela aparição repentina da amiga.
— Menos conversa e mais ação, pombinhos! — gritou Xister, soltando uma risada frenética.
Com um movimento brusco e coordenado, Xister empurrou a cabeça de Daniel para frente e puxou a de Sofia na direção oposta. O impacto foi inevitável.
O mundo pareceu parar por um segundo. Os lábios de Daniel selaram-se contra os de Sofia em um beijo desajeitado, mas direto. Foi um selinho firme, causado pelo impulso de Xister, que não demonstrava a menor intenção de soltá-los imediatamente.
Os olhos de Daniel se arregalaram tanto que ele sentiu que o olho direito finalmente se abriria por completo. O contato era morno, macio e carregado de um choque elétrico que percorreu toda a sua espinha. Sofia, por sua vez, congelou no lugar. Seus olhos heterocromáticos piscaram rapidamente, processando o que estava acontecendo.
Xister mantinha a pressão, rindo baixinho enquanto observava o rubor intenso que se espalhava pelos rostos dos dois. Daniel estava tão vermelho que parecia que ia entrar em combustão espontânea a qualquer momento.
— Hmmm! — Daniel tentou emitir algum som abafado, suas mãos subindo instintivamente para o ar, sem saber onde se apoiar.
Sofia, recuperando-se do choque inicial, não recuou. Em vez disso, suas mãos pequenas subiram e agarraram os ombros do moletom amarelo de Daniel, segurando-o com firmeza. Ela fechou os olhos, permitindo-se sentir o momento, mesmo que a situação fosse completamente absurda e forçada por uma terceira pessoa.
Finalmente, Xister soltou as mãos, dando um salto para trás e aplaudindo como se tivesse acabado de assistir ao final de um filme épico.
— Pronto! A tensão estava me matando! — exclamou Xister, limpando uma lágrima imaginária do olho. — Vocês dois são muito lentos, sério.
Daniel tropeçou para trás assim que foi libertado, levando a mão à boca, o coração batendo tão forte que ele podia ouvi-lo nos ouvidos. Ele olhou para Sofia, depois para Xister, e depois para o nada, completamente em choque.
— Eu... eu... Xister, por que você...? — Daniel tentou falar, mas sua voz saiu em um falsete agudo. — Sofia, eu sinto muito! Eu não queria... quer dizer, eu queria, mas não assim! Eu...
Ele estava prestes a sair correndo de vergonha, as botas pretas já se virando para a saída do corredor, quando sentiu um toque suave em seu pulso.
Sofia ainda estava corada, mas havia um sorriso doce e genuíno em seu rosto. Ela não parecia brava. Na verdade, havia um brilho de satisfação em seu olhar verde e azul.
— Daniel, calma — disse ela, sua voz suave acalmando a tempestade interna do garoto.
— Mas a Xister... ela simplesmente... — Daniel apontou para a garota de roxo, que agora estava fazendo uma dancinha de vitória ao fundo.
— Eu sei o que ela fez — interrompeu Sofia, aproximando-se dele novamente. Ela soltou o pulso dele e entrelaçou seus dedos nos dele por um breve momento. — Mas, para ser sincera... eu gostei do beijo.
Daniel parou de tremer instantaneamente. O silêncio voltou a reinar no corredor, mas desta vez não era um silêncio desconfortável. Era algo novo, cheio de promessas.
— Gostou? — perguntou ele, a voz quase um sussurro deslumbrado.
— Sim — respondeu Sofia, dando um passo à frente e ajustando a coroa de flores na cabeça dele, que tinha ficado torta com a confusão. — Só que, da próxima vez, espero que seja você a tomar a iniciativa. Sem precisar de uma "ajudinha" da Xister.
Xister, ouvindo isso, colocou as mãos na cintura e fez uma pose heróica.
— Eu sou uma fada madrinha moderna, aceitem! — gritou ela, antes de sair saltitando pelo corredor, sua silhueta roxa sumindo na curva enquanto ela cantarolava uma melodia alegre.
Daniel olhou para Sofia, sentindo uma coragem que nunca experimentara antes. Ele ainda estava morrendo de vergonha, mas ver Sofia sorrindo daquele jeito para ele mudava tudo.
— Eu... eu vou tentar — prometeu Daniel, finalmente abrindo um sorriso tímido que fez suas bochechas rosadas parecerem ainda mais adoráveis. — Prometo que da próxima vez não vou precisar que ninguém me empurre.
Sofia riu, uma risada clara e cristalina.
— Acho bom. Agora, vamos? Meu camaleão deve estar com fome, e eu adoraria que você me ajudasse a alimentá-lo.
Daniel assentiu rapidamente, sentindo-se o garoto mais sortudo da Academia. Enquanto caminhavam lado a lado pelo corredor, as pontas de seus dedos se tocando ocasionalmente, ele percebeu que, apesar do susto, deveria agradecer a Xister mais tarde. Afinal, às vezes, um empurrão era exatamente o que faltava para transformar um sonho tímido em uma realidade colorida.
Seu olho esquerdo, de um azul límpido, estava fixo em um ponto específico a poucos metros de distância. O olho direito, como de costume, permanecia quase totalmente fechado, dando-lhe aquele ar sonhador e tímido que todos na escola já conheciam. O motivo de seu transe tinha nome, sobrenome e um sorriso que fazia seu coração errar a batida: Sofia.
Ela estava ali, parada perto de uma das grandes plantas ornamentais do corredor, distraída enquanto ajustava a pulseira de pérolas no pulso direito. O cabelo bicolor de Sofia — castanho-acinzentado em cima e preto embaixo — brilhava sob a luz do sol, e o laço bege em sua cabeça parecia perfeitamente posicionado.
Daniel queria dizer algo. Ele realmente queria. Ele tinha ensaiado frases simples como "Oi, Sofia, como vai o seu camaleão?" ou "Seu vestido está bonito hoje", mas as palavras pareciam areia movediça em sua garganta. Sempre que ele tentava dar um passo à frente, suas botas pretas pareciam pesar toneladas.
Sofia, sentindo que estava sendo observada, virou o rosto levemente. Seus olhos com heterocromia — um verde-oliva e o outro de um azul-turquesa profundo — encontraram os de Daniel. Ela inclinou a cabeça para o lado, uma expressão de confusão suave cruzando seu rosto delicado.
— Daniel? — chamou ela, sua voz soando como uma melodia calma. — Está tudo bem? Você está aí parado faz um tempo.
As bochechas de Daniel, que já eram naturalmente rosadas, ganharam um tom carmim intenso. Ele desviou o olhar para o chão, fingindo um interesse súbito em uma rachadura no piso.
— Ah... oi, Sofia. Sim, tudo... tudo ótimo. Só estava... pensando. — Ele gaguejou, a mecha rebelde de seu cabelo balançando enquanto ele balançava a cabeça.
Sofia deu alguns passos em direção a ele, o farfalhar de seu vestido bege e a renda nas mangas movendo-se com delicadeza. Ela não parecia incomodada com o jeito estranho dele; na verdade, ela sempre achara a timidez de Daniel algo cativante.
— Pensando em quê? — perguntou ela, parando a uma distância segura, mas próxima o suficiente para que Daniel pudesse sentir o perfume suave que emanava dela.
— Em nada importante! Quer dizer, em flores... e... — Daniel tentou formular uma frase coerente, mas seu cérebro parecia ter entrado em curto-circuito.
O que nenhum dos dois percebeu foi a figura vibrante que se aproximava sorrateiramente por trás das sombras de um pilar. Xister, com seu habitual entusiasmo caótico e sua paixão por tudo que fosse roxo, observava a cena com um brilho malicioso nos olhos. Ela adorava Sofia e Daniel, mas achava que a lentidão daqueles dois era um crime contra o romance.
— Ah, qual é! — sussurrou Xister para si mesma, ajeitando sua postura. — Esses dois precisam de um empurrãozinho... ou de um empurrãozão!
Com um sorriso travesso que prometia travessura, Xister saltou de trás do pilar com uma agilidade impressionante. Ela não deu tempo para que nenhum dos dois reagisse. Antes que Daniel pudesse terminar sua frase sobre flores, Xister já estava posicionada entre eles, esticando os braços e colocando as mãos firmemente atrás da cabeça de cada um.
— O que...? — Daniel começou a dizer, arregalando o olho azul.
— Xister? — Sofia exclamou, surpresa pela aparição repentina da amiga.
— Menos conversa e mais ação, pombinhos! — gritou Xister, soltando uma risada frenética.
Com um movimento brusco e coordenado, Xister empurrou a cabeça de Daniel para frente e puxou a de Sofia na direção oposta. O impacto foi inevitável.
O mundo pareceu parar por um segundo. Os lábios de Daniel selaram-se contra os de Sofia em um beijo desajeitado, mas direto. Foi um selinho firme, causado pelo impulso de Xister, que não demonstrava a menor intenção de soltá-los imediatamente.
Os olhos de Daniel se arregalaram tanto que ele sentiu que o olho direito finalmente se abriria por completo. O contato era morno, macio e carregado de um choque elétrico que percorreu toda a sua espinha. Sofia, por sua vez, congelou no lugar. Seus olhos heterocromáticos piscaram rapidamente, processando o que estava acontecendo.
Xister mantinha a pressão, rindo baixinho enquanto observava o rubor intenso que se espalhava pelos rostos dos dois. Daniel estava tão vermelho que parecia que ia entrar em combustão espontânea a qualquer momento.
— Hmmm! — Daniel tentou emitir algum som abafado, suas mãos subindo instintivamente para o ar, sem saber onde se apoiar.
Sofia, recuperando-se do choque inicial, não recuou. Em vez disso, suas mãos pequenas subiram e agarraram os ombros do moletom amarelo de Daniel, segurando-o com firmeza. Ela fechou os olhos, permitindo-se sentir o momento, mesmo que a situação fosse completamente absurda e forçada por uma terceira pessoa.
Finalmente, Xister soltou as mãos, dando um salto para trás e aplaudindo como se tivesse acabado de assistir ao final de um filme épico.
— Pronto! A tensão estava me matando! — exclamou Xister, limpando uma lágrima imaginária do olho. — Vocês dois são muito lentos, sério.
Daniel tropeçou para trás assim que foi libertado, levando a mão à boca, o coração batendo tão forte que ele podia ouvi-lo nos ouvidos. Ele olhou para Sofia, depois para Xister, e depois para o nada, completamente em choque.
— Eu... eu... Xister, por que você...? — Daniel tentou falar, mas sua voz saiu em um falsete agudo. — Sofia, eu sinto muito! Eu não queria... quer dizer, eu queria, mas não assim! Eu...
Ele estava prestes a sair correndo de vergonha, as botas pretas já se virando para a saída do corredor, quando sentiu um toque suave em seu pulso.
Sofia ainda estava corada, mas havia um sorriso doce e genuíno em seu rosto. Ela não parecia brava. Na verdade, havia um brilho de satisfação em seu olhar verde e azul.
— Daniel, calma — disse ela, sua voz suave acalmando a tempestade interna do garoto.
— Mas a Xister... ela simplesmente... — Daniel apontou para a garota de roxo, que agora estava fazendo uma dancinha de vitória ao fundo.
— Eu sei o que ela fez — interrompeu Sofia, aproximando-se dele novamente. Ela soltou o pulso dele e entrelaçou seus dedos nos dele por um breve momento. — Mas, para ser sincera... eu gostei do beijo.
Daniel parou de tremer instantaneamente. O silêncio voltou a reinar no corredor, mas desta vez não era um silêncio desconfortável. Era algo novo, cheio de promessas.
— Gostou? — perguntou ele, a voz quase um sussurro deslumbrado.
— Sim — respondeu Sofia, dando um passo à frente e ajustando a coroa de flores na cabeça dele, que tinha ficado torta com a confusão. — Só que, da próxima vez, espero que seja você a tomar a iniciativa. Sem precisar de uma "ajudinha" da Xister.
Xister, ouvindo isso, colocou as mãos na cintura e fez uma pose heróica.
— Eu sou uma fada madrinha moderna, aceitem! — gritou ela, antes de sair saltitando pelo corredor, sua silhueta roxa sumindo na curva enquanto ela cantarolava uma melodia alegre.
Daniel olhou para Sofia, sentindo uma coragem que nunca experimentara antes. Ele ainda estava morrendo de vergonha, mas ver Sofia sorrindo daquele jeito para ele mudava tudo.
— Eu... eu vou tentar — prometeu Daniel, finalmente abrindo um sorriso tímido que fez suas bochechas rosadas parecerem ainda mais adoráveis. — Prometo que da próxima vez não vou precisar que ninguém me empurre.
Sofia riu, uma risada clara e cristalina.
— Acho bom. Agora, vamos? Meu camaleão deve estar com fome, e eu adoraria que você me ajudasse a alimentá-lo.
Daniel assentiu rapidamente, sentindo-se o garoto mais sortudo da Academia. Enquanto caminhavam lado a lado pelo corredor, as pontas de seus dedos se tocando ocasionalmente, ele percebeu que, apesar do susto, deveria agradecer a Xister mais tarde. Afinal, às vezes, um empurrão era exatamente o que faltava para transformar um sonho tímido em uma realidade colorida.
